Só pode ser amor

SÓ PODE SER AMOR - SIGNIFICADO DO AMOR - BLOG PONTO DA LIRA - NETOS E AVÓS - AMOR DE VÔ - DIA DO AVÔ

Era por volta de nove horas da noite, quando chamei meu querido avozinho para conversar um pouco. Apesar de estarmos fisicamente distantes (se comparado há alguns anos atrás, quando morávamos juntos), a internet tem nos proporcionado muitos reencontros. Após alguns minutos divertidos de conversa pelo Whatsapp, respeitando suas dificuldades ao digitar, achamos melhor dar continuidade ao nosso papo, por ligação.

Parei tudo o que estava fazendo para atendê-lo. Nada poderia ser mais importante do que isso. Assim como eu, tenho certeza que meu avô também deixou tudo o que estava fazendo para dedicar-se à nossa conversa. E é sempre assim: Minutos muito divertidos, com doses intensas de sabedoria. Não existe uma só conversa que tenhamos, que não seja muitíssimo prazerosa e cheia de grandes reflexões e aprendizagens.

O papo estava divertido. Ele me contou que estava “comendo muito, feito um burrinho”. Entrando na onda, respondi: “Nem posso comer como um burrinho, vozinho. Por que estou uma bolinha”. E então, -uma pausa- a seguinte resposta: “Não. Você não está igual uma baleia não”, as gargalhadas respondi: “Vô, eu disse BOLINHA e não baleia”. Ele caiu na risada e continuou: Você é uma menina muito bonita. Você é a neta do vô, muito bonita! Você não está igual uma bolinha. Você tem que fazer igual o vô! O vô come feito um burrinho. Então, se você comer feito um burrinho, você vai parecer um burrinho e não uma bolinha”. Parece bobagem, mas foi impressionante como essa colocação bem humorada e delicada, fez todo sentido para a realidade que tenho vivido.

Depois, ele começou a me contar sobre alguns planos que tinha para os próximos dias. Ele me contou que estava gravando áudios com reflexões. E que depois de gravar alguns áudios, ele colocaria em um CD (vale ressaltar, que meu avô é e sempre será um grande admirador do Cid Moreira). Ele pediu que eu escutasse os dois áudios que enviaria para mim, e que eu desse um feedback, pois era muito importante pra ele saber se deve continuar ou não. Sem sequer ter escutado os áudios, o interrompi naquele momento e disse: “O senhor deve continuar sim! O senhor é ótimo nisso! Desde criança, me lembro de ver o senhor recitando versículos bíblicos no microfone que tinha em sua casa. E me lembro das gravações que fazia com este mesmo microfone, em seu rádio gravador. O senhor sempre gostou disso. E sabe de uma coisa? Gosto mais ainda! Pode me mandar tudo, que vou escutar com muito carinho e atenção”.  Senti sua voz mais baixa, um pouco tremula: “Você se lembra?”. “Na verdade, nunca me esqueço, vô”.  Contei a ele, que também fazia gravações e postava aqui no blog, para que meus leitores escutassem. Ele disse: “É mesmo? Não sabia! Me mande pra que eu ouça e diga o que achei. Se eu achar bom eu vou dizer pra você!”. E assim, ficamos combinados.
Neste momento. Meu coração fora invadido pelo seguinte pensamento: Nossos sonhos não têm prazo de validade. Enquanto houver vida em nós, podemos realizá-los. Nunca é tarde demais para fazer aquilo que se ama. Nunca é tarde demais para realizarmos aqueles pequenos planos engavetados, aqueles sonhos quais compartilhamos e quase todos se esqueceram, aqueles projetos nunca executados. Enquanto há vida em nós, há chances de realizar.
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Continuando a conversa, ele me contou que estava fazendo algumas reformas em sua casa. E que ao mudar o forno elétrico de um lado para outro, o mesmo, caiu ao chão e o vidro estraçalhou. Por isso, ele pegaria esse forno elétrico, e iria ao técnico amanhã a fim de arrumá-lo. Então, perguntei: “Mas está tudo bem com o senhor? O senhor se machucou?”. Ele, mais uma vez bem humorado e delicado, respondeu: “Ah, sim! Está tudo bem graças a Deus. O forno elétrico caiu no chão. Se tivesse caído em minha cabeça, não estaria nada bem. Mas caiu no chão. Já pensou? Um burrinho com a cabeça quebrada”. Um pouco preocupada, perguntei novamente: “Mas não caiu nem mesmo no pé do burrinho? Imagine só, um burrinho manco?”. Ele caiu na gargalhada a tal ponto, que deu umas tossidelas. Estava realmente tudo bem com ele. E naturalmente, tudo ficou perfeitamente bem comigo.

E ele estava muito determinado a acordar cedo e ir resolver o problema com seu forno.

