Devo te esperar, ou te esquecer?

Devo te esperar ou te esquecer - Blog da lira (3)Os dias têm passado depressa. Lentamente, caminho sobre cada um deles. Às vezes, debruço. Aprendi a lidar com a falta, com a inquietude, com minha própria e momentânea solidão. Aprendi a aquietar. E por mais conturbado que estejam sendo os meus dias, permaneço firme em meus propósitos. E assim, sigo meu próprio fluxo. Sempre certa de que o essencial não é estar a frente do tempo, contra o tempo, mas em carregar a certeza que tudo acontece em seu próprio tempo.

Isso soa tão bem resolvido em minhas palavras. Daí vem você e muda todas as minhas certezas de lugar.

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O reinado que construí

O reinado que construí

Me fiz tão presente, que quando me ausentei, você ousou questionar minha presença. Mais uma vez, estava sendo a vítima do império criado e governado, por nada além de um coração inflado. Logo eu, que sempre estive bem ali, sendo inteira pra você. Logo eu, que você nunca prestou atenção, porque estava ocupado demais me fazendo cravar meus olhos na única coisa que te importava – você.. Não te culpo. Me culpo. Meu imediatismo em preencher suas lacunas para te fazer feliz, na ilusória esperança de me fazer feliz, fez de você o que eu mais repudiava – um garoto mimado. Coloquei todos os tijolos. Um a um. Cada vez que não pensei duas vezes para atender ao telefone quando você me ligou, cada vez que respondi no primeiro segundo as suas mensagens, cada vez que o meu mundo era você e para você… Reforcei seu inconsciente coração egocêntrico. Cada vez que ignorei minhas dores e fui correndo ser abraço para você se acolher,

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Notas de uma observadora: O resto não lhe cabe

Notas de uma observadora: O resto não lhe cabe

Está tudo do avesso, eu sei. Bem distante de tudo aquilo que você sempre sonhou. Distante de tudo aquilo que sonhamos. Sei que o mundo tem parecido mais caótico do que quando nossos avós nos falava sobre ele. Sei que o fim do mundo, parece cada vez mais distante. E ao mesmo tempo, paira sobre nós, a dura sensação de que o mundo desabou. Faz tempo. A propósito, o tempo… Tem passado com toda a sua força. O tempo passa, e não há tempo para passatempos. Os livros, parecem estar sempre em branco. As músicas, desafinadas. Todos têm andado depressa. Com tanta pressa, que lenta e grosseiramente, passam por cima uns dos outros. Doem os nossos pés. Doem as nossas costas. Dói nossa cabeça. Aqueles remédios que tanto nos gabávamos por não precisarmos, já são indispensáveis num dia de sol, numa noite qualquer.

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Gratidão não tem fim #001 | Maktub

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Esse artigo será publicado assim: Sem revisão, sem frescuras. Em sua essência. Por isso, te convido a abrir seu coração e receber um pouquinho desse compartilhamento, que está saindo do lugar mais profundo do meu peito. De minha alma.
Nelson Mandela disse, que devemos usar nosso tempo de forma sensata. E que todo o tempo é adequado para fazer o bem.

E por mais cruel que estejam sendo os homens, há pessoas que não apenas fazem, mas SÃO o próprio bem.

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Hoje, diante de um planeta tão grande, habitado por milhões de outros seres humanos, tive a oportunidade de conhecer um desses raros seres humanos.
Mas, vamos por partes.
Minha ideia, era começar essa nova série de postagens, contando sobre o passeio incrível que fiz juntamente com duas amigas e minha mãe, no último Domingo. Ou, contar sobre o momento impar, e surpreendente, que vivi na última Segunda-feira. Poderia também, contar sobre a tarefa profissional do dia de hoje (que foi muito proveitosa e com um encontro super especial). Mas escolhi iniciar essa série de postagens, falando sobre o Fabrício. Ou melhor, TINHA QUE SER sobre ele.
 
