Analisando “O quarto de Jack”

Analisando “O quarto de Jack”

Assisti “Room” em 2017, pela primeira vez através da plataforma de vídeos Ororo.tv. Na época em que o filme foi lançado na plataforma, não era nem mesmo legendado. Mesmo assim, me arrancou fortes “insights” e lágrimas. Recentemente, recebi notificação que “Room” (que a propósito, o título em Português ficou como “O quarto de Jack“), está disponível na Netflix.

Depois de assisti-lo pela segunda vez na companhia da minha mãe, trago minhas percepções sobre um dos filmes mais singelos e –ao mesmo tempo- conflituosos que assisti nos últimos tempos.  Continue lendo “Analisando “O quarto de Jack””

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Netflix: Lion – Uma Jornada para Casa

Netflix: Lion – Uma Jornada para Casa

Por Thaís Lira

No artigo de hoje, venho compartilhar minhas percepções a respeito do filme Lion – uma jornada para Casa, que conta a história de um garotinho Indiano, que se vê sozinho dentro de um trem, rumo ao desconhecido.

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Cinemalogia: “A teoria de tudo” | The Theory of everything

Por Thais Liraa-teoria-de-tudoFazem alguns meses (?) que não falo sobre cinema aqui no blog. Creio eu, que o ultimo filme qual fiz resenha, foi “Malévola”, ou “Jogos Vorazes”, ou talvez, o artigo mais recente sobre cinema, tenha sido “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”… Seja como for, faz tempo que não falo sobre filmes quais andei assistindo por aqui. Acho que esta mais do que na hora de trazer algo novo sobre isso. 

A escolha de hoje, devo admitir: muito boa. Inclusive, atrevo-me a dizer que este é um dos melhores filmes que assisti em 2015 mesmo estando na metade do ano. Um filme que favoritei, e que pretendo assistir muitas vezes  (ate enjoar, de preferencia). 

“The theory of everything” foi uma das obras cinematográficas premiadas no Oscar 2015. E não é pra menos; o filme é impecável. Uma verdadeira obra de arte. A fotografia, trilhas sonoras, figurinos, maquiagens, cenários, diálogos, e – principalmente – claro, as atuacoes: Impecáveis. Se fosse para falar negativamente sobre o filme, confesso que nao saberia fazer isso.The-Theory-of-Everything-Poster-2O filme conta a belíssima historia de Jane Wilde (interpretada por Felicity Jones) e do astrofísico Stephen Hawking (interpretado por Eddie Redmayne). Bom, acredito eu que muitas pessoas do mundo, sabem muito bem quem é Stephen Howking. Em contrapartida, reconheco que existam muitas pessoas que ainda não sabem quem é ele; por isso, resolvi facilitar as coisas, expondo aqui no blog, uma pequeníssima biografia sobre o grande Stephen Hawking:

Stephen William Hawking (nasceu em Oxford, no dia 8 de janeiro de 1942) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge, onde hoje encontra-se como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.

Prontinho. Agora que sabemos de quem se trata, podemos dar continuidade ao nosso bate-papo sobre o filme. 

Jane e Stephen se conhecem na faculdade; ele estudava exatas, e ela, humanas. Stephen era um jovem ateu chamado de estranho por seus colegas de classe. Ainda assim, tinha a admiração de seus professores por sua inteligência. E conquistou o coração de Jane, com suas filosofias e teorias sobre a vida. Jane, estudava arte. Gostava de cantar, e acreditava que Deus era o grande criador do universo. Ganhou o coração de Stephen pela forma doce como agia e enxergava o mundo a sua volta. Ambos, sentiam-se completos quando estavam juntos. Eles se apaixonaram.

Entao, aos 21 anos de idade, Stephen descobre que é portador de uma rara doença degenerativa, conhecida como “ELA” (Esclerose Lateral Amiotrofica), que paralisa os músculos de todo o corpo, sem atingir o cérebro. Porem, essa perda de movimentos começa a acontecer gradualmente. Stephen resolve se afastar completamente de Jane, pois o medico deu para ele apenas dois anos de vida. E para que ele nao a fizesse sofrer, preferiu se esquivar, escondendo a verdade de sua amada.

Acontece que os amigos de Stephen resolvem por bem, contar toda a verdade para Jane. Jane, por sua vez, vai ate Stephen, e manifesta seu amor e interesse em ficar com ele pelo tempo que fosse, pois o amava verdadeiramente.The-Theory-of-Everything-OFFICIAL-POSTER-BANNER-08AGOSTO2014-02Aceitando a condição de que Stephen viveria pouquíssimo tempo, Jane, demonstra sua resiliencia e toma a decisão de casar-se com Stephen. Pouco tempo depois, o casal tem seu primeiro herdeiro com Jane. Nessa altura, Stephen já tem grande dificuldade em sua fala, e precisa de ajuda para alimentar-se e movimentar-se. 

