Gratidão não tem fim #001 | Maktub

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Esse artigo será publicado assim: Sem revisão, sem frescuras. Em sua essência. Por isso, te convido a abrir seu coração e receber um pouquinho desse compartilhamento, que está saindo do lugar mais profundo do meu peito. De minha alma.
Nelson Mandela disse, que devemos usar nosso tempo de forma sensata. E que todo o tempo é adequado para fazer o bem.

E por mais cruel que estejam sendo os homens, há pessoas que não apenas fazem, mas SÃO o próprio bem.

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Hoje, diante de um planeta tão grande, habitado por milhões de outros seres humanos, tive a oportunidade de conhecer um desses raros seres humanos.
Mas, vamos por partes.
Minha ideia, era começar essa nova série de postagens, contando sobre o passeio incrível que fiz juntamente com duas amigas e minha mãe, no último Domingo. Ou, contar sobre o momento impar, e surpreendente, que vivi na última Segunda-feira. Poderia também, contar sobre a tarefa profissional do dia de hoje (que foi muito proveitosa e com um encontro super especial). Mas escolhi iniciar essa série de postagens, falando sobre o Fabrício. Ou melhor, TINHA QUE SER sobre ele.
 
Tive a honra de conhecer o Fabrício, na saída do estacionamento de um supermercado. Sim. A maneira como o conheci, foi bem inusitada, confesso. Mas, chegando em casa e respirando bem fundo (depois de tudo o que aconteceu), concluí que não poderia ter sido melhor.
Não serei tão detalhista sobre o que aconteceu. Tentarei resumir. Após um dia longo de trabalho, fui ao supermercado com minha mãe. Nossa ideia, era voltar de táxi para a nossa casa. Então, fizemos uma compra um pouco mais generosa. Solicitamos o táxi no próprio ponto de táxi do mercado. Após 30 minutos, nada aconteceu. Continuávamos lá, esperando. Peguei meu celular, e observei que ele estava descarregado. Então, peguei o celular de minha mãe. Estava sem créditos e descarregando. Liguei em minha operadora de celular (que é a mesma da mamãe), e não consegui fazer a recarga pelo cartão de crédito. Pois o meu cartão de crédito cadastrado, era diferente do cartão de débito que estava em mãos. Essa brincadeira, levou vários minutos. Fui novamente até os funcionários do supermercado, e mais uma vez, solicitei a vinda do táxi. “Moça, pode esperar. Ele vai vir!”. E nada do táxi credenciado apareceu. Uma hora se passou. E nada. Faltavam alguns minutos para o supermercado fechar suas portas. E lá estávamos, sem saber ao certo o que fazer. Então, fui até uma funcionária, e pedi que ela ligasse do celular dela para um taxista. Prontamente, ela me deu o celular e o número do taxista. Mas infelizmente, ele não atendeu. Tentamos uns três números diferentes, e nada. No lado de fora do mercado, nada de taxistas. Definitivamente, não sabia o que fazer. Todas as pessoas quais podia contatar, tinham uma operadora diferente da operadora que a moça do mercado utilizava. Então, resolvi sair para a rua e procurar um táxi. Nesse momento, já estava completamente irritada. E mesmo havendo muitas pessoas ali, quais poderiam ter me auxiliado, tinha que ser Fabrício. Por que eu precisava conhecê-lo. Por que eu precisava tê-lo em minha vida. 
Na saída do estacionamento:
“Cara, preciso de sua ajuda!”, disse eu.
“Claro! Com o quê?”, respondeu ele, com um sorriso de canto a canto, e o coração evidentemente aberto.
 
Primeira observação: Era tarde da noite. Fabrício não se importou em saber quem eu era. Não se importou se era uma completa estranha. Também não estava se importando com o motivo que me levou a solicitar sua ajuda. Ele apenas estava disposto a me ajudar. E apenas isso, bastaria para dar um desfecho impressionante à minha noite. Apenas isso, já seria motivo suficiente para estar aqui, agradecendo-o publicamente.
 