Tive a honra de conhecer o Fabrício, na saída do estacionamento de um supermercado. Sim. A maneira como o conheci, foi bem inusitada, confesso. Mas, chegando em casa e respirando bem fundo (depois de tudo o que aconteceu), concluí que não poderia ter sido melhor.
Não serei tão detalhista sobre o que aconteceu. Tentarei resumir. Após um dia longo de trabalho, fui ao supermercado com minha mãe. Nossa ideia, era voltar de táxi para a nossa casa. Então, fizemos uma compra um pouco mais generosa. Solicitamos o táxi no próprio ponto de táxi do mercado. Após 30 minutos, nada aconteceu. Continuávamos lá, esperando. Peguei meu celular, e observei que ele estava descarregado. Então, peguei o celular de minha mãe. Estava sem créditos e descarregando. Liguei em minha operadora de celular (que é a mesma da mamãe), e não consegui fazer a recarga pelo cartão de crédito. Pois o meu cartão de crédito cadastrado, era diferente do cartão de débito que estava em mãos. Essa brincadeira, levou vários minutos. Fui novamente até os funcionários do supermercado, e mais uma vez, solicitei a vinda do táxi. “Moça, pode esperar. Ele vai vir!”. E nada do táxi credenciado apareceu. Uma hora se passou. E nada. Faltavam alguns minutos para o supermercado fechar suas portas. E lá estávamos, sem saber ao certo o que fazer. Então, fui até uma funcionária, e pedi que ela ligasse do celular dela para um taxista. Prontamente, ela me deu o celular e o número do taxista. Mas infelizmente, ele não atendeu. Tentamos uns três números diferentes, e nada. No lado de fora do mercado, nada de taxistas. Definitivamente, não sabia o que fazer. Todas as pessoas quais podia contatar, tinham uma operadora diferente da operadora que a moça do mercado utilizava. Então, resolvi sair para a rua e procurar um táxi. Nesse momento, já estava completamente irritada. E mesmo havendo muitas pessoas ali, quais poderiam ter me auxiliado, tinha que ser Fabrício. Por que eu precisava conhecê-lo. Por que eu precisava tê-lo em minha vida. 
Na saída do estacionamento:
“Cara, preciso de sua ajuda!”, disse eu.
“Claro! Com o quê?”, respondeu ele, com um sorriso de canto a canto, e o coração evidentemente aberto.
 
Primeira observação: Era tarde da noite. Fabrício não se importou em saber quem eu era. Não se importou se era uma completa estranha. Também não estava se importando com o motivo que me levou a solicitar sua ajuda. Ele apenas estava disposto a me ajudar. E apenas isso, bastaria para dar um desfecho impressionante à minha noite. Apenas isso, já seria motivo suficiente para estar aqui, agradecendo-o publicamente.
 

Mas o que Fabrício fez por mim, foi muito além de me conduzir até um endereço do ponto de táxi mais próximo. Fabrício não apenas me ajudou com isso. Fabrício fez tudo o que podia ter feito naquele momento, por mim. Chegando no ponto de táxi, não havia táxi. Ele foi até a padaria e solicitou ajuda em meu lugar. Houve uma sútil recusa. Mas foi nos dado um cartão de taxista. Ele pegou seu smartphone (qual estava com 5% de bateria) e ligou para os números que estavam no cartão. Não deu certo. Ninguém atendeu. Então, pensei: “Este é o momento que ele se conscientiza que fez o que poderia ter feito, e vai embora”. Não. Ele não foi embora. Ele olhou para mim e disse: “Vou ligar de minha casa”. E assim fez. Usou o telefone de sua casa. Insistiu, até conseguir se comunicar com alguém. Diante de minha impotência, ele simplesmente resolveu o meu problema, em meu lugar. Fez por mim. Conseguiu se comunicar (finalmente) com um taxista.

Essa foi uma das maiores demonstrações de empatia e afeto, que já vivi.

Fabrício me emocionou. Me emocionou de verdade.
Fabrício foi humano. Tão humano, que pareceu até anjo.
E neste exato momento, meu coração está transbordando de gratidão. 
 

Ao Fabrício, minha GRATIDÃO; pelo crédito utilizado, pelo telefone gasto, pela conversa com a moça da padaria, pela procura insistente por um taxista, pelo papel e o lápis de cor azul, pela prontidão, pela cordialidade, pelo sorriso, pelo abraço, e principalmente: Por ter aceito fazer parte de minha vida. Sem dúvidas, essa noite reforçou em mim, o poder da gratidão. E sobretudo, me trouxe um grande presente. Essa música, foi feita pra você:

 E a você que está me lendo até agora, desejo muitos Fabrícios em sua vida. Por que faz bem pra alma, muda o nosso dia, muda a nossa vida. ❤

 

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O que você sente por si mesmo?

O QUE VOCÊ SENTE POR SI MESMO - BLOG PONTO DA LIRA

Não se sinta tão mal, por não ser tão bom sempre. Existem bagunças muito positivas.

