City Tour em Punta Del Este (meu aniversário, um ciclone e um castelo místico)


Você tem dúvidas sobre o que fazer em Punta Del Este? Conheci o balneário mais famoso do Uruguai, e um dos mais famosos do mundo, com a melhor agência de turismo para Brasileiros no Uruguai. E fiz questão de contar minha experiência em detalhes nesse post carregado de sentimentos e perspectivas muito pessoais.

Se você ainda não viu as primeiras postagens sobre minha viagem ao Uruguai, é só clicar nos links abaixo de acordo com seu interesse:

Nosso tour foi todo coordenado pela maravilhosa Brasileiros No Uruguai — especializada em serviços completos de turismo, para brasileiros no Uruguai.

Atenção: todo o conteúdo é autoral. Inclusive, imagens. Está estritamente proibida sua utilização sem prévia autorização da autora.

Era dia 19 de Junho de 2019. Dia do meu aniversário. Bem, nunca fui muito apegada com essa coisa de aniversário. Mas aquele ano foi diferente para mim. Era ano de renascimento. Então, resolvi celebrar -dessa vez, de maneira diferente de todas as outras- fora do Brasil. E bota diferente nisso.

O primeiro ciclone, a gente nunca esquece

Depois de experienciado uma turbulência de verdade, depois de ter conhecido o deserto mais seco do mundo, ter passado por tremores chilenos, enfrentado baixíssimas temperaturas (sem blusa porque não tinha noção alguma da variação de temperatura que poderia existir), ter ficado presa por horas no saguão de um “hotel” na Argentina, ter entrado na “cracolândia” de Salvador para buscar água (tava com sede, né)… Pensei que nada mais me surpreenderia tanto. Daí, a gente vai dormir e quando acorda:

Havia um ciclone passando por Montevideo. Sim, çumemo. Mas relaxa, é comum e geralmente, está tudo sob controle

A manhã estava escura, chuvosa, e eu poderia jurar que aquele seria o pior aniversário da minha vida não me julga, eu tava com medo de morrer haha. Isso até entrar na van do passeio, e ser super bem recebida e acolhida pelo competente e carismático guia da Brasileiros no Uruguai. Digo e repito: atendimento humanizado é fundamental para validar qualquer experiência. Continuava chovendo muito, ventando muito, tudo muito nublado. Mas meu astral já estava diferente. E é claro que aquele dia seria incrível. Até porque, sou eu quem crio minha realidade (e haviam pessoas incríveis ao meu lado).

Não foi como um passe de mágica, mas enquanto nosso guia trazia muitas histórias (com um humor excepcional) à tona, íamos adentrando na cultura uruguaia e quando menos percebemos, o sol estava lá, dando ar da graça. Saímos com a van enviada pela BNU, de Montevidéu por volta das 8 da manhã. Passamos por toda a costa, Canelones, até chegarmos no Balneário de Las Flores. Que inclusive, acolhe o lindo Castillo Pittamiglio. Preciso te contar a história desse lugar.

Sobre o castelo místico:

Vamos por partes. Enquanto passeávamos pela Rambla de Montevidéu observei (não há como não fazê-lo) um pequeno castelinho entre os muitos apartamentos. Não perguntei nada. Não fotografei. Mas aquele castelinho não saiu de minha cabeça. O que diabos um pequeno castelo estaria fazendo entre aqueles prédios? A resposta veio em Las Flores durante nossa passagem pela região, sentido Punta.

O castelo em Las Flores, era MUITO familiar ao mini-castelo em Punta Carretas. Sim, era lindíssimo! Olhando bem, dava pra perceber que na verdade, eram muralhas que cercam uma pequena casa. Muitas pessoas tiraram fotos e sem muitos detalhes, seguimos adiante. Mas aquele lugar tinha alguma coisa além de ser lindo. Era místico. Eu senti. Virei pra minha mãe e disse: “queria saber mais sobre esse castelo“. Ela soltou um “joga no Google”. Depois do passeio, já na hospedagem, foi exatamente o que fiz.

A história é tão espetacular! Confesso: merece uma postagem a parte. Mas farei um resumo, prometendo retornar em breve para contar um pouco mais, combinado?

O castelo foi construído em 1956, pelo alquimista e arquiteto ítalo-uruguaio, chamado Humberto Pittamiglio. Que foi inclusive, o homem que acolheu o “mini-castelo” em Punta Carretas. Tudo fez sentido. Uma obra complementava a outra. Ambas, comunicavam a mesma mensagem. Foi erguido no século 20 e hoje funciona como um museu e espaço cultural. Pittamiglio morava no “castelinho” e o tinha como laboratório de alquimia. Sua devoção às obras foi tanta, que desde que tomou frente, até o ano de seu falecimento, seguiu construindo. Para ele, o castelo era sempre uma obra inacabada, assim como nós. Obras inacabadas, sempre. Em 1956, o “grande castelo” (que na verdade, é apenas uma casinha cercada por um jardim atípico) “estava pronto”. Em 1966, o importante alquimista veio a falecer.

O castelo é todo cheio de referências de várias fontes, estilos, crenças. Rico em simbologias, com um jardim predominante, de vários níveis e caminhos que se encontram. Arquitetura medieval, lindíssima. Vale muito a pena –se você for como eu– dar uma parada para fotografá-lo, sentir a energia e conhecer sua bela história.

