10 frases de “O pequeno príncipe” | Antoine de Saint-Exupéry

 

Não sei dizer quando foi a primeira vez que li “O pequeno príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry. O quê sei, é que este foi um dos primeiros livros que li em minha infância assim que aprendi a ler “de verdade”. Junto com essa obra, vale mencionar o livro “Primeiro amor de Laurinha” e “Uma professora muito maluquinha” quais marcaram minha infância (e prometo falar sobre ambos aqui no blog). O tempo foi passando, e fui deixando essas coisas “de lado”. “Eu era grande demais pra ler livros como este”. Mas, quando a gente cresce de verdade, a gente descobre a importância de ser pequeno. Se é que me entendem. 

Lembro-me que li “O pequeno príncipe” (depois de uma longa pausa da infância para a fase adulta). Foi em 2010. Me lembro muito bem disso, pois o encontrei jogado em uma caixa de coisas velhas. Comecei a folhear. Confesso que não me lembrava mais do quê se tratava a obra. E pensei: “Olha! Um livro de quando eu era pequena! Vou ler.” Assim fiz. Li. E lembro-me como se fosse hoje, que este pequeno livro, me arrancou grandes sorrisos, muitas lágrimas e reflexões profundas. Foi o livro infantil mais adulto que li em toda a minha vida. E, não sei se já comentei com vocês, que: sou o tipo de humano que cria rituais. Na verdade, eu e meu irmão mais velho (o Bruno) somos assim; se fazemos algo hoje, que de algum modo foi bom, provavelmente, faremos amanhã novamente. Deste modo, li o livro todos os dias, desde que o encontrei. Fiz isso até memorizá-lo. Depois desse período devorando-o, busquei outras alternativas para manter minha relação com o principezinho; outras versões, biografia do autor, bonequinhos inspirados, série, filme, e até mesmo o livro em audio. Foi a partir de “Le Petit Prince”, que eu comecei a estudar Francês. Assim, me descobri admiradora de “O pequeno príncipe”.

No começo, eu não fazia ideia da força que essa obra tinha no mundo inteiro. Pra mim, eu era uma das poucas que conhecia. Na verdade, o mundo inteiro conhecia, menos eu.  

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Quando li a história do autor, fiquei ainda mais deslumbrada com o enredo, pois enxerguei o autor entrelinhas. Na primeira biografia que li, descobri que as ilustrações aquareladas do livro original, foram feitas pelo próprio autor da obra. E o mais interessante, é que na obra, o aviador que narra a história, conta que era um pintor frustrado.  Antoine de Saint-Exupéry é um autor importantíssimo para a literatura francesa, especialmente no século 20. E o mundo o conhece, talvez, não pelo nome, mas por frases como: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” e “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. A sutileza, doçura e toda a poesia da obra, chamam a minha atenção, pois Antoine Saint-Exupéry a escreveu durante o exílio nos Estados Unidos, quando a França assinou em 1940, o armistício. Fico pensando: “Como ele conseguiu extrair uma obra tão delicada e doce, em um período tão conturbado? Sem dúvidas, Saint-Exupéry era especial”. Mas, o quê mais me impressiona em sua história, além de sua infância, suas vitórias e conquistas em vida, são os mistérios acerca de sua morte. 

Saint-exupéry, desde muito pequeno, mantinha o sonho de ser um aviador (mais uma coisa em comum com o livro). Ele tinha um deslumbre incomum por mecânica, mas, por questões financeiras, só pôde realizar isso depois de tornar-se um homem. Saint-exupéry, diferente do que muitas pessoas pensam, não foi “apenas” um brilhante autor (o quê já o tornaria ilustre). Ele encarou uma missão de resgate no deserto do Saara (mais uma coisa em comum com o enredo), fez marcas de recordes de voo em vários lugares do mundo, e nunca deixou de pilotar. Nunca mesmo. Para Saint-exupéry, a quietude e solitude eram maneiras de refletir sobre si mesmo e sobre o mundo a sua volta (isso é tão eu, que nem sei como escrever de modo diferente). Então, no dia 31 de Julho de 1944, Saint-Exupéry sumiu em um vôo (em seu Lockheed P-38) sobre o oceano, aonde saia de Córsega para uma missão em Paris. De 1944 até 2004, sabia-se absolutamente nada sobre a morte de Saint-Exupéry – até que foram encontrados destroços do avião de Saint-exupéry naquele mesmo ano. E mesmo havendo encontrado vestígio de um corpo, não sabem dizer até hoje, se o corpo encontrado pertencia ao aviador. O responsável pela queda do P-38, foi o alemão Horst Rippert, qual assumiu ter atirado no avião, provocando sua queda. Parece fábula, não é? 

