10 coisas que aprendi assistindo “Frozen”

Por Thais Lira

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Nem precisa ser meu best friend para saber que sou muito fan da animação “Frozen”. Eu já assisti tantas vezes, que perdi a conta. E há alguns meses atrás, uma conhecida comentou sobre sua suspeita com relação a rápida popularidade do filme; para ela, o filme tem alguma mensagem subliminar, alguma coisa oculta, ou algum tipo de coisa muito ruim, que faz as crianças e adultos ficarem viciados no filme. Acontece. E por mais que aquela conversa, tivesse de tudo para virar um debate sobre as “mensagens subliminares que existem nos filmes da Wall Disney Pictures”, eu preferi deixar minha colega levantar seu argumento, e ela mesma concluir aquela conversa tediosa. Mudamos de assunto.

Quando cheguei em casa, assisti a animação novamente. Por que sim. E mais uma vez, amei. Não consigo entender como essa colega (e tantas outras pessoas) consegue imaginar tanta maldade por trás de algo tão cheio de pequenos que na verdade, tornam-se grandes ensinamentos, transmitidos através de uma animação muito bem feita. MUITO-BEM-FEITA!

Deve ser apenas uma questão de angulo, perspectiva, motivação. Algo do tipo.

E hoje, depois de muitos dias após essa conversa, resolvi publicar uma lista daquelas bem cliches com “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”. Espero que gostem, e se divirtam!

 