O passeio continuou pelo litoral uruguaio, margeando o Rio da Prata até a cidade de Piriápolis, que foi fundada em 1890 por Francisco Piria. Na província de Piriápolis, está localizado o Hotel Argentino Casino & Resort, que é o maior responsável por desenvolver e movimentar o turismo na região.

Seguimos para o Cerro de San Antonio. Lá, também é uma parada obrigatória. Há um mirante lindo, com vista panorâmica do balneário. Vale mencionar a charmosa Capela de San Antonio. Lá, há várias pequenas lojinhas com souvenires e um bom cafezinho. Fomos num dia de muita ventania. Se for o caso, cuidado com objetos pessoais. Eles voam. E você vai se lembra disso.

Seguimos viagem, e passamos pelo Cerro del Toro e pela Fuente de Venus. Adiante, Punta Ballena e o seu famoso Museu Casapueblo, construído pelo artista uruguaio Carlos Paéz Vilaró. Que também merece uma postagem a parte. Farei isso. A propósito, a propósito, será nossa próxima e última postagem sobre essa viagem ao Uruguai. Aguarde. Vamos seguir viagem…

Assim que saímos da Casapueblo, fomos para Punta del Este. O caminho foi bem divertido. Nosso guia, mantendo o ritmo e um humor surreal de tão bacana. Em Punta, passamos pela Avenida Francia até chegar ao bairro mais antigo de Punta del Este, o Cantegril. Pouco tempo depois, o contraste, com o bairro de Beverly Hills, com suas mansões, grandes jardins e as histórias de seus importantes moradores (há moradias de brasileiros MUITO famosos por lá). Vou manter a discrição sobre isso. vai que, né?

Visitamos em seguida o o bairro de La Barra atravessando pela famosa Ponte Ondulada (a segunda melhor parte do rolê. A agência faz uma brincadeira memorável nessa hora. Vou guardar segredinho pra você ficar curioso haha) de lá, paramos para almoçar.

Sobre o restaurante escolhido: El Tonel

Mais uruguaio, impossível. Fundado em 2002, coordenado por uma família uruguaia, o menu é composto por pratos típicos de Montevidéu e Punta Del Este.

Aproveitamos essa informação para provar o tão popular Chivito. Estávamos em duas pessoas. Gastamos em torno de R$120, com bebidas.

Depois de um delicioso almoço, tivemos tempo livre para conhecermos a região com nossos próprios olhos e de acordo com nosso próprio desejo.

Fomos andando sem um roteiro (gosto de fazer isso, não pela sensação de estar perdida. Mas pela indescritível sensação de deixar que o caminho se faça).

A propósito, vale dizer que amei essa liberdade na Brasileiros no Uruguai. não fica engessado, apressado, óbvio, me entende? Bem, o caminho se fez enquanto caminhávamos pela praia, até chegarmos nos famosos dedos fincados sobre a areia.

Sobre Las manos:

Meu perfil viajante, é aquele que prioriza a experiência; os caminhos que são feitos na imprevisibilidade. A energia por trás de cada coisa, o sentimento que não se explica, a história que não se conta. Gosto dos detalhes. Fotografo as flores, a arquitetura, a moda local, o sorriso de alguém que estava ali, os cabelos voando ao vento. Gosto de não apenas conhecer a história das coisas, mas fazer minhas próprias histórias. Justamente por isso, não me sinto atraída por tudo o que é muito popular, previsível, óbvio.

A escultura é realmente curiosa, assim como sua história. Mas não aquela aglomeração de turistas me afasta bastante. Fiz uma única foto, de longe. E pra mim, bastou. Não era um check-in. Queria estar ali. Então, depois de fotografar e registrar o momento, fui caminhar com minha mãe pelos bairros, interagir com nativos, comer umas besteirinhas e voltar com muita calma para a van que nos levaria de volta para casa. Assim foi. Saí de Maldonado com a maravilhosa sensação de presença. No retorno, cantaram parabéns para mim, distribuíram Alfajores (deliciosos) para os viajantes e por todo o caminho, uma emoção grande tomou conta de mim. De alguma maneira, aquela viagem e as escolhas que fiz ali, estavam ressignificando muitas coisas em minha vida. E posso afirmar que de lá pra cá, meu aniversário tornou-se meu dia preferido.

Você gostou desse post? Deixe seu comentário, compartilhe com as pessoas que você ama. Se quiser acompanhar mais sobre minhas viagens e perspectivas sobre a vida, me siga em @blogdalira e @delirapelomundo

Gratidão por me ler e por estar aqui! Seja sempre bem-vindx e acolhido 🤍

Publicado por Lira | Escritora e Criadora de Conteúdo

Paulistana, quase 30, radicada em Mogi das Cruzes, criando conteúdo pelo mundo, abrindo minha própria caixa de Pandora, apreciando o poder da solitude, expandindo minha espiritualidade e acolhendo com amorosidade o meu -nem sempre compreendido- espírito livre. Redatora (ESPM), autora do livro "A Revolução da Cinderela" em parceria com a Young & Rubicam para a Plan International. Empresária e fundadora da @pocketagency e @tipsdalira. Terapeuta (CRT) há dois anos. E estudante de Empreendedorismo em Harvard University (Harvard-X).

%d blogueiros gostam disto: