Expansão de consciência: A conversa que tive com um muçulmano

Por Thais Lira

Bonjour! Como vai? Tudo em paz por ai? Espero que sim. ❤

Thinking

Sempre digo por aqui, que gosto muito dos encontros que a vida me promove. Gosto muito de ver um lado bom em cada canto da vida. E quanto mais observo, mais absorvo. E quanto mais absorvo, mais aprendo. E quando aprendo, cresço. Hoje foi um desses dias que se pudesse repetir, eu repetiria.

Indo ao trabalho, conheci um senhor muçulmano.

Observação: Nessa vida, conheci pessoas de varias religiões; espiritas, mormons, testemunhas de Jeová, católicos romanos, anglicanos, carismáticos, adventistas, budistas, presbiterianos, metodistas, judeus, dentre outras dezenas de religiões. E o mais interessante de te-los encontrado pelos caminhos quais trilhei, foi que – independente do credo – aprendi pelo menos uma coisa com cada um deles. E hoje, tive a oportunidade de conversar com um muçulmano pela primeira vez. Foi algo realmente novo, e por isso, resolvi compartilhar a minha experiência com vocês.

Este senhor e eu, ficamos conversando por quase uma hora (ou mais, talvez); falamos sobre vários assuntos. E nos aplicamos em falar sobre a importância da arte na vida do ser humano (tudo a partir da pergunta que ele me fez: “Você trabalha com o que?”). Contei a maneira como costumo trabalhar; usando a arte para levar os alunos ao auto-conhecimento e a se conectarem com o Criador. E ele demonstrou-se muito compreensivo e interessado diante da minha resposta. Ele complementou: “Olha menina… Em minha religião, não temos grupos de coreografia, ou bandas, como existe hoje em varias igrejas. Mas eu gosto muito da arte. Eu sinto que a arte tem o poder de unir o homem ao Deus criador”. Aquela frase me abraçou. E então – curiosa como sou -, perguntei: “Qual é sua religião?”. Ele respondeu: “Sou muçulmano!”. Eu demonstrei muito interesse em saber mais sobre a religião dele. O que o deixou muito feliz. Os seus olhos brilhavam ao falar sobre suas crenças e sobre a maneira como via sua própria vida e a vida como um todo. Sua ideias, hora se uniam as minhas, hora não tinham absolutamente nada a ver com o que eu cria. Mas, me mantive calada, apenas ouvindo. Era minha hora de aprender um pouco mais da vida. E depois de falar bastante sobre sua crença e sua vida como muçulmano, ele virou para mim e disse: “Menina, eu não sei qual é sua religião… Mas, imagino que não sejamos da mesma religião. Mesmo assim, eu sinto que você é uma pessoa que esta conectada com Deus”. Eu confesso: Me emocionei de verdade. E ele continuou: “Sou muçulmano desde menino. E sempre que dizia isso para pessoas de outras religiões, era excluso. Em minha adolescência, minhas ideias e forma de pensar, não importavam para pessoas de religião diferente da minha. Muitas pessoas se afastavam de mim, so porque eu dizia que pertencia a religião islâmica. Hoje estou velho, e sempre que vou falar sobre a maneira como vejo a vida e o Deus criador, continuo sendo duramente criticado, ou me meto em um super debate religioso. O que acaba me cansando e me entristecendo um pouco. São raras as pessoas como você, que mesmo crendo de forma diferente, ouvem e demonstram respeito, sobretudo.” O interrompi e disse: “Quando eu disse ao senhor que era instrutora de dança e teatro, e que trabalhava com muitos cristãos, o senhor ouviu e me respeitou. Eu apenas resolvi retribuir o respeito”. Enquanto conversávamos, ele segurava um livrinho verde em suas mãos. Então, meus alunos chegaram. Foi quando ele ofereceu o livro para mim, dizendo: “Esse livro é muito importante para mim. E essa conversa me ensinou muito. Por isso, gostaria de da-lo de presente para você. Você pode ler, ou não. Mas, quero que sempre que olhar pra ele, lembre-se dessa conversa. E veja o meu muito obrigado! Em minha religião, temos um cumprimento; “assalamu alaikum”, que significa: “Que você permaneça livre da dor, do sofrimento e do mal”. Ele deu um sorriso largo. Então, quando ele se ia se virando para ir embora, eu disse: “E eu? Como eu respondo ao senhor?”, ele sorriu e disse: “Walaikum as salaam”, que significa “e a paz fique com você”.

A saudação não é apenas um sinal de paz, é uma indicação que a outra pessoa tem boas intenções e não deseja mal para quem quer que seja. É, também, parte de um ritual religioso muito maior praticado por muçulmanos diariamente.

Foi assim que o Criador do universo resolveu me ensinar no dia de hoje. Usando a frase do físico Albert Einstein:

“A mente que se abre para novas ideias, jamais retorna ao seu tamanho original”.

