Teste Psicológico: O que realmente importa a você?

O que mais importa a voce - teste psicologico - blog ponto da lira

Estava navegando pelo site Incrível (que por sinal, trata-se de um dos sites que mais gosto de navegar durante a semana). E havia um teste psicológico, qual achei super interessante. De primeira, amei a ideia do teste se passar em um bosque (tenho fascínio por bosques). E quando li o significado de cada resposta, achei bastante proveitoso. Por isso, gostaria de compartilhar o teste, juntamente com os meus resultados com cada um de vocês. Espero que gostem.


Antes de continuar, tenha à mão papel e lápis. Depois de ler cada pergunta, escreva imediatamente a resposta. Não permita que seu cérebro analise a resposta. Escreva ou desenhe o que vier primeiro à sua cabeça.

Aqui estão as perguntas.
Desative sua lógica por um momento, já que você precisa estar concentrado no jogo com seu subconsciente.

  1. Imagine que você está com alguém em um bosque. Quem é essa pessoa?
  2. Você anda pelo bosque e vê um animal não muito longe de você. Que animal é esse?
  3. O que acontece quando seu olhar cruza com o do animal?
  4. Você segue caminhando pelo bosque e sai em um campo aberto, e nele está a casa dos seus sonhos. De que tamanho ela é?
  5. A casa possui uma cerca?
  6. Você entra na casa, vai à sala de jantar e olha a mesa principal. Descreva o que você vê a seu redor.
  7. Você sai da casa pela porta dos fundos e vê um copo na grama. De que material ele é feito?
  8. O que você faz ao ver o copo?
  9. Você chega ao fim da área que rodeia a casa. Há ali um curso de água (rio, lago, mar, etc.) Que curso de água é esse?
  10. Como você pensa em atravessá-lo para seguir adiante?

Agora, responda o teste. Só volte aqui para ler minhas respostas, quando as tuas já estiverem respondidas em seu papel.

Minhas respostas imediatas foram:

  1. Minha mãe, Verônica.
  2. Minha gatinha Marrie, quando ela ainda era filhote. 
  3. Uma sensação incrível. Comecei a sorrir. 
  4. A casa é pequena e singela. Parece uma casa de um Hobbit.
  5. A casa possui cerca na porta principal.
  6. Vi uma belíssima mesa posta. Uma louça incrível!
  7. Uma taça de metal, dourada.
  8. O pego e o coloco sobre a mesa, junto as demais louças.
  9. Um lago imenso, muito bonito.
  10. A princípio, uma ponte. Mas sigo de barco, por achar o lago muito grande.

As respostas que você deu às perguntas que nós propusemos revelam seus valores e ideais. Sugerimos que você as analise da seguinte forma:

  • A pessoa com quem você caminha é a mais importante da sua vida.
  • O tamanho do animal que você encontrou é, na verdade, o tamanho dos seus problemas no seu subconsciente. Quanto maior o animal, mais difícil para você é viver.
  • Sua reação diante do encontro com o animal é a sua maneira habitual de resolver seus problemas (agressividade, passividade, fuga).
  • O tamanho da casa que você viu são suas ambições. Se ela é grande demais é possível que tenha expectativas exageradas na vida.
  • Se a casa não tem cerca quer dizer que você é uma pessoa aberta e livre interiormente. Se há cerca em volta da casa, quer dizer que você valoriza seu espaço pessoal mais do que outros, e você espera que as demais pessoas respeitem isso. Quer dizer que você não é daqueles que entram no espaço pessoal de ninguém sem antes pedir permissão.
  • Se na sala de jantar você não viu comida, nem flores e nem pessoas, tudo indica que você é profundamente infeliz.
  • A resistência e a durabilidade do material do qual é feito o copo que você viu representa o quão resistente e durável você acredita que seja a relação com sua família. Por acaso era um copo de plástico ou de papel? De vidro? O mais provável é que você esteja preocupado com o futuro da sua família. Se, em seu subconsciente, o copo era feito de metal ou porcelana, você não tem o que temer.
  • O que você faz com o copo simboliza sua relação com a pessoa da primeira pergunta.
  • O tamanho do curso de água é o tamanho do seu apetite sexual, sua libido.
  • Quanto mais ’molhada’ for a forma escolhida por você para atravessar a água, maior é o significado do sexo na sua vida.

Importante: Você pode repetir o teste após alguns dias. Ele é reflexo de algumas características básicas da sua personalidade, mas também seu estado psíquico-emocional no momento em que você o responde.


Sobre o meu resultado:
Achei o teste bastante preciso e pertinente. Não sei como seria o resultado ontem. Mas hoje, diga-se de passagem, que foi um resultado bastante exato. Gostei bastante!

E o seu, como foi? Conta pra mim aqui nos comentários. Ou me envie um e-mail: pontodalira@gmail.com para conversarmos.

Beijo e queijo!

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Quais os seus principais defeitos?

Bonjour!
Como estão? Espero que estejam bem. Por aqui, vai tudo bem.
10 DEFEITOS - TOPO
Vem cá? Vamos conversar?

O artigo de hoje (vai ser grande), carrega boas doses de humor. Mas, sobretudo, o imenso desejo de compartilhar minha saga em busca de algumas mudanças interiores; que têm me levado a profundas reflexões sobre quem fui, quem tenho sido, e quem desejo ser. Nesse processo de busca, tenho feito inúmeras atividades, que têm me modificado – gradativamente – pouco a pouco. Dentre essas atividades, há a atividade de hoje. Chamei essa atividade de “Lidando om meus maiores defeitos”. O exercício consiste em três passos importantes: RECONHECER, REFLETIR e MODIFICAR. Reconhecer meus maiores defeitos, refletir sobre eles e sobre a maneira como eles têm me afetado e afetado quem está a minha volta. E por último, buscar estratégias e maneiras de ser mais equilibrada com relação a cada um deles, pra que eu seja uma pessoa mais feliz do que tenho sido.

Sou uma dessas pessoas que prega o amor próprio. Acho que devemos nos amar e nos apreciarmos como somos, sim! Até por que, enxergo o amor próprio como algo inteiramente ligado ao meu presente. À maneira como sou/estou aqui-agora. Mas isso não deve me fazer colocar um tampão sobre meus olhos, com relação aos meus principais defeitos, quais têm prejudicado não apenas a mim, mas as pessoas que amo. Vale ressaltar, que quando uso o termo “principais defeitos” estou os colocando como prioridade, pois são coisas que em algum ponto da vida, têm me prejudicado muito mais do que outras coisas. Combinado? Continuando…Em nada me adianta amar a mim mesma, amar minhas qualidades e aceitar meus defeitos, tornando-me mesquinha e egoísta, ao ponto de achar que está tudo bem assim. E ter aquele pensamento errôneo de: “dane-se se isso tem prejudicado outras pessoas. Eu nasci assim, vou crescer assim, e vou morrer assim!”.

Não podemos entender a mensagem de amor próprio e auto-aceitação de forma errada. Essas mensagens têm um objetivo único: Nos levar o mais perto possível daquilo que REALMENTE somos, para que sejamos REALMENTE felizes, apesar de tudo.

Borá lá?

Fiz minha primeira lista, com meus maiores defeitos. E ela ficou assim:

1. Preguiça | Procrastinação:
10 DEFEITOS - PROCRASTINAÇÃONão tenho dúvidas que este é o meu maior defeito. De fato, é o que mais tem me prejudicado. Quando menciono a preguiça, não falo naquele sentido de ser dorminhoca, de querer descansar depois de me alimentar, ou coisas desse tipo. Mas, preguiça de me socializar, por exemplo. E a péssima mania de procrastinar. Eu adio, tudo. Deixo tudo para um amanhã, qual nem sei se existirá. Isso me faz deixar tudo para última hora. Isso faz com que eu realize menos do que poderia realizar. Isso me afasta de viver novas experiências. E atrasa a resolução de problemas; como por exemplo, conversar sobre aquele assunto meio complicado, por simplesmente achar que isso pode ser resolvido outra hora. E principalmente: Me priva de viver momentos incríveis. E é extremamente prejudicial não apenas para mim, mas a todos que convivem comigo.

Minha principal estratégia para mudar: Fazer planos e cumpri-los, sem medo. Não adiar reuniões, encontros, conversas, viagens. Substituir a palavra: “Amanha eu faço” por “Ok. Vou fazer agora!”. Continuar sendo honesta sobre isso (sim! Sou o tipo que adia um compromisso e diz: “Vamos marcar pra outro dia? Por que estou com preguiça!”), mas sempre certa de que cada vez que adio um plano, um encontro, uma conversa, estarei perdendo uma oportunidade. Adiar apenas quando houver necessidade real.

2. Individualismo | Excesso de auto-suficiência:
10 DEFEITOS - INDIVIDUALISMO
Cresci sendo a única menina da casa. Além disso, sempre estive submetida a muitas doutrinas e regimes tradicionais. “Menina, conversa com menina”. “Menina, brinca com coisas de menina”. “Menina, senta como menina”. “Menina, menina”. E apesar de ter burlado o sistema, e de ser um projeto de menininha que não deu muito certo, devo admitir que por conta disso, me tornei muito individualista. Estou acostumada com “meu”, “pra mim”, “eu”. Justamente por isso, não me importo muito em estar sozinha. Para mim, estar acompanhada por outra pessoa (ou outras pessoas), ou não, é um “tanto faz”. Aprecio minha própria companhia (até demais!), gosto do meu próprio silêncio, e gosto muito de mim. Às vezes, acho melhor ficar sozinha, do que ter gente por perto. E ser assim, fez de mim, uma mulher independente demais. E isso me leva a um orgulho desnecessário; daqueles que não pede ajuda, não reconhece fraqueza, etc. E mesmo sendo compreensiva, uma boa ouvinte, e de não reter nada de bom aos outros, sempre sinto que não sei ser retribuída, não ser receber. Pra mim, o que eu sou e faço, já está suficiente. Preciso dizer que excesso de auto-suficiência é prejudicial? Não, né?giphy

Minha principal estratégia para mudar:
Vou começar devagar. Apreciar e explorar o quão bom pode ser ter outras pessoas por perto. Não apenas aconselhar, ouvir, ser colo e ombro das pessoas que se achegam a mim Mas, abrir mais os meus ouvidos para ouvir conselhos dos outros. Exercitar o meu coração para receber colo, carinho e aconchego alheio. Continuar amando minha própria companhia. Mas apreciar sobremaneira, quem estiver ao meu lado. Afinal, ninguém tem a capacidade de ser plenamente feliz, sozinho. Aprender que há lacunas em mim, que podem ser preenchidas pelo o que as outras pessoas têm a me oferecer.

3. Insônia | Lutar contra o sono:10 DEFEITOS - INSONIAFalar sobre meus defeitos, e não mencionar a insônia, seria o mesmo que não reconhecer o quanto isso me prejudica. Apesar de amar a vida noturna, e de ficar muito mais concentrada e criativa durante a madrugada, acabo sofrendo com improdutividade e falta de disposição durante o dia. Além de ter um sono completamente transtornado, fico lutando contra ele, quando ele vem. E aí, ele me vence pela exaustão. E é terrível ficar exausta. O grande problema, é que a exaustão vem quando você menos espera; pode ser durante uma reunião às 9h00, durante o desenvolvimento de um texto às 15h00 da tarde, ou durante um conversa importante, às 19h00 da noite.

Minha principal estratégia para mudar:
Tirar tudo o que me tia o sono, do quarto; notebook, livros, jogos, televisão, maquiagem, sapatos (sim, eu fico querendo experimentar roupa de madrugada). Tornar o ambiente mais clean possível, e aconchegante. E continuar reproduzindo playlists que incentivam o sono. E tentar dormir “No horário corretor”, independente do que esteja fazendo. Nada é mais importante do que uma boa noite de sono.

4. Desconfiança | Mania de perseguição cognitiva:
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Sou uma das pessoas mais desconfiadas quais já tive o azar de conhecer. Infelizmente, tenho dificuldade absurda em confiar nas pessoas. Quem convive comigo, sente-se completamente seguro e confortável em compartilhar qualquer coisa comigo. Mas, raramente, me sinto confortável a tal ponto. Gosto de conduzir minhas conversas. Gosto de estar sempre no controle. Talvez, seja esse o motivo de ser tão desconfiada, de ter tanto receio de colocar minhas fraquezas sobre uma bandeja e entregá-la à outra pessoa. São raríssimas as pessoas que já conseguiram chegou ao ápice de minha confiança. Raras. E apesar de amar a mensagem de “se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo”, às vezes, a carga fica pesada demais. Às vezes, o coração quer explodir. Às vezes a gente quer “atirar alguns pratos”, soltar o verbo e despejar os acúmulos.

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Um salve pra galera do Ensino Médio, que me apelidou de House. 

Minha principal estratégia para mudar:
Compartilhar muito mais coisas com meus amigos. Ser mais segura acerca da escolha que fiz em ter cada um deles na minha vida. Ter certeza de que os tenho, e que eles me têm também. Entender que quando confio neles, estou retribuindo a confiança que depositam em mim. Não existe nada de errado nisso. Corro risco de me decepcionar? Sim! Mas, não vale a pena viver trancado dentro de uma bolha, só pra evitar as decepções.

5. Sarcasmo | Ironia:
Ser sarcástica e irônica, tem o seu momento de graça. Mas quase sempre, é algo que insulta e resulta em discussões e tensões. O que por sua vez, é bem desagradável. Já entrei de cabeça em muitas discussões, que começaram com uma ironia, ou um sarcasmo inapropriado. Só que, acho que estou fugindo tanto de discussões hoje em dia, que resolvi diminuir as doses desse excesso todo. Juro que já mudei muito sobre isso. E espero melhorar cada vez mais. giphy1

Minha principal estratégia para mudar:
A ideia é manter o equilíbrio. Aprender a usar a ironia e sarcasmos, sem ofender, insultar e magoar as pessoas.

6. Desastrada:
10 DEFEITOS - DESASTRADA
“Ser desastrada, tem seu charme”. Okay. Sabemos. Mas, não dá pra negar que pessoas desastradas tendem a passar por grandes apuros na vida. Eu, por exemplo (juro gente! Sou o melhor exemplo de desastre), vivo quebrando coisas (em lojas, na casa das pessoas, em minha própria casa, etc). Machuco pessoas (esbarrando, tropeçando e me apoiando nelas, derrubando elas junto comigo, etc). Me machuco e corro risco de morte constante  (vivo tropeçando no meio da rua, me queimando, derrubando vidro, pisando em buracos, chutando pedras, por exemplo). E por ser assim, acabo dificultando muito meus diálogos. Se estivermos conversando sobre algo muito sério, provavelmente, você vai cair na gargalhada em algum momento, por alguma coisa bem bizarra que farei durante a conversa. Já derrubei café na visita, enquanto ouvia ela contando sobre como o divórcio dela havia sido algo terrível. Já queimei as mãos ao esquecer de colocar a luva para retirar a forma de bolo do forno. Já dei um tapa na cara de algum estranho na rua, enquanto articulava meus braços durante um assunto complicado. Já fiz coisas que dão muita vergonha. Parece legal, mas não é. É sério.

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Um salve pra Jessica, que me chama de miss simpatia).

Minha principal estratégia para mudar:
Realizar mais atividades que exijam minha total concentração. Parar de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Focar apenas no que é mais importante naquele momento. Olhar para o chão enquanto estiver andando. Parar de mexer os braços enquanto converso. Tentar agir naturalmente. Não respirar.

7. Perfeccionismo:

10 DEFEITOS - PERFECCIONISMO

Parece piada. Mas não é. Sim, eu sou uma pessoa exigente, e perfeccionista e desastrada. Sim. Sempre pensei que era apenas desastrada. Até as pessoas que convivem comigo, começarem a pontuar todas as vezes que eu  alinhava demais, organizava demais, planejava demais, exigia demais. Sou o tipo de gente que coloca todos os cabides para a mesma direção. Sou o tipo de pessoa que separa as coisas por tamanho e por cor. Sou o tipo de pessoa que não se conforma com coisas desalinhadas. Sou o tipo de pessoa que fica com a mão coçando, quando algo está aparentemente fora de sincronia. A Patrícia (psicologa), disse que isso tem nome. Nem quis saber qual era. U.U E bom, também posso dizer que esse perfeccionismo todo, me deixa super critica. Critico demais. Ou seja: Um defeito que pode ser dividido em vários. Mas beleza. Tô aprendendo, gente. Juro.

Minha principal estratégia para mudar:
O básico e típico: “SEJE MENAS KIRIDA”.

8. Ignorar | Tratar com indiferença | Não dar importância:
10 DEFEITOS - INDIFERENÇA ORIGINAL
Não sou o tipo de ser humano mau e irracional, que vê alguém com fome e retem o alimento. Não sou o tipo de ser humano que nega o que é bom. Mas, se em algum momento da vida, alguém me magoar, me atingir, me decepcionar… Daí, lascou! Ela vai pra minha lista negra. Eu -provavelmente- irei retribuir isso (com muita força) tratando-a com indiferença. Provavelmente, irei ignorá-la, e não darei a menor importância a ela, pelo resto da vida. E talvez, você pensou: “E se ela pedir desculpas? Pedir perdão? Se redimir?”. Vou desculpá-la, perdoá-la e reconhecer a remissão. Massssss, mesmo depois disso, vou continuar no “caguei” pra ela. Problema, eu sei.

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Um salve prazamiga que adoram dizer que sou “meio Blair”. –‘

Minha principal estratégia para mudar:
Dar às pessoas as mesmas chances e oportunidades quais gostaria que elas dessem a mim, caso eu fraquejasse com cada uma delas. Ser um pouco mais flexível. Abrir mão.

9. Indiscrição | Não saber disfarçar:
10 DEFEITOS - INDISCRETA
Muitos chamam esse defeito de excesso de sinceridade. Mas, como enxergo a sinceridade como uma qualidade absurda, vou chamar essas características como “Indiscrição”. Que é de fato o que sou. Não sei ser discreta, em momento algum, e sobre nada. Tá tudo estampado na minha cara. Se tô feliz ou não, se gostei ou não, se estou satisfeita ou não, se amei ou odiei, se falei a verdade ou menti; vai estar tudo bem aqui nessa carinha de pau. Sem contar que, maioria das vezes, sou indelicada e estou sempre soando grosseira. Não sei ser educada, discreta, delicada quando se trata do que estou sentindo genuinamente. Complicado.

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Minha principal estratégia para mudar:
Lembrar que fui muito bem educada. Lembrar que não posso confundir “ser verdadeira” com “ser indiscreta” ou “ser indelicada”. Lembrar que assim como eu não sou obrigada a gostar de algo, as pessoas não são e nunca serão obrigadas a me agradar sempre. Lembrar que minhas caras, bocas, palavras e atitudes, podem machucar quem está a minha volta. Ser menos espada.

10. Extremista:

10 DEFEITOS - EXTREMISMO

Ou preto, ou branco. Ou quente, ou frio. Ou gosto, ou não gosto. Raramente, uso o termo “talvez”. Ou mergulho de cabeça, ou me mantenho longe d’agua. Ou estou de corpo e alma, ou simplesmente não estou. Ou sou boa, ou sou má. Ou concordo, ou não concordo. Ou apanho, ou bato. E assim por diante. Sou sempre muito extrema. Nunca consigo “neutralizar” situações, ou ser mais flexível diante de algumas circunstâncias. Isso me prejudica bastante. E acredito que todos os defeitos mencionados acima, chegam bem aqui:
na necessidade absurda que tenho de manter o equilíbrio das coisas. O equilíbrio é um dom divino, fundamental para que sejamos felizes e contentes com quem realmente somos, e a maneira como temos vivido. Quando mantemos o equilíbrio, estamos sendo sábios. E a sabedoria é, sem dúvidas, uma das maiores e melhores dádivas que alguém pode alcançar na vida.


Essa foi minha lista. Agora, deixo aos meus leitores e amigos a mesma missão: Listar seus 10 principais defeitos, e compartilhá-la com seus amigos, para que jusos possamos alcançar o equilíbrio, a sabedoria. Combinado?

Obs: Se você não tem um blog, pode publicar em uma de suas redes sociais. Ou se não estiver vinculado a nada disso, me mande um e-mail: pontodalira@gmail.com pra trocarmos figurinhas. Será ótimo, tenho certeza. Boa sorte! ❤


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Vídeo do dia: Não desista! – Hateen

A Banda Hateen faz parte de minha adolescência. Eles têm músicas que sempre falaram diretamente ao meu coração. Estava relembrando algumas canções hoje, e resolvi compartilhar esse curta-metragem que foi produzido com a música “Não desista”. Espero que toque o seu coração, assim como tocou o meu.

 

Comportamento: Confiança é substituir a razão por fé

Meus últimos dias foram um tanto caóticos. Dentro de mim, uma bagunça foi generalizada. Pouco a pouco, estou alinhando tudo por aqui, e encontrando o eixo. Está tudo bem.

O ocorrido com o meu irmão, tem me levado a pontos extremos, aonde tenho sido imersa a pensamentos intensos e profundos. E em momentos assim, costumo analisar minha vida como um todo; como tenho sido com quem está ao meu redor, os tipos de pessoas que tenho atraído pra perto, e assim por diante. E andei pensando muito sobre confiança.

Essa semana, quatro pessoas diferentes (poderia mencioná-las, mas acho que não convém) disseram que mesmo não me conhecendo muito bem, elas sentiam-se tranquilas a compartilhar quaisquer coisa comigo, pois eu transmitia confiança. Uma dessas pessoas, até usou uma frase que marcou muito: “Você é uma pessoa diferente de qualquer outra que eu já conheci. Muito obrigada mesmo! Eu sinto que posso me abrir com você sobre qualquer assunto… Você me transmite calma, paz, confiança… Não sei explicar.”. Meu coração se alegrou de um jeito, que ao ler essas palavras, me emocionei muito. E naquele momento, me senti a pessoa mais importante do mundo inteiro. E pensei: “Darei valor a isso, enquanto eu viver!”.

E é sobre confiança que iremos falar hoje.

Conquistar minha amizade, é simples. Todos os dias, pessoas diferentes, cruzam o meu caminho. E meus braços estão sempre escancarados para recebê-las. Em minhas mãos, ofereço o melhor que eu tiver. Sou boa em oferecer. E costumo ser sempre muito honesta sobre isso. Quando tenho algo a oferecer, o faço. Quando não tenho, me apresento como estou – de mãos vazias. Mas a mesma proporção de habilidade que tenho em abrir meus braços para receber alguém em minha vida, é a proporção que tenho na grande dificuldade de abrir o meu coração e receber o quê está sendo oferecido a mim. Para falar a verdade, ofereço tanto, que nem sei se sei receber alguma coisa. E aí que mora o grande desafio a quem escolhe caminhar ao meu lado. Principalmente, quando o quê essa pessoa traz nas mãos, é essa coisa de cristal, com uma placa escrito: “Confie em mim!”.

Conquistar a confiança de alguém, pode levar muito tempo. Muito tempo. Precisa de muita disposição e paciência para fazer isso. E eu sou uma dessas pessoas, quais leva-se bastante tempo para que eu aceite o presente do “Confie em mim”. Tem gente, que -exatamente por este motivo- não se aproxima de mim. Puro receio. Mas não precisa ter receios. Meus braços estão sempre abertos; sem necessidade de tirar camadas para chegar até ele. Já o meu coração… Você vai precisar ter muita calma!

Observo tudo e todos, minuciosamente. Me apego aos detalhes. Sinto cheiro de más intenções. Reconheço gente mal intencionada de longe.

Não deposito confiança facilmente. Inclusive, me lembrei da cena de um de meus livros de cabeceira (Le Petit Prince), aonde o principezinho está a procura de um amigo, e oferece-se para ser amigo de uma raposa que encontra no caminho. E a raposa, desconfiada, dá uma resposta racional ao principezinho, dizendo que não poderia ser amiga dele, pois ele não havia a cativado ainda. Então, o principezinho pergunta a ela o quê significa “cativar”. E ela responde: “Uma coisa muito esquecida. Significa ‘criar laços’. E ela continua… “Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti. Tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…”

Preciso acrescentar algo aos dizeres da raposa?

Valorize cada pessoa que possa por sua vida, mas não desperdice confiança. Permita-se ser cativado e cative. Seja paciente. Valorize cada segredo que lhe é contado, cada desabafo que lhe é feito, e cada devaneio que presencia. Valorize quem tira suas armaduras quando está perto de você. Seja alguém de confiança. Entenda quê se essa pessoa desnudou sua alma a você, ela -no mínimo- o enxerga como um LAR. Lar é o único lugar que nos recebe como somos. E a gente só se sente bem na casa de quem conhecemos bem, e temos intimidade. Se deseja receber alguém em sua casa, limpe-a. Não abra as portas de sua casa se ela estiver suja, bagunçada. A não ser que essa pessoa vá te ajudar a limpar toda essa sujeira e organizar toda a bagunça. Caso contrário, ela só sairá por aí, contando a todos sobre a sua condição. Acredite se quiser: O mundo está cheio dessas pessoas. Por pior que isso soe, essas pessoas estão por toda parte. Inclusive, a nossa volta. Sim! A nossa volta!

Mas uma coisa é fato: Elas podem até estar a nossa volta, serem nossos vizinhos, mas não poderão caminhar ao nosso lado. Até por quê, existe uma grande diferença em “estar perto” e “estar junto”. Uma grande diferença em “ser próximo” e “ser um”.

Dedico esse artigo a cada pessoa que passa por minha vida, e pacientemente, me cativa.
Que estejamos juntos, e sejamos UM.


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Uma conversa franca: “Merda não se joga no ventilador!”

Sabe o quê está faltando em nossas vidas, em um aspecto completo para que tenhamos qualidade de vida?
Bom senso e equilíbrio.

Fico observando o nosso comportamento, e penso o quão imaturos somos. Sim. A imaturidade tem sua graça. Mas, muitas vezes, desgraça. E ultimamente, o quê mais tenho visto na internet, é: 1. Pessoas imaturas. 2. Histórias desgraçadas. 3. Comportamentos negativos. Um seguido do outro. Para ser mais precisa, a cada atualização.

Essa semana, passei mais tempo na internet do quê o normal. E veja bem, fico muito tempo na internet. Porém, essa semana, fiquei muito-muito-muito mais conectada do quê o normal. E consequentemente, visualizei muito mais “histórias recentes” do quê o normal. Por hora, devo confessar, pensei que os meus feeds eram uma espécie de “confessionário”, “muro das lamentações”, “Diário adolescente”, ou algo do tipo. Me vi “bufando” de tédio em vários momentos. E pensava: “Pra quê isso, cara?”. Em uma parâmetro justo, seria 85% de queixas e dramatização virtual, 10% de conteúdos relevantes, e 5% de conteúdos “super relevantes”. Parece exagero, mas não é.

Precisei de uma semana inteira conectada a internet (especialmente ao Facebook), pra me sentir no meio de um bocado de gente ingrata, dramática,

Me vi praticamente “ligada no automático”, “desfazendo amizade” com o montão de gente. E quanto mais “amizades” desfaço, melhor me sinto, melhor me torno. Aquela velha história: “Menos, é mais!”. O porquê? Simples: Gente tóxica, nos desfaz. Nos desmontam por inteiro. Todo esse excesso de negatividade, nos afeta diretamente, sim!  E não venha me dizer que “não te afeta”. Por quê, mesmo que inconscientemente, em segredo – afeta sim! Nossa mente e coração, têm uma sincronicidade perfeita com o “tudo” e o “todo”. Tudo o quê acontece a nossa volta, tem o poder de nos reprogramar, seja positivamente ou negativamente.

Mas, deixaremos esse assunto para outro dia.

Em resumo, o quê estou sentindo nesse momento, é que: Eu não quero gente tóxica em minha vida. Por motivos óbvios e meus.

Cansei dessa dramatização virtual que a maioria das pessoas fazem em suas redes sociais. Cansei de gente com “Cérebro infértil”. Gente que não pensa antes de agir. Gente que simplesmente age, simplesmente faz, sem se quer cogitar a hipótese de viver consequências de todas as suas ações. Gente que não pensa no quanto suas atitudes podem afetar as pessoas que estão a sua volta. Gente emocional demais, que simplesmente quer agir, e age. Age negativamente, sempre! Quer ser? Seja. Quer agir? Aja! Seja o quê você quiser, e aja como quiser. Mas, longe de mim.

Talvez, esteja sendo um pouco dura com este comentário. Mas eu juro que precisava conversar sobre este assunto com você. Até por quê, tudo o que nos provoca certa irritabilidade, manifesta dentro de nós, um desejo enorme de mudar aquilo. E pensando bem, por quê não tentar?

Sejamos mais polidos. Se há em nós uma necessidade de atenção desenfreada, desejo francamente, que sejamos preenchidos por Deus, pela vida, pelo universo, pelo amor… Ou seja lá o quê nos falta. Que possamos agir com sabedoria, e com honestidade; reconhecendo que essas estratégias para que as pessoas nos enxerguem, são inúteis. Completamente negativas. Elas nos transformam em algo que não somos, que não viemos para ser.

Vejo “gente grande de mente pequena“, vindo nas redes sociais e “quebrando pratos” por qualquer motivo, “atirando merda no ventilador” toda hora. Deus nos livre dessa condição. Deus nos livre desse tipo de comportamento. Deus nos livre desse tipo de gente.

Aprende uma coisa, de uma vez por todas: Facebook não é “muro das lamentações”. Nós já sabemos que Deus não tem Facebook. E principalmente: Merda não se joga em ventilador.

