Comportamento: Confiança é substituir a razão por fé

Meus últimos dias foram um tanto caóticos. Dentro de mim, uma bagunça foi generalizada. Pouco a pouco, estou alinhando tudo por aqui, e encontrando o eixo. Está tudo bem.

O ocorrido com o meu irmão, tem me levado a pontos extremos, aonde tenho sido imersa a pensamentos intensos e profundos. E em momentos assim, costumo analisar minha vida como um todo; como tenho sido com quem está ao meu redor, os tipos de pessoas que tenho atraído pra perto, e assim por diante. E andei pensando muito sobre confiança.

Essa semana, quatro pessoas diferentes (poderia mencioná-las, mas acho que não convém) disseram que mesmo não me conhecendo muito bem, elas sentiam-se tranquilas a compartilhar quaisquer coisa comigo, pois eu transmitia confiança. Uma dessas pessoas, até usou uma frase que marcou muito: “Você é uma pessoa diferente de qualquer outra que eu já conheci. Muito obrigada mesmo! Eu sinto que posso me abrir com você sobre qualquer assunto… Você me transmite calma, paz, confiança… Não sei explicar.”. Meu coração se alegrou de um jeito, que ao ler essas palavras, me emocionei muito. E naquele momento, me senti a pessoa mais importante do mundo inteiro. E pensei: “Darei valor a isso, enquanto eu viver!”.

E é sobre confiança que iremos falar hoje.

Conquistar minha amizade, é simples. Todos os dias, pessoas diferentes, cruzam o meu caminho. E meus braços estão sempre escancarados para recebê-las. Em minhas mãos, ofereço o melhor que eu tiver. Sou boa em oferecer. E costumo ser sempre muito honesta sobre isso. Quando tenho algo a oferecer, o faço. Quando não tenho, me apresento como estou – de mãos vazias. Mas a mesma proporção de habilidade que tenho em abrir meus braços para receber alguém em minha vida, é a proporção que tenho na grande dificuldade de abrir o meu coração e receber o quê está sendo oferecido a mim. Para falar a verdade, ofereço tanto, que nem sei se sei receber alguma coisa. E aí que mora o grande desafio a quem escolhe caminhar ao meu lado. Principalmente, quando o quê essa pessoa traz nas mãos, é essa coisa de cristal, com uma placa escrito: “Confie em mim!”.

Conquistar a confiança de alguém, pode levar muito tempo. Muito tempo. Precisa de muita disposição e paciência para fazer isso. E eu sou uma dessas pessoas, quais leva-se bastante tempo para que eu aceite o presente do “Confie em mim”. Tem gente, que -exatamente por este motivo- não se aproxima de mim. Puro receio. Mas não precisa ter receios. Meus braços estão sempre abertos; sem necessidade de tirar camadas para chegar até ele. Já o meu coração… Você vai precisar ter muita calma!

Observo tudo e todos, minuciosamente. Me apego aos detalhes. Sinto cheiro de más intenções. Reconheço gente mal intencionada de longe.

Não deposito confiança facilmente. Inclusive, me lembrei da cena de um de meus livros de cabeceira (Le Petit Prince), aonde o principezinho está a procura de um amigo, e oferece-se para ser amigo de uma raposa que encontra no caminho. E a raposa, desconfiada, dá uma resposta racional ao principezinho, dizendo que não poderia ser amiga dele, pois ele não havia a cativado ainda. Então, o principezinho pergunta a ela o quê significa “cativar”. E ela responde: “Uma coisa muito esquecida. Significa ‘criar laços’. E ela continua… “Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti. Tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…”

Preciso acrescentar algo aos dizeres da raposa?

Valorize cada pessoa que possa por sua vida, mas não desperdice confiança. Permita-se ser cativado e cative. Seja paciente. Valorize cada segredo que lhe é contado, cada desabafo que lhe é feito, e cada devaneio que presencia. Valorize quem tira suas armaduras quando está perto de você. Seja alguém de confiança. Entenda quê se essa pessoa desnudou sua alma a você, ela -no mínimo- o enxerga como um LAR. Lar é o único lugar que nos recebe como somos. E a gente só se sente bem na casa de quem conhecemos bem, e temos intimidade. Se deseja receber alguém em sua casa, limpe-a. Não abra as portas de sua casa se ela estiver suja, bagunçada. A não ser que essa pessoa vá te ajudar a limpar toda essa sujeira e organizar toda a bagunça. Caso contrário, ela só sairá por aí, contando a todos sobre a sua condição. Acredite se quiser: O mundo está cheio dessas pessoas. Por pior que isso soe, essas pessoas estão por toda parte. Inclusive, a nossa volta. Sim! A nossa volta!

Mas uma coisa é fato: Elas podem até estar a nossa volta, serem nossos vizinhos, mas não poderão caminhar ao nosso lado. Até por quê, existe uma grande diferença em “estar perto” e “estar junto”. Uma grande diferença em “ser próximo” e “ser um”.

Dedico esse artigo a cada pessoa que passa por minha vida, e pacientemente, me cativa.
Que estejamos juntos, e sejamos UM.


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Inspiração do dia | Flores

Primavera:
substantivo feminino
  1. 1.
    estação temperada e amena, entre o inverno e o verão [No hemisfério sul, estende-se do equinócio de setembro (22) ao solstício de dezembro (20); no hemisfério norte, do equinócio de março (21) ao solstício de junho (20).].
  2. 2.
    fig. tempo primordial; aurora.
    “animais que existiram na p. do mundo”

“Minha doce menina, escrevo-lhe este bilhete para desejar-lhe um tanto de amor e paz neste coração tão seu (e tão meu). Tenho repousado meus olhos sobre ti, e enxergo-te murcha. Minha doce menina, aquieta-te. Acalma-te. Escrevo-lhe para desejar-lhe tranquilidade e calmaria. Escrevo-lhe para que te lembres de quem tu és, e jamais te esqueças de quem sou. Minha doce menina, tu és esperada e amada como a Primavera. Sorrio só de imaginar que em algum momento, vais vir. Tens o brilho do sol e da lua em ti. Fostes criada com tanto amor. Por quê não compreendes? Por quê tu não vês que fostes criada e movida, pelas mãos de quem rege o universo? Minha doce menina, venha depressa, volte-se a mim. Fique aqui: bem perto de mim. Minha doce menina, escuta-me: Espero-te. Venha, pois quero fazer-lhe desabrochar em felicidade. Venha! Pois, ainda que estejas murcha, florescerás. Flores-será.
(Flores-será, Thaís Lira)