Gratidão por me ler. Tenha certeza que é uma grande honra te-lo aqui comigo. Voce ja conhece a pagina do blog no Facebook? Clique aqui e seja direcionado. Também estou no Instagram e Twitter como @Pontodalira Caso queira falar comigo por e-mail: pontodalira@gmail.com


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Gratidão | Sobre o novo endereço, e leitores inteligentes

Por Thais Lira

Estou muito feliz com a direção que o blog tem tomado. Agora somos quase 3 mil almas conectadas. Estou muito grata e feliz. Não falo apenas sobre ter ultrapassado a marca de 2 mil leitores, e sobre estar chegando ao numero 3. A quantidade, nunca me atraiu tanto. Claro que é otimo abrir o blog e ver a cada dia, novos seguidores. Mas, sinto-me ainda mais feliz, por saber a qualidade dos meus novos amigos e leitores. Nos últimos meses, tenho recebido comentários tao bem construídos aqui no blog… Sinto que sao pessoas que realmente passam por aqui, para compartilhar um pouco do que carregam dentro de si mesmas. As historias incríveis que tenho lido por comentários e e-mails, as opiniões sempre verdadeiras e bem construídas, as maneiras de enxergar a vida…  Tenho aprendido tanto com vocês! Hoje, fiquei muito emocionada com um feedback que recebi. Estou passando aqui, na verdade, para deixar minha gratidão! Ainda sou uma menina, e tenho uma vida longa pela frente. Nem sei se estou pronta para ser elogiada ou criticada como tenho sido. Mas todo essa contribuição inteligente, tem sido fundamental para o meu crescimento como pessoa. E isso me importa muito! Aproveito e agradeço meu irmao Bruno Cesar, que tem sido meu técnico desde sempre. Ele me ofereceu uma grande contribuição ao tornar o blog “.com.br”, finalmente. Sou abençoada por ter todo esse amparo! Gratidão, gratidão e gratidão! ❤

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Update | Salve em seus favoritos o novo endereco do blog: http://www.pontodalira.com.br

A importância e os benefícios da meditação

Por Thais Lira 

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Quem me enviou essa imagem, foi um grande amigo, chamado Guilherme. Ele disse que se lembra de mim, todas as vezes que a vê por ai. Para ele, a menina apreciando a natureza, de coque, em sua quietude, sou eu. E bem, me identifiquei muitíssimo! Apesar de achar que ainda tenho um longo percurso até me tornar alguém com a paz que essa ilustração transmite.

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Hoje, vamos falar sobre meditação. E como sempre, quero começar com a definição do ato. Conforme o dicionário Aurélio, “Meditação” significa:

1. Submeter a exame interior; ponderar. 2. Estudar, considerar, refletir. 3. Concentrar intensamente o espirito em algo; refletir, pensar.

Muitas pessoas de meu convívio, sabem que pratico meditação regularmente há alguns anos. A propósito, falo sobre isso em minhas palestras e workshops. A meditação me auxiliou e me auxilia muitíssimo em meus processos de desenvolvimento pessoal, e foi um grande colaborativo para a cura de uma doença que enfrentei há alguns anos atrás.

Pretendo falar sobre isso, mais adiante.

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Apesar de sempre mencionar isso em eventos, e de até realizar algumas meditações guiadas durante os eventos, a verdade é que amigos, parentes, familiares, acabam descobrindo sobre a prática, sem que haja necessidade de dizer. Acho ótimo. Pois, apesar de enxergar com clareza os benefícios do ato, e de levantar essa bandeira, não vejo necessidade de ficar “gritando aos quatro cantos do mundo”, que medito.

Algumas observações iniciais:

  • Quando digo que medito e que não pertenço a religião alguma, muitas pessoas ficam com cara de “quê?”. Observo que elas têm a dificuldade de aceitar que uma pessoa pode SIM praticar a meditação, mesmo não pertencendo a um grupo religioso. Elas acabam sempre conciliando a prática de meditar, com alguma religião. Então, se você está iniciando a prática, esteja ciente que será constantemente questionado sobre isso.
  • Outra coisa que sempre acontece com quem medita: sempre que as pessoas descobrem isso, elas acabam construindo aquela ideia utópica de que a meditação se restringe a um determinado grupo de pessoas que estão sempre equilibradas, sempre “de bem com a vida”, sempre em paz, sempre sorrindo, abraçando árvores, e pisando na terra. Acontece, que a meditação é para todos; do mais ansioso, ao mais paciente, do mais agitado, ao mais tranquilo, do mais extrovertido ao mais introspectivo, do mais comunicativo, ao mais silencio. Sem dúvidas, a meditação é para todos. Por isso, não se preocupe com as cobranças acerca disso. Faça o que é bom para você. Reprograme-se e viva de acordo com os seus próprios valores.
  • Outra coisa sobre meditar, é que muitas pessoas têm a prática como um ritual. Mas a meditação não é (em minha percepção) necessariamente um ritual. Bem, devo admitir que na iniciação do processo, foi necessário torná-la ritual, para que a partir daí, a compreendesse como parte do meu dia-a-dia. Mas atualmente, compreendo que a meditação pode ser uma prática constante, durantes as 24 horas de nossos dias. Descobri que posso praticar a meditação, executando tarefas variadas do meu cotidiano (por exemplo: enquanto vou ao mercado, enquanto caminho na rua, enquanto organizo minhas roupas, e assim sucessivamente). É importante seguir seu próprio ritmo.
  • É importante ter um momento específico de quietude. Um momento sozinho, sabe? Sozinho com seu ego, com seu superego, com sua mente, com sua alma, com seus pensamentos, com você. Uma horinha silenciosa de seu dia, para posicionar-se de forma confortável, e simplesmente refletir sobre tudo o que se passou ao longo daquele dia. Ou sobre algo em específico. Ou, inverta a ordem. Faça na primeira hora do dia, e reflita sobre tudo que poderá acontecer ao longo daquele dia. Vá adicionando a prática aos demais momentos, conforme os dias passarem.