Tenho absoluta certeza de que cada pessoa sabe aonde o sapato lhe aperta. E que há momentos na vida, que a única alternativa que temos é ser forte! é “gritar pra todo mundo ouvir”. Sei muito bem, que às vezes as circunstâncias da vida, nos assusta. E com medo, corremos pra qualquer lugar (lê-se “Facebook”). Sei bem, que todo mundo tem seus espantos, males e lutas a serem vencidas. E que a grande maioria das vezes, a internet é o nosso “refúgio”. Eu sei. Mas, você precisa cuidar do seu coração. E expô-lo na internet, não é (e nunca será!) a melhor maneira de fazer isso. Procure ajuda. Converse com alguém que possa lhe ajudar. Experimente um pouco da quietude. A vida tem dessas coisas, e aprendemos a beça nesses momentos. Não precisa ser forte o tempo todo, segurar as lágrimas, engolir o choro… Mas busque SIM uma coluna ereta, mente aberta e um coração tranquilo. Seja EXATAMENTE o quê você nasceu pra ser. Seja uma pessoa grande, que pensa grande!

Estamos juntos nessa!

Ah, aproveitando… Você já leu esse texto, sobre “quietude”? Escrevi pra você! ❤

Obs: Você pode até jogar e merda toda no ventilador. Mas não se esqueça: As mãos que vão ficar fedendo, são as suas. E quem vai limpar tudo, é você.


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Semeando sonhos

A vida é uma terra fértil, onde todas as sementes que atirarmos sobre ela, germinarão e florescerão. Isso é um fato. A escolha de semear – seja o quê for – ou de não semear, é nossa. Nos pertence. Temos essa liberdade. Liberdade de escolher. E das muitas sementes que tenho “em mãos” para semear; escolhi semear sonhos. Passei a minha vida inteira, semeando sonhos. E cá estou eu, sendo privilegiada com a oportunidade de realizar cada um deles. Um a um. Um de cada vez. Sem medo, sem pressa. Certa de quê “o quê for pra ser, vai ser” e “o quê tiver que acontecer, vai acontecer”. De verdade. Cá estou eu, seguindo o meu caminho, respeitando a sincronicidade como as coisas acontecem aqui na terra, e em todo o universo. Cá estou eu, me harmonizando com o TUDO e com o TODO. Cá estou eu, em paz; respeitando o tempo de “El Rói”. Entendendo e compreendendo que Ele rege tudo, e contempla todas as coisas. E que deixar tudo em Suas mãos, também é uma escolha. E foi isso que eu escolhi. Escolhi confiar, semear, esperar e receber. Acreditando que mesmo diante de cada uma das minhas vulnerabilidades, Ele continua sendo Senhor. Ele nunca falhou, e nunca irá falhar. E que os planos que Ele tem para mim, são infinitamente mais brilhantes do quê cada um desses, quais eu mesma rascunhei. Cá estou eu, esperando pelo Senhor do tempo, que é especialista em realizar tudo em Seu tempo. O Senhor que vence minhas antecipações, minhas ansiedades, minhas desistências, meu desespero, meus deslizes… O Senhor que me controla, me ensina, me acalma, me faz compreender… E me prepara para receber e realizar todos os meus pequenos e grandes sonhos, e – muito mais que isso – me prepara para viver estes planos perfeitos quais Ele tem, e que são bem melhores e maiores que os meus. Cá estou estou, vivendo e esperando o tempo certo de tudo. Cá estou eu, recebendo de coração aberto, cada uma das bençãos que Ele reservou para mim. Cá estou eu, bem viva, e – inteiramente – pronta para viver exatamente tudo o quê nasci pra viver. Mais uma vez: Confio, semeio, espero e recebo!

“Os olhos de Deus estão sobre os caminhos dos homens,
e Ele contempla todos os seus passos.”
(Jó 34:21)

Por Thaís Lira


 

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Fracassei, e agora?

Por Thais Lira

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Devo confessar que: não desisto facilmente das coisas. Sempre foi uma característica que faz parte de mim. Quando era um pouco mais nova (e enxergava as coisas de um jeito um pouco mais fácil), sempre dizia que “se eu quiser alguma coisa, eu conseguirei”; pois faria o que fosse preciso para que essa “coisa” acontecesse. Sempre quis ultrapassar meus próprios limites. Nunca fui de me impor limites. E nunca deixei que colocassem limites em mim. “Eu vou até o fim!”, era minha frase predileta. Acontece que as circunstancias da vida, acabam mudando a gente por inteiro. A gente acaba aprendendo a respeitar nossos próprios limites. Foi exatamente o que aconteceu comigo. Acabei me curvando. Compreendi e aprendi que algumas vezes, “o fim” nem sempre significa que chegamos ao topo, que conseguimos o que queríamos, que estamos no alto, que conquistamos, que vencemos… Bom seria se vencêssemos e estivéssemos no topo sempre. Mas não é assim que as coisas funcionam. A grande verdade, é que em alguns momentos da vida (por mais persistentes e insistentes que sejamos), “o fim” não sera aquele “fim promissor”, qual a gente espera. Sera o fim, de fato. Muitas vezes, iremos falhar. Iremos fracassar. Estaremos curvados, com a cara no chão. Mas, não devemos nos render a nos mesmos. Precisamos absorver o ensinamento que os “lugares baixos” nos trazem. Um desses ensinamentos, eu aprendi. Aprendi que as pessoas que tentam fazer alguma coisa, e acabam falhando e fracassando, não devem sentir-se inferiores aos que conseguiram. Conseguir, vencer, chegar aonde queremos, é – e sempre sera – algo bom. Mas, a tentativa é algo fundamental na vida do ser humano. O ponto mais alto, mais promissor na vida do ser humano, não é quando ele tenta e chega ao topo. E sim quando ele fracassa, e tenta novamente, depois disso. As pessoas que tentam e falham, são infinitamente melhores do que aqueles que simplesmente não tentam.

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Expansão de consciência: A conversa que tive com um muçulmano

Por Thais Lira

Bonjour! Como vai? Tudo em paz por ai? Espero que sim. ❤

Thinking

Sempre digo por aqui, que gosto muito dos encontros que a vida me promove. Gosto muito de ver um lado bom em cada canto da vida. E quanto mais observo, mais absorvo. E quanto mais absorvo, mais aprendo. E quando aprendo, cresço. Hoje foi um desses dias que se pudesse repetir, eu repetiria.

Indo ao trabalho, conheci um senhor muçulmano.

Observação: Nessa vida, conheci pessoas de varias religiões; espiritas, mormons, testemunhas de Jeová, católicos romanos, anglicanos, carismáticos, adventistas, budistas, presbiterianos, metodistas, judeus, dentre outras dezenas de religiões. E o mais interessante de te-los encontrado pelos caminhos quais trilhei, foi que – independente do credo – aprendi pelo menos uma coisa com cada um deles. E hoje, tive a oportunidade de conversar com um muçulmano pela primeira vez. Foi algo realmente novo, e por isso, resolvi compartilhar a minha experiência com vocês.