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Semeando sonhos

A vida é uma terra fértil, onde todas as sementes que atirarmos sobre ela, germinarão e florescerão. Isso é um fato. A escolha de semear – seja o quê for – ou de não semear, é nossa. Nos pertence. Temos essa liberdade. Liberdade de escolher. E das muitas sementes que tenho “em mãos” para semear; escolhi semear sonhos. Passei a minha vida inteira, semeando sonhos. E cá estou eu, sendo privilegiada com a oportunidade de realizar cada um deles. Um a um. Um de cada vez. Sem medo, sem pressa. Certa de quê “o quê for pra ser, vai ser” e “o quê tiver que acontecer, vai acontecer”. De verdade. Cá estou eu, seguindo o meu caminho, respeitando a sincronicidade como as coisas acontecem aqui na terra, e em todo o universo. Cá estou eu, me harmonizando com o TUDO e com o TODO. Cá estou eu, em paz; respeitando o tempo de “El Rói”. Entendendo e compreendendo que Ele rege tudo, e contempla todas as coisas. E que deixar tudo em Suas mãos, também é uma escolha. E foi isso que eu escolhi. Escolhi confiar, semear, esperar e receber. Acreditando que mesmo diante de cada uma das minhas vulnerabilidades, Ele continua sendo Senhor. Ele nunca falhou, e nunca irá falhar. E que os planos que Ele tem para mim, são infinitamente mais brilhantes do quê cada um desses, quais eu mesma rascunhei. Cá estou eu, esperando pelo Senhor do tempo, que é especialista em realizar tudo em Seu tempo. O Senhor que vence minhas antecipações, minhas ansiedades, minhas desistências, meu desespero, meus deslizes… O Senhor que me controla, me ensina, me acalma, me faz compreender… E me prepara para receber e realizar todos os meus pequenos e grandes sonhos, e – muito mais que isso – me prepara para viver estes planos perfeitos quais Ele tem, e que são bem melhores e maiores que os meus. Cá estou estou, vivendo e esperando o tempo certo de tudo. Cá estou eu, recebendo de coração aberto, cada uma das bençãos que Ele reservou para mim. Cá estou eu, bem viva, e – inteiramente – pronta para viver exatamente tudo o quê nasci pra viver. Mais uma vez: Confio, semeio, espero e recebo!

“Os olhos de Deus estão sobre os caminhos dos homens,
e Ele contempla todos os seus passos.”
(Jó 34:21)

Por Thaís Lira


 

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Fracassei, e agora?

Por Thais Lira

fracassar

Devo confessar que: não desisto facilmente das coisas. Sempre foi uma característica que faz parte de mim. Quando era um pouco mais nova (e enxergava as coisas de um jeito um pouco mais fácil), sempre dizia que “se eu quiser alguma coisa, eu conseguirei”; pois faria o que fosse preciso para que essa “coisa” acontecesse. Sempre quis ultrapassar meus próprios limites. Nunca fui de me impor limites. E nunca deixei que colocassem limites em mim. “Eu vou até o fim!”, era minha frase predileta. Acontece que as circunstancias da vida, acabam mudando a gente por inteiro. A gente acaba aprendendo a respeitar nossos próprios limites. Foi exatamente o que aconteceu comigo. Acabei me curvando. Compreendi e aprendi que algumas vezes, “o fim” nem sempre significa que chegamos ao topo, que conseguimos o que queríamos, que estamos no alto, que conquistamos, que vencemos… Bom seria se vencêssemos e estivéssemos no topo sempre. Mas não é assim que as coisas funcionam. A grande verdade, é que em alguns momentos da vida (por mais persistentes e insistentes que sejamos), “o fim” não sera aquele “fim promissor”, qual a gente espera. Sera o fim, de fato. Muitas vezes, iremos falhar. Iremos fracassar. Estaremos curvados, com a cara no chão. Mas, não devemos nos render a nos mesmos. Precisamos absorver o ensinamento que os “lugares baixos” nos trazem. Um desses ensinamentos, eu aprendi. Aprendi que as pessoas que tentam fazer alguma coisa, e acabam falhando e fracassando, não devem sentir-se inferiores aos que conseguiram. Conseguir, vencer, chegar aonde queremos, é – e sempre sera – algo bom. Mas, a tentativa é algo fundamental na vida do ser humano. O ponto mais alto, mais promissor na vida do ser humano, não é quando ele tenta e chega ao topo. E sim quando ele fracassa, e tenta novamente, depois disso. As pessoas que tentam e falham, são infinitamente melhores do que aqueles que simplesmente não tentam.

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Gratidão | Sobre o novo endereço, e leitores inteligentes

Por Thais Lira

Estou muito feliz com a direção que o blog tem tomado. Agora somos quase 3 mil almas conectadas. Estou muito grata e feliz. Não falo apenas sobre ter ultrapassado a marca de 2 mil leitores, e sobre estar chegando ao numero 3. A quantidade, nunca me atraiu tanto. Claro que é otimo abrir o blog e ver a cada dia, novos seguidores. Mas, sinto-me ainda mais feliz, por saber a qualidade dos meus novos amigos e leitores. Nos últimos meses, tenho recebido comentários tao bem construídos aqui no blog… Sinto que sao pessoas que realmente passam por aqui, para compartilhar um pouco do que carregam dentro de si mesmas. As historias incríveis que tenho lido por comentários e e-mails, as opiniões sempre verdadeiras e bem construídas, as maneiras de enxergar a vida…  Tenho aprendido tanto com vocês! Hoje, fiquei muito emocionada com um feedback que recebi. Estou passando aqui, na verdade, para deixar minha gratidão! Ainda sou uma menina, e tenho uma vida longa pela frente. Nem sei se estou pronta para ser elogiada ou criticada como tenho sido. Mas todo essa contribuição inteligente, tem sido fundamental para o meu crescimento como pessoa. E isso me importa muito! Aproveito e agradeço meu irmao Bruno Cesar, que tem sido meu técnico desde sempre. Ele me ofereceu uma grande contribuição ao tornar o blog “.com.br”, finalmente. Sou abençoada por ter todo esse amparo! Gratidão, gratidão e gratidão! ❤