Desde muito pequena, desenvolvi uma personalidade muito forte. Cheguei a dar muito trabalho aos meus pais, pelo excesso de força que expunha através de meus comportamentos. Cresci sendo uma garota muito geniosa! Era conhecida entre as pessoas, por essa característica (se é que posso chamar de característica). Para mim, tudo precisava estar perfeito (conforme as minhas percepções, é claro!). Sempre fui muitíssimo detalhista, observadora, e perfeccionista. Tanto que quando algo estava diferente do que esperava que estivesse, agia de forma impulsiva tanto sobre mim, quanto sobre os outros. E a longo prazo, tudo isso foi tornando-se cada vez mais negativo. Quando era uma criança, ou uma adolescente; as pessoas a minha volta, relevavam meus comportamentos. Afinal, era”apenas uma criança”, “apenas uma adolescente”. E tudo não passa de uma fase. Mas os anos vão passando. A maioridade já fazia estádia em minha vida. E precisa mudar. Caso contrário, perderia todas as pessoas a minha volta.

Quem te ama de verdade, te aceita como você é.

Apesar de cometer erros, fazia o que estava ao meu alcance para evitá-los. E sempre que cometia algum erro, entrava em um processo doentio, que mais parecia uma mutilação psicológica do que simplesmente culpa ou arrependimento. Sempre fui muito intensa sobre isso (e sobre tudo, confesso!). E apesar de passar por esses processos extremos, não aceitava ajuda externa. Pelo contrário, criei escudos. Sempre que alguém vinha até mim para me ajudar a lidar melhor com essas situações, respondia quase que automaticamente: “Sou assim, e não vou mudar por causa de ninguém”.

Quem te ama de verdade, te aceita como você é. Ok. Mas e você? Se ama e aceita como é?

Daí, a vida vem e vira a gente do avesso. Nos bagunça por completo. De repente, não são apenas nossos livros que estão desalinhados, ou nosso guarda-roupa com as cores fora de escala. A bagunça é caótica e generalizada, bem dentro da gente.  E aí, a gente descobre que -de fato- quem nos ama, nos aceita como somos. Mas esse processo, precisa começar dentro de nós. Jamais seremos verdadeiramente amados, quando não somos capazes de amarmos a nós mesmos.

Exerça o amor próprio. A partir daí, você saberá o que é ser amado verdadeiramente pelo o que você é.

Não conseguia reconhecer isso, mas…  O meu grito por ajuda, começava por meu comportamento. Por mais que vestisse várias armaduras, e fingisse –muito bem– que para mim estava tudo ótimo, uma voz gritava com muita força dentro de mim: “Quero, e preciso mudar! Não amo a pessoa que tenho sido. Não quero ser assim! Este não é meu eu verdadeiro”.

O processo de mudança, não é simples, mas é necessário.

Abri a minha mente, para a desconstrução. Abri minha alma para a cura. Abri meu coração para as mudanças e para o amor próprio. E apesar de saber que há um longo caminho pela frente, já posso afirmar que: Não há nada melhor do que estar bem consigo mesmo. Não há nada melhor do que amar a si.

Quando o amor nos preenche por completo, ele transborda, e invade quem está a nossa volta.

E foi exatamente o que aconteceu comigo. Descobri que só seria verdadeiramente e inteiramente amada pelas pessoas a minha volta, quando passasse a amar verdadeiramente e inteiramente quem realmente era. Ou melhor, descobri que só serei verdadeiramente e inteiramente amada pelas pessoas a minha volta, quando amo quem realmente sou.

E você? O que sente sobre si mesmo?

Gratidão por me ler. É honroso para mim. ❤


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UPDATE: Infinidade de gotas ♡

 

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Não sei a quem pertence essa ilustração. Por favor, se alguém souber me avise! Quero e faço questão de dar os devidos créditos ao ilustrador.

Tenho meditado muito (mais do que o normal) a respeito de minha vida e a a respeito dos rumos que tenho tomado sobre ela. E devo confessar que nem um deles, estava em meus planos. Mudar de cidade, começar a trabalhar na agência do meu irmão, voltar a fotografar… Nada disso, fazia parte de meus planos. Acho que é justamente isso, que tem tornado o meu presente tão prazeroso. O novo e os renovos da vida, sempre me atraíram muito!

Teci este mesmo comentário a um amigo. E em sua concepção, estou apenas colhendo tudo o que plantei.  Veja bem, acredito piamente na “Lei da semeadura” (onde você colhe exatamente o que planta), “Na lei do retorno” (onde tudo o que vai, volta), na “Lei da atração” (onde você atrai exatamente o que transmite). Acredito de verdade. Diga-se de passagem, que essas leis “regem” a minha vida.