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Particularmente, gosto de amanhecer o dia, com uma meditação guiada.

Meditação guiada é basicamente quando deixamos que um fator externo conduza a nossa meditação. Esse fato ser tanto um áudio, uma música, um vídeo, ou alguém presencialmente nos conduzindo. A meditação guiada, pode ser feita em grupo. Mas ela age sempre de forma individual. Por isso, é super recomendável que você faça sozinho, em um espaço preparado para este momento.

Pausar minhas atividades diárias, para ter um momento especifico para meditar, tem sido algo muito importante em meus processos mais intensos e profundos de auto-conhecimento. Assim como, maior intimidade com o Soberano.

Em meu antigo blog, desenvolvi muitos artigos sobre o período qual tive depressão. E também contei sobre o período em que comecei a praticar a meditação guiada. Até disponibilizei inclusive, muitas meditações guiadas para download. Infelizmente, não possuo mais esse material. Mas, tenho trabalhado minha mente para compartilhar novos conteúdos sobre este assunto.

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Tudo começou, quando recebi meu primeiro livreto “Pão Diário”, qual continha meditações para vários dias do ano.

Desde então, passei a dedicar um momento do meu dia à fim de “examinar-me por dentro”, sem distrações. Focando apenas no meu interior.

No começo, não sabia como meditar. Apenas me sentava na cama, ficava inspirando e expirando, e ficava com a mente vazia. Ficava sem pensar em nada. Apenas isso. E fui percebendo que aquilo não causava efeito algum. Continuava sendo a mesma pessoa; cheia de magoas, cheia de raiva, ansiosa, irritada, e completamente indisposta a viver mudanças. Até que eu descobri que o que eu fazia, na verdade, não era meditar. Eu apenas fugir da realidade; esvaziando minha mente de tudo, inclusive, de coisas boas.

O ato não fazia sentido. Afinal, você precisa pensar, refletir e encontrar as respostas dentro de você. Até que recebi a oportunidade de participar de uma aula de Yoga pela primeira vez, em uma associação qual trabalhei durante um tempo precioso em minha vida. Ali, tive o primeiro contato com o que de fato era o meditar e a meditação guiada. Percebi que tudo se tratava de uma mente plena e presente.

E como isso já estava tornando-se algo recorrente em minha vida, passei a reforçar meus conhecimentos sobre o assunto. Um livro que li e marcou muito essa iniciação em minha vida, foi “Em direção à nova consciência”. Este livro só me agregou. E me fez compreender as diferenças que existem em esvaziar a mente, e AQUIETAR A MENTE a mente, a fim de ouvir a voz do Altíssimo falando em nosso interior.

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Acredito -de verdade- que o Supremo Criador, tem a capacidade de nos modificar por completo. E para mim, Ele SEMPRE sera o único que consegue fazer isso com o ser humano. Conectar-me com Deus, é o melhor caminho que tenho para seguir. E eu amo seguir este caminho. Mas, geralmente, enfrento certo tipo de preconceito por algumas pessoas mais religiosas. Elas sempre questionam o fato de ter uma mente aberta, para coisas que – geralmente – pessoas com as mesmas raízes que tenho (raízes do judaísmo), costumam se posicionar contra. Compreendo. Mas, como sempre digo: “eu sei em quem tenho crido”. Vejo-me livre de preconceitos e pré-julgamentos sobre as coisas. E permito minha mente para que ela se abra. Permito que minha consciência expanda, receba o novo, conheça o que não sei, me apresente ao que eu ainda não fui apresentada. Alem do mais, acredito que mesmo havendo uma grande biblioteca para me instruir (a propósito, inspiradora!) chamada “Bíblia”, nada supre a sensação de ter as minhas próprias experiências, e trilhar o meu próprio caminho em busca de Deus.

No hinduísmo, eles acreditam em um deus chamado Shiva, que tem a função de destruir o que existe, para construir algo novo no lugar. Uma crença que partiu do cristianismo, inclusive. Também acredito nesse Deus, e costumo chamá-lo de Espírito de Deus. Para mim, o Espirito de Deus atua fortemente em minha consciência, mostrando-me que todos os dias, que preciso e posso ser reconstruída por Ele. O processo de desconstrução, dói. Mas, a reconstrução sempre será recompensadora. E durante esse processo de desconstrução, aquieto-me e ouço o que o Supremo está tentando me mostrar. E então, permito-me ser reconstruída novamente. Todos os dias.