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A importância e os benefícios da meditação

Por Thais Lira 

paz
Quem me enviou essa imagem, foi um grande amigo, chamado Guilherme. Ele disse que se lembra de mim, todas as vezes que a vê por ai. Para ele, a menina apreciando a natureza, de coque, em sua quietude, sou eu. E bem, me identifiquei muitíssimo! Apesar de achar que ainda tenho um longo percurso até me tornar alguém com a paz que essa ilustração transmite.

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Hoje, vamos falar sobre meditação. E como sempre, quero começar com a definição do ato. Conforme o dicionário Aurélio, “Meditação” significa:

1. Submeter a exame interior; ponderar. 2. Estudar, considerar, refletir. 3. Concentrar intensamente o espirito em algo; refletir, pensar.

Muitas pessoas de meu convívio, sabem que pratico meditação regularmente há alguns anos. A propósito, falo sobre isso em minhas palestras e workshops. A meditação me auxiliou e me auxilia muitíssimo em meus processos de desenvolvimento pessoal, e foi um grande colaborativo para a cura de uma doença que enfrentei há alguns anos atrás.

Pretendo falar sobre isso, mais adiante.

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Apesar de sempre mencionar isso em eventos, e de até realizar algumas meditações guiadas durante os eventos, a verdade é que amigos, parentes, familiares, acabam descobrindo sobre a prática, sem que haja necessidade de dizer. Acho ótimo. Pois, apesar de enxergar com clareza os benefícios do ato, e de levantar essa bandeira, não vejo necessidade de ficar “gritando aos quatro cantos do mundo”, que medito.

Algumas observações iniciais:

  • Quando digo que medito e que não pertenço a religião alguma, muitas pessoas ficam com cara de “quê?”. Observo que elas têm a dificuldade de aceitar que uma pessoa pode SIM praticar a meditação, mesmo não pertencendo a um grupo religioso. Elas acabam sempre conciliando a prática de meditar, com alguma religião. Então, se você está iniciando a prática, esteja ciente que será constantemente questionado sobre isso.
  • Outra coisa que sempre acontece com quem medita: sempre que as pessoas descobrem isso, elas acabam construindo aquela ideia utópica de que a meditação se restringe a um determinado grupo de pessoas que estão sempre equilibradas, sempre “de bem com a vida”, sempre em paz, sempre sorrindo, abraçando árvores, e pisando na terra. Acontece, que a meditação é para todos; do mais ansioso, ao mais paciente, do mais agitado, ao mais tranquilo, do mais extrovertido ao mais introspectivo, do mais comunicativo, ao mais silencio. Sem dúvidas, a meditação é para todos. Por isso, não se preocupe com as cobranças acerca disso. Faça o que é bom para você. Reprograme-se e viva de acordo com os seus próprios valores.
  • Outra coisa sobre meditar, é que muitas pessoas têm a prática como um ritual. Mas a meditação não é (em minha percepção) necessariamente um ritual. Bem, devo admitir que na iniciação do processo, foi necessário torná-la ritual, para que a partir daí, a compreendesse como parte do meu dia-a-dia. Mas atualmente, compreendo que a meditação pode ser uma prática constante, durantes as 24 horas de nossos dias. Descobri que posso praticar a meditação, executando tarefas variadas do meu cotidiano (por exemplo: enquanto vou ao mercado, enquanto caminho na rua, enquanto organizo minhas roupas, e assim sucessivamente). É importante seguir seu próprio ritmo.
  • É importante ter um momento específico de quietude. Um momento sozinho, sabe? Sozinho com seu ego, com seu superego, com sua mente, com sua alma, com seus pensamentos, com você. Uma horinha silenciosa de seu dia, para posicionar-se de forma confortável, e simplesmente refletir sobre tudo o que se passou ao longo daquele dia. Ou sobre algo em específico. Ou, inverta a ordem. Faça na primeira hora do dia, e reflita sobre tudo que poderá acontecer ao longo daquele dia. Vá adicionando a prática aos demais momentos, conforme os dias passarem.

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Particularmente, gosto de amanhecer o dia, com uma meditação guiada.

Meditação guiada é basicamente quando deixamos que um fator externo conduza a nossa meditação. Esse fato ser tanto um áudio, uma música, um vídeo, ou alguém presencialmente nos conduzindo. A meditação guiada, pode ser feita em grupo. Mas ela age sempre de forma individual. Por isso, é super recomendável que você faça sozinho, em um espaço preparado para este momento.

Pausar minhas atividades diárias, para ter um momento especifico para meditar, tem sido algo muito importante em meus processos mais intensos e profundos de auto-conhecimento. Assim como, maior intimidade com o Soberano.

Em meu antigo blog, desenvolvi muitos artigos sobre o período qual tive depressão. E também contei sobre o período em que comecei a praticar a meditação guiada. Até disponibilizei inclusive, muitas meditações guiadas para download. Infelizmente, não possuo mais esse material. Mas, tenho trabalhado minha mente para compartilhar novos conteúdos sobre este assunto.

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Tudo começou, quando recebi meu primeiro livreto “Pão Diário”, qual continha meditações para vários dias do ano.

Desde então, passei a dedicar um momento do meu dia à fim de “examinar-me por dentro”, sem distrações. Focando apenas no meu interior.