Justamente por isso, tenho total ciência que todas as dificuldades quais enfrentei em minha vida até o dia de hoje, foram -em sua maioria- de minha responsabilidade. E quando não era responsável por elas, elas me tornavam cada vez mais responsável.

Desde que compreendi a minha responsabilidade no tudo e no todo, passei a compreender os momentos difíceis da vida de uma forma menos dramática. E passei a extrair o melhor de cada uma dessas situações. Hoje, compreendo que as dificuldades são uma maneira de me desconstruir, e são também,  uma porta aberta à reconstrução.

Confesso: Nem sempre plantei coisas boas em minha terra. E naturalmente, nem sempre tive uma germinação e frutos bem sucedidos. Colhi exatamente tudo o que plantei. E falando sobre o meu presente, sinto que estou naquela fase, onde a terra se esvaziou completamente. Colhi tudo o que tinha para colher. Agora, recebo a oportunidade de semear novas sementes. Tenho a oportunidade de realizar um novo plantio. Tenho uma nova chance.

Hoje, percebo que compreendo melhor o tempo e a importância de saber lidar com ele. Aceitei que muitas coisas na vida, são -de fato- para o agora. E se não fizer AGORA, o tempo vai passar e amanhã será completamente diferente. Já outras, sempre terão sua passagem pelo tempo. Sempre serão uma questão de tempo. Como disse o Rei Salomão em Eclesiastes: “há um tempo determinado para cada coisa debaixo do céus”.


Vamos acreditar que:
No tempo certo, todas as sementes quais plantamos com suor e lágrimas, germinarão. A espera é angustiante, eu sei! Pode demorar dias, meses, anos até que elas germinem e possamos finalmente colher nossos frutos. Mas uma coisa é certa: No tempo certo, elas germinarão. E então, a tão sonhada colheita chegará.

É prazeroso pensar sobre a colheita dos bons frutos, não é mesmo?
Todavia, não podemos nos esquecer em hipótese alguma, que -até mesmo durante a colheita- será exigido de nós, muito engajamento, disposição, força e coragem. Só depois disso, usufruiremos dos frutos! E quando isso ocorrer, será sublime. Será surpreendentemente doce. Nos revigorará, nos renovará, nos saciará.

Será como uma garoa que cai sobre nós, depois de termos andado dias e dias em terras secas. Será como aquela “chuva” que quando bate na sequidão de nossa alma, nós até levamos um susto, um choque. Uma sensação estranha de “Será que isso está acontecendo de verdade?”. E no íntimo do nosso ser, aquela certeza de: “Finalmente”.

Mas somos tão pessimistas, não é?

Mesmo diante da certeza, nos enchemos de dúvidas e questionamentos. Começam-se os “E se…”.

E se os frutos estiverem verdes? E se os frutos estiverem podres? E se a tempestade interromper a colheita? E se essa chuva que tem me saciado, for o início de uma grande tempestade? E se for mais uma grande ilusão de sua mente? E se for mais uma felicidade passageira? E se for mais um momento? E se…

E se isso acontecer, vamos começar respirando bem fundo!
Vamos olhar para dentro de nós mesmos, enxergar a força interior que existe em nós, e compreender que NADA nem NINGUÉM (inclusive nós mesmos) poderá nos impedir de viver intensamente a colheita de tudo o que plantamos. NADA nem NINGUÉM poderá cessar nossos Oásis. Vamos acreditar naquela passagem bíblica que diz: “As coisas velhas se passaram. Eis que tudo se fez novo”.  Vamos nos desligar de tudo que nos priva, nos afasta, nos atrasa, nos amedronta, nos prende, nos esmaga, nos faz regredir, nos faz voltar atrás. Vamos nos desligar também do futuro que jamais pertencerá a nós. Vamos livrar a nós mesmos do “E se…”. Vamos trabalhar nossas mentes para: Não depositar energias no que ficou para trás, e tampouco no que ainda não ocorreu.

Vamos vier o AGORA. Vamos colher os frutos, usufruir dos frutos, tomar chuva, molhar a alma. E se for tempestade? Tempestade traz temperança.

Nossa humanidade jamais poderá nos permitir viver o futuro, sem antes termos vivido o agora.  Vamos aceitar e entender os processos da vida. Vamos viver os processos da vida.

