Livre e só

Livre e só

A sociedade construiu uma ideia deturpada, onde a felicidade consiste basicamente em: nascer, crescer, fazer faculdade, conhecer alguém, casar-se, ter um filho, mais um filho, e talvez mais um. Nunca mais do que quatro filhos. Ver os filhos crescerem, se formarem, casarem, engravidarem… Ver todo o ciclo se repetir até onde for possível, curtindo a aposentadoria sem muitos exageros, respeitando as limitações impostas pela velhice. Adoecer completamente, ficar aos poucos sem ar, morrer feliz e finalmente: descansar em paz.

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15 frases ditas por Barack Obama durante o discurso de despedida

15 frases ditas por Barack Obama durante o discurso de despedida
Por Thaís Lira 

No dia 11 de Janeiro, o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esteve com sua família em Chicago  (local onde deu início à sua carreira política), para o seu discurso de despedida. Seu discurso teve duração superior a 50 minutos, e trouxe boas lembranças, esperanças, e claro, muito emoção à platéia. Diante de todo o mundo, Obama fez menção à sua luta pelo fiz do racismo e do preconceito. Mencionou as medidas durante sua gestão, sobre a permissão definitiva do casamento de pessoas do mesmo sexo. E falou sobre assuntos complexos, mas de suma importância para o cidadão americano, e todo o mundo – divisão, reclusão e a desigualdade econômica.

Dentre tudo o que fora falado pelo ex-presidente, separei 15 frases quais considerei muitíssimo importantes não apenas para conceitos políticos. Mas, para uma vida inteira.

Espero que gostem.

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Lança Perfume | Summer 17 em Mogi das Cruzes

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Imagem: Divulgação Lança Perfume

Aprecio a direção criativa da Lança Perfume. A cada nova coleção, somos surpreendidos por algo inusitado, e que “foge” completamente de nossas zonas de conforto (principalmente quando se trata do universo feminino e mundo da moda). E devo confessar que: A coleção Summer 17, me deixou de queixo caído! Da fotografia, às texturas e paleta de cores escolhida, me deixou apaixonadíssima. Encantada de verdade. E é por este exato motivo, que resolvi compartilhar minhas percepções sobre a coleção, com vocês. Espero que gostem.

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A coleção Summer 17 da Lança Perfume, foi inspirada nas obras do clássico dramaturgo e romancista, William Shakespeare. Ou melhor, a coleção foi inspirada -especialmente- em duas de suas principais obras: “Romeu e Julieta” e “Sonho de uma noite de verão”.

A coleção está impecável. Composta por peças em estampas florais (com predominância de tons avermelhados), aplicações em rendas, aplicações de pedrarias, e os metais (que já são uma característica pertencente a marca). Todas as peças, têm cortes e formatos que remetem à época em que se passava cada uma das histórias escritas por William Shakespeare.

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Imagem: Divulgação Lança Perfume

Durante toda a divulgação de campanha, a Lança Perfume tomou todo cuidado do mundo, para que tudo o que foi (e está sendo) apresentado, seguisse com fidelidade, a proposta de William Shakespeare em seus romances. Os sentimentos transmitidos nas obras literárias, foram transferidos com maestria para a paleta de cores, para os tecidos, e todos os elementos adicionados a coleção; paixão, vingança, cumplicidade, fúria, reconciliação, luxúria, e até mesmo, traços religiosos que passam pelas histórias de William Shakespeare.

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Tive a oportunidade de conhecer Nize Capasso (vocês ouvirão e lerão muito sobre ela aqui no blog). Nize Capasso é gestora e consultora de imagem e estilo. Além disso, é responsável pela Estilo Dot. A Estilo Dot, é uma boutique localizada na região nobre de Mogi das Cruzes. Foi na Estilo Dot, onde ocorreu o “Glamparty”.  A Glamparty, é um dos eventos “oficiais” da Lança Perfume. A Estilo Dot, foi a única boutique de Mogi das Cruzes, a realizar o evento em sua unidade. Veja um pouquinho do que rolou:

 

Para acompanhar detalhes sobre este dia, siga a Estilo Dot nas redes sociais: Facebook e Instagram.


