Fracassei, e agora?

Por Thais Lira

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Devo confessar que: não desisto facilmente das coisas. Sempre foi uma característica que faz parte de mim. Quando era um pouco mais nova (e enxergava as coisas de um jeito um pouco mais fácil), sempre dizia que “se eu quiser alguma coisa, eu conseguirei”; pois faria o que fosse preciso para que essa “coisa” acontecesse. Sempre quis ultrapassar meus próprios limites. Nunca fui de me impor limites. E nunca deixei que colocassem limites em mim. “Eu vou até o fim!”, era minha frase predileta. Acontece que as circunstancias da vida, acabam mudando a gente por inteiro. A gente acaba aprendendo a respeitar nossos próprios limites. Foi exatamente o que aconteceu comigo. Acabei me curvando. Compreendi e aprendi que algumas vezes, “o fim” nem sempre significa que chegamos ao topo, que conseguimos o que queríamos, que estamos no alto, que conquistamos, que vencemos… Bom seria se vencêssemos e estivéssemos no topo sempre. Mas não é assim que as coisas funcionam. A grande verdade, é que em alguns momentos da vida (por mais persistentes e insistentes que sejamos), “o fim” não sera aquele “fim promissor”, qual a gente espera. Sera o fim, de fato. Muitas vezes, iremos falhar. Iremos fracassar. Estaremos curvados, com a cara no chão. Mas, não devemos nos render a nos mesmos. Precisamos absorver o ensinamento que os “lugares baixos” nos trazem. Um desses ensinamentos, eu aprendi. Aprendi que as pessoas que tentam fazer alguma coisa, e acabam falhando e fracassando, não devem sentir-se inferiores aos que conseguiram. Conseguir, vencer, chegar aonde queremos, é – e sempre sera – algo bom. Mas, a tentativa é algo fundamental na vida do ser humano. O ponto mais alto, mais promissor na vida do ser humano, não é quando ele tenta e chega ao topo. E sim quando ele fracassa, e tenta novamente, depois disso. As pessoas que tentam e falham, são infinitamente melhores do que aqueles que simplesmente não tentam.

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Expansão de consciência: A conversa que tive com um muçulmano

Por Thais Lira

Bonjour! Como vai? Tudo em paz por ai? Espero que sim. ❤

Thinking

Sempre digo por aqui, que gosto muito dos encontros que a vida me promove. Gosto muito de ver um lado bom em cada canto da vida. E quanto mais observo, mais absorvo. E quanto mais absorvo, mais aprendo. E quando aprendo, cresço. Hoje foi um desses dias que se pudesse repetir, eu repetiria.

Indo ao trabalho, conheci um senhor muçulmano.

Observação: Nessa vida, conheci pessoas de varias religiões; espiritas, mormons, testemunhas de Jeová, católicos romanos, anglicanos, carismáticos, adventistas, budistas, presbiterianos, metodistas, judeus, dentre outras dezenas de religiões. E o mais interessante de te-los encontrado pelos caminhos quais trilhei, foi que – independente do credo – aprendi pelo menos uma coisa com cada um deles. E hoje, tive a oportunidade de conversar com um muçulmano pela primeira vez. Foi algo realmente novo, e por isso, resolvi compartilhar a minha experiência com vocês.

Este senhor e eu, ficamos conversando por quase uma hora (ou mais, talvez); falamos sobre vários assuntos. E nos aplicamos em falar sobre a importância da arte na vida do ser humano (tudo a partir da pergunta que ele me fez: “Você trabalha com o que?”). Contei a maneira como costumo trabalhar; usando a arte para levar os alunos ao auto-conhecimento e a se conectarem com o Criador. E ele demonstrou-se muito compreensivo e interessado diante da minha resposta. Ele complementou: “Olha menina… Em minha religião, não temos grupos de coreografia, ou bandas, como existe hoje em varias igrejas. Mas eu gosto muito da arte. Eu sinto que a arte tem o poder de unir o homem ao Deus criador”. Aquela frase me abraçou. E então – curiosa como sou -, perguntei: “Qual é sua religião?”. Ele respondeu: “Sou muçulmano!”. Eu demonstrei muito interesse em saber mais sobre a religião dele. O que o deixou muito feliz. Os seus olhos brilhavam ao falar sobre suas crenças e sobre a maneira como via sua própria vida e a vida como um todo. Sua ideias, hora se uniam as minhas, hora não tinham absolutamente nada a ver com o que eu cria. Mas, me mantive calada, apenas ouvindo. Era minha hora de aprender um pouco mais da vida. E depois de falar bastante sobre sua crença e sua vida como muçulmano, ele virou para mim e disse: “Menina, eu não sei qual é sua religião… Mas, imagino que não sejamos da mesma religião. Mesmo assim, eu sinto que você é uma pessoa que esta conectada com Deus”. Eu confesso: Me emocionei de verdade. E ele continuou: “Sou muçulmano desde menino. E sempre que dizia isso para pessoas de outras religiões, era excluso. Em minha adolescência, minhas ideias e forma de pensar, não importavam para pessoas de religião diferente da minha. Muitas pessoas se afastavam de mim, so porque eu dizia que pertencia a religião islâmica. Hoje estou velho, e sempre que vou falar sobre a maneira como vejo a vida e o Deus criador, continuo sendo duramente criticado, ou me meto em um super debate religioso. O que acaba me cansando e me entristecendo um pouco. São raras as pessoas como você, que mesmo crendo de forma diferente, ouvem e demonstram respeito, sobretudo.” O interrompi e disse: “Quando eu disse ao senhor que era instrutora de dança e teatro, e que trabalhava com muitos cristãos, o senhor ouviu e me respeitou. Eu apenas resolvi retribuir o respeito”. Enquanto conversávamos, ele segurava um livrinho verde em suas mãos. Então, meus alunos chegaram. Foi quando ele ofereceu o livro para mim, dizendo: “Esse livro é muito importante para mim. E essa conversa me ensinou muito. Por isso, gostaria de da-lo de presente para você. Você pode ler, ou não. Mas, quero que sempre que olhar pra ele, lembre-se dessa conversa. E veja o meu muito obrigado! Em minha religião, temos um cumprimento; “assalamu alaikum”, que significa: “Que você permaneça livre da dor, do sofrimento e do mal”. Ele deu um sorriso largo. Então, quando ele se ia se virando para ir embora, eu disse: “E eu? Como eu respondo ao senhor?”, ele sorriu e disse: “Walaikum as salaam”, que significa “e a paz fique com você”.

