10 frases de “O pequeno príncipe” | Antoine de Saint-Exupéry

 

Não sei dizer quando foi a primeira vez que li “O pequeno príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry. O quê sei, é que este foi um dos primeiros livros que li em minha infância assim que aprendi a ler “de verdade”. Junto com essa obra, vale mencionar o livro “Primeiro amor de Laurinha” e “Uma professora muito maluquinha” quais marcaram minha infância (e prometo falar sobre ambos aqui no blog). O tempo foi passando, e fui deixando essas coisas “de lado”. “Eu era grande demais pra ler livros como este”. Mas, quando a gente cresce de verdade, a gente descobre a importância de ser pequeno. Se é que me entendem. 

Lembro-me que li “O pequeno príncipe” (depois de uma longa pausa da infância para a fase adulta). Foi em 2010. Me lembro muito bem disso, pois o encontrei jogado em uma caixa de coisas velhas. Comecei a folhear. Confesso que não me lembrava mais do quê se tratava a obra. E pensei: “Olha! Um livro de quando eu era pequena! Vou ler.” Assim fiz. Li. E lembro-me como se fosse hoje, que este pequeno livro, me arrancou grandes sorrisos, muitas lágrimas e reflexões profundas. Foi o livro infantil mais adulto que li em toda a minha vida. E, não sei se já comentei com vocês, que: sou o tipo de humano que cria rituais. Na verdade, eu e meu irmão mais velho (o Bruno) somos assim; se fazemos algo hoje, que de algum modo foi bom, provavelmente, faremos amanhã novamente. Deste modo, li o livro todos os dias, desde que o encontrei. Fiz isso até memorizá-lo. Depois desse período devorando-o, busquei outras alternativas para manter minha relação com o principezinho; outras versões, biografia do autor, bonequinhos inspirados, série, filme, e até mesmo o livro em audio. Foi a partir de “Le Petit Prince”, que eu comecei a estudar Francês. Assim, me descobri admiradora de “O pequeno príncipe”.

No começo, eu não fazia ideia da força que essa obra tinha no mundo inteiro. Pra mim, eu era uma das poucas que conhecia. Na verdade, o mundo inteiro conhecia, menos eu.  

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Quando li a história do autor, fiquei ainda mais deslumbrada com o enredo, pois enxerguei o autor entrelinhas. Na primeira biografia que li, descobri que as ilustrações aquareladas do livro original, foram feitas pelo próprio autor da obra. E o mais interessante, é que na obra, o aviador que narra a história, conta que era um pintor frustrado.  Antoine de Saint-Exupéry é um autor importantíssimo para a literatura francesa, especialmente no século 20. E o mundo o conhece, talvez, não pelo nome, mas por frases como: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” e “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. A sutileza, doçura e toda a poesia da obra, chamam a minha atenção, pois Antoine Saint-Exupéry a escreveu durante o exílio nos Estados Unidos, quando a França assinou em 1940, o armistício. Fico pensando: “Como ele conseguiu extrair uma obra tão delicada e doce, em um período tão conturbado? Sem dúvidas, Saint-Exupéry era especial”. Mas, o quê mais me impressiona em sua história, além de sua infância, suas vitórias e conquistas em vida, são os mistérios acerca de sua morte. 