Abaixo, o Fashion Filme Summer da coleção:

E aí? O que vocês acharam? Espetacular, não é mesmo?
Ainda não conhece o romance “Romeu e Julieta”? Então, clique aqui e faça o download gratuito do livro em PDF (adaptado para peça teatral). Ou, caso não conheça “O sonho de uma noite de verão”, clique aqui.

Espero recebê-los no próximo artigo.
Gratidão por me ler. E até logo. ❤


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Entrevista: Danielly Martins – Ilustradora e criadora do projeto “Água de Chuva”

Por Thaís Lira

Sem dúvidas, essa é uma das matérias quais tive o maior prazer em fazer desde que criei esse blog. A fiz com a alma. Amei o tema, amei a entrevistada, amei as imagens… Tudo!  E espero -francamente- que vocês gostem tanto quanto eu. Agora, vamos ao que realmente interessa? Vamos falar sobre a “Água de Chuva”.

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Conheci  projeto “Água de Chuva” pelo Instagram. E desde então, me identifiquei muito. Todo o capricho, as frases bem elaboradas, as ilustrações, me despertaram o desejo de conhecer quem estava por trás de toda essa arte. Foi assim que conheci a Danielly. Mas, ninguém melhor do quê ela mesma para falar sobre si.

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Ponto da Lira: Dani, fale um pouco sobre você para os leitores do blog:

Danielly Martins: Me chamo Danielly Martins, tenho 21 anos, sou Paraibana. Vivo em Residente na cidade de Sousa. Ela fica no sertão da Paraíba. Sempre fui apaixonada por arte. Trabalho, estudo, e nas horas vagas me dedico as artes que compõem a minha vida. Além de ilustrar (e escrever), também canto, componho e toco violão. Não sou uma cantora profissional – até poque -, a música entra em minha vida como hobby. E apesar de todas as coisas quais faço, a arte de escrever, é o quê mais amo. Gosto de ver meus sentimentos ganharem vida através de palavras.

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Essa paixão é exercida por meio do Instagram da “Água de Chuva” (@aguadechuva). O projeto faz um ano este mês. E já conta com mais de 8 mil admiradores. Lá, escrevo frases ilustradas a mão, muitas vezes acompanhadas de textos e contos que de alguma forma, encantam as pessoas que leem. São histórias e momentos descritos com um sentimento único que move minha vida: o AMOR.

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Uma das frases que ganhou muito destaque é hoje o lema da página . “ Não sou eu , quem Falo muito de amor, o amor que fala muito sobre mim. “ A cada frases , conto ou texto escrito e postado vou deposita do um pedacinho de mim na vida das pessoas, ler os comentários, os reposts , participar do amor  das pessoas que comentam é uma sensação incrível que me faz cada vez mais querer esse carinho. É um projeto alimentado pelo amor a escrita, o amor a arte, enfim. O amor.

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Uma das frases que ganhou muito destaque ( e que é hoje o lema da página) diz assim: “Não sou eu , quem falo muito de amor, o amor que fala muito sobre mim”. A cada frase, conto, ou texto escrito e postado nas redes sociais do projeto, deposito um pouquinho de mim nas pessoas que me acompanham. Ler os comentários, ver as repostagens, e participar do amor das pessoas que – de algum modo – participam do “Água de Chuva”, é uma sensação incrível que me faz querer cada vez mais esse carinho. É um projeto alimentado pelo amor a escrita, pelo amor a arte, amor a música… Alimentado pelo amor.

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Ponto da Lira: Dani, tenho mais algumas perguntas. Vamos lá? Me conte uma coisa, como foi que começou esse processo artístico em sua vida? Você se inspirou em alguém para criar o “Água de chuva”? 