Mais uma vez, aprendizagem. Em momento algum, meu avô demonstrou frustração por ter quebrado o forno, e por ter que acordar cedo em uma segunda-feira, para ir ao técnico e gastar dinheiro para consertá-lo. Pelo contrário, ele conscientizou-se que a culpa por ter quebrado o forno foi sua. Mas que está tudo bem. E que se estressar por isso, só vai fazê-lo perder o tempo que poderia estar simplesmente sorrindo. O riso, torna qualquer problema pequeno. A ciência de que problemas estão ao nosso redor para serem resolvidos otimiza nosso tempo, e não permite que pequenas circunstâncias desagradáveis, estraguem nosso dia, nosso fim de semana, nossa relação com as pessoas que amamos. Fazer tempestade sobre quaisquer que seja o ocorrido, não soluciona o problema. O que soluciona o problema, é tomar uma atitude sobre ele.

Então, respeitando o tempo de meu avô, e reconhecendo que ele precisava descansar para cumprir seu plano diário, agradeci muito pela conversa e disse que ligaria para ele novamente ao longo da semana. Ele -como sempre faz- disse que ficava muito feliz em falar comigo. E que era muito legal “trocar ideia” comigo (sim, sim, ele é super cool).

Dizem que conforme as pessoas vão envelhecendo, elas vão tornando-se como crianças; riem o tempo todo, fazem coisas engraçadas, contam piadas, perdem a vergonha sobre várias coisas, e estão sempre vendo o lado bom em tudo. E claro: Elas ficam ainda melhores com o tempo. Concordo. No caso do meu avozinho paterno, isso é um verdadeiro fato.

O que ele nem imagina, é que sua alegria transborda, contagia e me transforma. Transforma meu dia, minha noite, minha vida. O que ele nem imagina, é que -com pequenas frases ditas com imenso cuidado, honestidade e carinho- ele me ensina. Me ensina sobre o amor que vence tudo e todas as coisas. Me ensina sobre a força, que vence toda e qualquer vulnerabilidade e fragilidade. Me ensina sobre a delicadeza, que faz toda rispidez e dureza, tornar-se insignificantes fragmentos. Me ensina sobre vitalidade, que não tem relação com a idade, mas com a maneira como você se posiciona acerca da vida. Me ensina sobre a falta, que muitas vezes, sobre. Mas, o que é a falta quando a presença é constante dentro de nós? Me ensina que o momento mais precioso e importante, é o agora. Me ensina que nunca é cedo ou tarde demais para realizar.

O que ele nem imagina, é que só de ouvir sua voz e saber que ele permanece aqui, me emociona sobremaneira. Meus olhos enchem de lágrimas. Enquanto falo com ele, meu coração acelera, enquanto meu corpo desacelera. Só tenho aquele momento. Nada tira minha atenção. E todo tempo do mundo, não basta, quando estamos conversando.


Isso só pode ser amor.
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Você é uma pessoa positiva?

VOCÊ É UMA PESSOA POSITIVA - POR THAIS LIRA - BLOG PONTO DA LIRA

Vamos falar sobre positividade e negatividade?

Começo com uma afirmação: Tudo é energia.

Não sei vocês, mas eu, já fui uma pessoa muito negativa. Muitas vezes, sem perceber, quase que de forma involuntária, estava sendo uma pessoa completamente tóxica às pessoas a minha volta, e principalmente: a mim mesma.

A negatividade colocava sobre minhas costas, uma carga tão pesada, que essa mesma carga se espalhava com muita força, por todos os ambientes quais eu frequentava.

Prova disso, era que eu vivia a minha vida, me metendo em intrigas, brigas, confusões. Meu nome estava sempre vinculado a situações delicadas e muito complicadas. Minhas amizades, relacionamentos pessoais e interpessoais, não provavam da durabilidade. Eu sabia que as pessoas tentavam, mas nunca permaneciam ao meu lado por muito tempo.

E por mais que eu dissesse às pessoas que não me importava com tudo isso, a grande verdade, é que eu me importava sim.

O que eu mais queria era simples: Ser amada e aceita.

Mas, pra que isso acontecesse de fato em minha vida, primeiramente: eu precisava me aceitar. Acontece que, no auge de minha insatisfação pessoal, fiz uma analise profunda e verdadeira sobre mim, e não fiquei contente com o que enxerguei. No íntimo do meu ser, eu ansiava por mudanças emergentes. Eu precisava mudar. E eu queria mudar.

O primeiro passo para a mudança, era admitir que estava sobrecarregada de negatividade.
O segundo passo, era ACEITAR que eu não precisava carregar e tampouco suportar essa carga negativa.
Como terceiro passo, precisava me livrar dessa carga negativa de uma vez por todas! Fazendo isso, eu daria espaço e total liberdade à positividade em minha vida.

Ser alguém positivo, é uma escolha. Uma escolha que exige uma mudança de comportamento; desde a maneira como você fala sobre as coisas, e sobre as pessoas, até sua perspectiva sobre elas.

A positividade, nos potencializa para abrirmos inúmeras portas, que até então, estavam fechadas.

Ser uma pessoa positiva, nos leva à concretização de planos, e à realização de grandes sonhos.

A positividade nos leva a enxergar uma OPORTUNIDADE mediante cada uma de nossas dificuldades; sejam elas interiores ou exteriores.

A positividade tem o poder de nos aproximar das pessoas, do Criador de todas as coisas, e principalmente: ela nos aproxima de quem realmente somos.

Não aceite ser uma pessoa negativa.

Não permita que negatividade se infiltre em sua alma, e faça uma distorção em cada uma de suas boas perspectivas. Não deixe que ela se torne um filtro, que funcione como um bloqueio para as coisas grandiosas que você tem a oferecer e a receber.