No começo, não sabia como meditar. Apenas me sentava na cama, ficava inspirando e expirando, e ficava com a mente vazia. Ficava sem pensar em nada. Apenas isso. E fui percebendo que aquilo não causava efeito algum. Continuava sendo a mesma pessoa; cheia de magoas, cheia de raiva, ansiosa, irritada, e completamente indisposta a viver mudanças. Até que eu descobri que o que eu fazia, na verdade, não era meditar. Eu apenas fugir da realidade; esvaziando minha mente de tudo, inclusive, de coisas boas.

O ato não fazia sentido. Afinal, você precisa pensar, refletir e encontrar as respostas dentro de você. Até que recebi a oportunidade de participar de uma aula de Yoga pela primeira vez, em uma associação qual trabalhei durante um tempo precioso em minha vida. Ali, tive o primeiro contato com o que de fato era o meditar e a meditação guiada. Percebi que tudo se tratava de uma mente plena e presente.

E como isso já estava tornando-se algo recorrente em minha vida, passei a reforçar meus conhecimentos sobre o assunto. Um livro que li e marcou muito essa iniciação em minha vida, foi “Em direção à nova consciência”. Este livro só me agregou. E me fez compreender as diferenças que existem em esvaziar a mente, e AQUIETAR A MENTE a mente, a fim de ouvir a voz do Altíssimo falando em nosso interior.

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Acredito -de verdade- que o Supremo Criador, tem a capacidade de nos modificar por completo. E para mim, Ele SEMPRE sera o único que consegue fazer isso com o ser humano. Conectar-me com Deus, é o melhor caminho que tenho para seguir. E eu amo seguir este caminho. Mas, geralmente, enfrento certo tipo de preconceito por algumas pessoas mais religiosas. Elas sempre questionam o fato de ter uma mente aberta, para coisas que – geralmente – pessoas com as mesmas raízes que tenho (raízes do judaísmo), costumam se posicionar contra. Compreendo. Mas, como sempre digo: “eu sei em quem tenho crido”. Vejo-me livre de preconceitos e pré-julgamentos sobre as coisas. E permito minha mente para que ela se abra. Permito que minha consciência expanda, receba o novo, conheça o que não sei, me apresente ao que eu ainda não fui apresentada. Alem do mais, acredito que mesmo havendo uma grande biblioteca para me instruir (a propósito, inspiradora!) chamada “Bíblia”, nada supre a sensação de ter as minhas próprias experiências, e trilhar o meu próprio caminho em busca de Deus.

No hinduísmo, eles acreditam em um deus chamado Shiva, que tem a função de destruir o que existe, para construir algo novo no lugar. Uma crença que partiu do cristianismo, inclusive. Também acredito nesse Deus, e costumo chamá-lo de Espírito de Deus. Para mim, o Espirito de Deus atua fortemente em minha consciência, mostrando-me que todos os dias, que preciso e posso ser reconstruída por Ele. O processo de desconstrução, dói. Mas, a reconstrução sempre será recompensadora. E durante esse processo de desconstrução, aquieto-me e ouço o que o Supremo está tentando me mostrar. E então, permito-me ser reconstruída novamente. Todos os dias.

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Benefícios da meditação para sua mente e espirito:

  • Você aprende a pensar e atuar com mais sabedoria e equilíbrio.
  • Aprende a desfrutar de cada instante, da melhor maneira.
  • Começa a se importar muito mais com o presente, do que passado ou futuro.
  • Perde o interesse em julgar as outras pessoas.
  • Não se rende facilmente aos conflitos. E pouco a pouco, torna-se menos interessado em debates, discussões e diálogos vazios.
  • Começa a observar que tempo e palavra, sao duas coisas preciosas, que nao devem ser desperdiçados.
  • Começa a observar o mundo a sua volta, com muito mais atenção e apreciação.
  • Sente contentamento com o que tem se tornado dia após dia. Mas sente-se cada vez mais necessitado de melhorias.
  • Sente-se conectado com as pessoas a sua volta, e com a natureza. Aprende a apreciar e contemplar tanto as pessoas, como a natureza.
  • Fica muito mais propenso às alegrias da vida, do que as tristezas.
  • Recebe melhor, todas as boas coisas da vida.
  • Torna-se verdadeiro. Torna-se quem realmente nasceu pra ser.
  • Você se conecta com Deus.

Com o passar do tempo, aprendi a meditar. Entendi duas coisas fundamentais:

1. A meditação deve ser feita frequentemente, diariamente, 24 horas por dia. Devemos ter um momento de quietude SIM, em nosso dia-a-dia. Mas devemos enxergar a meditação como parte de um processo de mudança e nova filosofia de vida.

2. A meditação não tem prazo para tornar-se funcional. Não precisamos ter pressa de chegar a algum lugar. Tudo acontece aqui, e agora. Tudo começa e termina dentro de mim, e tudo acontece no tempo em que deve acontecer.

Reflito sobre minha vida o tempo inteiro. Não de uma forma egocêntrica, como se apenas o meu próprio eu fosse importante no universo. Nada disso! Medito sobre mim, e penso sim em mim, a fim de ser alguém melhor para mim e para o outro. Medito, para estar aqui, agora, escrevendo para você. Medito para expandir.

E a prática em si, traz benefícios para a minha mente, para o meu espírito, e para meu corpo. Por falar em corpo… Quando comecei a meditar, fui observando pequenas coisas, que faziam toda diferença; por exemplo: aprendi a respirar. E bem, sou instrutora de dança. Isso devia ser uma regra. Mas foi através da meditação, que aprendi a respirar corretamente, de fato. E hoje, tenho a oportunidade de trazer isso às minhas aulas.

Fui conciliando a importância do tempo que estava dedicando a me examinar, me auto-conhecer, e me conectar com o Supremo, com uma boa postura, uma respiração correta, e todos os demais benefícios que ela proporciona para minha saúde. É um processo. E vamos progredindo, pouco a pouco.

Por sinal, você sabe quais os benefícios da pratica da meditação para a nossa saúde?