Saint-exupéry, desde muito pequeno, mantinha o sonho de ser um aviador (mais uma coisa em comum com o livro). Ele tinha um deslumbre incomum por mecânica, mas, por questões financeiras, só pôde realizar isso depois de tornar-se um homem. Saint-exupéry, diferente do que muitas pessoas pensam, não foi “apenas” um brilhante autor (o quê já o tornaria ilustre). Ele encarou uma missão de resgate no deserto do Saara (mais uma coisa em comum com o enredo), fez marcas de recordes de voo em vários lugares do mundo, e nunca deixou de pilotar. Nunca mesmo. Para Saint-exupéry, a quietude e solitude eram maneiras de refletir sobre si mesmo e sobre o mundo a sua volta (isso é tão eu, que nem sei como escrever de modo diferente). Então, no dia 31 de Julho de 1944, Saint-Exupéry sumiu em um vôo (em seu Lockheed P-38) sobre o oceano, aonde saia de Córsega para uma missão em Paris. De 1944 até 2004, sabia-se absolutamente nada sobre a morte de Saint-Exupéry – até que foram encontrados destroços do avião de Saint-exupéry naquele mesmo ano. E mesmo havendo encontrado vestígio de um corpo, não sabem dizer até hoje, se o corpo encontrado pertencia ao aviador. O responsável pela queda do P-38, foi o alemão Horst Rippert, qual assumiu ter atirado no avião, provocando sua queda. Parece fábula, não é? 

Ao perguntarem a ele como gostaria de morrer, Saint-exupéry respondeu: “No mar, como se dormisse. Como um sonho.”

Ele desapareceu do planeta. Exatamente como o seu personagem.

As obras de Saint-Exupéry são:

L’Aviateur (O aviador) – 1926
Courrier sud (Correio do Sul) – 1929
Vol de nuit (Voo Noturno) – 1931
Terre des hommes (Terra dos Homens) – 1939
Pilote de guerre (Piloto de Guerra) – 1942
Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe (título no Brasil) ou O Principezinho (título em Portugal)) – 1943
Lettre à un otage (Carta a um refém) – 1943/1944
Citadelle (Cidadela) — póstuma, 1948


Escolhi 10 frases quais mais gosto do livro “O pequeno príncipe”, e resolvi compartilhar com vocês. Espero que gostem.

  1. “… Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três começarei a ser feliz”
  2. “… Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe”
  3. “… Só as crianças sabem o quê procuram”
  4. “… é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”
  5. “… Mas eu era jovem demais para saber amar”
  6. “… Trata de ser feliz. Eu te amo. Sim, eu te amo!”
  7. “…Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo”
  8. “… A gente só conhece bem, as coisas que cativou”
  9. “… Os olhos são cegos, é preciso buscar com o coração”
  10. “… A gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar”

E claro, as clássicas: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” e “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Separei algumas imagens muito inspiradoras.
Se você ainda não leu a obra, fica o meu convite. ❤

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Cinemalogia: “A teoria de tudo” | The Theory of everything

Por Thais Liraa-teoria-de-tudoFazem alguns meses (?) que não falo sobre cinema aqui no blog. Creio eu, que o ultimo filme qual fiz resenha, foi “Malévola”, ou “Jogos Vorazes”, ou talvez, o artigo mais recente sobre cinema, tenha sido “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”… Seja como for, faz tempo que não falo sobre filmes quais andei assistindo por aqui. Acho que esta mais do que na hora de trazer algo novo sobre isso. 

A escolha de hoje, devo admitir: muito boa. Inclusive, atrevo-me a dizer que este é um dos melhores filmes que assisti em 2015 mesmo estando na metade do ano. Um filme que favoritei, e que pretendo assistir muitas vezes  (ate enjoar, de preferencia). 

“The theory of everything” foi uma das obras cinematográficas premiadas no Oscar 2015. E não é pra menos; o filme é impecável. Uma verdadeira obra de arte. A fotografia, trilhas sonoras, figurinos, maquiagens, cenários, diálogos, e – principalmente – claro, as atuacoes: Impecáveis. Se fosse para falar negativamente sobre o filme, confesso que nao saberia fazer isso.The-Theory-of-Everything-Poster-2O filme conta a belíssima historia de Jane Wilde (interpretada por Felicity Jones) e do astrofísico Stephen Hawking (interpretado por Eddie Redmayne). Bom, acredito eu que muitas pessoas do mundo, sabem muito bem quem é Stephen Howking. Em contrapartida, reconheco que existam muitas pessoas que ainda não sabem quem é ele; por isso, resolvi facilitar as coisas, expondo aqui no blog, uma pequeníssima biografia sobre o grande Stephen Hawking:

Stephen William Hawking (nasceu em Oxford, no dia 8 de janeiro de 1942) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge, onde hoje encontra-se como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.