Acredite em mim: Você pode mudar essa realidade. Você pode mudar agora mesmo.
Abra o seu coração e receba essa oportunidade.

Encerro essa reflexão com a frase de Winston Churchill:

“Um pessimista vê uma dificuldade em cada oportunidade.
Um otimista, vê uma oportunidade em cada dificuldade”.

Transforme cada dificuldade em uma oportunidade para tornar-se uma pessoa melhor e cada vez mais positiva. Uma pessoa próxima de quem você realmente é e veio para ser. Prove do contentamento. Não existe nada melhor do que ser uma pessoa contente. Acredite! Você merece o contentamento. Você merece a felicidade!

Caso tenha preferência, ouça essa reflexão:


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Qual o propósito de sua existência?

QUAL O PROPÓSITO DE SUA EXISTÊNCIA - BLOG PONTO DA LIRA - POR THAIS LIRA - definitiva
Qual o propósito de sua existência?

Há alguns anos atrás, publiquei em uma de minhas redes sociais, que éramos todos breves e passageiros. Falei sobre nossa temporária estádia neste mundo. Mencionei que não acreditava ser possível estarmos aqui sem um motivo, sem um “porquê”. Não consigo acreditar que termos sido colocados sob este céu, e termos tido a oportunidade de pisar sobre este solo, seja apenas um acaso do universo. Não acredito que estamos aqui, para uma vida vã, ou para vivermos em vão. E concluí meu pensamento, dizendo que enquanto questionamos tudo e todos, sentados, sem fazer absolutamente nada… O (nosso) tempo vai passando, e de repente:  Acaba-se o tempo. E com ele, vão-se os planos não realizados, os momentos não vividos, o amor não compartilhado, o tempo desperdiçado, a vida não vivida.

Acredito piamente, que cada um de nossos antepassados, passou por aqui por um motivo. E se estamos aqui, não tenho dúvidas: Há um propósito. A princípio, este propósito pode não ser muito claro a nós. Podemos demorar muito tempo para enxergá-lo, compreendê-lo e aceitá-lo. E pode ser que isso nunca aconteça. Pode ser que nossos olhos jamais contemplem o nosso real propósito na terra. Pode ser que, de repente, a vida passe. Pode ser que venhamos partir. E não haja nada além de alguém que partiu. Alguém que viveu como se nunca tivesse estado aqui.

Por outro lado, pode ser que em algum momento da vida, nosso propósito torne-se claro aos nossos olhos. Pode ser que nossos olhos o contemple, o compreenda, o aceite, e o vivamos até o dia de nossa partida. E quando isso acontecer, sentirão a dor de nossa partida, mas sobretudo, se lembrarão de quem fomos, de como vivemos. E guardarão consigo tudo o que deixamos em nosso percurso. E quando não estivermos mais aqui, e não houver mais nada de nós, ainda haverá.

Um legado.

Desde que compreendi isso, passei a tratar o porquê de minha existência, como prioridade. Mesmo havendo muitos questionamentos dentro de mim acerca do tudo, do todo, e principalmente: do EU; coloco meus olhos sobre o meu propósito. Trabalho minha mente para que ela esteja sempre direcionada à minha missão de vida.

Quando isso me ocorreu, percebi que tudo estava diferente a minha volta. Na verdade, tudo estava diferente dentro de mim.0338d5adf89b9df42ddc246749c15dee

Essa é a minha concepção sobre a minha existência.
E a sua, qual é?

Caso tenha preferência, ouça essa reflexão:

Update: Espero que tenham gostado da novidade. A ideia de reproduzir os artigos em áudio, veio a mim através de alguns amigos, há algum tempo (valeu, Ismael!). Mas foi através do super incentivo do meu irmão Raphael, que eu resolvi colocar a ideia em prática. Prometo ir aperfeiçoando, para que o áudio fique cada vez melhor a vocês.

Beijo e queijo!


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Amadurecer é SER

AERTIGO - AMADURECER É SER - POR THAIS LIRA - BLOG GAROTAS DIZEM

Minha adolescência foi um tanto conturbada. Digamos que fui a típica adolescente problemática, que causou grandes preocupações aos pais. E que, mesmo havendo crescido em uma família bastante religiosa e tradicional, tinha vestígios fortíssimos de rebeldia -que para mim- faziam parte de minha personalidade; tais como autoritarismo, inflexibilidade e impulsividade.

Acontece que o tempo passa. E puxa vida! Como aprecio o tempo! Ele passa, e durante sua passagem, inúmeras coisas acontecem. Algumas, passam despercebidas. Outras, no entanto, têm a função de nos modificar por completo. E foi dessa maneira comigo.

No auge dos meus dezessete anos, meus pais optaram pelo divórcio. Eu, resolvi iniciar um relacionamento amoroso, pela primeira vez. Minhas notas escolares, iam de mal a pior. Na verdade, cheguei a perder o ano letivo pelo excesso de faltas. A depressão me atingiu. De repente, as coisas não estavam do meu jeito. Elas estavam, como deviam estar naquele momento.