Benefícios da meditação para a saúde:

  • Reduz a dor.
  • Melhora o sistema imunológico.
  • Alivia a ansiedade, depressão, raiva, e confusão.
  • Aumenta o fluxo sanguíneo e diminui a frequência cardíaca.
  • Incentiva a inteligência e criatividade.
  • Confere uma sensação de calma, paz e equilíbrio.
  • Ajuda a prevenir doenças cardíacas.
  • Facilita o controle mental e emocional.
  • Aumenta a energia.
  • Reduz o estresse.

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Update: inclui um infográfico, para que o artigo (que por sinal, está bem grande) flua de forma mais dinâmica.


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Quietude

Por Thais Lira

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Bom dia, como vai? Espero que esteja tudo bem, e tudo em paz por aí.

Essa semana, uma amiga me perguntou como costumava ser o processo de criação para conteúdos do blog. Expliquei para ela, que nao existe nenhuma rotina, regra ou doutrina que eu siga para fazer os artigos do blog. Tudo depende muito do meu nível de inspiração, e também, depende muito dos temas que estão rodeando meus dias. Não falo apenas sobre temas quais a midia tem exposto. Mas, sobre temas recorrentes em minha própria vida. E fico muito feliz quando consigo usar as “pequenezas dos meus dias” para acrescentar e agregar algum tipo de valor na vida das pessoas que estão a minha volta, ou do outro lado da tela.

Fico feliz por estar conseguindo. Pois, ha um tempo atrás, eu nao tinha muita habilidade em transferir tudo o que estava sentindo, em palavras. Por mais que eu tenha um fascínio por palavras, eu – nem sempre – conseguia ser bem sucedida ao me expressar. E na verdade, eu não conseguia acreditar e enxergar que, quando algo estava acontecendo com frequência em minha vida, tinha um propósito por trás daquilo. Ate que eu percebi que a percepção, vem com o tempo. E pouco a pouco, vamos encontrando direções e enxergando os propósitos para cada coisa.  Hoje, ja consigo enxergar cada um deles, e usá-los para trazer algum tipo de reflexão e mudança em minha vida. Então, eu penso: “Se serviu pra mim, pode servir para outras pessoas também.” Por isso, compartilho nos treinamentos que dou, nas palestras, compartilho nas redes sociais, compartilho aqui no blog… E principalmente: Compartilho com os meus amigos. Seja como e onde for, eu sempre encontro um jeito de compartilhar as coisas boas que o tempo tem me trazido, e cada pequeno (ou grande) ensinamento que tenho recebido da vida.

Mas, existe algo que tem sido fundamental em meus dias, para que eu alcance uma percepção real de tudo – ou boa parte –  do que se passa a minha volta; a quietude.

Significado de Quietude:

Qualidade de quieto; tranquilidade de espírito; paz, sossego.

Eu não fazia ideia do que era quietude, ate provar a solitude. Mas, este será um tema para outra ocasião (que por sinal, foi recorrente durante anos em minha vida). Foi no período mais “somente eu” de minha existência, que eu aprendi o que era quietude. A quietude é – quase que – uma prática. Inclusive, uma prática que gera um certo incomodo em muitas pessoas. Aposto que assim como eu, você já deve ter visto muitos comentários sobre isso; tem ate um vlogueiro (qual me recuso mencionar o nome em meu site), que insiste em dizer que pessoas que falam sobre meditação, paz de espírito, e tranquilidade sob caos, são uma farsa. Okay. Eu compreendo o meu colega de trabalho. E confesso que durante muito tempo, pensei como ele. Eu não acreditava ser possível estar em paz, diante da guerra. Eu não acreditava ser possível encontrar direção, em meio a confusão. Eu não acreditava ser possível manter a “cabeça erguida, espinha ereta, e o coração tranquilo” diante do caos.

O que eu costumava pensar, era: para ter paz, eu precisava estar em uma zona extremamente confortável especialmente, bebendo cafe sob o ceu da Paris, ou ao lado de um monge, praticando Yoga em um templo budista em alguma montanha de Bali. Eu até acreditava que existiam pessoas com tranquilidade e paz de espirito; por exemplo: Madre Teresa (de Calcutá), o papa, o Buda, e o grande mestre Jesus. Os via, como seres que tinham uma habilidade natural de não sentir dor, não sofrer, não se abalarem com nada. Mas, não sentir, é quase o mesmo que não estar. E não é assim que as coisas funcionam. Todas essas pessoas, por mais incríveis que foram, tiveram suas dificuldades, suas guerras externas, seus conflitos internos, seus devaneios, seus momentos de solitude… Mas eles tinham algo em comum: Escolheram triunfar sobre tudo isso, escolheram a quietude, a paz, o inverso de tudo o que se passava ao redor (que era o lado certo de se estar). Triunfaram.

O mestre Jesus (qual sou discípula), por exemplo, foi submetido as mais variadas aflições; foi rejeitado em sua própria cidade, foi traído por seu amigo, foi negado por seu mais fiel discípulo, foi humilhado publicamente, foi injustiçado ao ser tratado como um criminoso, foi afrontado… Ele foi submetido as mais duras e intensas pressões psíquicas, e a absoluta dor física (que o levou a morte). E em todos esses momentos, Ele esteve em paz. Conseguiu manter-se em paz. E mesmo quando estava enfrentando o maior conflito interior que já viverá (questionando o seu Deus Pai por todo aquele sofrimento), aquietou-se. Jesus provou a solitude e quietude. Essas duas coisas, o levaram ao lugar mais alto que o ser humano pode alcançar: a plenitude. Ele foi pleno, e é pleno.

Jesus foi (e sempre será) um grande mestre. O maior de todos. E o melhor conselho que eu poderia te dar, veio Dele mesmo: Siga os seus passos. Você precisa ter alguém em quem se inspirar. Se inspire nele! Não precisa enxergá-lo como alguém supremo, que não sentia dor, que estava sempre bem, que não se abalava por nada. Enxergue-o como alguém que esteve aqui neste mundo mau, como homem, humano. Alguém que provou a humanidade. Que viveu aflições. Mas que em tudo, teve bom animo, e – sobretudo – venceu o mundo. Ele triunfou.