Danielly Martins: Bom, como disse acima, a arte sempre me encantou. Sempre fui uma pessoa muito observadora. E essa é uma de minhas características principais, sabe? Sempre gostei muito de escrever. Daí, em Janeiro de 2015, resolvi criar o projeto, vinculando-o com a ilustração. E percebi que cada coisa que eu escrevia, chamava atenção das pessoas. Isso tudo ía atraindo público. As pessoas estavam amando. Então, fui investindo cada vez mais disso.

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Ponto da Lira: Externar o quê está em seu coração é maravilhoso. E saber que você começou a fazer isso despretensiosamente, é ainda mais sensacional. Mas me conte uma coisa, você tem plano de trabalhar com isso? Aproveitando essa oportunidade, como você enxerga o cenário dos ilustradores no Brasil? 

Danielly Martins: Me sustento com o trabalho que executo em uma farmácia de minha cidade, e sou estudante de contabilidade. No momento, não vivo da arte. Quem está nesse meio, sabe que para alcançar o sucesso profissional na área e ter um retorno financeiro com tudo isso, é muito difícil. Por quê, apesar de todas as oportunidades que temos de expor nosso trabalho na internet, ainda não é tão reconhecido como deveria. Mas busco isso todos os dias. Se um dia Deus me abençoar e eu puder me sustentar com esse trabalho, será maravilhoso. Por que é de fato o quê gosto de fazer. Mesmo havendo alguns obstáculos pelo caminho (como qualquer outro trabalho), pretendo agarrar com força e amor, a todas as oportunidades que surgirem.

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Ponto da Lira: Dani, mate a minha curiosidade? Qual o motivo de ter escolhido o nome “Água de chuva”? Como foi o processo de criação do nome de seu projeto?

Danielly Martins: Boa pergunta! Sempre costumo escrever meus textos durante a noite. E como disse, sou observadora. E sabe o quê observei? Que eu sempre produzia muito mais em dias chuvosos. O barulho da chuva me traz uma inspiração enorme! Então, na época que resolvi criar a página, pensei: “O quê mais me inspira enquanto escrevo?”, e pronto! Criei o “Água de chuva”. Costumo dizer que meus textos, caem como chuva na vida de meus leitores; faz sorrir, faz chorar, faz se apaixonar, faz se encantar, faz se amar… É isso (risos)!

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Ponto da Lira: Dani, quais os planos para 2016? E se puder nos contar, você tem planos tornar o “Água de chuva” um livro?

Danielly Martins: Sinto que o ano de 2016 será um ano incrível, de muito sucesso. Já estou fechando muitas parcerias, que se Deus permitir, vai ajudar a tornar o “Água de Chuva” mais conhecido. Além disso, tenho muitas pessoas legais me ajudando bastante! E sim! Eu pretendo lançar um livro, sim! Estou correndo atrás disso. É um plano, com certeza!

Update: Estou completamente apaixonada pela arte que a Dani fez, para selar a união do “Ponto da Lira” com o lindo projeto “Água de Chuva”. Muito amor, fala sério?!

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Ponto da Lira: Não vejo a hora de ter o seu livro em mãos. Tudo dará super certo! Agora, vamos a um jogo rápido? Responda em poucs palavras:

  1. A trilha sonora de sua vida: Qualquer música que fale sobre o amor.
  2. Uma pessoa que te inspira: Meu namorado.
  3. Um filme que assistiria mil vezes: O melhor amigo da noiva.
  4. Um lugar que você moraria para sempre: Qualquer lugar que seja com minha família.
  5. Um dia inesquecível: 19/06/14
  6. O “Água de chuva” para você, é: A realização de um sonho.
  7. Dani por ela mesma: Uma sonhadora.
  8. Deixe o seu recadinho aos nossos leitores: Quero agradecer todos os meus leitores, que têm acompanhado e acreditado em meu sonho. Também agradeço aos meus amigos e familiares, que têm me apoiado e me encorajado a nunca desistir. E também agradeço a você, e ao seu blog, que está me dando a oportunidade de levar o “Água de chuva” à novas pessoas. Muito obrigada, de verdade, pelo carinho e paciência. Meu desejo é que todos os seus leitores possam ver em meu trabalho, a verdadeira mensagem que há por trás de tudo isso; que é levar o amor à vida de cada pessoa alcançada pelo projeto. Obrigada.
  9. Como podemos acompanhar o “Água de Chuva” nas redes sociais?
    Bem simples! Estamos no Instagram como @AguaDeChuva e no Facebook: Água de Chuva.
  10. E você? Como podemos encontrá-la? Estou no Instagram, Twitter e Facebook como @daaniellym, e no Snapchat como: daniellymrts