Passei por um intenso processo de desconstrução daquilo que havia me tornado, para ser reconstruída, tornando-me quem realmente sou.  Durante esse processo, tinha apenas duas alternativas: Amadurecer, ou permanecer do jeito que era, até apodrecer.

Amadurecimento/ Maturidade:
amadurecimento
Ouvi durante a minha infância e adolescência inteirinha, que “quando ficamos mais velhos, amadurecemos”. Acontece que, o processo de alcance a maturidade, vai muito além de completar mais um ano de vida, ou de “nos tornarmos adultos”. Vai muito além das responsabilidades quais assumimos, da maneira como nos vestimos, dos filmes que assistimos, ou do quão sério (ou séria) somos quando estamos com os nossos amigos e familiares. A maturidade não tem idade. Não existe um medidor que, se você estiver com 20 anos, você é imaturo (ou imatura) e se estiver com 45, então será alguém maturo.

Maturidade, é a maneira como você ESCOLHE lidar com as circunstâncias de sua vida; desde seu primeiro emprego, até a difícil decisão de encerrar ou dar continuidade a um relacionamento amoroso que esteja sugando suas energias. Maturidade não é apenas a maneira como você aprende as coisas. E sim, a maneira como passa a compreendê-las.

Seja qual circunstância for, a escolha de tornar-se maturo ou não, será sempre sua.

Mas é importante você saber que quando você escolhe amadurecer, você torna o viver mais prazeroso, e consequentemente, tornar-se uma pessoa mais plena e mais feliz.

ARTIGO - BLOG GAROTAS DIZEM - AMADURECER É SER - POR THAIS LIRA

E sabe essa conversa de que a vida adulta é um verdadeiro saco? É verdade, se você tornar isso uma verdade. Sua vida será um saco de verdade, se você for apenas um adulto. Escolha amadurecer, e então, você passará a enxergar a vida com outra perspectiva.

Alguns benefícios de tornar-se uma pessoa madura:

  • maturidade te ensina a lidar de forma mais sábia com as adversidades.
  • maturidade te livra de viver uma vida ilusória, colocando-o sempre em sua realidade.
  • maturidade faz com que você aceite que nem sempre, as coisas serão a sua maneira.
  • maturidade te faz entender com muito mais tranquilidade.
  • A maturidade te protegete poupa e te priva.
  • maturidade te impulsiona para o alto desenvolvimento pessoal e profissional.
  • maturidade renova suas esperanças.
  • A maturidade te conduz ao seu “verdadeiro eu”.

E então, qual será sua escolha?
Vamos amadurecer juntos?


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Eu nasci assim, cresci assim e vou morrer assim?

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Sempre fui o tipo que “deu a cara aos tapas”. E confesso: Achava isso bacana. Achava autêntico. Achava que ser “Boca dura, boca grande”, fazia parte de minha personalidade. Achava que isso me tornava ainda mais verdadeira. Afinal, “eu falo mesmo! Falo na cara!”. Daí aprendi que ser honesta, sincera e ser alguém de verdade, não significa que eu deva ser insensível, indelicada, insensata. Vestia-me daquela típica vestimenta arrogante, de “Gabriela” (me perdoem as Gabrielas, pela referência): “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim”.

Daí, vem o tempo. E com ele, as circunstâncias. Elas vêm e nos contorna, pra que a gente e aí, a gente se torna quem realmente é. A gente amadurece. A gente cresce. A gente entende que o tempo é fundamental. A gente entende que somos nós mesmos, quem cria a nossa própria realidade. A gente se conscientiza que, nós somos os principais responsáveis. E que a vida passa depressa, e como um sopro. A gente aprende que aquela pessoa que fomos ontem, já não somos mais no instante “agora”. A gente aprende que só existe o agora.

A grande verdade, é que a gente acaba provando o verdadeiro caos, a desordem, a destruição, a desconstrução; e acabamos descobrindo que não existe nada melhor do que ESTAR EM PAZ. E estar em paz, vai muito além de frases clichês, de textos nas redes sociais, de imagens bonitas abraçando uma árvore. O “estar em paz” é algo que acontece dentro de nós mesmos, independente de como estão as coisas estejam do lado de fora.


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Teste Psicológico: O que realmente importa a você?

O que mais importa a voce - teste psicologico - blog ponto da lira

Estava navegando pelo site Incrível (que por sinal, trata-se de um dos sites que mais gosto de navegar durante a semana). E havia um teste psicológico, qual achei super interessante. De primeira, amei a ideia do teste se passar em um bosque (tenho fascínio por bosques). E quando li o significado de cada resposta, achei bastante proveitoso. Por isso, gostaria de compartilhar o teste, juntamente com os meus resultados com cada um de vocês. Espero que gostem.


Antes de continuar, tenha à mão papel e lápis. Depois de ler cada pergunta, escreva imediatamente a resposta. Não permita que seu cérebro analise a resposta. Escreva ou desenhe o que vier primeiro à sua cabeça.

Aqui estão as perguntas.
Desative sua lógica por um momento, já que você precisa estar concentrado no jogo com seu subconsciente.