Eu e você, também podemos triunfar!

O segredo:

Aquiete-se e você saberá que existe um Deus. (Referencia: Salmo 46:10)

Silencie. Ouça. Observe. Sinta. Perceba. Aquiete-se. E alcance a plenitude de vida.

paz de espirito

Aproveitando o tema, quero compartilhar um pequeno trecho de um livro (uma relíquia, por sinal) que gosto muitíssimo:

O silencio é sempre bom; mas com quietude da mente eu não quero dizer um silencio total. Eu quero dizer uma mente livre de perturbação e dificuldade, firme, leve e contente, podendo se abrir a Força que mudara a natureza. A coisa importante é livrar-se do habito da invasão dos pensamentos perturbadores, sentimentos errados, confusão de ideias, movimentos infelizes. Todos estes perturbam a natureza e a obscurecem e tornam o trabalho da Força difícil; quando a mente esta quieta e em paz, a Força pode trabalhar mais facilmente. Deveria ser possível ver coisas que tem que ser mudadas em você sem ficar aborrecido ou deprimido; a mudança e feita mais facilmente.

A diferença entre uma mente vazia e uma mente calma é esta: quando a mente e vazia, nao ha pensamento, nem concepcao, nem ação mental de qualquer espécie, exceto uma percepção essencial das coisas sem a ideia formada; mas na mente calma é a substancia do ser mental que esta imóvel, tao imóvel que nada a perturba. Se vem pensamentos ou atividades, eles nao surgem absolutamente da mente mas vem de fora e cruzam a mente como um voo de pássaros cruza o céu em um ar sem vento. Passa, nao perturba nada, nao deixa traço. Mesmo se mil imagens ou os acontecimentos mais violentos a atravessam, a calma imobilidade permanece, como se a própria textura da mente fosse uma substancia de paz eterna e indestrutível. Uma mente que adquiriu esta calma pode começar a agir, mesmo intensamente e poderosamente, mas ela vai manter sua imobilidade fundamental – nao originando nada de si própria mas recebendo de Cima e dando a isto uma forma mental sem adicionar nada de si propria, calmamente, desapaixonadamente, se bem que com a alegria da Verdade e o feliz poder e luz de sua passagem.

(Sri Aurobindo, Em direção a nova consciência)


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10 coisas que aprendi assistindo “Frozen”

Por Thais Lira

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Nem precisa ser meu best friend para saber que sou muito fan da animação “Frozen”. Eu já assisti tantas vezes, que perdi a conta. E há alguns meses atrás, uma conhecida comentou sobre sua suspeita com relação a rápida popularidade do filme; para ela, o filme tem alguma mensagem subliminar, alguma coisa oculta, ou algum tipo de coisa muito ruim, que faz as crianças e adultos ficarem viciados no filme. Acontece. E por mais que aquela conversa, tivesse de tudo para virar um debate sobre as “mensagens subliminares que existem nos filmes da Wall Disney Pictures”, eu preferi deixar minha colega levantar seu argumento, e ela mesma concluir aquela conversa tediosa. Mudamos de assunto.

Quando cheguei em casa, assisti a animação novamente. Por que sim. E mais uma vez, amei. Não consigo entender como essa colega (e tantas outras pessoas) consegue imaginar tanta maldade por trás de algo tão cheio de pequenos que na verdade, tornam-se grandes ensinamentos, transmitidos através de uma animação muito bem feita. MUITO-BEM-FEITA!

Deve ser apenas uma questão de angulo, perspectiva, motivação. Algo do tipo.

E hoje, depois de muitos dias após essa conversa, resolvi publicar uma lista daquelas bem cliches com “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”. Espero que gostem, e se divirtam!

 