Prontinho. Agora que sabemos de quem se trata, podemos dar continuidade ao nosso bate-papo sobre o filme. 

Jane e Stephen se conhecem na faculdade; ele estudava exatas, e ela, humanas. Stephen era um jovem ateu chamado de estranho por seus colegas de classe. Ainda assim, tinha a admiração de seus professores por sua inteligência. E conquistou o coração de Jane, com suas filosofias e teorias sobre a vida. Jane, estudava arte. Gostava de cantar, e acreditava que Deus era o grande criador do universo. Ganhou o coração de Stephen pela forma doce como agia e enxergava o mundo a sua volta. Ambos, sentiam-se completos quando estavam juntos. Eles se apaixonaram.

Entao, aos 21 anos de idade, Stephen descobre que é portador de uma rara doença degenerativa, conhecida como “ELA” (Esclerose Lateral Amiotrofica), que paralisa os músculos de todo o corpo, sem atingir o cérebro. Porem, essa perda de movimentos começa a acontecer gradualmente. Stephen resolve se afastar completamente de Jane, pois o medico deu para ele apenas dois anos de vida. E para que ele nao a fizesse sofrer, preferiu se esquivar, escondendo a verdade de sua amada.

Acontece que os amigos de Stephen resolvem por bem, contar toda a verdade para Jane. Jane, por sua vez, vai ate Stephen, e manifesta seu amor e interesse em ficar com ele pelo tempo que fosse, pois o amava verdadeiramente.The-Theory-of-Everything-OFFICIAL-POSTER-BANNER-08AGOSTO2014-02Aceitando a condição de que Stephen viveria pouquíssimo tempo, Jane, demonstra sua resiliencia e toma a decisão de casar-se com Stephen. Pouco tempo depois, o casal tem seu primeiro herdeiro com Jane. Nessa altura, Stephen já tem grande dificuldade em sua fala, e precisa de ajuda para alimentar-se e movimentar-se. 

Stephen acaba vivendo muito mais do que os médicos previam; tem seu segundo filho com Jane, e o terceiro. No total, sao cerca de 25 anos ao lado de Jane. Porem, os últimos anos ao lado de Jane, foram ainda mais difíceis e nao tao doces quanto os primeiros; de um lado, Jane apaixona-se por outro homem. E Stephen, por outra mulher. Mesmo diante de uma vida inteira juntos, eles resolvem continuar suas vidas separados, mas, amando e respeitando um ao outro para sempre. 

O filme inteiro, tem base no livro de Jane Wilde, chamado: “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”. O grande foco da obra, é o romance por trás da física e ciência. Ousaria dizer que o amor é a verdadeira teoria de tudo na trama. Uma filme maravilhoso, de uma historia grandiosa! The-Theory-of-Everything-Official-Poster-Banner-PROMO-08SETEMBRO2014-04-4Stephen tem 73 anos, e continua atuando em sua área. Ele já foi premiado inúmeras vezes, já escreveu vários livros, e sua historia é contada por diversos artistas tanto em livros, quanto em filmes e documentários. Se você esta procurando saber um pouco mais sobre o lado profissional de Stephen Hawking, com certeza vai encontrar bastante coisa navegando na internet. Lembre-se que este nao é o principal foco do filme. 