Este senhor e eu, ficamos conversando por quase uma hora (ou mais, talvez); falamos sobre vários assuntos. E nos aplicamos em falar sobre a importância da arte na vida do ser humano (tudo a partir da pergunta que ele me fez: “Você trabalha com o que?”). Contei a maneira como costumo trabalhar; usando a arte para levar os alunos ao auto-conhecimento e a se conectarem com o Criador. E ele demonstrou-se muito compreensivo e interessado diante da minha resposta. Ele complementou: “Olha menina… Em minha religião, não temos grupos de coreografia, ou bandas, como existe hoje em varias igrejas. Mas eu gosto muito da arte. Eu sinto que a arte tem o poder de unir o homem ao Deus criador”. Aquela frase me abraçou. E então – curiosa como sou -, perguntei: “Qual é sua religião?”. Ele respondeu: “Sou muçulmano!”. Eu demonstrei muito interesse em saber mais sobre a religião dele. O que o deixou muito feliz. Os seus olhos brilhavam ao falar sobre suas crenças e sobre a maneira como via sua própria vida e a vida como um todo. Sua ideias, hora se uniam as minhas, hora não tinham absolutamente nada a ver com o que eu cria. Mas, me mantive calada, apenas ouvindo. Era minha hora de aprender um pouco mais da vida. E depois de falar bastante sobre sua crença e sua vida como muçulmano, ele virou para mim e disse: “Menina, eu não sei qual é sua religião… Mas, imagino que não sejamos da mesma religião. Mesmo assim, eu sinto que você é uma pessoa que esta conectada com Deus”. Eu confesso: Me emocionei de verdade. E ele continuou: “Sou muçulmano desde menino. E sempre que dizia isso para pessoas de outras religiões, era excluso. Em minha adolescência, minhas ideias e forma de pensar, não importavam para pessoas de religião diferente da minha. Muitas pessoas se afastavam de mim, so porque eu dizia que pertencia a religião islâmica. Hoje estou velho, e sempre que vou falar sobre a maneira como vejo a vida e o Deus criador, continuo sendo duramente criticado, ou me meto em um super debate religioso. O que acaba me cansando e me entristecendo um pouco. São raras as pessoas como você, que mesmo crendo de forma diferente, ouvem e demonstram respeito, sobretudo.” O interrompi e disse: “Quando eu disse ao senhor que era instrutora de dança e teatro, e que trabalhava com muitos cristãos, o senhor ouviu e me respeitou. Eu apenas resolvi retribuir o respeito”. Enquanto conversávamos, ele segurava um livrinho verde em suas mãos. Então, meus alunos chegaram. Foi quando ele ofereceu o livro para mim, dizendo: “Esse livro é muito importante para mim. E essa conversa me ensinou muito. Por isso, gostaria de da-lo de presente para você. Você pode ler, ou não. Mas, quero que sempre que olhar pra ele, lembre-se dessa conversa. E veja o meu muito obrigado! Em minha religião, temos um cumprimento; “assalamu alaikum”, que significa: “Que você permaneça livre da dor, do sofrimento e do mal”. Ele deu um sorriso largo. Então, quando ele se ia se virando para ir embora, eu disse: “E eu? Como eu respondo ao senhor?”, ele sorriu e disse: “Walaikum as salaam”, que significa “e a paz fique com você”.

A saudação não é apenas um sinal de paz, é uma indicação que a outra pessoa tem boas intenções e não deseja mal para quem quer que seja. É, também, parte de um ritual religioso muito maior praticado por muçulmanos diariamente.

Foi assim que o Criador do universo resolveu me ensinar no dia de hoje. Usando a frase do físico Albert Einstein:

“A mente que se abre para novas ideias, jamais retorna ao seu tamanho original”.

Gratidão por me ler. Tenha certeza que é uma grande honra te-lo aqui comigo. Voce ja conhece a pagina do blog no Facebook? Clique aqui e seja direcionado. Também estou no Instagram e Twitter como @Pontodalira Caso queira falar comigo por e-mail: pontodalira@gmail.com


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A importância e os benefícios da meditação

Por Thais Lira 

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Quem me enviou essa imagem, foi um grande amigo, chamado Guilherme. Ele disse que se lembra de mim, todas as vezes que a vê por ai. Para ele, a menina apreciando a natureza, de coque, em sua quietude, sou eu. E bem, me identifiquei muitíssimo! Apesar de achar que ainda tenho um longo percurso até me tornar alguém com a paz que essa ilustração transmite.

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Hoje, vamos falar sobre meditação. E como sempre, quero começar com a definição do ato. Conforme o dicionário Aurélio, “Meditação” significa:

1. Submeter a exame interior; ponderar. 2. Estudar, considerar, refletir. 3. Concentrar intensamente o espirito em algo; refletir, pensar.

Muitas pessoas de meu convívio, sabem que pratico meditação regularmente há alguns anos. A propósito, falo sobre isso em minhas palestras e workshops. A meditação me auxiliou e me auxilia muitíssimo em meus processos de desenvolvimento pessoal, e foi um grande colaborativo para a cura de uma doença que enfrentei há alguns anos atrás.

Pretendo falar sobre isso, mais adiante.

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Apesar de sempre mencionar isso em eventos, e de até realizar algumas meditações guiadas durante os eventos, a verdade é que amigos, parentes, familiares, acabam descobrindo sobre a prática, sem que haja necessidade de dizer. Acho ótimo. Pois, apesar de enxergar com clareza os benefícios do ato, e de levantar essa bandeira, não vejo necessidade de ficar “gritando aos quatro cantos do mundo”, que medito.

Algumas observações iniciais:

  • Quando digo que medito e que não pertenço a religião alguma, muitas pessoas ficam com cara de “quê?”. Observo que elas têm a dificuldade de aceitar que uma pessoa pode SIM praticar a meditação, mesmo não pertencendo a um grupo religioso. Elas acabam sempre conciliando a prática de meditar, com alguma religião. Então, se você está iniciando a prática, esteja ciente que será constantemente questionado sobre isso.
  • Outra coisa que sempre acontece com quem medita: sempre que as pessoas descobrem isso, elas acabam construindo aquela ideia utópica de que a meditação se restringe a um determinado grupo de pessoas que estão sempre equilibradas, sempre “de bem com a vida”, sempre em paz, sempre sorrindo, abraçando árvores, e pisando na terra. Acontece, que a meditação é para todos; do mais ansioso, ao mais paciente, do mais agitado, ao mais tranquilo, do mais extrovertido ao mais introspectivo, do mais comunicativo, ao mais silencio. Sem dúvidas, a meditação é para todos. Por isso, não se preocupe com as cobranças acerca disso. Faça o que é bom para você. Reprograme-se e viva de acordo com os seus próprios valores.
  • Outra coisa sobre meditar, é que muitas pessoas têm a prática como um ritual. Mas a meditação não é (em minha percepção) necessariamente um ritual. Bem, devo admitir que na iniciação do processo, foi necessário torná-la ritual, para que a partir daí, a compreendesse como parte do meu dia-a-dia. Mas atualmente, compreendo que a meditação pode ser uma prática constante, durantes as 24 horas de nossos dias. Descobri que posso praticar a meditação, executando tarefas variadas do meu cotidiano (por exemplo: enquanto vou ao mercado, enquanto caminho na rua, enquanto organizo minhas roupas, e assim sucessivamente). É importante seguir seu próprio ritmo.
  • É importante ter um momento específico de quietude. Um momento sozinho, sabe? Sozinho com seu ego, com seu superego, com sua mente, com sua alma, com seus pensamentos, com você. Uma horinha silenciosa de seu dia, para posicionar-se de forma confortável, e simplesmente refletir sobre tudo o que se passou ao longo daquele dia. Ou sobre algo em específico. Ou, inverta a ordem. Faça na primeira hora do dia, e reflita sobre tudo que poderá acontecer ao longo daquele dia. Vá adicionando a prática aos demais momentos, conforme os dias passarem.

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Particularmente, gosto de amanhecer o dia, com uma meditação guiada.

Meditação guiada é basicamente quando deixamos que um fator externo conduza a nossa meditação. Esse fato ser tanto um áudio, uma música, um vídeo, ou alguém presencialmente nos conduzindo. A meditação guiada, pode ser feita em grupo. Mas ela age sempre de forma individual. Por isso, é super recomendável que você faça sozinho, em um espaço preparado para este momento.