Mas o que Fabrício fez por mim, foi muito além de me conduzir até um endereço do ponto de táxi mais próximo. Fabrício não apenas me ajudou com isso. Fabrício fez tudo o que podia ter feito naquele momento, por mim. Chegando no ponto de táxi, não havia táxi. Ele foi até a padaria e solicitou ajuda em meu lugar. Houve uma sútil recusa. Mas foi nos dado um cartão de taxista. Ele pegou seu smartphone (qual estava com 5% de bateria) e ligou para os números que estavam no cartão. Não deu certo. Ninguém atendeu. Então, pensei: “Este é o momento que ele se conscientiza que fez o que poderia ter feito, e vai embora”. Não. Ele não foi embora. Ele olhou para mim e disse: “Vou ligar de minha casa”. E assim fez. Usou o telefone de sua casa. Insistiu, até conseguir se comunicar com alguém. Diante de minha impotência, ele simplesmente resolveu o meu problema, em meu lugar. Fez por mim. Conseguiu se comunicar (finalmente) com um taxista.

Essa foi uma das maiores demonstrações de empatia e afeto, que já vivi.

Fabrício me emocionou. Me emocionou de verdade.
Fabrício foi humano. Tão humano, que pareceu até anjo.
E neste exato momento, meu coração está transbordando de gratidão. 
 

Ao Fabrício, minha GRATIDÃO; pelo crédito utilizado, pelo telefone gasto, pela conversa com a moça da padaria, pela procura insistente por um taxista, pelo papel e o lápis de cor azul, pela prontidão, pela cordialidade, pelo sorriso, pelo abraço, e principalmente: Por ter aceito fazer parte de minha vida. Sem dúvidas, essa noite reforçou em mim, o poder da gratidão. E sobretudo, me trouxe um grande presente. Essa música, foi feita pra você:

 E a você que está me lendo até agora, desejo muitos Fabrícios em sua vida. Por que faz bem pra alma, muda o nosso dia, muda a nossa vida. ❤

 

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Um resumo sobre um dia inesquecível

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Essa imagem foi retirada no intervalo, entre o workshop e o congresso. Algumas pessoas não apareceram na foto. Mas tá todo mundo aí, muito bem representado! E no meu coraçãozinho também! Gratidão! ❤

Todo momento é ímpar em nossas vidas. Eles jamais se repetirão. E apesar de valorizar cada um destes momentos, há alguns deles, que são excepcionais e inesquecíveis. E são exatamente estes momentos que nos impulsiona para frente, e nos faz acreditar que -mesmo com inúmeras experiências- sempre há algo novo a se viver, a experimentar, a compartilhar.

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Foto: Arquivo Pessoal

Do ano de 2014 ao ano de 2015, tive a oportunidade de ceder um treinamento na cidade de Poá, em São Paulo. O treinamento foi transferido para o grupo de artes de uma Instituição Cristã, denominada IPG. Através desse treinamento, tive a honra de ceder uma palestra em Suzano, para essa mesma instituição, só que na filial da cidade. E foi na cidade de Suzano, neste mesmo evento, que conheci a Tuuty. A Tuuty é lider geral do grupo de artes dessa instituição, e responsável pelo grupo de artes da unidade sede (que está situada aqui em Mogi das Cruzes). Naquele mesmo dia, trocamos contato. Mas durante muitos meses, ficou por isso mesmo.

Então, mudei-me para Mogi das Cruzes. Assim que cheguei na cidade, mandei uma mensagem para a Tuuty, dando a notícia. Não conhecia muitas pessoas por aqui. Mas por sorte e benção, a Tuuty era uma dessas poucas pessoas. Ela celebrou junto comigo. Mas, ficou por isso mesmo. Bom, pelo menos, foi o que pensei.

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Foto: Felipe da Tuuty

Tuuty me enviou um convite, para que eu cedesse o 1º workshop de dança na Sede, durante um congresso que aconteceria no dia 03 de Setembro. Fui pega de surpresa, em um momento que buscava respostas acerca da arte em minha vida. E esse convite, veio como uma resposta muito objetiva. Aceitei o convite de coração aberto. Mas, muito mais do que aceitação de convite, aceitei o desafio! Apesar de já haver participado e realizado muitos workshops especiais, este seria bastante diferente. Tratava-se do 1º realizado aqui, em minha mais nova cidade. E tratava-se de um workshop que receberia 50 inscritos. Para a nossa surpresa, na primeira semana de divulgação, essas vagas esgotaram. Então, abrimos um segundo lote, para 70. Dentro de 2 (dois) dias, o lote esgotou. Encerramos as inscrições. Mas acabou surgindo mais alguns interessados, quais jamais dispensaríamos. Resumindo: Foi o maior workshop qual tive a oportunidade de ceder curadoria, até então. Nem mesmo os workshops realizados pelo Instituto Meraki, tiveram tantas inscrições em tão pouco tempo.