  1. Imagine que você está com alguém em um bosque. Quem é essa pessoa?
  2. Você anda pelo bosque e vê um animal não muito longe de você. Que animal é esse?
  3. O que acontece quando seu olhar cruza com o do animal?
  4. Você segue caminhando pelo bosque e sai em um campo aberto, e nele está a casa dos seus sonhos. De que tamanho ela é?
  5. A casa possui uma cerca?
  6. Você entra na casa, vai à sala de jantar e olha a mesa principal. Descreva o que você vê a seu redor.
  7. Você sai da casa pela porta dos fundos e vê um copo na grama. De que material ele é feito?
  8. O que você faz ao ver o copo?
  9. Você chega ao fim da área que rodeia a casa. Há ali um curso de água (rio, lago, mar, etc.) Que curso de água é esse?
  10. Como você pensa em atravessá-lo para seguir adiante?

Agora, responda o teste. Só volte aqui para ler minhas respostas, quando as tuas já estiverem respondidas em seu papel.

Minhas respostas imediatas foram:

  1. Minha mãe, Verônica.
  2. Minha gatinha Marrie, quando ela ainda era filhote. 
  3. Uma sensação incrível. Comecei a sorrir. 
  4. A casa é pequena e singela. Parece uma casa de um Hobbit.
  5. A casa possui cerca na porta principal.
  6. Vi uma belíssima mesa posta. Uma louça incrível!
  7. Uma taça de metal, dourada.
  8. O pego e o coloco sobre a mesa, junto as demais louças.
  9. Um lago imenso, muito bonito.
  10. A princípio, uma ponte. Mas sigo de barco, por achar o lago muito grande.

As respostas que você deu às perguntas que nós propusemos revelam seus valores e ideais. Sugerimos que você as analise da seguinte forma:

  • A pessoa com quem você caminha é a mais importante da sua vida.
  • O tamanho do animal que você encontrou é, na verdade, o tamanho dos seus problemas no seu subconsciente. Quanto maior o animal, mais difícil para você é viver.
  • Sua reação diante do encontro com o animal é a sua maneira habitual de resolver seus problemas (agressividade, passividade, fuga).
  • O tamanho da casa que você viu são suas ambições. Se ela é grande demais é possível que tenha expectativas exageradas na vida.
  • Se a casa não tem cerca quer dizer que você é uma pessoa aberta e livre interiormente. Se há cerca em volta da casa, quer dizer que você valoriza seu espaço pessoal mais do que outros, e você espera que as demais pessoas respeitem isso. Quer dizer que você não é daqueles que entram no espaço pessoal de ninguém sem antes pedir permissão.
  • Se na sala de jantar você não viu comida, nem flores e nem pessoas, tudo indica que você é profundamente infeliz.
  • A resistência e a durabilidade do material do qual é feito o copo que você viu representa o quão resistente e durável você acredita que seja a relação com sua família. Por acaso era um copo de plástico ou de papel? De vidro? O mais provável é que você esteja preocupado com o futuro da sua família. Se, em seu subconsciente, o copo era feito de metal ou porcelana, você não tem o que temer.
  • O que você faz com o copo simboliza sua relação com a pessoa da primeira pergunta.
  • O tamanho do curso de água é o tamanho do seu apetite sexual, sua libido.
  • Quanto mais ’molhada’ for a forma escolhida por você para atravessar a água, maior é o significado do sexo na sua vida.

Importante: Você pode repetir o teste após alguns dias. Ele é reflexo de algumas características básicas da sua personalidade, mas também seu estado psíquico-emocional no momento em que você o responde.


Sobre o meu resultado:
Achei o teste bastante preciso e pertinente. Não sei como seria o resultado ontem. Mas hoje, diga-se de passagem, que foi um resultado bastante exato. Gostei bastante!

E o seu, como foi? Conta pra mim aqui nos comentários. Ou me envie um e-mail: pontodalira@gmail.com para conversarmos.

Beijo e queijo!

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Playlist do Blog no Spotify

PLAYLIST DO BLOG NO SPOTIFYs

Bonjour!
Como estão? Espero que estejam supimpa. Por aqui, vai tudo bem.
Ah, meu povo! Estou tão feliz com relação ao blog, que vocês não fazem ideia!
Fazia bastante tempo, que estava buscando uma direção para melhorar o conteúdo por aqui. Com relação a tudo; layout, imagens, tratamento de imagens, agendamento de postagens, organização geral… E estava ficando um pouco frustrada, por – simplesmente – não conseguir organizar toda a desordem que pairava sobre este querido e amado blog. Mas, parei, respirei fundo. Fiquei alguns longos dias ausente. Organizei algumas coisas em minha vida fora daqui, e quando retornei, senti que estava mais leve, mais propício, mais tranquilo, mais favorável.

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Perdão pelo devaneio.

Brincadeiras a parte…
Comecei a me organizar com relação ao blog, e já tenho obtido bons resultados. Não sei se perceberam, mas modifiquei algumas coisas por aqui, e estou dedicando ainda mais tempo para que a navegação de vocês, fique ainda melhor, e pra que tenham uma ótima experiência enquanto estiverem consumindo o conteúdo do blog. Espero que gostem. Além disso, tenho outas duas novidades, quais me trouxeram muita alegria essa semana. E pretendo compartilhar as duas novidades, em breve.

Nota de observação: Quem me acompanha no Instagram e Facebook, já está sabendo meio que “por alto” das duas novidades. Prometo retornar aqui, para falar sobre isso.