Pausar minhas atividades diárias, para ter um momento especifico para meditar, tem sido algo muito importante em meus processos mais intensos e profundos de auto-conhecimento. Assim como, maior intimidade com o Soberano.

Em meu antigo blog, desenvolvi muitos artigos sobre o período qual tive depressão. E também contei sobre o período em que comecei a praticar a meditação guiada. Até disponibilizei inclusive, muitas meditações guiadas para download. Infelizmente, não possuo mais esse material. Mas, tenho trabalhado minha mente para compartilhar novos conteúdos sobre este assunto.

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Tudo começou, quando recebi meu primeiro livreto “Pão Diário”, qual continha meditações para vários dias do ano.

Desde então, passei a dedicar um momento do meu dia à fim de “examinar-me por dentro”, sem distrações. Focando apenas no meu interior.

No começo, não sabia como meditar. Apenas me sentava na cama, ficava inspirando e expirando, e ficava com a mente vazia. Ficava sem pensar em nada. Apenas isso. E fui percebendo que aquilo não causava efeito algum. Continuava sendo a mesma pessoa; cheia de magoas, cheia de raiva, ansiosa, irritada, e completamente indisposta a viver mudanças. Até que eu descobri que o que eu fazia, na verdade, não era meditar. Eu apenas fugir da realidade; esvaziando minha mente de tudo, inclusive, de coisas boas.

O ato não fazia sentido. Afinal, você precisa pensar, refletir e encontrar as respostas dentro de você. Até que recebi a oportunidade de participar de uma aula de Yoga pela primeira vez, em uma associação qual trabalhei durante um tempo precioso em minha vida. Ali, tive o primeiro contato com o que de fato era o meditar e a meditação guiada. Percebi que tudo se tratava de uma mente plena e presente.

E como isso já estava tornando-se algo recorrente em minha vida, passei a reforçar meus conhecimentos sobre o assunto. Um livro que li e marcou muito essa iniciação em minha vida, foi “Em direção à nova consciência”. Este livro só me agregou. E me fez compreender as diferenças que existem em esvaziar a mente, e AQUIETAR A MENTE a mente, a fim de ouvir a voz do Altíssimo falando em nosso interior.

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Acredito -de verdade- que o Supremo Criador, tem a capacidade de nos modificar por completo. E para mim, Ele SEMPRE sera o único que consegue fazer isso com o ser humano. Conectar-me com Deus, é o melhor caminho que tenho para seguir. E eu amo seguir este caminho. Mas, geralmente, enfrento certo tipo de preconceito por algumas pessoas mais religiosas. Elas sempre questionam o fato de ter uma mente aberta, para coisas que – geralmente – pessoas com as mesmas raízes que tenho (raízes do judaísmo), costumam se posicionar contra. Compreendo. Mas, como sempre digo: “eu sei em quem tenho crido”. Vejo-me livre de preconceitos e pré-julgamentos sobre as coisas. E permito minha mente para que ela se abra. Permito que minha consciência expanda, receba o novo, conheça o que não sei, me apresente ao que eu ainda não fui apresentada. Alem do mais, acredito que mesmo havendo uma grande biblioteca para me instruir (a propósito, inspiradora!) chamada “Bíblia”, nada supre a sensação de ter as minhas próprias experiências, e trilhar o meu próprio caminho em busca de Deus.

No hinduísmo, eles acreditam em um deus chamado Shiva, que tem a função de destruir o que existe, para construir algo novo no lugar. Uma crença que partiu do cristianismo, inclusive. Também acredito nesse Deus, e costumo chamá-lo de Espírito de Deus. Para mim, o Espirito de Deus atua fortemente em minha consciência, mostrando-me que todos os dias, que preciso e posso ser reconstruída por Ele. O processo de desconstrução, dói. Mas, a reconstrução sempre será recompensadora. E durante esse processo de desconstrução, aquieto-me e ouço o que o Supremo está tentando me mostrar. E então, permito-me ser reconstruída novamente. Todos os dias.

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Benefícios da meditação para sua mente e espirito:

  • Você aprende a pensar e atuar com mais sabedoria e equilíbrio.
  • Aprende a desfrutar de cada instante, da melhor maneira.
  • Começa a se importar muito mais com o presente, do que passado ou futuro.
  • Perde o interesse em julgar as outras pessoas.
  • Não se rende facilmente aos conflitos. E pouco a pouco, torna-se menos interessado em debates, discussões e diálogos vazios.
  • Começa a observar que tempo e palavra, sao duas coisas preciosas, que nao devem ser desperdiçados.
  • Começa a observar o mundo a sua volta, com muito mais atenção e apreciação.
  • Sente contentamento com o que tem se tornado dia após dia. Mas sente-se cada vez mais necessitado de melhorias.
  • Sente-se conectado com as pessoas a sua volta, e com a natureza. Aprende a apreciar e contemplar tanto as pessoas, como a natureza.
  • Fica muito mais propenso às alegrias da vida, do que as tristezas.
  • Recebe melhor, todas as boas coisas da vida.
  • Torna-se verdadeiro. Torna-se quem realmente nasceu pra ser.
  • Você se conecta com Deus.

Com o passar do tempo, aprendi a meditar. Entendi duas coisas fundamentais:

1. A meditação deve ser feita frequentemente, diariamente, 24 horas por dia. Devemos ter um momento de quietude SIM, em nosso dia-a-dia. Mas devemos enxergar a meditação como parte de um processo de mudança e nova filosofia de vida.

2. A meditação não tem prazo para tornar-se funcional. Não precisamos ter pressa de chegar a algum lugar. Tudo acontece aqui, e agora. Tudo começa e termina dentro de mim, e tudo acontece no tempo em que deve acontecer.

Reflito sobre minha vida o tempo inteiro. Não de uma forma egocêntrica, como se apenas o meu próprio eu fosse importante no universo. Nada disso! Medito sobre mim, e penso sim em mim, a fim de ser alguém melhor para mim e para o outro. Medito, para estar aqui, agora, escrevendo para você. Medito para expandir.

E a prática em si, traz benefícios para a minha mente, para o meu espírito, e para meu corpo. Por falar em corpo… Quando comecei a meditar, fui observando pequenas coisas, que faziam toda diferença; por exemplo: aprendi a respirar. E bem, sou instrutora de dança. Isso devia ser uma regra. Mas foi através da meditação, que aprendi a respirar corretamente, de fato. E hoje, tenho a oportunidade de trazer isso às minhas aulas.

Fui conciliando a importância do tempo que estava dedicando a me examinar, me auto-conhecer, e me conectar com o Supremo, com uma boa postura, uma respiração correta, e todos os demais benefícios que ela proporciona para minha saúde. É um processo. E vamos progredindo, pouco a pouco.

Por sinal, você sabe quais os benefícios da pratica da meditação para a nossa saúde?

Benefícios da meditação para a saúde:

  • Reduz a dor.
  • Melhora o sistema imunológico.
  • Alivia a ansiedade, depressão, raiva, e confusão.
  • Aumenta o fluxo sanguíneo e diminui a frequência cardíaca.
  • Incentiva a inteligência e criatividade.
  • Confere uma sensação de calma, paz e equilíbrio.
  • Ajuda a prevenir doenças cardíacas.
  • Facilita o controle mental e emocional.
  • Aumenta a energia.
  • Reduz o estresse.

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Update: inclui um infográfico, para que o artigo (que por sinal, está bem grande) flua de forma mais dinâmica.


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Quietude

Por Thais Lira

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Bom dia, como vai? Espero que esteja tudo bem, e tudo em paz por aí.