Stephen acaba vivendo muito mais do que os médicos previam; tem seu segundo filho com Jane, e o terceiro. No total, sao cerca de 25 anos ao lado de Jane. Porem, os últimos anos ao lado de Jane, foram ainda mais difíceis e nao tao doces quanto os primeiros; de um lado, Jane apaixona-se por outro homem. E Stephen, por outra mulher. Mesmo diante de uma vida inteira juntos, eles resolvem continuar suas vidas separados, mas, amando e respeitando um ao outro para sempre. 

O filme inteiro, tem base no livro de Jane Wilde, chamado: “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”. O grande foco da obra, é o romance por trás da física e ciência. Ousaria dizer que o amor é a verdadeira teoria de tudo na trama. Uma filme maravilhoso, de uma historia grandiosa! The-Theory-of-Everything-Official-Poster-Banner-PROMO-08SETEMBRO2014-04-4Stephen tem 73 anos, e continua atuando em sua área. Ele já foi premiado inúmeras vezes, já escreveu vários livros, e sua historia é contada por diversos artistas tanto em livros, quanto em filmes e documentários. Se você esta procurando saber um pouco mais sobre o lado profissional de Stephen Hawking, com certeza vai encontrar bastante coisa navegando na internet. Lembre-se que este nao é o principal foco do filme. 

Bisousinhos ❤


 

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10 coisas que aprendi assistindo “Frozen”

Por Thais Lira

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Nem precisa ser meu best friend para saber que sou muito fan da animação “Frozen”. Eu já assisti tantas vezes, que perdi a conta. E há alguns meses atrás, uma conhecida comentou sobre sua suspeita com relação a rápida popularidade do filme; para ela, o filme tem alguma mensagem subliminar, alguma coisa oculta, ou algum tipo de coisa muito ruim, que faz as crianças e adultos ficarem viciados no filme. Acontece. E por mais que aquela conversa, tivesse de tudo para virar um debate sobre as “mensagens subliminares que existem nos filmes da Wall Disney Pictures”, eu preferi deixar minha colega levantar seu argumento, e ela mesma concluir aquela conversa tediosa. Mudamos de assunto.

Quando cheguei em casa, assisti a animação novamente. Por que sim. E mais uma vez, amei. Não consigo entender como essa colega (e tantas outras pessoas) consegue imaginar tanta maldade por trás de algo tão cheio de pequenos que na verdade, tornam-se grandes ensinamentos, transmitidos através de uma animação muito bem feita. MUITO-BEM-FEITA!

Deve ser apenas uma questão de angulo, perspectiva, motivação. Algo do tipo.

E hoje, depois de muitos dias após essa conversa, resolvi publicar uma lista daquelas bem cliches com “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”. Espero que gostem, e se divirtam!

 