E ainda como almas habitando nesses corpos, precisamos compreender que aqui na terra, nada será eterno. Nem mesmo a felicidade. Por mais genial que sejamos, por mais organizados tenhamos sido com relação aos nossos planos, por mais posicionamentos convictos tenhamos… Jamais estaremos 100% certos sobre algo. Devemos sim acreditar em um futuro que nos trará alegria. Devemos sim, mantermos nossos pensamentos positivos sobre isso. Mas, por favor, vamos colocar dentro de nossa mente que nossa maior PRIORIDADE, está e ser feliz HOJE! Não importa se tenhamos feito nossa semeadura há anos atrás ou há dois dias atrás… Não importa se é apenas uma gota ou uma grande tempestade que está caindo sobre nossa terra. Seja como for, devemos usufruir e absorver os prazeres e as lições de cada momento. Por que, por mínimo que sejam, eles podem ser intensos e infinitos. Exatamente como acontece com os oceanos.

Afinal, o que é o oceano se não uma infinidade de gotas?

Disponível em áudio:

 

Com afeto;
Thaís Lira ♡


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Amadurecer é SER

AERTIGO - AMADURECER É SER - POR THAIS LIRA - BLOG GAROTAS DIZEM

Minha adolescência foi um tanto conturbada. Digamos que fui a típica adolescente problemática, que causou grandes preocupações aos pais. E que, mesmo havendo crescido em uma família bastante religiosa e tradicional, tinha vestígios fortíssimos de rebeldia -que para mim- faziam parte de minha personalidade; tais como autoritarismo, inflexibilidade e impulsividade.

Acontece que o tempo passa. E puxa vida! Como aprecio o tempo! Ele passa, e durante sua passagem, inúmeras coisas acontecem. Algumas, passam despercebidas. Outras, no entanto, têm a função de nos modificar por completo. E foi dessa maneira comigo.

No auge dos meus dezessete anos, meus pais optaram pelo divórcio. Eu, resolvi iniciar um relacionamento amoroso, pela primeira vez. Minhas notas escolares, iam de mal a pior. Na verdade, cheguei a perder o ano letivo pelo excesso de faltas. A depressão me atingiu. De repente, as coisas não estavam do meu jeito. Elas estavam, como deviam estar naquele momento.

Passei por um intenso processo de desconstrução daquilo que havia me tornado, para ser reconstruída, tornando-me quem realmente sou.  Durante esse processo, tinha apenas duas alternativas: Amadurecer, ou permanecer do jeito que era, até apodrecer.

Amadurecimento/ Maturidade:
amadurecimento
Ouvi durante a minha infância e adolescência inteirinha, que “quando ficamos mais velhos, amadurecemos”. Acontece que, o processo de alcance a maturidade, vai muito além de completar mais um ano de vida, ou de “nos tornarmos adultos”. Vai muito além das responsabilidades quais assumimos, da maneira como nos vestimos, dos filmes que assistimos, ou do quão sério (ou séria) somos quando estamos com os nossos amigos e familiares. A maturidade não tem idade. Não existe um medidor que, se você estiver com 20 anos, você é imaturo (ou imatura) e se estiver com 45, então será alguém maturo.

Maturidade, é a maneira como você ESCOLHE lidar com as circunstâncias de sua vida; desde seu primeiro emprego, até a difícil decisão de encerrar ou dar continuidade a um relacionamento amoroso que esteja sugando suas energias. Maturidade não é apenas a maneira como você aprende as coisas. E sim, a maneira como passa a compreendê-las.

Seja qual circunstância for, a escolha de tornar-se maturo ou não, será sempre sua.

Mas é importante você saber que quando você escolhe amadurecer, você torna o viver mais prazeroso, e consequentemente, tornar-se uma pessoa mais plena e mais feliz.

ARTIGO - BLOG GAROTAS DIZEM - AMADURECER É SER - POR THAIS LIRA

E sabe essa conversa de que a vida adulta é um verdadeiro saco? É verdade, se você tornar isso uma verdade. Sua vida será um saco de verdade, se você for apenas um adulto. Escolha amadurecer, e então, você passará a enxergar a vida com outra perspectiva.

Alguns benefícios de tornar-se uma pessoa madura:

  • maturidade te ensina a lidar de forma mais sábia com as adversidades.
  • maturidade te livra de viver uma vida ilusória, colocando-o sempre em sua realidade.
  • maturidade faz com que você aceite que nem sempre, as coisas serão a sua maneira.
  • maturidade te faz entender com muito mais tranquilidade.
  • A maturidade te protegete poupa e te priva.
  • maturidade te impulsiona para o alto desenvolvimento pessoal e profissional.
  • maturidade renova suas esperanças.
  • A maturidade te conduz ao seu “verdadeiro eu”.