Bisousinhos ❤


 

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Musicalidade: Você sabe o quê é um Hang Drum?

davide-swarupNão me canso de falar sobre o quanto amo música, e o quanto ela faz parte dos meus dias. Na dança, principalmente, uso música o tempo inteiro. E isso faz com que eu busque cada vez mais novidades e alternativas de musicais para incluir em minhas aulas. Minha modalidade predileta, é a dança contemporânea e a dança experimental. Exatamente por isso, tenho um fascínio por percussão e instrumentos de sopro. E há algum tempo, conheci um instrumento musical, que tem feito parte da grande maioria de minhas trilhas sonoras, tanto para as aulas, quanto para meditar, dormir, viver (risos). E de tanto que tenho gostado disso, resolvi compartilhar com vocês, pois acredito que possam gostar tanto quanto eu.

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A estrela desse artigo, chama-se “Hang Drum” (popularmente conhecido como “Disco voador”). Trata-se de um instrumento criado no ano 2000 (pouco tempo, né?!) por um casal de Berna, na Suiça; ele se chama Felix Rohner e ela se chama Sabrina Schaer. Inclusive, os modelos mais conhecidos e originais, vêm de lá! Mais precisamente, da PANart. Entretanto, por mais “simples” que pareça o instrumento, é considerado um tesouro. Ele é muito procurado por músicos de todo o mundo, e tem valores altíssimos. Existe até uma fila de espera na PANart para adquirir esse produto. Mas, há também as réplicas, que costumam ter a mesma qualidade dos originais; “Hand Pan” (americano), “Caisa” (alemão), “Disco Armonico” (Italiano) e “SPB” (russo). Ainda não temos muitos Hang Drum’s no Brasil. Uma pena.

O instrumento emite sons variados, que podem ser utilizados em diversos estilos musicais. O instrumento é muito utlizado por praticantes de Yoga, e praticantes de meditação, por ter sons que nos levam à uma conexão com a natureza e o universo (no meu caso, com Deus, também!). O som do Hang Drum, traz uma paz incrivel. Eu adoraria saber tocá-lo, ou conhecer alguém que saiba.

Até onde eu pesquisei, existem poucos músicos instrumentistas que têm o Hang Drum (creio que seja por conta da difiuldade de encontrá-lo). Há alguns nomes quais você devia conhecer: Caíto Marcondes, Gustavo Di Dalva, Philipe Agnelli, Marco Lobo, dentre outros. Dos brasileiros que usam o instrumento, o meu favorito (até o momento) é este:

O Guga fez uma mistura de música experimental com eletrônica, que deu um ar ainda mais alternativo. Pra mim, o Guga tem sido um dos “Hang Player’s” queridinhos aqui no Brasil. Ele manda bem!

Porém, o que realmente tem me impressionado, são alguns estrangeiros. Há alguns que me deixam ser ar. São os meus favoritos. E quero compartilhar com vocês. Espero que gostem!

O vídeo acima, foi a 1ª vez que vi alguém tocá-lo. Eu lembro que fiquei emocionada. Esse é meu vídeo favorito, pelo valor sentimental. E a Yuki é uma das melhores “Hang Player’s” do mundo, sem dúvidas.

Já o Daniel, conheci depois da Yuki. Mas, no momento, tem sido o que mais tenho escutado. Ele grava vídeos com aspectos bem profissionais (como o vídeo acima), mas a maioria de seus vídeos, são registros de apresentações em ruas e locais públicos ao redor do mundo. Isso que eu chamo de arte de rua!

Por último (não menos favorito), o grande David. Que além de arrebentar no Hang, toca vários outros instrumentos e tem um trabalho fantástico no Youtube. Vale a pena conferir!

E aí? O quê você achou desse tal “Disco voador”? Sensacional, não é mesmo?!

Ah! Antes que eu me esqueça… Ainda não há diversas opções de fabricantes no Brasil. Mas farei um “jabazinho” gratuito, pra uma galera que merece!, Essa galera do Sul do Brasil, que já está desenvolvendo o produto para a nossa alegria. O valor do produto, está girando em torno de R$ 3.250,00. Fale diretamente com os caras, na fanpage “Pampeano Disco Sonoro”: https://www.facebook.com/pampeanohandpan

Espero que tenham gostado. Fico feliz em compartilhar coisas que tocam minha alma, com vocês.