Essa semana, uma amiga me perguntou como costumava ser o processo de criação para conteúdos do blog. Expliquei para ela, que nao existe nenhuma rotina, regra ou doutrina que eu siga para fazer os artigos do blog. Tudo depende muito do meu nível de inspiração, e também, depende muito dos temas que estão rodeando meus dias. Não falo apenas sobre temas quais a midia tem exposto. Mas, sobre temas recorrentes em minha própria vida. E fico muito feliz quando consigo usar as “pequenezas dos meus dias” para acrescentar e agregar algum tipo de valor na vida das pessoas que estão a minha volta, ou do outro lado da tela.

Fico feliz por estar conseguindo. Pois, ha um tempo atrás, eu nao tinha muita habilidade em transferir tudo o que estava sentindo, em palavras. Por mais que eu tenha um fascínio por palavras, eu – nem sempre – conseguia ser bem sucedida ao me expressar. E na verdade, eu não conseguia acreditar e enxergar que, quando algo estava acontecendo com frequência em minha vida, tinha um propósito por trás daquilo. Ate que eu percebi que a percepção, vem com o tempo. E pouco a pouco, vamos encontrando direções e enxergando os propósitos para cada coisa.  Hoje, ja consigo enxergar cada um deles, e usá-los para trazer algum tipo de reflexão e mudança em minha vida. Então, eu penso: “Se serviu pra mim, pode servir para outras pessoas também.” Por isso, compartilho nos treinamentos que dou, nas palestras, compartilho nas redes sociais, compartilho aqui no blog… E principalmente: Compartilho com os meus amigos. Seja como e onde for, eu sempre encontro um jeito de compartilhar as coisas boas que o tempo tem me trazido, e cada pequeno (ou grande) ensinamento que tenho recebido da vida.

Mas, existe algo que tem sido fundamental em meus dias, para que eu alcance uma percepção real de tudo – ou boa parte –  do que se passa a minha volta; a quietude.

Significado de Quietude:

Qualidade de quieto; tranquilidade de espírito; paz, sossego.

Eu não fazia ideia do que era quietude, ate provar a solitude. Mas, este será um tema para outra ocasião (que por sinal, foi recorrente durante anos em minha vida). Foi no período mais “somente eu” de minha existência, que eu aprendi o que era quietude. A quietude é – quase que – uma prática. Inclusive, uma prática que gera um certo incomodo em muitas pessoas. Aposto que assim como eu, você já deve ter visto muitos comentários sobre isso; tem ate um vlogueiro (qual me recuso mencionar o nome em meu site), que insiste em dizer que pessoas que falam sobre meditação, paz de espírito, e tranquilidade sob caos, são uma farsa. Okay. Eu compreendo o meu colega de trabalho. E confesso que durante muito tempo, pensei como ele. Eu não acreditava ser possível estar em paz, diante da guerra. Eu não acreditava ser possível encontrar direção, em meio a confusão. Eu não acreditava ser possível manter a “cabeça erguida, espinha ereta, e o coração tranquilo” diante do caos.

O que eu costumava pensar, era: para ter paz, eu precisava estar em uma zona extremamente confortável especialmente, bebendo cafe sob o ceu da Paris, ou ao lado de um monge, praticando Yoga em um templo budista em alguma montanha de Bali. Eu até acreditava que existiam pessoas com tranquilidade e paz de espirito; por exemplo: Madre Teresa (de Calcutá), o papa, o Buda, e o grande mestre Jesus. Os via, como seres que tinham uma habilidade natural de não sentir dor, não sofrer, não se abalarem com nada. Mas, não sentir, é quase o mesmo que não estar. E não é assim que as coisas funcionam. Todas essas pessoas, por mais incríveis que foram, tiveram suas dificuldades, suas guerras externas, seus conflitos internos, seus devaneios, seus momentos de solitude… Mas eles tinham algo em comum: Escolheram triunfar sobre tudo isso, escolheram a quietude, a paz, o inverso de tudo o que se passava ao redor (que era o lado certo de se estar). Triunfaram.

O mestre Jesus (qual sou discípula), por exemplo, foi submetido as mais variadas aflições; foi rejeitado em sua própria cidade, foi traído por seu amigo, foi negado por seu mais fiel discípulo, foi humilhado publicamente, foi injustiçado ao ser tratado como um criminoso, foi afrontado… Ele foi submetido as mais duras e intensas pressões psíquicas, e a absoluta dor física (que o levou a morte). E em todos esses momentos, Ele esteve em paz. Conseguiu manter-se em paz. E mesmo quando estava enfrentando o maior conflito interior que já viverá (questionando o seu Deus Pai por todo aquele sofrimento), aquietou-se. Jesus provou a solitude e quietude. Essas duas coisas, o levaram ao lugar mais alto que o ser humano pode alcançar: a plenitude. Ele foi pleno, e é pleno.

Jesus foi (e sempre será) um grande mestre. O maior de todos. E o melhor conselho que eu poderia te dar, veio Dele mesmo: Siga os seus passos. Você precisa ter alguém em quem se inspirar. Se inspire nele! Não precisa enxergá-lo como alguém supremo, que não sentia dor, que estava sempre bem, que não se abalava por nada. Enxergue-o como alguém que esteve aqui neste mundo mau, como homem, humano. Alguém que provou a humanidade. Que viveu aflições. Mas que em tudo, teve bom animo, e – sobretudo – venceu o mundo. Ele triunfou.

Eu e você, também podemos triunfar!

O segredo:

Aquiete-se e você saberá que existe um Deus. (Referencia: Salmo 46:10)

Silencie. Ouça. Observe. Sinta. Perceba. Aquiete-se. E alcance a plenitude de vida.

paz de espirito

Aproveitando o tema, quero compartilhar um pequeno trecho de um livro (uma relíquia, por sinal) que gosto muitíssimo:

O silencio é sempre bom; mas com quietude da mente eu não quero dizer um silencio total. Eu quero dizer uma mente livre de perturbação e dificuldade, firme, leve e contente, podendo se abrir a Força que mudara a natureza. A coisa importante é livrar-se do habito da invasão dos pensamentos perturbadores, sentimentos errados, confusão de ideias, movimentos infelizes. Todos estes perturbam a natureza e a obscurecem e tornam o trabalho da Força difícil; quando a mente esta quieta e em paz, a Força pode trabalhar mais facilmente. Deveria ser possível ver coisas que tem que ser mudadas em você sem ficar aborrecido ou deprimido; a mudança e feita mais facilmente.

A diferença entre uma mente vazia e uma mente calma é esta: quando a mente e vazia, nao ha pensamento, nem concepcao, nem ação mental de qualquer espécie, exceto uma percepção essencial das coisas sem a ideia formada; mas na mente calma é a substancia do ser mental que esta imóvel, tao imóvel que nada a perturba. Se vem pensamentos ou atividades, eles nao surgem absolutamente da mente mas vem de fora e cruzam a mente como um voo de pássaros cruza o céu em um ar sem vento. Passa, nao perturba nada, nao deixa traço. Mesmo se mil imagens ou os acontecimentos mais violentos a atravessam, a calma imobilidade permanece, como se a própria textura da mente fosse uma substancia de paz eterna e indestrutível. Uma mente que adquiriu esta calma pode começar a agir, mesmo intensamente e poderosamente, mas ela vai manter sua imobilidade fundamental – nao originando nada de si própria mas recebendo de Cima e dando a isto uma forma mental sem adicionar nada de si propria, calmamente, desapaixonadamente, se bem que com a alegria da Verdade e o feliz poder e luz de sua passagem.

(Sri Aurobindo, Em direção a nova consciência)


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