Vamos falar sobre música?

Nesse artigo, falei sobre os meus aplicativos favoritos do celular. E dentre eles, estava o Spotify. Quando estou no computador, uso o Rdio para ouvir minhas músicas. Mas no celular, o Spotify, continua sendo meu aplicativo favorito. E mesmo havendo criado várias playlists no aplicativo, eu queria tornar uma delas pública para os leitores do blog. E finalmente, consegui. Pouco a pouco, vou adicionando todas as minhas músicas prediletas. Então, enquanto você lê os artigos do blog, te convido a curtir nossa “rádio” no Spotify.

SPOTIFY


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Vídeo do dia: Não desista! – Hateen

A Banda Hateen faz parte de minha adolescência. Eles têm músicas que sempre falaram diretamente ao meu coração. Estava relembrando algumas canções hoje, e resolvi compartilhar esse curta-metragem que foi produzido com a música “Não desista”. Espero que toque o seu coração, assim como tocou o meu.

 

Entrevista: Danielly Martins – Ilustradora e criadora do projeto “Água de Chuva”

Por Thaís Lira

Sem dúvidas, essa é uma das matérias quais tive o maior prazer em fazer desde que criei esse blog. A fiz com a alma. Amei o tema, amei a entrevistada, amei as imagens… Tudo!  E espero -francamente- que vocês gostem tanto quanto eu. Agora, vamos ao que realmente interessa? Vamos falar sobre a “Água de Chuva”.

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Conheci  projeto “Água de Chuva” pelo Instagram. E desde então, me identifiquei muito. Todo o capricho, as frases bem elaboradas, as ilustrações, me despertaram o desejo de conhecer quem estava por trás de toda essa arte. Foi assim que conheci a Danielly. Mas, ninguém melhor do quê ela mesma para falar sobre si.

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Ponto da Lira: Dani, fale um pouco sobre você para os leitores do blog:

Danielly Martins: Me chamo Danielly Martins, tenho 21 anos, sou Paraibana. Vivo em Residente na cidade de Sousa. Ela fica no sertão da Paraíba. Sempre fui apaixonada por arte. Trabalho, estudo, e nas horas vagas me dedico as artes que compõem a minha vida. Além de ilustrar (e escrever), também canto, componho e toco violão. Não sou uma cantora profissional – até poque -, a música entra em minha vida como hobby. E apesar de todas as coisas quais faço, a arte de escrever, é o quê mais amo. Gosto de ver meus sentimentos ganharem vida através de palavras.

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Essa paixão é exercida por meio do Instagram da “Água de Chuva” (@aguadechuva). O projeto faz um ano este mês. E já conta com mais de 8 mil admiradores. Lá, escrevo frases ilustradas a mão, muitas vezes acompanhadas de textos e contos que de alguma forma, encantam as pessoas que leem. São histórias e momentos descritos com um sentimento único que move minha vida: o AMOR.

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Uma das frases que ganhou muito destaque é hoje o lema da página . “ Não sou eu , quem Falo muito de amor, o amor que fala muito sobre mim. “ A cada frases , conto ou texto escrito e postado vou deposita do um pedacinho de mim na vida das pessoas, ler os comentários, os reposts , participar do amor  das pessoas que comentam é uma sensação incrível que me faz cada vez mais querer esse carinho. É um projeto alimentado pelo amor a escrita, o amor a arte, enfim. O amor.

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Uma das frases que ganhou muito destaque ( e que é hoje o lema da página) diz assim: “Não sou eu , quem falo muito de amor, o amor que fala muito sobre mim”. A cada frase, conto, ou texto escrito e postado nas redes sociais do projeto, deposito um pouquinho de mim nas pessoas que me acompanham. Ler os comentários, ver as repostagens, e participar do amor das pessoas que – de algum modo – participam do “Água de Chuva”, é uma sensação incrível que me faz querer cada vez mais esse carinho. É um projeto alimentado pelo amor a escrita, pelo amor a arte, amor a música… Alimentado pelo amor.

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Ponto da Lira: Dani, tenho mais algumas perguntas. Vamos lá? Me conte uma coisa, como foi que começou esse processo artístico em sua vida? Você se inspirou em alguém para criar o “Água de chuva”? 

Danielly Martins: Bom, como disse acima, a arte sempre me encantou. Sempre fui uma pessoa muito observadora. E essa é uma de minhas características principais, sabe? Sempre gostei muito de escrever. Daí, em Janeiro de 2015, resolvi criar o projeto, vinculando-o com a ilustração. E percebi que cada coisa que eu escrevia, chamava atenção das pessoas. Isso tudo ía atraindo público. As pessoas estavam amando. Então, fui investindo cada vez mais disso.

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Ponto da Lira: Externar o quê está em seu coração é maravilhoso. E saber que você começou a fazer isso despretensiosamente, é ainda mais sensacional. Mas me conte uma coisa, você tem plano de trabalhar com isso? Aproveitando essa oportunidade, como você enxerga o cenário dos ilustradores no Brasil? 

Danielly Martins: Me sustento com o trabalho que executo em uma farmácia de minha cidade, e sou estudante de contabilidade. No momento, não vivo da arte. Quem está nesse meio, sabe que para alcançar o sucesso profissional na área e ter um retorno financeiro com tudo isso, é muito difícil. Por quê, apesar de todas as oportunidades que temos de expor nosso trabalho na internet, ainda não é tão reconhecido como deveria. Mas busco isso todos os dias. Se um dia Deus me abençoar e eu puder me sustentar com esse trabalho, será maravilhoso. Por que é de fato o quê gosto de fazer. Mesmo havendo alguns obstáculos pelo caminho (como qualquer outro trabalho), pretendo agarrar com força e amor, a todas as oportunidades que surgirem.

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Ponto da Lira: Dani, mate a minha curiosidade? Qual o motivo de ter escolhido o nome “Água de chuva”? Como foi o processo de criação do nome de seu projeto?

Danielly Martins: Boa pergunta! Sempre costumo escrever meus textos durante a noite. E como disse, sou observadora. E sabe o quê observei? Que eu sempre produzia muito mais em dias chuvosos. O barulho da chuva me traz uma inspiração enorme! Então, na época que resolvi criar a página, pensei: “O quê mais me inspira enquanto escrevo?”, e pronto! Criei o “Água de chuva”. Costumo dizer que meus textos, caem como chuva na vida de meus leitores; faz sorrir, faz chorar, faz se apaixonar, faz se encantar, faz se amar… É isso (risos)!

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Ponto da Lira: Dani, quais os planos para 2016? E se puder nos contar, você tem planos tornar o “Água de chuva” um livro?

Danielly Martins: Sinto que o ano de 2016 será um ano incrível, de muito sucesso. Já estou fechando muitas parcerias, que se Deus permitir, vai ajudar a tornar o “Água de Chuva” mais conhecido. Além disso, tenho muitas pessoas legais me ajudando bastante! E sim! Eu pretendo lançar um livro, sim! Estou correndo atrás disso. É um plano, com certeza!

Update: Estou completamente apaixonada pela arte que a Dani fez, para selar a união do “Ponto da Lira” com o lindo projeto “Água de Chuva”. Muito amor, fala sério?!

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Ponto da Lira: Não vejo a hora de ter o seu livro em mãos. Tudo dará super certo! Agora, vamos a um jogo rápido? Responda em poucs palavras:

  1. A trilha sonora de sua vida: Qualquer música que fale sobre o amor.
  2. Uma pessoa que te inspira: Meu namorado.
  3. Um filme que assistiria mil vezes: O melhor amigo da noiva.
  4. Um lugar que você moraria para sempre: Qualquer lugar que seja com minha família.
  5. Um dia inesquecível: 19/06/14
  6. O “Água de chuva” para você, é: A realização de um sonho.
  7. Dani por ela mesma: Uma sonhadora.
  8. Deixe o seu recadinho aos nossos leitores: Quero agradecer todos os meus leitores, que têm acompanhado e acreditado em meu sonho. Também agradeço aos meus amigos e familiares, que têm me apoiado e me encorajado a nunca desistir. E também agradeço a você, e ao seu blog, que está me dando a oportunidade de levar o “Água de chuva” à novas pessoas. Muito obrigada, de verdade, pelo carinho e paciência. Meu desejo é que todos os seus leitores possam ver em meu trabalho, a verdadeira mensagem que há por trás de tudo isso; que é levar o amor à vida de cada pessoa alcançada pelo projeto. Obrigada.
  9. Como podemos acompanhar o “Água de Chuva” nas redes sociais?
    Bem simples! Estamos no Instagram como @AguaDeChuva e no Facebook: Água de Chuva.
  10. E você? Como podemos encontrá-la? Estou no Instagram, Twitter e Facebook como @daaniellym, e no Snapchat como: daniellymrts

 

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Manuscrito | Quebrando meu próprio silêncio

Lembro-me perfeitamente, de uma conversa ao telefone, que tive com uma ex-aluna de um dos treinamentos quais ofereci em São Paulo, sobre a importância de quebrarmos o silêncio em alguns momentos de nossas vidas. Lembro-me que disse a ela: “Todos nós temos o momento de ficar em silêncio, e também, o momento de liberar nossa voz. Quando este segundo momento chega em nossas vidas, precisamos vivê-lo. Precisamos quebrar o silêncio, sem medo, sem receio algum. Por quê este é simplesmente o momento. E quando ele -realmente- chegar, nada poderá ser mais forte do quê a força de nossa própria voz. Chega uma hora na vida, qual precisamos quebrar o silêncio por nós mesmos!”.

Confesso: tudo fica muito mais fácil na teoria. Nunca imaginei que minhas filosofias, seriam tão difíceis de serem postas em prática. Mas cá estou eu – na tentativa de quebrar o silêncio, e calar – de uma vez por todas – esse grito silencioso que pairou dentro do meu ser desde o ocorrido com o meu irmão.

Tenho um público muito querido, qual me acompanha há muito tempo (gratidão, gratidão!). Alguns, me acompanham desde outros blogs, outras colunas, outras ideias, outros conceitos… Até mesmo estes, poderão ficar muito surpresos com esse artigo. A propósito, digo de antemão, que este é um dos artigos mais especiais deste blog. Não pelo o quê estará escrito nele, mas por quem será mencionado, e por sua motivação.

Quem me acompanha, sabe bem que sempre mantive muita descrição acerca de assuntos pessoais. E às vezes, minha vida pode até parecer bem monótona, e pacata. Mas a verdade sobre mim, é que vivo como um vulcão em erupção. Só que, veja bem, até mesmo os vulcões têm seus encantos.

Muitas vezes, sinto uma vontade enorme de encher esse blog de devaneios e até lamentações. Sinto o desejo enorme de chegar aqui e desnudar minha alma. Só que alguma coisa acontece dentro de mim, e não consigo ser tão mesquinha, tão megera, tão egoísta. Logo penso em você, que está aqui me lendo. Você que já tem seus próprios males, que enfrenta suas próprias batalhas, e trava suas próprias lutas. Pra quê toxicar sua vida?
O mundo está cheio de coisas e pessoas tóxicas. Não quero ser uma delas. Então, vou viver meus momentos de quietude e solitude (quais já falei aqui no blog). Assim faço, até me desintoxicar completamente. Até dissolver todo sentimento negativo, e absorver sentimentos positivos, para vir aqui, e abrir meu coração a vocês. Por quê é assim que tem que ser.

Entenderam o porquê de desapareço de vez em quando? 

Além do mais, acho que toda e qualquer exposição na internet, pode ser perigosa. Precisa haver um propósito muito grande, por trás de cada janela interior que abrimos ao mundo. Caso contrário, nem vale a pena expôr!

Já passei por bons bocados. Quem nunca? E sei que cada experiência me trouxe uma aprendizagem impar. E aposto que a cada um de vocês, também. Prometo que cada uma dessas experiências, serão compartilhadas pouco a pouco. Tudo em seu tempo. Sem pressa. Combinado?

De todo modo, quero que tenham certeza de uma coisa: me sinto honrada em estar compartilhando uma delas com vocês, hoje.

No dia 20 de Novembro de 2015, perdi o meu irmão mais velho (meu amigo, meu protetor, minha asa direita) para o câncer. E por mais que aquele dia tenha sido o mais sombrio de todos os meus dias vividos até hoje, tenho refletido sobre sua vida aqui na terra, e compreendido sua partida. E por mais que isso traga uma dor intensa e profunda em minha alma, tem -ao mesmo tempo, com a mesma intensidade e profundeza- curado meu ser.

Bruno. Este era o nome dele. Conhecido como “Guerreiro” – de fato, sua identidade. Bruno fora diagnosticado com um câncer embrionário metastático em 2012. Lutou incansavelmente, destemidamente, durante três longos e árduos anos.

Tumor metastático é aquele que se espalhou a partir do lugar onde se iniciou para outro local do corpo. Um tumor formado por células cancerígenas metastáticas é denominado tumor metastático ou metástase. O processo pelo qual as células cancerígenas se espalham para outras partes do corpo é também chamado de metástase.

Em resumo, o quê a medicina tentava nos dizer era: “O Bruno tem um tipo de câncer agressivo, que está se desenvolvendo em seu corpo, desde que ele era um embrião. E este câncer se espalha por todos os órgãos do corpo, em curto prazo, até que o afetado seja consumido completamente”. Bruno tinha um tumor “matriz” na região pélvica, que se espalhou (em prazo curtíssimo) por todo o seu corpo; dos pés à cabeça.

E mesmo havendo um câncer percorrendo seus ossos, nunca o vi curvado diante das circunstâncias da vida. As únicas vezes quais o vi curvado, foi diante da presença do Soberano Criador. Nada diferente disso. Mesmo havendo um câncer percorrendo por suas correntes sanguíneas, nunca o vi queixar-se. Pelo contrário, quando perguntávamos como ele estava -apesar de tudo- ele sempre respondia: “Estou bem! Estou curado!”. Mesmo havendo um câncer fazendo uma bagunça enorme em seu cérebro e em todo o seu organismo, sempre o vi certo do seu propósito na terra. Sempre o vi centrado. Sempre o vi motivado. Mesmo havendo um câncer espalhado por seus pulmões, mesmo o vendo perde o ar pouco a pouco, mesmo o vendo perder completamente sua força física, mesmo o vendo internado em uma Unidade de Terapia Intensiva, mesmo o vendo respirar por aparelhos, mesmo o vendo sendo sentenciado, mesmo em seu último de sua vida… Ele permaneceu forte. Ele permaneceu fiel. Em suas últimas horas, quando não tinha mais condições físicas para nada, ele cantou uma canção e fez uma oração. Nos deu uma lição inesquecível sobre fé, honra e gratidão. E até mesmo nos últimos minutos de sua passagem pela terra, virou para minha mãe, calmo e sereno, e disse: “Mãe, estou sentindo uma paz tão grande! Estou sentindo meu corpo diferente. Tem uma coisa muito boa acontecendo dentro de mim. Pode ir pra casa. Eu vou descansar agora!”. Minha mãe voltou pra nossa “casa temporária”. E o Bruno? Bom, no começo desse artigo, eu disse que havia o perdido para o câncer. Na verdade, no dia 20 de Novembro de 2015, meu anjo mais velho, voltou para o seu verdadeiro lar.