  1. Aprendi com o Hans e com a minha mamady, que as pessoas nem sempre serão o que aparentam ser. Nem sempre, quem tem sido solícito, esta sendo totalmente verdadeiro conosco. Também aprendi que nem todos aqueles que nos estendem suas mãos, estão – realmente – preocupados e dispostos a nos ajudar. Aprendi que muitas vezes, quem me estende a mão, faz isso por interesses próprios e auto-satisfação. Aprendi que a confiança deve ser conquistada e oferecida ao longo do tempo. Confiar e colocar meu coração nas mãos de alguém que nao conheço, tem consequências drásticas. E por fim, aprendi que ao nosso redor, sempre haverão pessoas que não estarão totalmente cheias de boas intenções. Ainda assim, podemos aprender com cada uma delas. Afinal, em cada canto existe o lado bom, e para cada coisa que acontece conosco, existe um propósito Essa ultima coisa eu aprendi com o Rei Salomão.
  2. Aprendi com os pais da Anna e da Elsa, que ate mesmo as pessoas que mais amo e admiro em minha vida, cometem erros. A gente tende a achar que as pessoas que mais admiramos, nao podem errar. E quando elas cometem algum erro, nos decepcionamos. Expectativa demais? ou seria egoísmo demais, ao ponto de dar o direito de errar apenas para si mesmo? Todos somos seres humanos, sujeitos e propensos aos erros e acertos. Nossos pais, lideres, mentores, professores, nem sempre estarão certos. As vezes, eles vao tomar decisões erradas. E sao nestes momentos, que precisaremos provar nosso respeito e amor por eles.
  3. Aprendi com a Anna e Elsa, que de vez em quando, haverá uma parede nos separando de quem amamos. Isso me fez lembrar uma das frases de Emily Giffin no livro “Questões do coração” que ganhei de minha amiga Mirella, que diz: “As pessoas que você mais ama, são as mais difíceis de manter por perto”. Ainda nao consegui compreender essa condição/estado em sua totalidade. Mas, tenho certeza da veracidade dessa frase. Penso que, assim como em “Frozen”, algumas das pessoas que mais amamos na vida, precisarão estar longe de nós, por que elas – em algum momento – nos feriram, e temem nos ferir novamente. Por isso, se mantêm longe.  As vezes, precisaremos nos manter longe de quem mais amamos, para aprendermos a controlar nossas emoções, e nao colocar essas pessoas em risco, por nossa falta de auto-controle. E, penso eu, que essa distancia se faz necessária, mas não deve ser permanente. 
  4.  Aprendi com Anna e Elsa, que a maioria dos confrontos quais vivemos, servem para tirar-nos do lugar de comodidade. Ali em cima, falei sobre permanência. Certa vez, li que quando trata-se de felicidade, devemos agir como se fossemos eternos. Mas, infelicidade nao deve ser um estado permanente em nossas vidas. Muitas vezes, agimos como a infelicidade fosse eterna, como se fosse – apenas isso – que a vida reservou para nós. Acontece, que a permanência disso, dependera apenas de cada um de nós. A maioria das vezes, permitimos que situações desagradáveis perdurem em nossas vidas. Pode reparar que, sempre ha situações, que no principio nos incomodavam muitíssimo, e depois de algum tempo, nos acomodamos a elas. Isso deve ser inadmissível em nossas vidas. Usando a frase de Fernando Anitelli: “Não acomodar com o que incomoda”*. Se você acomodou dentro do seu quartinho escuro, os confrontos virão sobre você, e te farão sair para fora. 
  5. Aprendi com a Elsa, que todos nós temos momentos de solitude. Isso tem sido uma licao frequente em meus dias. E posso dizer que tenho criado uma profunda apreciação pela solitude. Eu sei que isso soa estranho, e que muitas pessoas enxergam a solitude como algo totalmente ruim. Afinal, a gente cresceu ouvindo que “estar sozinho, é algo terrivel!”. Mais uma crença limitante. A grande verdade sobre a solitude, é que ela nos leva ao processo mais lindo que podemos viver enquanto somos passageiros na terra: auto-conhecimento e co-criação. São nesses momentos, que descobrimos quem realmente somos. São nesses momentos que renascemos, reconstruímos, recriamos… São em momentos como este, que cantamos: “Livre estou!” para o nosso verdadeiro ser. 
  6. Aprendi com a Anna, que devemos ser humildes e aceitar ajuda de outras pessoas. Confesso que tem sido difícil aprender isso. Sempre me acho independente e auto-suficiente demais. Não gosto de pedir ajuda. E sempre acho que eu consigo sozinha. Tolice, eu sei. A solitude também não deve ser algo permanente. Haverão momentos que precisarei passar por algumas coisas, sozinha. Mas, haverão também, aqueles momentos quais precisarei de apoio, auxilio, companhia, amparo e ajuda. Até por que, por mais focada e motivada que eu esteja para chegar “naquele lugar”, no meio do caminho, eu posso não saber para qual direção devo seguir. E acredite: Sempre haverá alguém que já tenha estado naquele lugar, antes de mim.
  7. Aprendi com a Elsa, que minhas decisões sempre terão consequências. E que, quando tomo uma decisão pensando apenas em mim, posso afetar todos que estão ao meu redor. As vezes, “chutamos o pau-da-barraca”. As vezes, nos colocamos de costas para o mundo, e saímos correndo em direcao ao que chamamos de “liberdade”. Acontece que, por mais sensacional soe essa ideia de “deixar tudo para trás e seguir em rumo ao desconhecido”, essa decisão tem seus revês. E esses revês podem ate nos trazer uma sensação de infinita liberdade, mas ela também pode estar afetando todas as pessoas que estão ao nosso redor; inclusive, as pessoas que mais amamos em nossas vidas. Sou a favor da liberdade. Mas, prego a liberdade com sabedoria. Liberdade sem sabedoria, nao serve para absolutamente nada. Ou melhor, serve sim! Serve para nos mostrar o quão egoístas, mesquinhos, e tolos podemos ser. 
  8. Aprendi com a Elsa, que muitas vezes, existe SIM uma maneira de repararmos algum dano causado por uma decisão “mal pensada” ou um comportamento egoísta que tivemos. Quando cometemos algum erro, a gente costuma achar que “não tem mais jeito”. Mas, sempre tem! As consequências existem, e muitas vezes, elas estarão sempre presentes em nossas vidas. Mas existem sim, maneiras de repararmos algum dano que causamos, – principalmente – as pessoas que amamos. O amor verdadeiro, sempre sera indestrutível. E se existe algo tão forte quanto o amor, este algo, chama-se arrependimento e perdão . O arrependimento genuíno (partindo de quem feriu), e a escolha (partindo de quem foi ferido) de perdoar, pode transformar toda e qualquer situação.  
  9. Aprendi com a Anna, que vale a pena passar frio (e congelar) por quem amamos. E com o Olaf, que vale a pena derreter por algumas pessoas.  E pra entender isso, voce vai precisar assistir o filme.
  10. Aprendi com a Elsa, que as chamas do amor verdadeiro, são capazes de derreter quaisquer coração congelado. E isso, a vida ja deve ter te ensinado. 