Foi especial. Foi inesquecível. Foi uma grande resposta para a minha vida. E não poderia deixar de compartilhar isso com vocês, com uma mensagem que escrevi naquele dia, horas antes do evento começar:

“Por alguns longos dias, pensei que a arte seria algo passageiro em minha vida. Pensei que tratava-se apenas de uma fase. Fase que, ao mudar de cidade, já não faria mais parte de minha história. Provei da solitude. Senti uma falta absoluta dos meus alunos, de meus companheiros de trabalho, de meus trabalhos relacionados com a arte. Chorei inúmeras vezes, almejando apenas uma direção. Apesar de saber que meu coração pulsava pela arte, estive confusa, se este era realmente o caminho que tinha a ser seguido. Se ‘fazer arte’ e seguir meu coração, era realmente uma atitude provida de sabedoria. Os dias foram se passando, e nada me aconteceu até hoje.

Hoje, sinto que algo renasceu dentro de mim. Sinto que estou me reerguendo de minhas próprias cinzas. Sinto que o Soberano soprou vida sobre algo que pensei que havia morrido. Hoje, pela primeira vez desde que me mudei para a nova cidade, sinto meu coração quase saindo pela boca de tanta emoção. Exatamente como se fosse a primeira vez. Só que dessa vez, enxergo, vislumbro, compreendo, e consigo mensurar a imensa oportunidade que tenho recebido.

Estou aprendendo, que -de fato- existe um tempo determinado para cada coisa. Estou aprendendo que de fato, eu crio minhas rotas, mas o Soberano é quem dirige meus passos. Estou aprendendo que o que penso ser o fim, é na verdade, o recomeço. Gratidão ao Criador por essa dádiva de poder me conectar com tantas novas pessoas. Gratidão ao Criador por esse privilégio de compartilhar um pouco do que recebi na vida com essas pessoas. E por dar a mim, a chance de ser não apenas uma transmissora, mas uma receptora do novo, daquelas coisas que ainda não sei, dos momentos que ainda não vivi, das pessoas quais ainda não conheci. Gratidão, gratidão e gratidão!”


Fica aqui minha imensa gratidão à galera da sede, à Tuuty e seu esposo Felipe (que nos receberam com tanto amor, que nos sentimos em casa), a cada membro do Instituto Meraki que esteve lá comigo, de coração tão aberto quanto o meu. Gratidão à equipe que trabalhou arduamente e com muito amor, para que esse evento acontecesse com excelência. Gratidão às minhas meninas especiais que estiveram lá comigo! Gratidão a cada inscrito e rostinho que doou o alimento para o “Amor é mandamento”. E claro, gratidão a você que me leu até aqui. Você é muito importante pra mim! Acredite.


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Só pode ser amor

SÓ PODE SER AMOR - SIGNIFICADO DO AMOR - BLOG PONTO DA LIRA - NETOS E AVÓS - AMOR DE VÔ - DIA DO AVÔ

Era por volta de nove horas da noite, quando chamei meu querido avozinho para conversar um pouco. Apesar de estarmos fisicamente distantes (se comparado há alguns anos atrás, quando morávamos juntos), a internet tem nos proporcionado muitos reencontros. Após alguns minutos divertidos de conversa pelo Whatsapp, respeitando suas dificuldades ao digitar, achamos melhor dar continuidade ao nosso papo, por ligação.

Parei tudo o que estava fazendo para atendê-lo. Nada poderia ser mais importante do que isso. Assim como eu, tenho certeza que meu avô também deixou tudo o que estava fazendo para dedicar-se à nossa conversa. E é sempre assim: Minutos muito divertidos, com doses intensas de sabedoria. Não existe uma só conversa que tenhamos, que não seja muitíssimo prazerosa e cheia de grandes reflexões e aprendizagens.

O papo estava divertido. Ele me contou que estava “comendo muito, feito um burrinho”. Entrando na onda, respondi: “Nem posso comer como um burrinho, vozinho. Por que estou uma bolinha”. E então, -uma pausa- a seguinte resposta: “Não. Você não está igual uma baleia não”, as gargalhadas respondi: “Vô, eu disse BOLINHA e não baleia”. Ele caiu na risada e continuou: Você é uma menina muito bonita. Você é a neta do vô, muito bonita! Você não está igual uma bolinha. Você tem que fazer igual o vô! O vô come feito um burrinho. Então, se você comer feito um burrinho, você vai parecer um burrinho e não uma bolinha”. Parece bobagem, mas foi impressionante como essa colocação bem humorada e delicada, fez todo sentido para a realidade que tenho vivido.