Bisousinhos ❤


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10 coisas que aprendi assistindo “Frozen”

Por Thais Lira

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Nem precisa ser meu best friend para saber que sou muito fan da animação “Frozen”. Eu já assisti tantas vezes, que perdi a conta. E há alguns meses atrás, uma conhecida comentou sobre sua suspeita com relação a rápida popularidade do filme; para ela, o filme tem alguma mensagem subliminar, alguma coisa oculta, ou algum tipo de coisa muito ruim, que faz as crianças e adultos ficarem viciados no filme. Acontece. E por mais que aquela conversa, tivesse de tudo para virar um debate sobre as “mensagens subliminares que existem nos filmes da Wall Disney Pictures”, eu preferi deixar minha colega levantar seu argumento, e ela mesma concluir aquela conversa tediosa. Mudamos de assunto.

Quando cheguei em casa, assisti a animação novamente. Por que sim. E mais uma vez, amei. Não consigo entender como essa colega (e tantas outras pessoas) consegue imaginar tanta maldade por trás de algo tão cheio de pequenos que na verdade, tornam-se grandes ensinamentos, transmitidos através de uma animação muito bem feita. MUITO-BEM-FEITA!

Deve ser apenas uma questão de angulo, perspectiva, motivação. Algo do tipo.

E hoje, depois de muitos dias após essa conversa, resolvi publicar uma lista daquelas bem cliches com “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”. Espero que gostem, e se divirtam!

 