Ao perguntarem a ele como gostaria de morrer, Saint-exupéry respondeu: “No mar, como se dormisse. Como um sonho.”

Ele desapareceu do planeta. Exatamente como o seu personagem.

As obras de Saint-Exupéry são:

L’Aviateur (O aviador) – 1926
Courrier sud (Correio do Sul) – 1929
Vol de nuit (Voo Noturno) – 1931
Terre des hommes (Terra dos Homens) – 1939
Pilote de guerre (Piloto de Guerra) – 1942
Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe (título no Brasil) ou O Principezinho (título em Portugal)) – 1943
Lettre à un otage (Carta a um refém) – 1943/1944
Citadelle (Cidadela) — póstuma, 1948


Escolhi 10 frases quais mais gosto do livro “O pequeno príncipe”, e resolvi compartilhar com vocês. Espero que gostem.

  1. “… Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três começarei a ser feliz”
  2. “… Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe”
  3. “… Só as crianças sabem o quê procuram”
  4. “… é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”
  5. “… Mas eu era jovem demais para saber amar”
  6. “… Trata de ser feliz. Eu te amo. Sim, eu te amo!”
  7. “…Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo”
  8. “… A gente só conhece bem, as coisas que cativou”
  9. “… Os olhos são cegos, é preciso buscar com o coração”
  10. “… A gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar”

E claro, as clássicas: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” e “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Separei algumas imagens muito inspiradoras.
Se você ainda não leu a obra, fica o meu convite. ❤

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Quietude

Por Thais Lira

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Bom dia, como vai? Espero que esteja tudo bem, e tudo em paz por aí.

Essa semana, uma amiga me perguntou como costumava ser o processo de criação para conteúdos do blog. Expliquei para ela, que nao existe nenhuma rotina, regra ou doutrina que eu siga para fazer os artigos do blog. Tudo depende muito do meu nível de inspiração, e também, depende muito dos temas que estão rodeando meus dias. Não falo apenas sobre temas quais a midia tem exposto. Mas, sobre temas recorrentes em minha própria vida. E fico muito feliz quando consigo usar as “pequenezas dos meus dias” para acrescentar e agregar algum tipo de valor na vida das pessoas que estão a minha volta, ou do outro lado da tela.

Fico feliz por estar conseguindo. Pois, ha um tempo atrás, eu nao tinha muita habilidade em transferir tudo o que estava sentindo, em palavras. Por mais que eu tenha um fascínio por palavras, eu – nem sempre – conseguia ser bem sucedida ao me expressar. E na verdade, eu não conseguia acreditar e enxergar que, quando algo estava acontecendo com frequência em minha vida, tinha um propósito por trás daquilo. Ate que eu percebi que a percepção, vem com o tempo. E pouco a pouco, vamos encontrando direções e enxergando os propósitos para cada coisa.  Hoje, ja consigo enxergar cada um deles, e usá-los para trazer algum tipo de reflexão e mudança em minha vida. Então, eu penso: “Se serviu pra mim, pode servir para outras pessoas também.” Por isso, compartilho nos treinamentos que dou, nas palestras, compartilho nas redes sociais, compartilho aqui no blog… E principalmente: Compartilho com os meus amigos. Seja como e onde for, eu sempre encontro um jeito de compartilhar as coisas boas que o tempo tem me trazido, e cada pequeno (ou grande) ensinamento que tenho recebido da vida.

Mas, existe algo que tem sido fundamental em meus dias, para que eu alcance uma percepção real de tudo – ou boa parte –  do que se passa a minha volta; a quietude.

Significado de Quietude:

Qualidade de quieto; tranquilidade de espírito; paz, sossego.

Eu não fazia ideia do que era quietude, ate provar a solitude. Mas, este será um tema para outra ocasião (que por sinal, foi recorrente durante anos em minha vida). Foi no período mais “somente eu” de minha existência, que eu aprendi o que era quietude. A quietude é – quase que – uma prática. Inclusive, uma prática que gera um certo incomodo em muitas pessoas. Aposto que assim como eu, você já deve ter visto muitos comentários sobre isso; tem ate um vlogueiro (qual me recuso mencionar o nome em meu site), que insiste em dizer que pessoas que falam sobre meditação, paz de espírito, e tranquilidade sob caos, são uma farsa. Okay. Eu compreendo o meu colega de trabalho. E confesso que durante muito tempo, pensei como ele. Eu não acreditava ser possível estar em paz, diante da guerra. Eu não acreditava ser possível encontrar direção, em meio a confusão. Eu não acreditava ser possível manter a “cabeça erguida, espinha ereta, e o coração tranquilo” diante do caos.