Depois, ele começou a me contar sobre alguns planos que tinha para os próximos dias. Ele me contou que estava gravando áudios com reflexões. E que depois de gravar alguns áudios, ele colocaria em um CD (vale ressaltar, que meu avô é e sempre será um grande admirador do Cid Moreira). Ele pediu que eu escutasse os dois áudios que enviaria para mim, e que eu desse um feedback, pois era muito importante pra ele saber se deve continuar ou não. Sem sequer ter escutado os áudios, o interrompi naquele momento e disse: “O senhor deve continuar sim! O senhor é ótimo nisso! Desde criança, me lembro de ver o senhor recitando versículos bíblicos no microfone que tinha em sua casa. E me lembro das gravações que fazia com este mesmo microfone, em seu rádio gravador. O senhor sempre gostou disso. E sabe de uma coisa? Gosto mais ainda! Pode me mandar tudo, que vou escutar com muito carinho e atenção”.  Senti sua voz mais baixa, um pouco tremula: “Você se lembra?”. “Na verdade, nunca me esqueço, vô”.  Contei a ele, que também fazia gravações e postava aqui no blog, para que meus leitores escutassem. Ele disse: “É mesmo? Não sabia! Me mande pra que eu ouça e diga o que achei. Se eu achar bom eu vou dizer pra você!”. E assim, ficamos combinados.
Neste momento. Meu coração fora invadido pelo seguinte pensamento: Nossos sonhos não têm prazo de validade. Enquanto houver vida em nós, podemos realizá-los. Nunca é tarde demais para fazer aquilo que se ama. Nunca é tarde demais para realizarmos aqueles pequenos planos engavetados, aqueles sonhos quais compartilhamos e quase todos se esqueceram, aqueles projetos nunca executados. Enquanto há vida em nós, há chances de realizar.
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Continuando a conversa, ele me contou que estava fazendo algumas reformas em sua casa. E que ao mudar o forno elétrico de um lado para outro, o mesmo, caiu ao chão e o vidro estraçalhou. Por isso, ele pegaria esse forno elétrico, e iria ao técnico amanhã a fim de arrumá-lo. Então, perguntei: “Mas está tudo bem com o senhor? O senhor se machucou?”. Ele, mais uma vez bem humorado e delicado, respondeu: “Ah, sim! Está tudo bem graças a Deus. O forno elétrico caiu no chão. Se tivesse caído em minha cabeça, não estaria nada bem. Mas caiu no chão. Já pensou? Um burrinho com a cabeça quebrada”. Um pouco preocupada, perguntei novamente: “Mas não caiu nem mesmo no pé do burrinho? Imagine só, um burrinho manco?”. Ele caiu na gargalhada a tal ponto, que deu umas tossidelas. Estava realmente tudo bem com ele. E naturalmente, tudo ficou perfeitamente bem comigo.

E ele estava muito determinado a acordar cedo e ir resolver o problema com seu forno.

Mais uma vez, aprendizagem. Em momento algum, meu avô demonstrou frustração por ter quebrado o forno, e por ter que acordar cedo em uma segunda-feira, para ir ao técnico e gastar dinheiro para consertá-lo. Pelo contrário, ele conscientizou-se que a culpa por ter quebrado o forno foi sua. Mas que está tudo bem. E que se estressar por isso, só vai fazê-lo perder o tempo que poderia estar simplesmente sorrindo. O riso, torna qualquer problema pequeno. A ciência de que problemas estão ao nosso redor para serem resolvidos otimiza nosso tempo, e não permite que pequenas circunstâncias desagradáveis, estraguem nosso dia, nosso fim de semana, nossa relação com as pessoas que amamos. Fazer tempestade sobre quaisquer que seja o ocorrido, não soluciona o problema. O que soluciona o problema, é tomar uma atitude sobre ele.