  1. Aprendi com o Hans e com a minha mamady, que as pessoas nem sempre serão o que aparentam ser. Nem sempre, quem tem sido solícito, esta sendo totalmente verdadeiro conosco. Também aprendi que nem todos aqueles que nos estendem suas mãos, estão – realmente – preocupados e dispostos a nos ajudar. Aprendi que muitas vezes, quem me estende a mão, faz isso por interesses próprios e auto-satisfação. Aprendi que a confiança deve ser conquistada e oferecida ao longo do tempo. Confiar e colocar meu coração nas mãos de alguém que nao conheço, tem consequências drásticas. E por fim, aprendi que ao nosso redor, sempre haverão pessoas que não estarão totalmente cheias de boas intenções. Ainda assim, podemos aprender com cada uma delas. Afinal, em cada canto existe o lado bom, e para cada coisa que acontece conosco, existe um propósito Essa ultima coisa eu aprendi com o Rei Salomão.
  2. Aprendi com os pais da Anna e da Elsa, que ate mesmo as pessoas que mais amo e admiro em minha vida, cometem erros. A gente tende a achar que as pessoas que mais admiramos, nao podem errar. E quando elas cometem algum erro, nos decepcionamos. Expectativa demais? ou seria egoísmo demais, ao ponto de dar o direito de errar apenas para si mesmo? Todos somos seres humanos, sujeitos e propensos aos erros e acertos. Nossos pais, lideres, mentores, professores, nem sempre estarão certos. As vezes, eles vao tomar decisões erradas. E sao nestes momentos, que precisaremos provar nosso respeito e amor por eles.
  3. Aprendi com a Anna e Elsa, que de vez em quando, haverá uma parede nos separando de quem amamos. Isso me fez lembrar uma das frases de Emily Giffin no livro “Questões do coração” que ganhei de minha amiga Mirella, que diz: “As pessoas que você mais ama, são as mais difíceis de manter por perto”. Ainda nao consegui compreender essa condição/estado em sua totalidade. Mas, tenho certeza da veracidade dessa frase. Penso que, assim como em “Frozen”, algumas das pessoas que mais amamos na vida, precisarão estar longe de nós, por que elas – em algum momento – nos feriram, e temem nos ferir novamente. Por isso, se mantêm longe.  As vezes, precisaremos nos manter longe de quem mais amamos, para aprendermos a controlar nossas emoções, e nao colocar essas pessoas em risco, por nossa falta de auto-controle. E, penso eu, que essa distancia se faz necessária, mas não deve ser permanente. 
  4.  Aprendi com Anna e Elsa, que a maioria dos confrontos quais vivemos, servem para tirar-nos do lugar de comodidade. Ali em cima, falei sobre permanência. Certa vez, li que quando trata-se de felicidade, devemos agir como se fossemos eternos. Mas, infelicidade nao deve ser um estado permanente em nossas vidas. Muitas vezes, agimos como a infelicidade fosse eterna, como se fosse – apenas isso – que a vida reservou para nós. Acontece, que a permanência disso, dependera apenas de cada um de nós. A maioria das vezes, permitimos que situações desagradáveis perdurem em nossas vidas. Pode reparar que, sempre ha situações, que no principio nos incomodavam muitíssimo, e depois de algum tempo, nos acomodamos a elas. Isso deve ser inadmissível em nossas vidas. Usando a frase de Fernando Anitelli: “Não acomodar com o que incomoda”*. Se você acomodou dentro do seu quartinho escuro, os confrontos virão sobre você, e te farão sair para fora. 
  5. Aprendi com a Elsa, que todos nós temos momentos de solitude. Isso tem sido uma licao frequente em meus dias. E posso dizer que tenho criado uma profunda apreciação pela solitude. Eu sei que isso soa estranho, e que muitas pessoas enxergam a solitude como algo totalmente ruim. Afinal, a gente cresceu ouvindo que “estar sozinho, é algo terrivel!”. Mais uma crença limitante. A grande verdade sobre a solitude, é que ela nos leva ao processo mais lindo que podemos viver enquanto somos passageiros na terra: auto-conhecimento e co-criação. São nesses momentos, que descobrimos quem realmente somos. São nesses momentos que renascemos, reconstruímos, recriamos… São em momentos como este, que cantamos: “Livre estou!” para o nosso verdadeiro ser. 
  6. Aprendi com a Anna, que devemos ser humildes e aceitar ajuda de outras pessoas. Confesso que tem sido difícil aprender isso. Sempre me acho independente e auto-suficiente demais. Não gosto de pedir ajuda. E sempre acho que eu consigo sozinha. Tolice, eu sei. A solitude também não deve ser algo permanente. Haverão momentos que precisarei passar por algumas coisas, sozinha. Mas, haverão também, aqueles momentos quais precisarei de apoio, auxilio, companhia, amparo e ajuda. Até por que, por mais focada e motivada que eu esteja para chegar “naquele lugar”, no meio do caminho, eu posso não saber para qual direção devo seguir. E acredite: Sempre haverá alguém que já tenha estado naquele lugar, antes de mim.
  7. Aprendi com a Elsa, que minhas decisões sempre terão consequências. E que, quando tomo uma decisão pensando apenas em mim, posso afetar todos que estão ao meu redor. As vezes, “chutamos o pau-da-barraca”. As vezes, nos colocamos de costas para o mundo, e saímos correndo em direcao ao que chamamos de “liberdade”. Acontece que, por mais sensacional soe essa ideia de “deixar tudo para trás e seguir em rumo ao desconhecido”, essa decisão tem seus revês. E esses revês podem ate nos trazer uma sensação de infinita liberdade, mas ela também pode estar afetando todas as pessoas que estão ao nosso redor; inclusive, as pessoas que mais amamos em nossas vidas. Sou a favor da liberdade. Mas, prego a liberdade com sabedoria. Liberdade sem sabedoria, nao serve para absolutamente nada. Ou melhor, serve sim! Serve para nos mostrar o quão egoístas, mesquinhos, e tolos podemos ser. 
  8. Aprendi com a Elsa, que muitas vezes, existe SIM uma maneira de repararmos algum dano causado por uma decisão “mal pensada” ou um comportamento egoísta que tivemos. Quando cometemos algum erro, a gente costuma achar que “não tem mais jeito”. Mas, sempre tem! As consequências existem, e muitas vezes, elas estarão sempre presentes em nossas vidas. Mas existem sim, maneiras de repararmos algum dano que causamos, – principalmente – as pessoas que amamos. O amor verdadeiro, sempre sera indestrutível. E se existe algo tão forte quanto o amor, este algo, chama-se arrependimento e perdão . O arrependimento genuíno (partindo de quem feriu), e a escolha (partindo de quem foi ferido) de perdoar, pode transformar toda e qualquer situação.  
  9. Aprendi com a Anna, que vale a pena passar frio (e congelar) por quem amamos. E com o Olaf, que vale a pena derreter por algumas pessoas.  E pra entender isso, voce vai precisar assistir o filme.
  10. Aprendi com a Elsa, que as chamas do amor verdadeiro, são capazes de derreter quaisquer coração congelado. E isso, a vida ja deve ter te ensinado. 