  1. Aprendi com o Hans e com a minha mamady, que as pessoas nem sempre serão o que aparentam ser. Nem sempre, quem tem sido solícito, esta sendo totalmente verdadeiro conosco. Também aprendi que nem todos aqueles que nos estendem suas mãos, estão – realmente – preocupados e dispostos a nos ajudar. Aprendi que muitas vezes, quem me estende a mão, faz isso por interesses próprios e auto-satisfação. Aprendi que a confiança deve ser conquistada e oferecida ao longo do tempo. Confiar e colocar meu coração nas mãos de alguém que nao conheço, tem consequências drásticas. E por fim, aprendi que ao nosso redor, sempre haverão pessoas que não estarão totalmente cheias de boas intenções. Ainda assim, podemos aprender com cada uma delas. Afinal, em cada canto existe o lado bom, e para cada coisa que acontece conosco, existe um propósito Essa ultima coisa eu aprendi com o Rei Salomão.
  2. Aprendi com os pais da Anna e da Elsa, que ate mesmo as pessoas que mais amo e admiro em minha vida, cometem erros. A gente tende a achar que as pessoas que mais admiramos, nao podem errar. E quando elas cometem algum erro, nos decepcionamos. Expectativa demais? ou seria egoísmo demais, ao ponto de dar o direito de errar apenas para si mesmo? Todos somos seres humanos, sujeitos e propensos aos erros e acertos. Nossos pais, lideres, mentores, professores, nem sempre estarão certos. As vezes, eles vao tomar decisões erradas. E sao nestes momentos, que precisaremos provar nosso respeito e amor por eles.
  3. Aprendi com a Anna e Elsa, que de vez em quando, haverá uma parede nos separando de quem amamos. Isso me fez lembrar uma das frases de Emily Giffin no livro “Questões do coração” que ganhei de minha amiga Mirella, que diz: “As pessoas que você mais ama, são as mais difíceis de manter por perto”. Ainda nao consegui compreender essa condição/estado em sua totalidade. Mas, tenho certeza da veracidade dessa frase. Penso que, assim como em “Frozen”, algumas das pessoas que mais amamos na vida, precisarão estar longe de nós, por que elas – em algum momento – nos feriram, e temem nos ferir novamente. Por isso, se mantêm longe.  As vezes, precisaremos nos manter longe de quem mais amamos, para aprendermos a controlar nossas emoções, e nao colocar essas pessoas em risco, por nossa falta de auto-controle. E, penso eu, que essa distancia se faz necessária, mas não deve ser permanente. 
  4.  Aprendi com Anna e Elsa, que a maioria dos confrontos quais vivemos, servem para tirar-nos do lugar de comodidade. Ali em cima, falei sobre permanência. Certa vez, li que quando trata-se de felicidade, devemos agir como se fossemos eternos. Mas, infelicidade nao deve ser um estado permanente em nossas vidas. Muitas vezes, agimos como a infelicidade fosse eterna, como se fosse – apenas isso – que a vida reservou para nós. Acontece, que a permanência disso, dependera apenas de cada um de nós. A maioria das vezes, permitimos que situações desagradáveis perdurem em nossas vidas. Pode reparar que, sempre ha situações, que no principio nos incomodavam muitíssimo, e depois de algum tempo, nos acomodamos a elas. Isso deve ser inadmissível em nossas vidas. Usando a frase de Fernando Anitelli: “Não acomodar com o que incomoda”*. Se você acomodou dentro do seu quartinho escuro, os confrontos virão sobre você, e te farão sair para fora. 
  5. Aprendi com a Elsa, que todos nós temos momentos de solitude. Isso tem sido uma licao frequente em meus dias. E posso dizer que tenho criado uma profunda apreciação pela solitude. Eu sei que isso soa estranho, e que muitas pessoas enxergam a solitude como algo totalmente ruim. Afinal, a gente cresceu ouvindo que “estar sozinho, é algo terrivel!”. Mais uma crença limitante. A grande verdade sobre a solitude, é que ela nos leva ao processo mais lindo que podemos viver enquanto somos passageiros na terra: auto-conhecimento e co-criação. São nesses momentos, que descobrimos quem realmente somos. São nesses momentos que renascemos, reconstruímos, recriamos… São em momentos como este, que cantamos: “Livre estou!” para o nosso verdadeiro ser. 
  6. Aprendi com a Anna, que devemos ser humildes e aceitar ajuda de outras pessoas. Confesso que tem sido difícil aprender isso. Sempre me acho independente e auto-suficiente demais. Não gosto de pedir ajuda. E sempre acho que eu consigo sozinha. Tolice, eu sei. A solitude também não deve ser algo permanente. Haverão momentos que precisarei passar por algumas coisas, sozinha. Mas, haverão também, aqueles momentos quais precisarei de apoio, auxilio, companhia, amparo e ajuda. Até por que, por mais focada e motivada que eu esteja para chegar “naquele lugar”, no meio do caminho, eu posso não saber para qual direção devo seguir. E acredite: Sempre haverá alguém que já tenha estado naquele lugar, antes de mim.
  7. Aprendi com a Elsa, que minhas decisões sempre terão consequências. E que, quando tomo uma decisão pensando apenas em mim, posso afetar todos que estão ao meu redor. As vezes, “chutamos o pau-da-barraca”. As vezes, nos colocamos de costas para o mundo, e saímos correndo em direcao ao que chamamos de “liberdade”. Acontece que, por mais sensacional soe essa ideia de “deixar tudo para trás e seguir em rumo ao desconhecido”, essa decisão tem seus revês. E esses revês podem ate nos trazer uma sensação de infinita liberdade, mas ela também pode estar afetando todas as pessoas que estão ao nosso redor; inclusive, as pessoas que mais amamos em nossas vidas. Sou a favor da liberdade. Mas, prego a liberdade com sabedoria. Liberdade sem sabedoria, nao serve para absolutamente nada. Ou melhor, serve sim! Serve para nos mostrar o quão egoístas, mesquinhos, e tolos podemos ser. 
  8. Aprendi com a Elsa, que muitas vezes, existe SIM uma maneira de repararmos algum dano causado por uma decisão “mal pensada” ou um comportamento egoísta que tivemos. Quando cometemos algum erro, a gente costuma achar que “não tem mais jeito”. Mas, sempre tem! As consequências existem, e muitas vezes, elas estarão sempre presentes em nossas vidas. Mas existem sim, maneiras de repararmos algum dano que causamos, – principalmente – as pessoas que amamos. O amor verdadeiro, sempre sera indestrutível. E se existe algo tão forte quanto o amor, este algo, chama-se arrependimento e perdão . O arrependimento genuíno (partindo de quem feriu), e a escolha (partindo de quem foi ferido) de perdoar, pode transformar toda e qualquer situação.  
  9. Aprendi com a Anna, que vale a pena passar frio (e congelar) por quem amamos. E com o Olaf, que vale a pena derreter por algumas pessoas.  E pra entender isso, voce vai precisar assistir o filme.
  10. Aprendi com a Elsa, que as chamas do amor verdadeiro, são capazes de derreter quaisquer coração congelado. E isso, a vida ja deve ter te ensinado. 

Acho difícil haver alguém no planeta terra que nao tenha assistido a animação, mas, por via das duvidas, segue o trailer oficial:

http://www.youtube.com/watch?v=96VwQEhELyY

Observação: *Lembre-se que acomodo e adaptação, sao duas coisas diferentes. Vide lição numero 4. 


 

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