O que eu costumava pensar, era: para ter paz, eu precisava estar em uma zona extremamente confortável especialmente, bebendo cafe sob o ceu da Paris, ou ao lado de um monge, praticando Yoga em um templo budista em alguma montanha de Bali. Eu até acreditava que existiam pessoas com tranquilidade e paz de espirito; por exemplo: Madre Teresa (de Calcutá), o papa, o Buda, e o grande mestre Jesus. Os via, como seres que tinham uma habilidade natural de não sentir dor, não sofrer, não se abalarem com nada. Mas, não sentir, é quase o mesmo que não estar. E não é assim que as coisas funcionam. Todas essas pessoas, por mais incríveis que foram, tiveram suas dificuldades, suas guerras externas, seus conflitos internos, seus devaneios, seus momentos de solitude… Mas eles tinham algo em comum: Escolheram triunfar sobre tudo isso, escolheram a quietude, a paz, o inverso de tudo o que se passava ao redor (que era o lado certo de se estar). Triunfaram.

O mestre Jesus (qual sou discípula), por exemplo, foi submetido as mais variadas aflições; foi rejeitado em sua própria cidade, foi traído por seu amigo, foi negado por seu mais fiel discípulo, foi humilhado publicamente, foi injustiçado ao ser tratado como um criminoso, foi afrontado… Ele foi submetido as mais duras e intensas pressões psíquicas, e a absoluta dor física (que o levou a morte). E em todos esses momentos, Ele esteve em paz. Conseguiu manter-se em paz. E mesmo quando estava enfrentando o maior conflito interior que já viverá (questionando o seu Deus Pai por todo aquele sofrimento), aquietou-se. Jesus provou a solitude e quietude. Essas duas coisas, o levaram ao lugar mais alto que o ser humano pode alcançar: a plenitude. Ele foi pleno, e é pleno.

Jesus foi (e sempre será) um grande mestre. O maior de todos. E o melhor conselho que eu poderia te dar, veio Dele mesmo: Siga os seus passos. Você precisa ter alguém em quem se inspirar. Se inspire nele! Não precisa enxergá-lo como alguém supremo, que não sentia dor, que estava sempre bem, que não se abalava por nada. Enxergue-o como alguém que esteve aqui neste mundo mau, como homem, humano. Alguém que provou a humanidade. Que viveu aflições. Mas que em tudo, teve bom animo, e – sobretudo – venceu o mundo. Ele triunfou.

Eu e você, também podemos triunfar!

O segredo:

Aquiete-se e você saberá que existe um Deus. (Referencia: Salmo 46:10)

Silencie. Ouça. Observe. Sinta. Perceba. Aquiete-se. E alcance a plenitude de vida.

paz de espirito

Aproveitando o tema, quero compartilhar um pequeno trecho de um livro (uma relíquia, por sinal) que gosto muitíssimo:

O silencio é sempre bom; mas com quietude da mente eu não quero dizer um silencio total. Eu quero dizer uma mente livre de perturbação e dificuldade, firme, leve e contente, podendo se abrir a Força que mudara a natureza. A coisa importante é livrar-se do habito da invasão dos pensamentos perturbadores, sentimentos errados, confusão de ideias, movimentos infelizes. Todos estes perturbam a natureza e a obscurecem e tornam o trabalho da Força difícil; quando a mente esta quieta e em paz, a Força pode trabalhar mais facilmente. Deveria ser possível ver coisas que tem que ser mudadas em você sem ficar aborrecido ou deprimido; a mudança e feita mais facilmente.

A diferença entre uma mente vazia e uma mente calma é esta: quando a mente e vazia, nao ha pensamento, nem concepcao, nem ação mental de qualquer espécie, exceto uma percepção essencial das coisas sem a ideia formada; mas na mente calma é a substancia do ser mental que esta imóvel, tao imóvel que nada a perturba. Se vem pensamentos ou atividades, eles nao surgem absolutamente da mente mas vem de fora e cruzam a mente como um voo de pássaros cruza o céu em um ar sem vento. Passa, nao perturba nada, nao deixa traço. Mesmo se mil imagens ou os acontecimentos mais violentos a atravessam, a calma imobilidade permanece, como se a própria textura da mente fosse uma substancia de paz eterna e indestrutível. Uma mente que adquiriu esta calma pode começar a agir, mesmo intensamente e poderosamente, mas ela vai manter sua imobilidade fundamental – nao originando nada de si própria mas recebendo de Cima e dando a isto uma forma mental sem adicionar nada de si propria, calmamente, desapaixonadamente, se bem que com a alegria da Verdade e o feliz poder e luz de sua passagem.

(Sri Aurobindo, Em direção a nova consciência)


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