Acho difícil haver alguém no planeta terra que nao tenha assistido a animação, mas, por via das duvidas, segue o trailer oficial:

http://www.youtube.com/watch?v=96VwQEhELyY

Observação: *Lembre-se que acomodo e adaptação, sao duas coisas diferentes. Vide lição numero 4. 


 

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As 10 vozes femininas mais potentes de todos os tempos

Por Thaís Lira

Hoje, falaremos sobre música. Resolvi fazer uma seleção das cantoras internacionais que mais gosto. Foi bem difícil escolher APENAS dez. Desafiador. Faltou muita gente nessa lista. Mas, ao fazer minhas escolhas, analisei muitas coisas; presença de palco, performances, potência vocal, e toda a musicalidade em si. São cantoras que chegam a arrepiar quando cantam. Espero fazer a mesma seleção com homens que ouço. E quem sabe, uma lista com nacionais? Seria bem legal. Eu tenho certeza que as cantoras que vou mostrar nessa lista, a maior parte das pessoas, já conhecem. Exatamente por isso, acho que vai ser divertido compartilhar isso com vocês.

1. Beyoncé 

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Não poderia começar a minha lista com outra pessoa. Beyoncé, é – sem dúvidas – um fenômeno na música. Não vou dizer que sou mega fã (tenho amigos que são muito mais do que eu), mas não poderia deixá-la fora da lista, pois ela é – de fato – uma das cantoras internacionais que mais gosto de ouvir. É uma diva. Tem presença de palco, dança e canta muito. Uma artista completíssima. Eu gosto bastante. E ultimamente, as canções que ela tem interpretado, estão me deixando muito envolvida.

2. Jessie J

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Acompanho a Jessie desde o início de sua carreira. Acho que é por isso que gosto tanto dela. Há muitas pessoas que não gostam muito de seu estilo musical. Mas não dá pra negar que a Jessie é dona de uma das vozes mais potentes da atualidade. Ela tem uma técnica vocal impressionante. Sem contar a presença de palco. Eu gosto de verdade! Gosto das versões de estúdio, das versões acústicas, das apresentações “ao vivo”. Pra mim, ela arrebenta. Está sempre em minhas playlists.

3. Adele

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Sim, meu caro! Também sinto falta de Adele. Eu amava ter tanta qualidade como “Hit do momento”. Adele arrebenta. Ok. Suas músicas são sempre muito dramáticas, e se a gente tá em um dia muito ruim, acho que não é a melhor opção para nossas playlists. Porém, em questão de qualidade, é inegável que ela foi uma grande revelação nos últimos anos. Uma pena que ela tenha dado uma pausa tão grande em sua carreira musical. Não vejo a hora de ela retornar.

4. Pink

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Polêmica, e muitas vezes, censurada. Mas eu adoro essa mulher! Pink tem personalidade muito própria, atitude, e uma musicalidade que corre nas veias. Pink é muito influente. Para mim, foi e sempre será um ícone da música “pop”. Inclusive, muitas cantoras que estão no auge de suas carreiras, têm a cantora Pink como influência. Eu vejo muito da Pink na Jessie. E até mesmo na maluca da Miley Cyrus, eu consigo enxergar um pouco de Pink. Gosto de verdade da Pink. É uma das minhas favoritas, há anos.