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Benefícios da meditação para sua mente e espirito:

  • Você aprende a pensar e atuar com mais sabedoria e equilíbrio.
  • Aprende a desfrutar de cada instante, da melhor maneira.
  • Começa a se importar muito mais com o presente, do que passado ou futuro.
  • Perde o interesse em julgar as outras pessoas.
  • Não se rende facilmente aos conflitos. E pouco a pouco, torna-se menos interessado em debates, discussões e diálogos vazios.
  • Começa a observar que tempo e palavra, sao duas coisas preciosas, que nao devem ser desperdiçados.
  • Começa a observar o mundo a sua volta, com muito mais atenção e apreciação.
  • Sente contentamento com o que tem se tornado dia após dia. Mas sente-se cada vez mais necessitado de melhorias.
  • Sente-se conectado com as pessoas a sua volta, e com a natureza. Aprende a apreciar e contemplar tanto as pessoas, como a natureza.
  • Fica muito mais propenso às alegrias da vida, do que as tristezas.
  • Recebe melhor, todas as boas coisas da vida.
  • Torna-se verdadeiro. Torna-se quem realmente nasceu pra ser.
  • Você se conecta com Deus.

Com o passar do tempo, aprendi a meditar. Entendi duas coisas fundamentais:

1. A meditação deve ser feita frequentemente, diariamente, 24 horas por dia. Devemos ter um momento de quietude SIM, em nosso dia-a-dia. Mas devemos enxergar a meditação como parte de um processo de mudança e nova filosofia de vida.

2. A meditação não tem prazo para tornar-se funcional. Não precisamos ter pressa de chegar a algum lugar. Tudo acontece aqui, e agora. Tudo começa e termina dentro de mim, e tudo acontece no tempo em que deve acontecer.

Reflito sobre minha vida o tempo inteiro. Não de uma forma egocêntrica, como se apenas o meu próprio eu fosse importante no universo. Nada disso! Medito sobre mim, e penso sim em mim, a fim de ser alguém melhor para mim e para o outro. Medito, para estar aqui, agora, escrevendo para você. Medito para expandir.

E a prática em si, traz benefícios para a minha mente, para o meu espírito, e para meu corpo. Por falar em corpo… Quando comecei a meditar, fui observando pequenas coisas, que faziam toda diferença; por exemplo: aprendi a respirar. E bem, sou instrutora de dança. Isso devia ser uma regra. Mas foi através da meditação, que aprendi a respirar corretamente, de fato. E hoje, tenho a oportunidade de trazer isso às minhas aulas.

Fui conciliando a importância do tempo que estava dedicando a me examinar, me auto-conhecer, e me conectar com o Supremo, com uma boa postura, uma respiração correta, e todos os demais benefícios que ela proporciona para minha saúde. É um processo. E vamos progredindo, pouco a pouco.

Por sinal, você sabe quais os benefícios da pratica da meditação para a nossa saúde?

Benefícios da meditação para a saúde:

  • Reduz a dor.
  • Melhora o sistema imunológico.
  • Alivia a ansiedade, depressão, raiva, e confusão.
  • Aumenta o fluxo sanguíneo e diminui a frequência cardíaca.
  • Incentiva a inteligência e criatividade.
  • Confere uma sensação de calma, paz e equilíbrio.
  • Ajuda a prevenir doenças cardíacas.
  • Facilita o controle mental e emocional.
  • Aumenta a energia.
  • Reduz o estresse.

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Update: inclui um infográfico, para que o artigo (que por sinal, está bem grande) flua de forma mais dinâmica.


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Quietude

Por Thais Lira

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Bom dia, como vai? Espero que esteja tudo bem, e tudo em paz por aí.

Essa semana, uma amiga me perguntou como costumava ser o processo de criação para conteúdos do blog. Expliquei para ela, que nao existe nenhuma rotina, regra ou doutrina que eu siga para fazer os artigos do blog. Tudo depende muito do meu nível de inspiração, e também, depende muito dos temas que estão rodeando meus dias. Não falo apenas sobre temas quais a midia tem exposto. Mas, sobre temas recorrentes em minha própria vida. E fico muito feliz quando consigo usar as “pequenezas dos meus dias” para acrescentar e agregar algum tipo de valor na vida das pessoas que estão a minha volta, ou do outro lado da tela.

Fico feliz por estar conseguindo. Pois, ha um tempo atrás, eu nao tinha muita habilidade em transferir tudo o que estava sentindo, em palavras. Por mais que eu tenha um fascínio por palavras, eu – nem sempre – conseguia ser bem sucedida ao me expressar. E na verdade, eu não conseguia acreditar e enxergar que, quando algo estava acontecendo com frequência em minha vida, tinha um propósito por trás daquilo. Ate que eu percebi que a percepção, vem com o tempo. E pouco a pouco, vamos encontrando direções e enxergando os propósitos para cada coisa.  Hoje, ja consigo enxergar cada um deles, e usá-los para trazer algum tipo de reflexão e mudança em minha vida. Então, eu penso: “Se serviu pra mim, pode servir para outras pessoas também.” Por isso, compartilho nos treinamentos que dou, nas palestras, compartilho nas redes sociais, compartilho aqui no blog… E principalmente: Compartilho com os meus amigos. Seja como e onde for, eu sempre encontro um jeito de compartilhar as coisas boas que o tempo tem me trazido, e cada pequeno (ou grande) ensinamento que tenho recebido da vida.