 

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10 frases de “O pequeno príncipe” | Antoine de Saint-Exupéry

 

Não sei dizer quando foi a primeira vez que li “O pequeno príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry. O quê sei, é que este foi um dos primeiros livros que li em minha infância assim que aprendi a ler “de verdade”. Junto com essa obra, vale mencionar o livro “Primeiro amor de Laurinha” e “Uma professora muito maluquinha” quais marcaram minha infância (e prometo falar sobre ambos aqui no blog). O tempo foi passando, e fui deixando essas coisas “de lado”. “Eu era grande demais pra ler livros como este”. Mas, quando a gente cresce de verdade, a gente descobre a importância de ser pequeno. Se é que me entendem. 

Lembro-me que li “O pequeno príncipe” (depois de uma longa pausa da infância para a fase adulta). Foi em 2010. Me lembro muito bem disso, pois o encontrei jogado em uma caixa de coisas velhas. Comecei a folhear. Confesso que não me lembrava mais do quê se tratava a obra. E pensei: “Olha! Um livro de quando eu era pequena! Vou ler.” Assim fiz. Li. E lembro-me como se fosse hoje, que este pequeno livro, me arrancou grandes sorrisos, muitas lágrimas e reflexões profundas. Foi o livro infantil mais adulto que li em toda a minha vida. E, não sei se já comentei com vocês, que: sou o tipo de humano que cria rituais. Na verdade, eu e meu irmão mais velho (o Bruno) somos assim; se fazemos algo hoje, que de algum modo foi bom, provavelmente, faremos amanhã novamente. Deste modo, li o livro todos os dias, desde que o encontrei. Fiz isso até memorizá-lo. Depois desse período devorando-o, busquei outras alternativas para manter minha relação com o principezinho; outras versões, biografia do autor, bonequinhos inspirados, série, filme, e até mesmo o livro em audio. Foi a partir de “Le Petit Prince”, que eu comecei a estudar Francês. Assim, me descobri admiradora de “O pequeno príncipe”.

No começo, eu não fazia ideia da força que essa obra tinha no mundo inteiro. Pra mim, eu era uma das poucas que conhecia. Na verdade, o mundo inteiro conhecia, menos eu.  

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Quando li a história do autor, fiquei ainda mais deslumbrada com o enredo, pois enxerguei o autor entrelinhas. Na primeira biografia que li, descobri que as ilustrações aquareladas do livro original, foram feitas pelo próprio autor da obra. E o mais interessante, é que na obra, o aviador que narra a história, conta que era um pintor frustrado.  Antoine de Saint-Exupéry é um autor importantíssimo para a literatura francesa, especialmente no século 20. E o mundo o conhece, talvez, não pelo nome, mas por frases como: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” e “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. A sutileza, doçura e toda a poesia da obra, chamam a minha atenção, pois Antoine Saint-Exupéry a escreveu durante o exílio nos Estados Unidos, quando a França assinou em 1940, o armistício. Fico pensando: “Como ele conseguiu extrair uma obra tão delicada e doce, em um período tão conturbado? Sem dúvidas, Saint-Exupéry era especial”. Mas, o quê mais me impressiona em sua história, além de sua infância, suas vitórias e conquistas em vida, são os mistérios acerca de sua morte. 