5. Kelly Clarkson 

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Taí uma cantora que eu ouvi DEMAIS em minha transição da adolescência para a vida adulta. As canções de Kelly, mexeram com meu coração. Gosto das letras, das melodias, é tudo muito harmonioso e cheio de qualidade. Também gosto muito de Kelly Clarkson como personalidade. Eu senti falta quando ela deu uma pausa em sua carreira. Aos poucos ela tem retornado. Espero ouví-la muito.

6. Joss Stone

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Envolvente. Essa seria a palavra certa para essa artista. Joss Stone dispensa quaisquer comentários. Pra ser sincera, quando vi a foto da Joss sem ter escutado sua música, pensei que ela era mais uma cantorinha pop com carinha bonita. Me enganei. Obviamente. Ela arregaça! Faz música de verdade. E veja só, eu consigo ver muito da Joss Stone na Jessie J. A musicalidade das duas, parece muito. Mas entre a Jessie e a Joss, eu prefiro as duas. haha Gosto muito! E aos que ainda não conhecem, fica a minha recomendação!

7. Mariah Carey

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Comecei a ouvir Mariah Carey depois de adulta. Uma ex-cunhada tinha uma admiração muito grande por ela, como cantora. E de tanto essa cunhada me falar sobre ela e me mostrar músicas dela, eu acabei adicionando a cantora em minha playlist. E, realmente, ela impressiona. É uma cantora e tanto! Há momentos que parece de mentira as coisas que ela faz com sua voz. A única coisa que me incomoda na Mariah, é por ela ser um pouco vulgar. Raramente, eu a vi vestida. Ok. Mas, como estou falando sobre potência vocal, não poderia deixá-la fora da lista.

8. Lara Fabian

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Lara e Adele, poderiam cantar juntas. Digo, andar juntas. De letras extremamente dramáticas, essas duas entendem! Ouço Lara Fabian, por influência de minha mãe. Minha mãe gosta muito da cantora (tanto quanto eu). E acabei tendo um interessa ainda maior, quando comecei a estudar francês. Apesar que, essa mulher canta em todos os idiomas possíveis. Incrível. Eu gosto muito das letras (mesmo dando vontade de chorar!). Mas, o que mais me impressiona, são os tons que essa mulher alcança. Muito potente. Muito! E fala sério?! Quem nunca chorou com “Love by grace”?

9. Amy Winehouse

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Quase que em tributo, não poderia tirá-la da lista. Ela teve uma vida muito devassa. Foi muito polêmica, explícita, e foi – de fato – uma rebelde sem causa. Mesmo assim, uma coisa sobre Amy, não dá pra negar: Ela foi uma cantora excepcional. Fez história com sua música. E continua na playlist do mundo inteiro. Jamais será esquecida. Foi triste vê-la partir da forma como vimos. E faz muita falta na música.

10. Christina Aguilera

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Essa é minha favorita da lista. Eu fico tentando entender os motivos de eu gostar tanto de Christina Aguilera. Eu a considero a melhor cantora do mundo. E sei que para muitas pessoas, soa como um exagero. Mas, sério… O que eu vejo essa mulher fazer com sua vez, me deixa de boca aberta. Quase não dá pra acreditar que exista alguém com uma voz tão potente assim. Ela devia explorar muito mais esse talento, fazendo músicas menos comerciais, e com um estilo mais próprio. Mas, em meu ponto de vista, ninguém supera essa mulher.


 

Extra:

Tina turner 

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Preciso dizer alguma coisa? Preciso sim: Simply the best! 

E vocês? Quais são as cantoras que vocês acham que têm a melhor potência vocal de todos os tempos?