E então, qual será sua escolha?
Vamos amadurecer juntos?


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Manuscrito: “A fera e a bela” | Thaís Lira

“Nunca fiz questão de lhe escrever um livro sobre quem sou. Até tentei falar de mim, mas você nunca deixou. A última palavra era sempre sua. Por respeito, mantive minha postura. Achei -mesmo- que você devia me conhecer melhor. Achei -mesmo- que você devia saber que tinha coisa bem pior. Então, resolvi continuar sendo eu. Destruindo pouco a pouco, aquele projeto seu. Uma hora, você ia me enxergar. Uma hora ia olhar para os meus olhos, e ver quem realmente era, e sou. Não tive pressa. Mas não posso negar que já estava me sentindo um pouco cansado daquela imagem perfeita que você mesma criou. Fazer o quê se a sua estátua quebrou? Desde então, tornei-me seu caos, sua rebeldia sem causa, o motivo de sua fúria, sua maior decepção, o motivo da sua desgraça. Tornei-me o motivo dos pratos quebrados, das malas prontas, dos retratos rasgados. Você gritou pra todo o mundo ouvir que eu não era quem você pensava, que eu não era o que você pensava. Você estava certa. Mas a grande verdade, é que eu não tinha culpa de nada. Não tive culpa de ter sido colocado por você em um altar qual não merecia. Seu pai te avisava, mas você não ouvia. Não tive culpa de ter sido pintado por você, como só você me via. Sua mãe te avisou, a minha também. Então não venha me dizer que você não sabia. Não tive culpa de ter sido visto como não era. Não tive culpa de ter sido o final triste de sua novela. Mas tudo bem, releva! Fique sabendo que até mesmo em contos de fadas, toda bela tem sua fera”.

(“A fera e a bela” – Mudando o Conto | Thaís Lira)

Manuscrito | Quebrando meu próprio silêncio

Lembro-me perfeitamente, de uma conversa ao telefone, que tive com uma ex-aluna de um dos treinamentos quais ofereci em São Paulo, sobre a importância de quebrarmos o silêncio em alguns momentos de nossas vidas. Lembro-me que disse a ela: “Todos nós temos o momento de ficar em silêncio, e também, o momento de liberar nossa voz. Quando este segundo momento chega em nossas vidas, precisamos vivê-lo. Precisamos quebrar o silêncio, sem medo, sem receio algum. Por quê este é simplesmente o momento. E quando ele -realmente- chegar, nada poderá ser mais forte do quê a força de nossa própria voz. Chega uma hora na vida, qual precisamos quebrar o silêncio por nós mesmos!”.

Confesso: tudo fica muito mais fácil na teoria. Nunca imaginei que minhas filosofias, seriam tão difíceis de serem postas em prática. Mas cá estou eu – na tentativa de quebrar o silêncio, e calar – de uma vez por todas – esse grito silencioso que pairou dentro do meu ser desde o ocorrido com o meu irmão.

Tenho um público muito querido, qual me acompanha há muito tempo (gratidão, gratidão!). Alguns, me acompanham desde outros blogs, outras colunas, outras ideias, outros conceitos… Até mesmo estes, poderão ficar muito surpresos com esse artigo. A propósito, digo de antemão, que este é um dos artigos mais especiais deste blog. Não pelo o quê estará escrito nele, mas por quem será mencionado, e por sua motivação.

Quem me acompanha, sabe bem que sempre mantive muita descrição acerca de assuntos pessoais. E às vezes, minha vida pode até parecer bem monótona, e pacata. Mas a verdade sobre mim, é que vivo como um vulcão em erupção. Só que, veja bem, até mesmo os vulcões têm seus encantos.

Muitas vezes, sinto uma vontade enorme de encher esse blog de devaneios e até lamentações. Sinto o desejo enorme de chegar aqui e desnudar minha alma. Só que alguma coisa acontece dentro de mim, e não consigo ser tão mesquinha, tão megera, tão egoísta. Logo penso em você, que está aqui me lendo. Você que já tem seus próprios males, que enfrenta suas próprias batalhas, e trava suas próprias lutas. Pra quê toxicar sua vida?
O mundo está cheio de coisas e pessoas tóxicas. Não quero ser uma delas. Então, vou viver meus momentos de quietude e solitude (quais já falei aqui no blog). Assim faço, até me desintoxicar completamente. Até dissolver todo sentimento negativo, e absorver sentimentos positivos, para vir aqui, e abrir meu coração a vocês. Por quê é assim que tem que ser.

Entenderam o porquê de desapareço de vez em quando? 