Mas, existe algo que tem sido fundamental em meus dias, para que eu alcance uma percepção real de tudo – ou boa parte –  do que se passa a minha volta; a quietude.

Significado de Quietude:

Qualidade de quieto; tranquilidade de espírito; paz, sossego.

Eu não fazia ideia do que era quietude, ate provar a solitude. Mas, este será um tema para outra ocasião (que por sinal, foi recorrente durante anos em minha vida). Foi no período mais “somente eu” de minha existência, que eu aprendi o que era quietude. A quietude é – quase que – uma prática. Inclusive, uma prática que gera um certo incomodo em muitas pessoas. Aposto que assim como eu, você já deve ter visto muitos comentários sobre isso; tem ate um vlogueiro (qual me recuso mencionar o nome em meu site), que insiste em dizer que pessoas que falam sobre meditação, paz de espírito, e tranquilidade sob caos, são uma farsa. Okay. Eu compreendo o meu colega de trabalho. E confesso que durante muito tempo, pensei como ele. Eu não acreditava ser possível estar em paz, diante da guerra. Eu não acreditava ser possível encontrar direção, em meio a confusão. Eu não acreditava ser possível manter a “cabeça erguida, espinha ereta, e o coração tranquilo” diante do caos.

O que eu costumava pensar, era: para ter paz, eu precisava estar em uma zona extremamente confortável especialmente, bebendo cafe sob o ceu da Paris, ou ao lado de um monge, praticando Yoga em um templo budista em alguma montanha de Bali. Eu até acreditava que existiam pessoas com tranquilidade e paz de espirito; por exemplo: Madre Teresa (de Calcutá), o papa, o Buda, e o grande mestre Jesus. Os via, como seres que tinham uma habilidade natural de não sentir dor, não sofrer, não se abalarem com nada. Mas, não sentir, é quase o mesmo que não estar. E não é assim que as coisas funcionam. Todas essas pessoas, por mais incríveis que foram, tiveram suas dificuldades, suas guerras externas, seus conflitos internos, seus devaneios, seus momentos de solitude… Mas eles tinham algo em comum: Escolheram triunfar sobre tudo isso, escolheram a quietude, a paz, o inverso de tudo o que se passava ao redor (que era o lado certo de se estar). Triunfaram.

O mestre Jesus (qual sou discípula), por exemplo, foi submetido as mais variadas aflições; foi rejeitado em sua própria cidade, foi traído por seu amigo, foi negado por seu mais fiel discípulo, foi humilhado publicamente, foi injustiçado ao ser tratado como um criminoso, foi afrontado… Ele foi submetido as mais duras e intensas pressões psíquicas, e a absoluta dor física (que o levou a morte). E em todos esses momentos, Ele esteve em paz. Conseguiu manter-se em paz. E mesmo quando estava enfrentando o maior conflito interior que já viverá (questionando o seu Deus Pai por todo aquele sofrimento), aquietou-se. Jesus provou a solitude e quietude. Essas duas coisas, o levaram ao lugar mais alto que o ser humano pode alcançar: a plenitude. Ele foi pleno, e é pleno.

Jesus foi (e sempre será) um grande mestre. O maior de todos. E o melhor conselho que eu poderia te dar, veio Dele mesmo: Siga os seus passos. Você precisa ter alguém em quem se inspirar. Se inspire nele! Não precisa enxergá-lo como alguém supremo, que não sentia dor, que estava sempre bem, que não se abalava por nada. Enxergue-o como alguém que esteve aqui neste mundo mau, como homem, humano. Alguém que provou a humanidade. Que viveu aflições. Mas que em tudo, teve bom animo, e – sobretudo – venceu o mundo. Ele triunfou.

Eu e você, também podemos triunfar!

O segredo:

Aquiete-se e você saberá que existe um Deus. (Referencia: Salmo 46:10)

Silencie. Ouça. Observe. Sinta. Perceba. Aquiete-se. E alcance a plenitude de vida.

paz de espirito

Aproveitando o tema, quero compartilhar um pequeno trecho de um livro (uma relíquia, por sinal) que gosto muitíssimo:

O silencio é sempre bom; mas com quietude da mente eu não quero dizer um silencio total. Eu quero dizer uma mente livre de perturbação e dificuldade, firme, leve e contente, podendo se abrir a Força que mudara a natureza. A coisa importante é livrar-se do habito da invasão dos pensamentos perturbadores, sentimentos errados, confusão de ideias, movimentos infelizes. Todos estes perturbam a natureza e a obscurecem e tornam o trabalho da Força difícil; quando a mente esta quieta e em paz, a Força pode trabalhar mais facilmente. Deveria ser possível ver coisas que tem que ser mudadas em você sem ficar aborrecido ou deprimido; a mudança e feita mais facilmente.