Acho difícil haver alguém no planeta terra que nao tenha assistido a animação, mas, por via das duvidas, segue o trailer oficial:

http://www.youtube.com/watch?v=96VwQEhELyY

Observação: *Lembre-se que acomodo e adaptação, sao duas coisas diferentes. Vide lição numero 4. 


 

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Entenda que pessoas vêm e vão!

Por Thaís Lira

Tudo-tem-um-Proposito

Lembro que no auge dos meus 15 anos, eu tinha uma lista com nomes de pessoas que “sempre estariam em minha vida”. Impressionante como a lista era sempre tão cheia. Quando pensava em grandes festas, essas pessoas estavam na lista. Quando pensava em meu casamento, elas também estavam; eram os padrinhos e madrinhas. Quando pensava em chá de bebê, elas permaneciam na lista. Conseguia até imaginar uma fotografia com todas essas pessoas com suas mãos sobre minha barriga gigantesca. Por alguns anos, a lista parecia -realmente – eterna. Então, alguns anos se passaram, e eu descobri que pessoas vêm e vão. Eu, inclusive, hora fui presente, hora fui ausente na vida de alguém. Me lamentei e sofri muito quando nos momentos mais difíceis de minha adolescência, me vi só. Chorei muito, sozinha. E me revoltei muitas vezes. “Quer dizer que nos momentos mais difíceis, essas pessoas desaparecem?”. De repente, apareciam novas pessoas em minha vida. E então eu pensava: “Agora sim! Tenho amigos para o resto da vida!”. E aí, passa-se tudo (até mesmo a dor), e quando percebo, alguns estão, outros não mais. Mas, amadurecer fez coisas importantes comigo. Eu aprendi que no processo de auto-conhecimento mais profundo que vivemos, geralmente, estaremos só. Outrora, acompanhados. Aprendi que com algumas pessoas, podemos (e devemos) compartilhar nossas tristezas. E todas as demais, devemos compartilhar nossas alegrias. Essa é a maneira que nos aproximamos de quem realmente somos. Felicidade deve ser compartilhada, muito mais. Muito mais! Além disso, aprendi que o mundo não gira em torno do meu próprio umbigo. Aprendi que o mundo não se consiste apenas pelo “meu mundo”. Aprendi que cada pessoa têm sua maneira de agir e reagir diante das circunstâncias. Aprendi que todo mundo tem os seus processos. Aprendi que as outras pessoas, também sofrem, também têm seus conflitos interiores, também se sentem só. Parei de olhar apenas para mim, e comecei a perceber que muitas vezes, eu falho com as outras pessoas. Falho com as pessoas que amo. Percebi que muitas vezes, quando elas precisavam de minha companhia, me fiz ocupada demais, e foquei demais em minha própria vida e em meus próprios problemas. Fui egoísta, individualista, mesquinha.

Entendi que eu não tinha e não tenho o direito de exigir que alguém esteja ao meu lado quando eu mais precisar. Entendi que eu não tenho o direito de exigir que alguém que estava comigo ontem, esteja hoje. E entendi que não posso – de modo algum – exigir que quem está comigo HOJE, esteja amanhã. Pessoas vêm e vão. A vida é dessa forma.