Saint-exupéry, desde muito pequeno, mantinha o sonho de ser um aviador (mais uma coisa em comum com o livro). Ele tinha um deslumbre incomum por mecânica, mas, por questões financeiras, só pôde realizar isso depois de tornar-se um homem. Saint-exupéry, diferente do que muitas pessoas pensam, não foi “apenas” um brilhante autor (o quê já o tornaria ilustre). Ele encarou uma missão de resgate no deserto do Saara (mais uma coisa em comum com o enredo), fez marcas de recordes de voo em vários lugares do mundo, e nunca deixou de pilotar. Nunca mesmo. Para Saint-exupéry, a quietude e solitude eram maneiras de refletir sobre si mesmo e sobre o mundo a sua volta (isso é tão eu, que nem sei como escrever de modo diferente). Então, no dia 31 de Julho de 1944, Saint-Exupéry sumiu em um vôo (em seu Lockheed P-38) sobre o oceano, aonde saia de Córsega para uma missão em Paris. De 1944 até 2004, sabia-se absolutamente nada sobre a morte de Saint-Exupéry – até que foram encontrados destroços do avião de Saint-exupéry naquele mesmo ano. E mesmo havendo encontrado vestígio de um corpo, não sabem dizer até hoje, se o corpo encontrado pertencia ao aviador. O responsável pela queda do P-38, foi o alemão Horst Rippert, qual assumiu ter atirado no avião, provocando sua queda. Parece fábula, não é? 

Ao perguntarem a ele como gostaria de morrer, Saint-exupéry respondeu: “No mar, como se dormisse. Como um sonho.”

Ele desapareceu do planeta. Exatamente como o seu personagem.

As obras de Saint-Exupéry são:

L’Aviateur (O aviador) – 1926
Courrier sud (Correio do Sul) – 1929
Vol de nuit (Voo Noturno) – 1931
Terre des hommes (Terra dos Homens) – 1939
Pilote de guerre (Piloto de Guerra) – 1942
Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe (título no Brasil) ou O Principezinho (título em Portugal)) – 1943
Lettre à un otage (Carta a um refém) – 1943/1944
Citadelle (Cidadela) — póstuma, 1948


Escolhi 10 frases quais mais gosto do livro “O pequeno príncipe”, e resolvi compartilhar com vocês. Espero que gostem.

  1. “… Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três começarei a ser feliz”
  2. “… Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe”
  3. “… Só as crianças sabem o quê procuram”
  4. “… é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”
  5. “… Mas eu era jovem demais para saber amar”
  6. “… Trata de ser feliz. Eu te amo. Sim, eu te amo!”
  7. “…Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo”
  8. “… A gente só conhece bem, as coisas que cativou”
  9. “… Os olhos são cegos, é preciso buscar com o coração”
  10. “… A gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar”

E claro, as clássicas: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” e “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Separei algumas imagens muito inspiradoras.
Se você ainda não leu a obra, fica o meu convite. ❤

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Gratidão | Sobre o novo endereço, e leitores inteligentes

Por Thais Lira

Estou muito feliz com a direção que o blog tem tomado. Agora somos quase 3 mil almas conectadas. Estou muito grata e feliz. Não falo apenas sobre ter ultrapassado a marca de 2 mil leitores, e sobre estar chegando ao numero 3. A quantidade, nunca me atraiu tanto. Claro que é otimo abrir o blog e ver a cada dia, novos seguidores. Mas, sinto-me ainda mais feliz, por saber a qualidade dos meus novos amigos e leitores. Nos últimos meses, tenho recebido comentários tao bem construídos aqui no blog… Sinto que sao pessoas que realmente passam por aqui, para compartilhar um pouco do que carregam dentro de si mesmas. As historias incríveis que tenho lido por comentários e e-mails, as opiniões sempre verdadeiras e bem construídas, as maneiras de enxergar a vida…  Tenho aprendido tanto com vocês! Hoje, fiquei muito emocionada com um feedback que recebi. Estou passando aqui, na verdade, para deixar minha gratidão! Ainda sou uma menina, e tenho uma vida longa pela frente. Nem sei se estou pronta para ser elogiada ou criticada como tenho sido. Mas todo essa contribuição inteligente, tem sido fundamental para o meu crescimento como pessoa. E isso me importa muito! Aproveito e agradeço meu irmao Bruno Cesar, que tem sido meu técnico desde sempre. Ele me ofereceu uma grande contribuição ao tornar o blog “.com.br”, finalmente. Sou abençoada por ter todo esse amparo! Gratidão, gratidão e gratidão! ❤

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Update | Salve em seus favoritos o novo endereco do blog: http://www.pontodalira.com.br

Quietude

Por Thais Lira

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Bom dia, como vai? Espero que esteja tudo bem, e tudo em paz por aí.