  1. Aprendi com o Hans e com a minha mamady, que as pessoas nem sempre serão o que aparentam ser. Nem sempre, quem tem sido solícito, esta sendo totalmente verdadeiro conosco. Também aprendi que nem todos aqueles que nos estendem suas mãos, estão – realmente – preocupados e dispostos a nos ajudar. Aprendi que muitas vezes, quem me estende a mão, faz isso por interesses próprios e auto-satisfação. Aprendi que a confiança deve ser conquistada e oferecida ao longo do tempo. Confiar e colocar meu coração nas mãos de alguém que nao conheço, tem consequências drásticas. E por fim, aprendi que ao nosso redor, sempre haverão pessoas que não estarão totalmente cheias de boas intenções. Ainda assim, podemos aprender com cada uma delas. Afinal, em cada canto existe o lado bom, e para cada coisa que acontece conosco, existe um propósito Essa ultima coisa eu aprendi com o Rei Salomão.
  2. Aprendi com os pais da Anna e da Elsa, que ate mesmo as pessoas que mais amo e admiro em minha vida, cometem erros. A gente tende a achar que as pessoas que mais admiramos, nao podem errar. E quando elas cometem algum erro, nos decepcionamos. Expectativa demais? ou seria egoísmo demais, ao ponto de dar o direito de errar apenas para si mesmo? Todos somos seres humanos, sujeitos e propensos aos erros e acertos. Nossos pais, lideres, mentores, professores, nem sempre estarão certos. As vezes, eles vao tomar decisões erradas. E sao nestes momentos, que precisaremos provar nosso respeito e amor por eles.
  3. Aprendi com a Anna e Elsa, que de vez em quando, haverá uma parede nos separando de quem amamos. Isso me fez lembrar uma das frases de Emily Giffin no livro “Questões do coração” que ganhei de minha amiga Mirella, que diz: “As pessoas que você mais ama, são as mais difíceis de manter por perto”. Ainda nao consegui compreender essa condição/estado em sua totalidade. Mas, tenho certeza da veracidade dessa frase. Penso que, assim como em “Frozen”, algumas das pessoas que mais amamos na vida, precisarão estar longe de nós, por que elas – em algum momento – nos feriram, e temem nos ferir novamente. Por isso, se mantêm longe.  As vezes, precisaremos nos manter longe de quem mais amamos, para aprendermos a controlar nossas emoções, e nao colocar essas pessoas em risco, por nossa falta de auto-controle. E, penso eu, que essa distancia se faz necessária, mas não deve ser permanente. 
  4.  Aprendi com Anna e Elsa, que a maioria dos confrontos quais vivemos, servem para tirar-nos do lugar de comodidade. Ali em cima, falei sobre permanência. Certa vez, li que quando trata-se de felicidade, devemos agir como se fossemos eternos. Mas, infelicidade nao deve ser um estado permanente em nossas vidas. Muitas vezes, agimos como a infelicidade fosse eterna, como se fosse – apenas isso – que a vida reservou para nós. Acontece, que a permanência disso, dependera apenas de cada um de nós. A maioria das vezes, permitimos que situações desagradáveis perdurem em nossas vidas. Pode reparar que, sempre ha situações, que no principio nos incomodavam muitíssimo, e depois de algum tempo, nos acomodamos a elas. Isso deve ser inadmissível em nossas vidas. Usando a frase de Fernando Anitelli: “Não acomodar com o que incomoda”*. Se você acomodou dentro do seu quartinho escuro, os confrontos virão sobre você, e te farão sair para fora. 
  5. Aprendi com a Elsa, que todos nós temos momentos de solitude. Isso tem sido uma licao frequente em meus dias. E posso dizer que tenho criado uma profunda apreciação pela solitude. Eu sei que isso soa estranho, e que muitas pessoas enxergam a solitude como algo totalmente ruim. Afinal, a gente cresceu ouvindo que “estar sozinho, é algo terrivel!”. Mais uma crença limitante. A grande verdade sobre a solitude, é que ela nos leva ao processo mais lindo que podemos viver enquanto somos passageiros na terra: auto-conhecimento e co-criação. São nesses momentos, que descobrimos quem realmente somos. São nesses momentos que renascemos, reconstruímos, recriamos… São em momentos como este, que cantamos: “Livre estou!” para o nosso verdadeiro ser. 
  6. Aprendi com a Anna, que devemos ser humildes e aceitar ajuda de outras pessoas. Confesso que tem sido difícil aprender isso. Sempre me acho independente e auto-suficiente demais. Não gosto de pedir ajuda. E sempre acho que eu consigo sozinha. Tolice, eu sei. A solitude também não deve ser algo permanente. Haverão momentos que precisarei passar por algumas coisas, sozinha. Mas, haverão também, aqueles momentos quais precisarei de apoio, auxilio, companhia, amparo e ajuda. Até por que, por mais focada e motivada que eu esteja para chegar “naquele lugar”, no meio do caminho, eu posso não saber para qual direção devo seguir. E acredite: Sempre haverá alguém que já tenha estado naquele lugar, antes de mim.
  7. Aprendi com a Elsa, que minhas decisões sempre terão consequências. E que, quando tomo uma decisão pensando apenas em mim, posso afetar todos que estão ao meu redor. As vezes, “chutamos o pau-da-barraca”. As vezes, nos colocamos de costas para o mundo, e saímos correndo em direcao ao que chamamos de “liberdade”. Acontece que, por mais sensacional soe essa ideia de “deixar tudo para trás e seguir em rumo ao desconhecido”, essa decisão tem seus revês. E esses revês podem ate nos trazer uma sensação de infinita liberdade, mas ela também pode estar afetando todas as pessoas que estão ao nosso redor; inclusive, as pessoas que mais amamos em nossas vidas. Sou a favor da liberdade. Mas, prego a liberdade com sabedoria. Liberdade sem sabedoria, nao serve para absolutamente nada. Ou melhor, serve sim! Serve para nos mostrar o quão egoístas, mesquinhos, e tolos podemos ser. 
  8. Aprendi com a Elsa, que muitas vezes, existe SIM uma maneira de repararmos algum dano causado por uma decisão “mal pensada” ou um comportamento egoísta que tivemos. Quando cometemos algum erro, a gente costuma achar que “não tem mais jeito”. Mas, sempre tem! As consequências existem, e muitas vezes, elas estarão sempre presentes em nossas vidas. Mas existem sim, maneiras de repararmos algum dano que causamos, – principalmente – as pessoas que amamos. O amor verdadeiro, sempre sera indestrutível. E se existe algo tão forte quanto o amor, este algo, chama-se arrependimento e perdão . O arrependimento genuíno (partindo de quem feriu), e a escolha (partindo de quem foi ferido) de perdoar, pode transformar toda e qualquer situação.  
  9. Aprendi com a Anna, que vale a pena passar frio (e congelar) por quem amamos. E com o Olaf, que vale a pena derreter por algumas pessoas.  E pra entender isso, voce vai precisar assistir o filme.
  10. Aprendi com a Elsa, que as chamas do amor verdadeiro, são capazes de derreter quaisquer coração congelado. E isso, a vida ja deve ter te ensinado. 

Acho difícil haver alguém no planeta terra que nao tenha assistido a animação, mas, por via das duvidas, segue o trailer oficial:

http://www.youtube.com/watch?v=96VwQEhELyY

Observação: *Lembre-se que acomodo e adaptação, sao duas coisas diferentes. Vide lição numero 4. 


 

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Entenda que pessoas vêm e vão!

Por Thaís Lira

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Lembro que no auge dos meus 15 anos, eu tinha uma lista com nomes de pessoas que “sempre estariam em minha vida”. Impressionante como a lista era sempre tão cheia. Quando pensava em grandes festas, essas pessoas estavam na lista. Quando pensava em meu casamento, elas também estavam; eram os padrinhos e madrinhas. Quando pensava em chá de bebê, elas permaneciam na lista. Conseguia até imaginar uma fotografia com todas essas pessoas com suas mãos sobre minha barriga gigantesca. Por alguns anos, a lista parecia -realmente – eterna. Então, alguns anos se passaram, e eu descobri que pessoas vêm e vão. Eu, inclusive, hora fui presente, hora fui ausente na vida de alguém. Me lamentei e sofri muito quando nos momentos mais difíceis de minha adolescência, me vi só. Chorei muito, sozinha. E me revoltei muitas vezes. “Quer dizer que nos momentos mais difíceis, essas pessoas desaparecem?”. De repente, apareciam novas pessoas em minha vida. E então eu pensava: “Agora sim! Tenho amigos para o resto da vida!”. E aí, passa-se tudo (até mesmo a dor), e quando percebo, alguns estão, outros não mais. Mas, amadurecer fez coisas importantes comigo. Eu aprendi que no processo de auto-conhecimento mais profundo que vivemos, geralmente, estaremos só. Outrora, acompanhados. Aprendi que com algumas pessoas, podemos (e devemos) compartilhar nossas tristezas. E todas as demais, devemos compartilhar nossas alegrias. Essa é a maneira que nos aproximamos de quem realmente somos. Felicidade deve ser compartilhada, muito mais. Muito mais! Além disso, aprendi que o mundo não gira em torno do meu próprio umbigo. Aprendi que o mundo não se consiste apenas pelo “meu mundo”. Aprendi que cada pessoa têm sua maneira de agir e reagir diante das circunstâncias. Aprendi que todo mundo tem os seus processos. Aprendi que as outras pessoas, também sofrem, também têm seus conflitos interiores, também se sentem só. Parei de olhar apenas para mim, e comecei a perceber que muitas vezes, eu falho com as outras pessoas. Falho com as pessoas que amo. Percebi que muitas vezes, quando elas precisavam de minha companhia, me fiz ocupada demais, e foquei demais em minha própria vida e em meus próprios problemas. Fui egoísta, individualista, mesquinha.

Entendi que eu não tinha e não tenho o direito de exigir que alguém esteja ao meu lado quando eu mais precisar. Entendi que eu não tenho o direito de exigir que alguém que estava comigo ontem, esteja hoje. E entendi que não posso – de modo algum – exigir que quem está comigo HOJE, esteja amanhã. Pessoas vêm e vão. A vida é dessa forma.

Acabei compreendendo – finalmente – que cada pessoa que passa em nossas vidas, passa com um propósito, e cada pessoa que se vai, também vai com um propósito. E o fato de passarem por nossas vidas, não significa que elas ficarão para sempre. Cada uma dessas pessoas, por melhores ou piores que tenham sido para nós, passaram em nossas vidas para nos trazer algo e levar algo de nós. Em minha vida… Foram tantas pessoas. Algumas, estiveram comigo em momentos felizes. O que elas me trouxeram naquele momento? Mais alegria. O que elas levaram? Levaram meu sorriso com elas. Outras pessoas, estavam comigo em momentos tristes. O que elas trouxeram naquele momento? Alento, conforto, colo. O que elas levaram? Levaram a tristeza, levaram minhas lágrimas. Há também, aquelas pessoas que passaram por minha vida, que por uma fração de segundos, foram indiferentes. Afinal, “não tínhamos tanto contato assim”, ou “nos falamos apenas uma vez”, ou qualquer coisa do tipo. Até mesmo essas pessoas – que parecem não representar nada importante em nossas vidas – nos agregaram alguma coisa. Basta pararmos, analisarmos, e enxergarmos com novas perspectivas.

Sempre existe uma lição por trás de cada ser humano que conhecemos; seja durante o primário, durante o ensino médio, durante a faculdade, durante toda a nossa infância, ou naquele ponto de ônibus, naquele vagão de trem, naquele balcão da padaria… Sempre há algo para se receber dessas pessoas. E sempre há algo para compartilharmos com elas. Por isso, precisamos estar atentos não ao que já passou, tampouco ao que está por vir… Mas ao que está acontecendo AQUI-AGORA, bem diante dos nossos olhos. Abra seu coração para receber o que essas pessoas estão oferecendo AGORA; se for coisas maravilhosas, receba com amor e guarde em sua memória. Se for algo ruim, aprenda. Seja qual for o momento, existe um propósito, e a vida nunca deixa de nos ensinar.

Dedico essa postagem aos que estiveram, aos que estão, e aos que estarão! ❤

Bisousinhos ❤

Abra as portas de sua alma, para receber a felicidade!

Por Thais Lira

Nossa paciência alcançara mais que nossa força.
– Edmund Burke

Chega uma hora, em que as coisas simplesmente acontecem. O que antes doía, já nao dói mais. O que antes “apertava”, já nao surte efeito algum. O que antes “perfurava” nossa alma, chega uma hora que – simplesmente – nao fere, nao machuca, nao faz nada. Simplesmente acontece. E sao nessas horas – onde nada mais nos abalada – que percebemos o quão forte nos tornamos ao longo do tempo. Sao nessas horas, que descobrimos que as dores e as dificuldades, tem seus revês, e que todas as coisas tem seu lado positivo. Sao nessas horas, que nos enxergamos bem maiores do que quaisquer coisa que, em outrora, nos diminuía. Sao nessas horas, que descobrimos o poder que temos; de silenciar, de dizer, de agir, de sentir, de estar, e fazer o que quisermos e de ser quem quisermos. Sao nessas horas que descobrimos que estamos vivos! Vivos, pra viver. Somos quem quisermos e pudermos ser. Sao nessas horas que a gente conclui que – ate mesmo – os efeitos colaterais da dor, nao sao permanentes em nossas vidas. E que depois da dor, e do nada, so nos resta usufruir da única coisa que sobra: A felicidade. Por que a dor, meu querido… A dor vem. Mas a felicidade, também!

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Espero que tenham gostado desse trecho. O escrevi ha algum tempo, e resolvi publica-lo hoje. A arte me cura. E para mim, escrever tem sido um tipo de arte. Sempre sera uma honra compartilhar meus pensamentos com vocês. E como diz em meu livro de cabeceira: “Trata de ser feliz!”. Se essa foi a primeira vez que visitou meu blog, seja bem-vindo! Voce esta convidado a conhecer a fanpage do blog: http://www.facebook.com/blogdalira

Bisousinhos ❤