A diferença entre uma mente vazia e uma mente calma é esta: quando a mente e vazia, nao ha pensamento, nem concepcao, nem ação mental de qualquer espécie, exceto uma percepção essencial das coisas sem a ideia formada; mas na mente calma é a substancia do ser mental que esta imóvel, tao imóvel que nada a perturba. Se vem pensamentos ou atividades, eles nao surgem absolutamente da mente mas vem de fora e cruzam a mente como um voo de pássaros cruza o céu em um ar sem vento. Passa, nao perturba nada, nao deixa traço. Mesmo se mil imagens ou os acontecimentos mais violentos a atravessam, a calma imobilidade permanece, como se a própria textura da mente fosse uma substancia de paz eterna e indestrutível. Uma mente que adquiriu esta calma pode começar a agir, mesmo intensamente e poderosamente, mas ela vai manter sua imobilidade fundamental – nao originando nada de si própria mas recebendo de Cima e dando a isto uma forma mental sem adicionar nada de si propria, calmamente, desapaixonadamente, se bem que com a alegria da Verdade e o feliz poder e luz de sua passagem.

(Sri Aurobindo, Em direção a nova consciência)


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10 coisas que aprendi assistindo “Frozen”

Por Thais Lira

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Nem precisa ser meu best friend para saber que sou muito fan da animação “Frozen”. Eu já assisti tantas vezes, que perdi a conta. E há alguns meses atrás, uma conhecida comentou sobre sua suspeita com relação a rápida popularidade do filme; para ela, o filme tem alguma mensagem subliminar, alguma coisa oculta, ou algum tipo de coisa muito ruim, que faz as crianças e adultos ficarem viciados no filme. Acontece. E por mais que aquela conversa, tivesse de tudo para virar um debate sobre as “mensagens subliminares que existem nos filmes da Wall Disney Pictures”, eu preferi deixar minha colega levantar seu argumento, e ela mesma concluir aquela conversa tediosa. Mudamos de assunto.

Quando cheguei em casa, assisti a animação novamente. Por que sim. E mais uma vez, amei. Não consigo entender como essa colega (e tantas outras pessoas) consegue imaginar tanta maldade por trás de algo tão cheio de pequenos que na verdade, tornam-se grandes ensinamentos, transmitidos através de uma animação muito bem feita. MUITO-BEM-FEITA!

Deve ser apenas uma questão de angulo, perspectiva, motivação. Algo do tipo.

E hoje, depois de muitos dias após essa conversa, resolvi publicar uma lista daquelas bem cliches com “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”. Espero que gostem, e se divirtam!

 