Essa semana, uma amiga me perguntou como costumava ser o processo de criação para conteúdos do blog. Expliquei para ela, que nao existe nenhuma rotina, regra ou doutrina que eu siga para fazer os artigos do blog. Tudo depende muito do meu nível de inspiração, e também, depende muito dos temas que estão rodeando meus dias. Não falo apenas sobre temas quais a midia tem exposto. Mas, sobre temas recorrentes em minha própria vida. E fico muito feliz quando consigo usar as “pequenezas dos meus dias” para acrescentar e agregar algum tipo de valor na vida das pessoas que estão a minha volta, ou do outro lado da tela.

Fico feliz por estar conseguindo. Pois, ha um tempo atrás, eu nao tinha muita habilidade em transferir tudo o que estava sentindo, em palavras. Por mais que eu tenha um fascínio por palavras, eu – nem sempre – conseguia ser bem sucedida ao me expressar. E na verdade, eu não conseguia acreditar e enxergar que, quando algo estava acontecendo com frequência em minha vida, tinha um propósito por trás daquilo. Ate que eu percebi que a percepção, vem com o tempo. E pouco a pouco, vamos encontrando direções e enxergando os propósitos para cada coisa.  Hoje, ja consigo enxergar cada um deles, e usá-los para trazer algum tipo de reflexão e mudança em minha vida. Então, eu penso: “Se serviu pra mim, pode servir para outras pessoas também.” Por isso, compartilho nos treinamentos que dou, nas palestras, compartilho nas redes sociais, compartilho aqui no blog… E principalmente: Compartilho com os meus amigos. Seja como e onde for, eu sempre encontro um jeito de compartilhar as coisas boas que o tempo tem me trazido, e cada pequeno (ou grande) ensinamento que tenho recebido da vida.

Mas, existe algo que tem sido fundamental em meus dias, para que eu alcance uma percepção real de tudo – ou boa parte –  do que se passa a minha volta; a quietude.

Significado de Quietude:

Qualidade de quieto; tranquilidade de espírito; paz, sossego.

Eu não fazia ideia do que era quietude, ate provar a solitude. Mas, este será um tema para outra ocasião (que por sinal, foi recorrente durante anos em minha vida). Foi no período mais “somente eu” de minha existência, que eu aprendi o que era quietude. A quietude é – quase que – uma prática. Inclusive, uma prática que gera um certo incomodo em muitas pessoas. Aposto que assim como eu, você já deve ter visto muitos comentários sobre isso; tem ate um vlogueiro (qual me recuso mencionar o nome em meu site), que insiste em dizer que pessoas que falam sobre meditação, paz de espírito, e tranquilidade sob caos, são uma farsa. Okay. Eu compreendo o meu colega de trabalho. E confesso que durante muito tempo, pensei como ele. Eu não acreditava ser possível estar em paz, diante da guerra. Eu não acreditava ser possível encontrar direção, em meio a confusão. Eu não acreditava ser possível manter a “cabeça erguida, espinha ereta, e o coração tranquilo” diante do caos.

O que eu costumava pensar, era: para ter paz, eu precisava estar em uma zona extremamente confortável especialmente, bebendo cafe sob o ceu da Paris, ou ao lado de um monge, praticando Yoga em um templo budista em alguma montanha de Bali. Eu até acreditava que existiam pessoas com tranquilidade e paz de espirito; por exemplo: Madre Teresa (de Calcutá), o papa, o Buda, e o grande mestre Jesus. Os via, como seres que tinham uma habilidade natural de não sentir dor, não sofrer, não se abalarem com nada. Mas, não sentir, é quase o mesmo que não estar. E não é assim que as coisas funcionam. Todas essas pessoas, por mais incríveis que foram, tiveram suas dificuldades, suas guerras externas, seus conflitos internos, seus devaneios, seus momentos de solitude… Mas eles tinham algo em comum: Escolheram triunfar sobre tudo isso, escolheram a quietude, a paz, o inverso de tudo o que se passava ao redor (que era o lado certo de se estar). Triunfaram.