Além do mais, acho que toda e qualquer exposição na internet, pode ser perigosa. Precisa haver um propósito muito grande, por trás de cada janela interior que abrimos ao mundo. Caso contrário, nem vale a pena expôr!

Já passei por bons bocados. Quem nunca? E sei que cada experiência me trouxe uma aprendizagem impar. E aposto que a cada um de vocês, também. Prometo que cada uma dessas experiências, serão compartilhadas pouco a pouco. Tudo em seu tempo. Sem pressa. Combinado?

De todo modo, quero que tenham certeza de uma coisa: me sinto honrada em estar compartilhando uma delas com vocês, hoje.

No dia 20 de Novembro de 2015, perdi o meu irmão mais velho (meu amigo, meu protetor, minha asa direita) para o câncer. E por mais que aquele dia tenha sido o mais sombrio de todos os meus dias vividos até hoje, tenho refletido sobre sua vida aqui na terra, e compreendido sua partida. E por mais que isso traga uma dor intensa e profunda em minha alma, tem -ao mesmo tempo, com a mesma intensidade e profundeza- curado meu ser.

Bruno. Este era o nome dele. Conhecido como “Guerreiro” – de fato, sua identidade. Bruno fora diagnosticado com um câncer embrionário metastático em 2012. Lutou incansavelmente, destemidamente, durante três longos e árduos anos.

Tumor metastático é aquele que se espalhou a partir do lugar onde se iniciou para outro local do corpo. Um tumor formado por células cancerígenas metastáticas é denominado tumor metastático ou metástase. O processo pelo qual as células cancerígenas se espalham para outras partes do corpo é também chamado de metástase.

Em resumo, o quê a medicina tentava nos dizer era: “O Bruno tem um tipo de câncer agressivo, que está se desenvolvendo em seu corpo, desde que ele era um embrião. E este câncer se espalha por todos os órgãos do corpo, em curto prazo, até que o afetado seja consumido completamente”. Bruno tinha um tumor “matriz” na região pélvica, que se espalhou (em prazo curtíssimo) por todo o seu corpo; dos pés à cabeça.

E mesmo havendo um câncer percorrendo seus ossos, nunca o vi curvado diante das circunstâncias da vida. As únicas vezes quais o vi curvado, foi diante da presença do Soberano Criador. Nada diferente disso. Mesmo havendo um câncer percorrendo por suas correntes sanguíneas, nunca o vi queixar-se. Pelo contrário, quando perguntávamos como ele estava -apesar de tudo- ele sempre respondia: “Estou bem! Estou curado!”. Mesmo havendo um câncer fazendo uma bagunça enorme em seu cérebro e em todo o seu organismo, sempre o vi certo do seu propósito na terra. Sempre o vi centrado. Sempre o vi motivado. Mesmo havendo um câncer espalhado por seus pulmões, mesmo o vendo perde o ar pouco a pouco, mesmo o vendo perder completamente sua força física, mesmo o vendo internado em uma Unidade de Terapia Intensiva, mesmo o vendo respirar por aparelhos, mesmo o vendo sendo sentenciado, mesmo em seu último de sua vida… Ele permaneceu forte. Ele permaneceu fiel. Em suas últimas horas, quando não tinha mais condições físicas para nada, ele cantou uma canção e fez uma oração. Nos deu uma lição inesquecível sobre fé, honra e gratidão. E até mesmo nos últimos minutos de sua passagem pela terra, virou para minha mãe, calmo e sereno, e disse: “Mãe, estou sentindo uma paz tão grande! Estou sentindo meu corpo diferente. Tem uma coisa muito boa acontecendo dentro de mim. Pode ir pra casa. Eu vou descansar agora!”. Minha mãe voltou pra nossa “casa temporária”. E o Bruno? Bom, no começo desse artigo, eu disse que havia o perdido para o câncer. Na verdade, no dia 20 de Novembro de 2015, meu anjo mais velho, voltou para o seu verdadeiro lar.

Comportamento: Confiança é substituir a razão por fé

Meus últimos dias foram um tanto caóticos. Dentro de mim, uma bagunça foi generalizada. Pouco a pouco, estou alinhando tudo por aqui, e encontrando o eixo. Está tudo bem.

O ocorrido com o meu irmão, tem me levado a pontos extremos, aonde tenho sido imersa a pensamentos intensos e profundos. E em momentos assim, costumo analisar minha vida como um todo; como tenho sido com quem está ao meu redor, os tipos de pessoas que tenho atraído pra perto, e assim por diante. E andei pensando muito sobre confiança.