  1. Aprendi com o Hans e com a minha mamady, que as pessoas nem sempre serão o que aparentam ser. Nem sempre, quem tem sido solícito, esta sendo totalmente verdadeiro conosco. Também aprendi que nem todos aqueles que nos estendem suas mãos, estão – realmente – preocupados e dispostos a nos ajudar. Aprendi que muitas vezes, quem me estende a mão, faz isso por interesses próprios e auto-satisfação. Aprendi que a confiança deve ser conquistada e oferecida ao longo do tempo. Confiar e colocar meu coração nas mãos de alguém que nao conheço, tem consequências drásticas. E por fim, aprendi que ao nosso redor, sempre haverão pessoas que não estarão totalmente cheias de boas intenções. Ainda assim, podemos aprender com cada uma delas. Afinal, em cada canto existe o lado bom, e para cada coisa que acontece conosco, existe um propósito Essa ultima coisa eu aprendi com o Rei Salomão.
  2. Aprendi com os pais da Anna e da Elsa, que ate mesmo as pessoas que mais amo e admiro em minha vida, cometem erros. A gente tende a achar que as pessoas que mais admiramos, nao podem errar. E quando elas cometem algum erro, nos decepcionamos. Expectativa demais? ou seria egoísmo demais, ao ponto de dar o direito de errar apenas para si mesmo? Todos somos seres humanos, sujeitos e propensos aos erros e acertos. Nossos pais, lideres, mentores, professores, nem sempre estarão certos. As vezes, eles vao tomar decisões erradas. E sao nestes momentos, que precisaremos provar nosso respeito e amor por eles.
  3. Aprendi com a Anna e Elsa, que de vez em quando, haverá uma parede nos separando de quem amamos. Isso me fez lembrar uma das frases de Emily Giffin no livro “Questões do coração” que ganhei de minha amiga Mirella, que diz: “As pessoas que você mais ama, são as mais difíceis de manter por perto”. Ainda nao consegui compreender essa condição/estado em sua totalidade. Mas, tenho certeza da veracidade dessa frase. Penso que, assim como em “Frozen”, algumas das pessoas que mais amamos na vida, precisarão estar longe de nós, por que elas – em algum momento – nos feriram, e temem nos ferir novamente. Por isso, se mantêm longe.  As vezes, precisaremos nos manter longe de quem mais amamos, para aprendermos a controlar nossas emoções, e nao colocar essas pessoas em risco, por nossa falta de auto-controle. E, penso eu, que essa distancia se faz necessária, mas não deve ser permanente. 
  4.  Aprendi com Anna e Elsa, que a maioria dos confrontos quais vivemos, servem para tirar-nos do lugar de comodidade. Ali em cima, falei sobre permanência. Certa vez, li que quando trata-se de felicidade, devemos agir como se fossemos eternos. Mas, infelicidade nao deve ser um estado permanente em nossas vidas. Muitas vezes, agimos como a infelicidade fosse eterna, como se fosse – apenas isso – que a vida reservou para nós. Acontece, que a permanência disso, dependera apenas de cada um de nós. A maioria das vezes, permitimos que situações desagradáveis perdurem em nossas vidas. Pode reparar que, sempre ha situações, que no principio nos incomodavam muitíssimo, e depois de algum tempo, nos acomodamos a elas. Isso deve ser inadmissível em nossas vidas. Usando a frase de Fernando Anitelli: “Não acomodar com o que incomoda”*. Se você acomodou dentro do seu quartinho escuro, os confrontos virão sobre você, e te farão sair para fora. 
  5. Aprendi com a Elsa, que todos nós temos momentos de solitude. Isso tem sido uma licao frequente em meus dias. E posso dizer que tenho criado uma profunda apreciação pela solitude. Eu sei que isso soa estranho, e que muitas pessoas enxergam a solitude como algo totalmente ruim. Afinal, a gente cresceu ouvindo que “estar sozinho, é algo terrivel!”. Mais uma crença limitante. A grande verdade sobre a solitude, é que ela nos leva ao processo mais lindo que podemos viver enquanto somos passageiros na terra: auto-conhecimento e co-criação. São nesses momentos, que descobrimos quem realmente somos. São nesses momentos que renascemos, reconstruímos, recriamos… São em momentos como este, que cantamos: “Livre estou!” para o nosso verdadeiro ser. 
  6. Aprendi com a Anna, que devemos ser humildes e aceitar ajuda de outras pessoas. Confesso que tem sido difícil aprender isso. Sempre me acho independente e auto-suficiente demais. Não gosto de pedir ajuda. E sempre acho que eu consigo sozinha. Tolice, eu sei. A solitude também não deve ser algo permanente. Haverão momentos que precisarei passar por algumas coisas, sozinha. Mas, haverão também, aqueles momentos quais precisarei de apoio, auxilio, companhia, amparo e ajuda. Até por que, por mais focada e motivada que eu esteja para chegar “naquele lugar”, no meio do caminho, eu posso não saber para qual direção devo seguir. E acredite: Sempre haverá alguém que já tenha estado naquele lugar, antes de mim.
  7. Aprendi com a Elsa, que minhas decisões sempre terão consequências. E que, quando tomo uma decisão pensando apenas em mim, posso afetar todos que estão ao meu redor. As vezes, “chutamos o pau-da-barraca”. As vezes, nos colocamos de costas para o mundo, e saímos correndo em direcao ao que chamamos de “liberdade”. Acontece que, por mais sensacional soe essa ideia de “deixar tudo para trás e seguir em rumo ao desconhecido”, essa decisão tem seus revês. E esses revês podem ate nos trazer uma sensação de infinita liberdade, mas ela também pode estar afetando todas as pessoas que estão ao nosso redor; inclusive, as pessoas que mais amamos em nossas vidas. Sou a favor da liberdade. Mas, prego a liberdade com sabedoria. Liberdade sem sabedoria, nao serve para absolutamente nada. Ou melhor, serve sim! Serve para nos mostrar o quão egoístas, mesquinhos, e tolos podemos ser. 
  8. Aprendi com a Elsa, que muitas vezes, existe SIM uma maneira de repararmos algum dano causado por uma decisão “mal pensada” ou um comportamento egoísta que tivemos. Quando cometemos algum erro, a gente costuma achar que “não tem mais jeito”. Mas, sempre tem! As consequências existem, e muitas vezes, elas estarão sempre presentes em nossas vidas. Mas existem sim, maneiras de repararmos algum dano que causamos, – principalmente – as pessoas que amamos. O amor verdadeiro, sempre sera indestrutível. E se existe algo tão forte quanto o amor, este algo, chama-se arrependimento e perdão . O arrependimento genuíno (partindo de quem feriu), e a escolha (partindo de quem foi ferido) de perdoar, pode transformar toda e qualquer situação.  
  9. Aprendi com a Anna, que vale a pena passar frio (e congelar) por quem amamos. E com o Olaf, que vale a pena derreter por algumas pessoas.  E pra entender isso, voce vai precisar assistir o filme.
  10. Aprendi com a Elsa, que as chamas do amor verdadeiro, são capazes de derreter quaisquer coração congelado. E isso, a vida ja deve ter te ensinado. 

Acho difícil haver alguém no planeta terra que nao tenha assistido a animação, mas, por via das duvidas, segue o trailer oficial:

http://www.youtube.com/watch?v=96VwQEhELyY

Observação: *Lembre-se que acomodo e adaptação, sao duas coisas diferentes. Vide lição numero 4. 