Acabei compreendendo – finalmente – que cada pessoa que passa em nossas vidas, passa com um propósito, e cada pessoa que se vai, também vai com um propósito. E o fato de passarem por nossas vidas, não significa que elas ficarão para sempre. Cada uma dessas pessoas, por melhores ou piores que tenham sido para nós, passaram em nossas vidas para nos trazer algo e levar algo de nós. Em minha vida… Foram tantas pessoas. Algumas, estiveram comigo em momentos felizes. O que elas me trouxeram naquele momento? Mais alegria. O que elas levaram? Levaram meu sorriso com elas. Outras pessoas, estavam comigo em momentos tristes. O que elas trouxeram naquele momento? Alento, conforto, colo. O que elas levaram? Levaram a tristeza, levaram minhas lágrimas. Há também, aquelas pessoas que passaram por minha vida, que por uma fração de segundos, foram indiferentes. Afinal, “não tínhamos tanto contato assim”, ou “nos falamos apenas uma vez”, ou qualquer coisa do tipo. Até mesmo essas pessoas – que parecem não representar nada importante em nossas vidas – nos agregaram alguma coisa. Basta pararmos, analisarmos, e enxergarmos com novas perspectivas.

Sempre existe uma lição por trás de cada ser humano que conhecemos; seja durante o primário, durante o ensino médio, durante a faculdade, durante toda a nossa infância, ou naquele ponto de ônibus, naquele vagão de trem, naquele balcão da padaria… Sempre há algo para se receber dessas pessoas. E sempre há algo para compartilharmos com elas. Por isso, precisamos estar atentos não ao que já passou, tampouco ao que está por vir… Mas ao que está acontecendo AQUI-AGORA, bem diante dos nossos olhos. Abra seu coração para receber o que essas pessoas estão oferecendo AGORA; se for coisas maravilhosas, receba com amor e guarde em sua memória. Se for algo ruim, aprenda. Seja qual for o momento, existe um propósito, e a vida nunca deixa de nos ensinar.

Dedico essa postagem aos que estiveram, aos que estão, e aos que estarão! ❤

Bisousinhos ❤

Abra as portas de sua alma, para receber a felicidade!

Por Thais Lira

Nossa paciência alcançara mais que nossa força.
– Edmund Burke

Chega uma hora, em que as coisas simplesmente acontecem. O que antes doía, já nao dói mais. O que antes “apertava”, já nao surte efeito algum. O que antes “perfurava” nossa alma, chega uma hora que – simplesmente – nao fere, nao machuca, nao faz nada. Simplesmente acontece. E sao nessas horas – onde nada mais nos abalada – que percebemos o quão forte nos tornamos ao longo do tempo. Sao nessas horas, que descobrimos que as dores e as dificuldades, tem seus revês, e que todas as coisas tem seu lado positivo. Sao nessas horas, que nos enxergamos bem maiores do que quaisquer coisa que, em outrora, nos diminuía. Sao nessas horas, que descobrimos o poder que temos; de silenciar, de dizer, de agir, de sentir, de estar, e fazer o que quisermos e de ser quem quisermos. Sao nessas horas que descobrimos que estamos vivos! Vivos, pra viver. Somos quem quisermos e pudermos ser. Sao nessas horas que a gente conclui que – ate mesmo – os efeitos colaterais da dor, nao sao permanentes em nossas vidas. E que depois da dor, e do nada, so nos resta usufruir da única coisa que sobra: A felicidade. Por que a dor, meu querido… A dor vem. Mas a felicidade, também!

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Espero que tenham gostado desse trecho. O escrevi ha algum tempo, e resolvi publica-lo hoje. A arte me cura. E para mim, escrever tem sido um tipo de arte. Sempre sera uma honra compartilhar meus pensamentos com vocês. E como diz em meu livro de cabeceira: “Trata de ser feliz!”. Se essa foi a primeira vez que visitou meu blog, seja bem-vindo! Voce esta convidado a conhecer a fanpage do blog: http://www.facebook.com/blogdalira

Bisousinhos ❤