Essa semana, quatro pessoas diferentes (poderia mencioná-las, mas acho que não convém) disseram que mesmo não me conhecendo muito bem, elas sentiam-se tranquilas a compartilhar quaisquer coisa comigo, pois eu transmitia confiança. Uma dessas pessoas, até usou uma frase que marcou muito: “Você é uma pessoa diferente de qualquer outra que eu já conheci. Muito obrigada mesmo! Eu sinto que posso me abrir com você sobre qualquer assunto… Você me transmite calma, paz, confiança… Não sei explicar.”. Meu coração se alegrou de um jeito, que ao ler essas palavras, me emocionei muito. E naquele momento, me senti a pessoa mais importante do mundo inteiro. E pensei: “Darei valor a isso, enquanto eu viver!”.

E é sobre confiança que iremos falar hoje.

Conquistar minha amizade, é simples. Todos os dias, pessoas diferentes, cruzam o meu caminho. E meus braços estão sempre escancarados para recebê-las. Em minhas mãos, ofereço o melhor que eu tiver. Sou boa em oferecer. E costumo ser sempre muito honesta sobre isso. Quando tenho algo a oferecer, o faço. Quando não tenho, me apresento como estou – de mãos vazias. Mas a mesma proporção de habilidade que tenho em abrir meus braços para receber alguém em minha vida, é a proporção que tenho na grande dificuldade de abrir o meu coração e receber o quê está sendo oferecido a mim. Para falar a verdade, ofereço tanto, que nem sei se sei receber alguma coisa. E aí que mora o grande desafio a quem escolhe caminhar ao meu lado. Principalmente, quando o quê essa pessoa traz nas mãos, é essa coisa de cristal, com uma placa escrito: “Confie em mim!”.

Conquistar a confiança de alguém, pode levar muito tempo. Muito tempo. Precisa de muita disposição e paciência para fazer isso. E eu sou uma dessas pessoas, quais leva-se bastante tempo para que eu aceite o presente do “Confie em mim”. Tem gente, que -exatamente por este motivo- não se aproxima de mim. Puro receio. Mas não precisa ter receios. Meus braços estão sempre abertos; sem necessidade de tirar camadas para chegar até ele. Já o meu coração… Você vai precisar ter muita calma!

Observo tudo e todos, minuciosamente. Me apego aos detalhes. Sinto cheiro de más intenções. Reconheço gente mal intencionada de longe.

Não deposito confiança facilmente. Inclusive, me lembrei da cena de um de meus livros de cabeceira (Le Petit Prince), aonde o principezinho está a procura de um amigo, e oferece-se para ser amigo de uma raposa que encontra no caminho. E a raposa, desconfiada, dá uma resposta racional ao principezinho, dizendo que não poderia ser amiga dele, pois ele não havia a cativado ainda. Então, o principezinho pergunta a ela o quê significa “cativar”. E ela responde: “Uma coisa muito esquecida. Significa ‘criar laços’. E ela continua… “Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti. Tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…”

Preciso acrescentar algo aos dizeres da raposa?

Valorize cada pessoa que possa por sua vida, mas não desperdice confiança. Permita-se ser cativado e cative. Seja paciente. Valorize cada segredo que lhe é contado, cada desabafo que lhe é feito, e cada devaneio que presencia. Valorize quem tira suas armaduras quando está perto de você. Seja alguém de confiança. Entenda quê se essa pessoa desnudou sua alma a você, ela -no mínimo- o enxerga como um LAR. Lar é o único lugar que nos recebe como somos. E a gente só se sente bem na casa de quem conhecemos bem, e temos intimidade. Se deseja receber alguém em sua casa, limpe-a. Não abra as portas de sua casa se ela estiver suja, bagunçada. A não ser que essa pessoa vá te ajudar a limpar toda essa sujeira e organizar toda a bagunça. Caso contrário, ela só sairá por aí, contando a todos sobre a sua condição. Acredite se quiser: O mundo está cheio dessas pessoas. Por pior que isso soe, essas pessoas estão por toda parte. Inclusive, a nossa volta. Sim! A nossa volta!

Mas uma coisa é fato: Elas podem até estar a nossa volta, serem nossos vizinhos, mas não poderão caminhar ao nosso lado. Até por quê, existe uma grande diferença em “estar perto” e “estar junto”. Uma grande diferença em “ser próximo” e “ser um”.

Dedico esse artigo a cada pessoa que passa por minha vida, e pacientemente, me cativa.
Que estejamos juntos, e sejamos UM.


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