Boa Restorán – Comida real, feita por pessoas reais no Chile


Há poucos dias, viajei ao Chile a convite da companhia aérea SKY Airline, para criação de conteúdo sobre a cidade de Santiago. E aproveitei a oportunidade para me aprofundar na gastronomia chilena. Foi assim que cheguei ao BOA restorán.

Durante toda a viagem (foram dez dias), passamos por muitos espaços especiais. E o foco esteve sempre sobre uma experiência mais intensa e imersa no mundo dos vinhos (a propósito, falaremos muito sobre isso aqui no blog).

Porém, como sigo um estilo de vida slow e o ritmo da viagem estava um pouco frenético, decidi desligar um pouco nos últimos dois dias e fazer um detox. 

Não que precisasse me desintoxicar das coisas incríveis que vivi no Chile. Mas precisava –de verdade– provar algo que trouxesse, de alguma maneira, ainda mais propósito aquela experiência gastronômica que estava vivenciando. Foi assim que escolhi, como último restaurante a ser visitado, o BOA. 

Não poderia ter feito escolha melhor.

O BOA fica a poucos passos de um dos pontos turísticos mais importantes da América Latina – o SKY costanera. O descobri pela internet, através do Instagram.

Para acessar o restaurante é necessário subir dois jogos de escada. E aí, vem a surpresa! O BOA tem uma decoração que faz fusão entre o estilo industrial e conceitos ecológicos sustentáveis. 

À primeira vista, os aspectos visuais me lembraram uma caravela. E alguns instantes depois, com uma vista geral, pude concluir que estava em um restaurante no meio da selva. O mais incrível, é que não há nada de selva, além do próprio BOA. Arredores, muitos prédios, comércios, cimento. Isso fez com que meu corpo inteiro se arrepiasse – é possível, é real. Pensei.

Todo o cardápio do BOA, é elaborado ingredientes de produtores locais e sempre orgânicos, fazendo com que a qualidade, frescor e sabor estejam presentes em todos os pratos elaborados pelos chefs da casa. 

Francisca Dibàn, é designer gráfico, coach health e fundadora do restaurante BOA. Ainda tímida, porém, com absoluta propriedade sobre sua fala, a “quase simpática” (vide Instagram) Francisca, nos contou um pouco de história. Um pouco sobre como tudo começou. 

Que o BOA ergue bandeira de um manifesto importante: consciência. Todo o processo de construção do BOA, foi visando melhor qualidade de vida, seres humanos mais conscientes e consequentemente, um mundo melhor. E colocar o BOA exatamente meio a energia agitada pelas ruas e bairros que envolvem o Costanera Center, foi um desafio, mas com grande e nobre propósito.

A comida do restaurante, como disse acima, é feita por produtores locais. E os produtos, são de máxima qualidade. Apesar de não ser vegano, as carnes contidas na cozinha do BOA, são sem adição de hormônios. Os processos de produção e reprodução não são forçados. As galinhas, quais os ovos são recolhidos, vivem livres. Sempre respeitando o processo natural de cada uma delas. Verduras, legumes, frutas, são plantados e colhidos no Chile, orgânicos, sem agrotóxicos. E o café, também local. Plantado, colhido e tostado no Chile. Daí o comida real, feita por pessoas reais. 

Mas não acaba por aí! O BOA é consciente. Tem ciência sobre os impactos que possa causar no meio ambiente. Por isso, os vidros utilizados, são todos reciclados. Os canudos, são de ferro. A energia é solar. E a água também é reaproveitada, após um processo de purificação. E Francisca foi bastante objetiva em suas palavras: esperamos melhorar ainda mais no futuro.

O menu é bem criativo, intuitivo, honesto e bastante completo! Há comidas para compartilhar, bowls, saladas, doces e elementos para um bom brunch. Estacional. Ou seja: significa que a elaboração de pratos acontece de acordo com a estação do ano. Dizem que os brunchs do BOA, além de culturais, são MUITO bons. Pretendo provar numa próxima estadia na cidade.

Ah! Vale mencionar que, por conta do sucesso que tem sido, é muito importante que sejam feitas reservas previamente. Você pode fazer através do link disposto no Instagram do restaurante. Há três espaços disponíveis para reserva: o “salón”, a “Terraza” e a “Barra”. 

Vou contar um pouquinho sobre as minhas escolhas: a entrada foi um pão similar ao brioche, delicioso. As bebidas, chegarão bem rápido. Minha escolha, foi uma soda italiana. O dia estava quente. Caiu muito bem. O prato principal, foi o “Flor de coliflor”, que consistia em uma deliciosa couve-flor assada, temperada com iguarias, maionese artesanal, acompanhada de saladas de brócolis, com toques cítricos e amêndoas tostadas. Entre todos os pratos que estavam à mesa, o meu foi eleito como o mais saboroso. E sabe o que é mais legal nisso tudo? Era o único prato vegetariano que havíamos escolhido.

Depois de pratos que foram praticamente um deleite, as sobremesas completaram nossa satisfação. Estavam maravilhosas! Se não me falha a memória, escolhemos as sobremesas da semana. Elas não estão fixas no menu. Mas vale a pena perguntar, viu?!

Para encerrar a experiência com chaves-de-ouro, um maravilhoso café, feito com todo cuidado e amor do mundo. Apresentação lindíssima! Amei a caneca, que apesar de ser cerâmica, tinha um aspecto visual que a fez parecer ser feita de rochas. E foi servido sobre uma bolacha de madeira. Isso deu um toque ainda mais especial ao encerramento daquela maravilhosa e inesquecível experiência gastronômica.

Ficam aqui os nossos agradecimentos à toda equipe do BOA. Que o mundo descubra essa magia de vocês!

Agradeço especialmente à Francisca que prontamente nos acolheu e agregou tanto valor à nossa experiência e documentário. Gratidão, Fo! Você é fabulosa!

Trouxe o BOA como referência para o Brasil! E deixei um pedacinho do meu coração com vocês.


Localização do Boa Restorán:
Tajamar 287, Las Condes, Región Metropolitana, Chile

https://goo.gl/maps/g9ux5poWyfVqnCd48


E você que está me lendo aqui no blog, te convido a me acompanhar no @blogdalira

Com afeto; Lira.

Publicado por Lira | Escritora e Criadora de Conteúdo

Paulistana, quase 30, radicada em Mogi das Cruzes, criando conteúdo pelo mundo, abrindo minha própria caixa de Pandora, apreciando o poder da solitude, expandindo minha espiritualidade e acolhendo com amorosidade o meu -nem sempre compreendido- espírito livre. Redatora (ESPM), autora do livro "A Revolução da Cinderela" em parceria com a Young & Rubicam para a Plan International. Empresária e fundadora da @pocketagency e @tipsdalira. Terapeuta (CRT) há dois anos. E estudante de Empreendedorismo em Harvard University (Harvard-X).

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