Então, respeitando o tempo de meu avô, e reconhecendo que ele precisava descansar para cumprir seu plano diário, agradeci muito pela conversa e disse que ligaria para ele novamente ao longo da semana. Ele -como sempre faz- disse que ficava muito feliz em falar comigo. E que era muito legal “trocar ideia” comigo (sim, sim, ele é super cool).

Dizem que conforme as pessoas vão envelhecendo, elas vão tornando-se como crianças; riem o tempo todo, fazem coisas engraçadas, contam piadas, perdem a vergonha sobre várias coisas, e estão sempre vendo o lado bom em tudo. E claro: Elas ficam ainda melhores com o tempo. Concordo. No caso do meu avozinho paterno, isso é um verdadeiro fato.

O que ele nem imagina, é que sua alegria transborda, contagia e me transforma. Transforma meu dia, minha noite, minha vida. O que ele nem imagina, é que -com pequenas frases ditas com imenso cuidado, honestidade e carinho- ele me ensina. Me ensina sobre o amor que vence tudo e todas as coisas. Me ensina sobre a força, que vence toda e qualquer vulnerabilidade e fragilidade. Me ensina sobre a delicadeza, que faz toda rispidez e dureza, tornar-se insignificantes fragmentos. Me ensina sobre vitalidade, que não tem relação com a idade, mas com a maneira como você se posiciona acerca da vida. Me ensina sobre a falta, que muitas vezes, sobre. Mas, o que é a falta quando a presença é constante dentro de nós? Me ensina que o momento mais precioso e importante, é o agora. Me ensina que nunca é cedo ou tarde demais para realizar.

O que ele nem imagina, é que só de ouvir sua voz e saber que ele permanece aqui, me emociona sobremaneira. Meus olhos enchem de lágrimas. Enquanto falo com ele, meu coração acelera, enquanto meu corpo desacelera. Só tenho aquele momento. Nada tira minha atenção. E todo tempo do mundo, não basta, quando estamos conversando.


Isso só pode ser amor.

Trip Planner | Buenos Aires – Argentina

trip planner - buenos aires - argentina - Ponto da Lira - planejamento de viagem

Daqui alguns meses, estarei embarcando rumo a cidade de Buenos Aires, na Argentina. É a primeira vez que estarei lá. E apesar de estar um pouco longe, estou bem contente. Não pretendia contar aqui no blog (e em nem uma outra rede social), até que a data estivesse próxima. Não tinha um motivo muito relevante para contar antes. Mas, conversando com algumas pessoas sobre isso, analisei, e conclui que essa era uma oportunidade ímpar de estar compartilhando com vocês, todos os processos, até o dia da viagem; desde a compra da passagem área, até o um chá bacana que eu beber por lá.

Por que resolvi fazer isso?

Não sei como acontece com você que está me lendo. Mas, falando sobre mim, sou o tipo de pessoa que faz planos detalhados, sobre todas as coisas. Gosto de pesquisar, gosto de me informar, gosto de planejar, gosto de organizar. Mesmo que tudo aconteça em uma ordem inversa a minha (que convenhamos, é o que sempre acontece), acho que todo esse processo de pesquisa e planejamento, é fundamental para que as coisas aconteçam de maneira bem sucedida em minha vida. Ou, que simplesmente aconteçam. É bom pensar sobre. É bom mentalizar. É bom acreditar que vai dar certo.

Nem sei dizer quantos artigos já li, quantos vídeos já assisti e com quantas pessoas conversei, até decidir que queria ir até Buenos Aires. Amei ter acompanhado todo o processo de planejamento e diário de viagem de pessoas que estiveram por lá. E foi através destes artigos, destes vídeos e de todas essas experiências, que escolhi Buenos Aires como destino.

Pensei: Deve haver muitas pessoas como eu; que gostam de acompanhar, que usam as experiências alheias para fazer planos, criar roteiros, montar listas, fazer as malas. Vou seguir o exemplo, e compartilhar também! Tenho certeza que servirá para muitas pessoas que assim como eu, estarão em Buenos Aires. Pretendo compartilhar um artigo dizendo a vocês, cada um dos motivos que me levaram a escolher Buenos Aires como destino para este processo que estou vivendo em minha vida.

“Espera aí, Lira… Qual processo?”

No ano passado (em Maio), entrei em contato com uma agência de turismo, e fiz todo o orçamento de minha viagem a Buenos Aires. Estava tão exausta! Trabalhei muito no ano passado. Não tirei férias, e praticamente não viajei. Precisava fazer algo “novo”. Precisava e merecia uma viagem. Mesmo sendo rápida, seria de grande valia.  Apesar de estar tudo perfeitamente encaminhado, no fim das contas, não deu certo. Fiquei um pouco frustrada. Mas compreendi que tudo estava nos planos do Criador. Por que digo isso? Bom, como sabem, o ano passado foi um ano difícil para mim. Não apenas pela exaustão que o trabalho estava me causando. E sim, por ter que dividir todo o meu tempo em: Trabalhar, cuidar da Companhia, estudar e ajudar minha mãe a cuidar do meu irmão mais velho, o Bruno. Já contei essa história aqui no blog. Então, se você ainda não sabe sobre a que estou me referindo, sugiro que leia essa página quando estiver com tempo.

Com a partida do guerreiro, não havia absolutamente nada para celebrar. Toda a alegria que tínhamos vivido até aquele momento, de repente, desapareceu. Era como se todas as lembranças alegres que tínhamos sobre aquele ano, tivessem se dissipado, bem diante de nossos olhos. Só tinha tristeza, lamento, e dor. Era o processo.

Foi por isso que a viagem para aquele ano não deu certo (assim como várias outras coisas em minha vida pessoal). Não era o tempo.

Tempo, ao tempo. Pouco a pouco, tudo vai se encaixando, vamos reerguendo, recomeçando, reconstruindo, realizando, crescendo. Crer sendo.

Então, essa viagem me arranca sorrisos. Apesar do delicado processo, não posso e não devo aceitar o retrocesso. Sinto que apesar de tudo o que passou, estou recebendo a oportunidade de seguir em frente, vivendo o novo. Então, recebo a oportunidade de coração aberto. E de coração aberto, pretendo compartilhá-la com você.

E aí? Posso contar com você? ❤


Update: Este artigo foi escrito no intuito de apenas compartilhar o destino escolhido. Haverá uma série de artigos sobre essa viagem. Tenho certeza que você vai gostar bastante. Estou feliz em ter você aqui. Estou feliz em compartilhar essa notícia com você. Gratidão!


Outras duas notícias: No próximo dia 18, estarei dando uma curadoria sobre a arte clownesca em uma conferência de Artes lá em São Paulo! As informações sobre o evento, estão fixadas na fanpage do blog e da Companhia. O evento acontecerá em uma comunidade cristã. Mas tem como público alvo, todo o qualquer apaixonado e envolvido com a arte. Ainda em Junho, estarei dando uma palestra sobre auto-conhecimento através da arte. Pretendo trazer todas as informações em breve. Fica de zóio!


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Você está provando da felicidade?

você está provando da felicidade - blog ponto da lira

Bonjour, como você está? Espero que esteja tudo bem por aí.
Vamos falar sobre felicidade?

Estamos habituados com esse termo. Vemos e convivemos com pessoas que o usam regularmente. Mas, o que significa o termo “Felicidade”?

blog ponto da lira felicidade

Como pode ver acima, a felicidade é um ESTADO. Ela traduz um sentimento, mediante algo que ocorre dentro de você. A felicidade, tem total relação com satisfação e contentamento. É subjetivo, e relativo. Cada individuo prova da felicidade, a sua maneira. Não existe um formato único de felicidade, um modelo pronto. Isso significa que, se Lucas sente-se feliz recebendo um ótimo salário e andando com o carro do ano, não quer dizer que Paula sinta-se da mesma maneira possuindo essas duas coisas. Talvez, o que deixe Paula realmente feliz, seja um picolé ao lado de sua sobrinha, em um Domingo qualquer. Não existe uma categoria pronta, ou um lugar aonde devemos estar, para que venhamos considerar-nos pessoas felizes. Biologicamente falando, o ser humano sente-se feliz, mediante o resultado de uma atividade neural fluída. Ou seja: Quando algo criado em sua mente, torna-se real. Quando o interior, trabalha de forma harmoniosa e sinérgica com o exterior.
Quando isso não acontece com um ser humano, ele sente-se frustrado e triste.
A felicidade pode ser algo permanente. Tudo dependerá da maneira como você tratá-la e trabalhá-la dentro de você. Se você, por exemplo, vincular a felicidade ao dinheiro, o que acontecerá quando seu saldo estiver negativo? Se você vincula a felicidade ao seu noivo, e apenas a ele, o que acontecerá caso haja o término do relacionamento de vocês? Será que vale realmente a pena, vincular a sua felicidade a algo ou alguém? Por que não trabalhar sua mente, para o contentamento e a gratidão, independente da circunstância que está vivendo?Há quem seja da opinião de que a felicidade está relacionada com os bens materiais e com o dinheiro, daí existirem frases como “O dinheiro não traz felicidade, mas ajuda”, na medida em que o dinheiro é o meio necessário para a satisfação das necessidades materiais humanas; uma vez satisfeitas, o indivíduo tende a ir à procura de produtos que lhe proporcionem maior felicidade. É claro que, os estímulos, serão sempre necessários. Afinal, os momentos, as conquistas, as pessoas… Tudo isso faz parte de sua realidade. Tudo isso, deve deixá-lo contente, satisfeito, feliz.