 

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Entenda que pessoas vêm e vão!

Por Thaís Lira

Tudo-tem-um-Proposito

Lembro que no auge dos meus 15 anos, eu tinha uma lista com nomes de pessoas que “sempre estariam em minha vida”. Impressionante como a lista era sempre tão cheia. Quando pensava em grandes festas, essas pessoas estavam na lista. Quando pensava em meu casamento, elas também estavam; eram os padrinhos e madrinhas. Quando pensava em chá de bebê, elas permaneciam na lista. Conseguia até imaginar uma fotografia com todas essas pessoas com suas mãos sobre minha barriga gigantesca. Por alguns anos, a lista parecia -realmente – eterna. Então, alguns anos se passaram, e eu descobri que pessoas vêm e vão. Eu, inclusive, hora fui presente, hora fui ausente na vida de alguém. Me lamentei e sofri muito quando nos momentos mais difíceis de minha adolescência, me vi só. Chorei muito, sozinha. E me revoltei muitas vezes. “Quer dizer que nos momentos mais difíceis, essas pessoas desaparecem?”. De repente, apareciam novas pessoas em minha vida. E então eu pensava: “Agora sim! Tenho amigos para o resto da vida!”. E aí, passa-se tudo (até mesmo a dor), e quando percebo, alguns estão, outros não mais. Mas, amadurecer fez coisas importantes comigo. Eu aprendi que no processo de auto-conhecimento mais profundo que vivemos, geralmente, estaremos só. Outrora, acompanhados. Aprendi que com algumas pessoas, podemos (e devemos) compartilhar nossas tristezas. E todas as demais, devemos compartilhar nossas alegrias. Essa é a maneira que nos aproximamos de quem realmente somos. Felicidade deve ser compartilhada, muito mais. Muito mais! Além disso, aprendi que o mundo não gira em torno do meu próprio umbigo. Aprendi que o mundo não se consiste apenas pelo “meu mundo”. Aprendi que cada pessoa têm sua maneira de agir e reagir diante das circunstâncias. Aprendi que todo mundo tem os seus processos. Aprendi que as outras pessoas, também sofrem, também têm seus conflitos interiores, também se sentem só. Parei de olhar apenas para mim, e comecei a perceber que muitas vezes, eu falho com as outras pessoas. Falho com as pessoas que amo. Percebi que muitas vezes, quando elas precisavam de minha companhia, me fiz ocupada demais, e foquei demais em minha própria vida e em meus próprios problemas. Fui egoísta, individualista, mesquinha.

Entendi que eu não tinha e não tenho o direito de exigir que alguém esteja ao meu lado quando eu mais precisar. Entendi que eu não tenho o direito de exigir que alguém que estava comigo ontem, esteja hoje. E entendi que não posso – de modo algum – exigir que quem está comigo HOJE, esteja amanhã. Pessoas vêm e vão. A vida é dessa forma.

Acabei compreendendo – finalmente – que cada pessoa que passa em nossas vidas, passa com um propósito, e cada pessoa que se vai, também vai com um propósito. E o fato de passarem por nossas vidas, não significa que elas ficarão para sempre. Cada uma dessas pessoas, por melhores ou piores que tenham sido para nós, passaram em nossas vidas para nos trazer algo e levar algo de nós. Em minha vida… Foram tantas pessoas. Algumas, estiveram comigo em momentos felizes. O que elas me trouxeram naquele momento? Mais alegria. O que elas levaram? Levaram meu sorriso com elas. Outras pessoas, estavam comigo em momentos tristes. O que elas trouxeram naquele momento? Alento, conforto, colo. O que elas levaram? Levaram a tristeza, levaram minhas lágrimas. Há também, aquelas pessoas que passaram por minha vida, que por uma fração de segundos, foram indiferentes. Afinal, “não tínhamos tanto contato assim”, ou “nos falamos apenas uma vez”, ou qualquer coisa do tipo. Até mesmo essas pessoas – que parecem não representar nada importante em nossas vidas – nos agregaram alguma coisa. Basta pararmos, analisarmos, e enxergarmos com novas perspectivas.

Sempre existe uma lição por trás de cada ser humano que conhecemos; seja durante o primário, durante o ensino médio, durante a faculdade, durante toda a nossa infância, ou naquele ponto de ônibus, naquele vagão de trem, naquele balcão da padaria… Sempre há algo para se receber dessas pessoas. E sempre há algo para compartilharmos com elas. Por isso, precisamos estar atentos não ao que já passou, tampouco ao que está por vir… Mas ao que está acontecendo AQUI-AGORA, bem diante dos nossos olhos. Abra seu coração para receber o que essas pessoas estão oferecendo AGORA; se for coisas maravilhosas, receba com amor e guarde em sua memória. Se for algo ruim, aprenda. Seja qual for o momento, existe um propósito, e a vida nunca deixa de nos ensinar.

Dedico essa postagem aos que estiveram, aos que estão, e aos que estarão! ❤

Bisousinhos ❤