O mestre Jesus (qual sou discípula), por exemplo, foi submetido as mais variadas aflições; foi rejeitado em sua própria cidade, foi traído por seu amigo, foi negado por seu mais fiel discípulo, foi humilhado publicamente, foi injustiçado ao ser tratado como um criminoso, foi afrontado… Ele foi submetido as mais duras e intensas pressões psíquicas, e a absoluta dor física (que o levou a morte). E em todos esses momentos, Ele esteve em paz. Conseguiu manter-se em paz. E mesmo quando estava enfrentando o maior conflito interior que já viverá (questionando o seu Deus Pai por todo aquele sofrimento), aquietou-se. Jesus provou a solitude e quietude. Essas duas coisas, o levaram ao lugar mais alto que o ser humano pode alcançar: a plenitude. Ele foi pleno, e é pleno.

Jesus foi (e sempre será) um grande mestre. O maior de todos. E o melhor conselho que eu poderia te dar, veio Dele mesmo: Siga os seus passos. Você precisa ter alguém em quem se inspirar. Se inspire nele! Não precisa enxergá-lo como alguém supremo, que não sentia dor, que estava sempre bem, que não se abalava por nada. Enxergue-o como alguém que esteve aqui neste mundo mau, como homem, humano. Alguém que provou a humanidade. Que viveu aflições. Mas que em tudo, teve bom animo, e – sobretudo – venceu o mundo. Ele triunfou.

Eu e você, também podemos triunfar!

O segredo:

Aquiete-se e você saberá que existe um Deus. (Referencia: Salmo 46:10)

Silencie. Ouça. Observe. Sinta. Perceba. Aquiete-se. E alcance a plenitude de vida.

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Aproveitando o tema, quero compartilhar um pequeno trecho de um livro (uma relíquia, por sinal) que gosto muitíssimo:

O silencio é sempre bom; mas com quietude da mente eu não quero dizer um silencio total. Eu quero dizer uma mente livre de perturbação e dificuldade, firme, leve e contente, podendo se abrir a Força que mudara a natureza. A coisa importante é livrar-se do habito da invasão dos pensamentos perturbadores, sentimentos errados, confusão de ideias, movimentos infelizes. Todos estes perturbam a natureza e a obscurecem e tornam o trabalho da Força difícil; quando a mente esta quieta e em paz, a Força pode trabalhar mais facilmente. Deveria ser possível ver coisas que tem que ser mudadas em você sem ficar aborrecido ou deprimido; a mudança e feita mais facilmente.

A diferença entre uma mente vazia e uma mente calma é esta: quando a mente e vazia, nao ha pensamento, nem concepcao, nem ação mental de qualquer espécie, exceto uma percepção essencial das coisas sem a ideia formada; mas na mente calma é a substancia do ser mental que esta imóvel, tao imóvel que nada a perturba. Se vem pensamentos ou atividades, eles nao surgem absolutamente da mente mas vem de fora e cruzam a mente como um voo de pássaros cruza o céu em um ar sem vento. Passa, nao perturba nada, nao deixa traço. Mesmo se mil imagens ou os acontecimentos mais violentos a atravessam, a calma imobilidade permanece, como se a própria textura da mente fosse uma substancia de paz eterna e indestrutível. Uma mente que adquiriu esta calma pode começar a agir, mesmo intensamente e poderosamente, mas ela vai manter sua imobilidade fundamental – nao originando nada de si própria mas recebendo de Cima e dando a isto uma forma mental sem adicionar nada de si propria, calmamente, desapaixonadamente, se bem que com a alegria da Verdade e o feliz poder e luz de sua passagem.

(Sri Aurobindo, Em direção a nova consciência)


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