Você está provando da felicidade?

Dediquei minha manhã de segunda-feira, para criar duas listas, e fazer um comparativo muito honesto entre elas. O exercício me fez tão bem, que resolvi compartilhar com vocês, caso queiram fazer também.

A primeira lista, fui convidada a listar todas as coisas (ou as principais) que me fazem feliz. Já a segunda lista, precisei ser bastante realista, ao colocar as coisas que tenho feito (independente da felicidade que elas têm trazido à minha vida). Ficou mais ou menos assim:

Lista de coisas que te faz feliz:

  • Dançar; em grupo, sozinha, fazendo aulas, ou lecionando.
  • Comer; cozinhar, provar o tempero de minha mãe, cozinar com amigos, e conhecer novas gastronomias.
  • Escrever; seja uma frase para a agência de criação que trabalho, ou um texto enorme para o blog, me deixa muito feliz.
  • Ler; dentro do ônibus, no horário do almoço, durante a madrugada, em todo tempo.
  • Viajar; cidades vizinhas, outros estados, países.
  • Meditar; frequentemente, pela manhã e antes de dormir.
  • Organizar; minha agenda, minha rotina, meu quarto, minha vida.
  • Trabalhos Manuais; artesanatos, desenhos, costuras, etc.
  • Fotografar; de longe, uma de minhas maiores paixões.
  • Compartilhar experiências; seja através de meus textos, aulas, ou rápidas conversas.
  • Colecionar coisas legais; uma das poucas coisas materiais que me atraem.
  • Uma vida equilibrada e saudável; isso me deixa realmente feliz e realizada.
  • Cantar; no chuveiro, com amigos, em áudios no Whatsapp, na rua.
  • Ficar em dia com filmes, séries e seriados.
  • Ser elogiada por algo bom que fiz.
  • Ter as pessoas que amo por perto.
  • Ficar sozinha de vez em quando.
  • Gratidão. 

Lista de coisas que você tem feito:

  • Danço esporadicamente. Dançar, já foi mais que um hobby. Era minha principal fonte de renda, meu trabalho mais importante. Mas, desde que me mudei para Mogi das Cruzes, a realidade mudou um pouco. Tenho sentido uma falta absurda.
  • Comendo muito. Isso é muito verdade! E apesar de estar experimentando novos pratos e temperos, tenho sentido falta de conhecer ainda mais.
  • Escrevendo muito. Em questão de quantidade. Essa é a fase que mais tenho escrito; aqui no blog, em outras mídias, na agência, em meus caderninhos. Realmente, tenho feito isso regularmente.
  • Tenho lido pouquíssimo. Já fui leitora assídua. Só que a preguiça me pegou. Ultimamente, estava lendo apenas textos na internet. Uma vergonha! Estou aplicando um cronograma de leitura em minha rotina. Espero que dê certo.
  • Apesar de estar conhecendo novos lugares, tenho viajado pouco. Este é um de meus maiores sonhos/objetivos/planos de vida. Estar em lugares diferentes, me emociona. Pretendo dedicar mais dinheiro e tempo a isso.
  • Amo a pratica da meditação. E apesar disso, tenho meditado pouco. É impressionante como a meditação melhora minha vida. Percebo que minhas relações ficam muito melhores, quando estou meditando regularmente. Percebo que lido melhore com a vida, quando sigo a prática. E tenho feito muito menos do que fazia no ano passado, por exemplo.
  • Estou super desorganizada. Em todos os aspectos. Preciso melhorar, urgente. Ser desorganizada, me deixa frustrada e triste.
  • Fazem muitos meses que não crio algo. Sinto falta de meus desenhos, minhas bonecas de pano, meus apetrechos todos.
  • Voltei a fotografar. Depois de anos frustrada e tristinha sobre isso, finalmente, voltei. E apesar das dificuldades que tenho enfrentado para me re-adaptar, estou contente.
  • Tenho compartilhado pouco as minhas experiências. Sei que o blog colabora muito com isso. Mas, queria muito criar o canal de uma vez por todas, para poder compartilhar muito mais.
  • Desde que me mudei, minhas coleções estão um caos. Uma pena. Ou não. Talvez, seja a hora de desapegar um pouco. Mas, não posso negar que adquirir um novo sapato, um novo óculos, uma nova caneca, e um novo cartão postal, me deixa estonteante.
  • Minha vida está entrando nos eixos novamente. Preciso melhorar minha saúde, que está meio decadente. Isso me deixa muito triste.
  • Não tenho cantado muito. Sou tímida. Preciso vencer isso.
  • No início do ano, estava super em dia com meus filmes e séries. Voltei para a estaca zero. Estou meio frustrada por isso.
  • Não posso reclamar do não recebimento de elogios. Mas, estou oferecendo pouco. Tenho feito pouco. Sei que posso ser muito melhor do que tenho sido; para amigos, pai, mãe, irmão… Espero melhorar.
  • Desde que mudei para Mogi das Cruzes, não tenho visto as pessoas que amo com frequência. Uma parte desse tempo, foi escolha minha. Porém, a distância não tem colaborado muito com os nossos encontros.
  • Muita gente acha isso estranho, mas estar só, me deixa contente. Consigo meditar, consigo ler, consigo cantar, consigo organizar minhas coisas, consigo refletir sobre assuntos que têm sido recorrentes em meus dias… Gosto muito de estar só, de vez em quando. Diga-se de passagem, que isso é algo que tenho conseguido.
  • Tenho agradecido pouco, reclamado demais. Não gosto disso. Isso é -de longe- uma das coisas mais tristes que tenho a dizer sobre mim. Afinal, sou dessas que acredita piamente de que quanto mais a gente agradece, mais coisas boas acontecem.

Conclusão: Há muitas coisas que me trazem felicidade, e simplesmente, não tenho executado por procrastinação, receio, preguiça, inversão de prioridade. Agora que já sei o que é, pretendo criar estratégias para aplicá-las novamente em minha rotina, e assim, sentir-me cada vez mais contente.

E você? Como ficariam suas duas listas? Que tal montar as suas também? Faça um comparativo entre as duas, e depois disso, tente conciliá-las. Trabalhe sua mente para o contentamento com o seu presente, e acredite que você pode SIM tornar as duas listas, uma só.


ASSINATURA BLOG

Gratidão | Sobre o novo endereço, e leitores inteligentes

Por Thais Lira

Estou muito feliz com a direção que o blog tem tomado. Agora somos quase 3 mil almas conectadas. Estou muito grata e feliz. Não falo apenas sobre ter ultrapassado a marca de 2 mil leitores, e sobre estar chegando ao numero 3. A quantidade, nunca me atraiu tanto. Claro que é otimo abrir o blog e ver a cada dia, novos seguidores. Mas, sinto-me ainda mais feliz, por saber a qualidade dos meus novos amigos e leitores. Nos últimos meses, tenho recebido comentários tao bem construídos aqui no blog… Sinto que sao pessoas que realmente passam por aqui, para compartilhar um pouco do que carregam dentro de si mesmas. As historias incríveis que tenho lido por comentários e e-mails, as opiniões sempre verdadeiras e bem construídas, as maneiras de enxergar a vida…  Tenho aprendido tanto com vocês! Hoje, fiquei muito emocionada com um feedback que recebi. Estou passando aqui, na verdade, para deixar minha gratidão! Ainda sou uma menina, e tenho uma vida longa pela frente. Nem sei se estou pronta para ser elogiada ou criticada como tenho sido. Mas todo essa contribuição inteligente, tem sido fundamental para o meu crescimento como pessoa. E isso me importa muito! Aproveito e agradeço meu irmao Bruno Cesar, que tem sido meu técnico desde sempre. Ele me ofereceu uma grande contribuição ao tornar o blog “.com.br”, finalmente. Sou abençoada por ter todo esse amparo! Gratidão, gratidão e gratidão! ❤

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