A saudação não é apenas um sinal de paz, é uma indicação que a outra pessoa tem boas intenções e não deseja mal para quem quer que seja. É, também, parte de um ritual religioso muito maior praticado por muçulmanos diariamente.

Foi assim que o Criador do universo resolveu me ensinar no dia de hoje. Usando a frase do físico Albert Einstein:

“A mente que se abre para novas ideias, jamais retorna ao seu tamanho original”.

Gratidão por me ler. Tenha certeza que é uma grande honra te-lo aqui comigo. Voce ja conhece a pagina do blog no Facebook? Clique aqui e seja direcionado. Também estou no Instagram e Twitter como @Pontodalira Caso queira falar comigo por e-mail: pontodalira@gmail.com


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10 coisas que aprendi assistindo “Frozen”

Por Thais Lira

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Nem precisa ser meu best friend para saber que sou muito fan da animação “Frozen”. Eu já assisti tantas vezes, que perdi a conta. E há alguns meses atrás, uma conhecida comentou sobre sua suspeita com relação a rápida popularidade do filme; para ela, o filme tem alguma mensagem subliminar, alguma coisa oculta, ou algum tipo de coisa muito ruim, que faz as crianças e adultos ficarem viciados no filme. Acontece. E por mais que aquela conversa, tivesse de tudo para virar um debate sobre as “mensagens subliminares que existem nos filmes da Wall Disney Pictures”, eu preferi deixar minha colega levantar seu argumento, e ela mesma concluir aquela conversa tediosa. Mudamos de assunto.

Quando cheguei em casa, assisti a animação novamente. Por que sim. E mais uma vez, amei. Não consigo entender como essa colega (e tantas outras pessoas) consegue imaginar tanta maldade por trás de algo tão cheio de pequenos que na verdade, tornam-se grandes ensinamentos, transmitidos através de uma animação muito bem feita. MUITO-BEM-FEITA!

Deve ser apenas uma questão de angulo, perspectiva, motivação. Algo do tipo.

E hoje, depois de muitos dias após essa conversa, resolvi publicar uma lista daquelas bem cliches com “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”. Espero que gostem, e se divirtam!

 

  1. Aprendi com o Hans e com a minha mamady, que as pessoas nem sempre serão o que aparentam ser. Nem sempre, quem tem sido solícito, esta sendo totalmente verdadeiro conosco. Também aprendi que nem todos aqueles que nos estendem suas mãos, estão – realmente – preocupados e dispostos a nos ajudar. Aprendi que muitas vezes, quem me estende a mão, faz isso por interesses próprios e auto-satisfação. Aprendi que a confiança deve ser conquistada e oferecida ao longo do tempo. Confiar e colocar meu coração nas mãos de alguém que nao conheço, tem consequências drásticas. E por fim, aprendi que ao nosso redor, sempre haverão pessoas que não estarão totalmente cheias de boas intenções. Ainda assim, podemos aprender com cada uma delas. Afinal, em cada canto existe o lado bom, e para cada coisa que acontece conosco, existe um propósito Essa ultima coisa eu aprendi com o Rei Salomão.
  2. Aprendi com os pais da Anna e da Elsa, que ate mesmo as pessoas que mais amo e admiro em minha vida, cometem erros. A gente tende a achar que as pessoas que mais admiramos, nao podem errar. E quando elas cometem algum erro, nos decepcionamos. Expectativa demais? ou seria egoísmo demais, ao ponto de dar o direito de errar apenas para si mesmo? Todos somos seres humanos, sujeitos e propensos aos erros e acertos. Nossos pais, lideres, mentores, professores, nem sempre estarão certos. As vezes, eles vao tomar decisões erradas. E sao nestes momentos, que precisaremos provar nosso respeito e amor por eles.
  3. Aprendi com a Anna e Elsa, que de vez em quando, haverá uma parede nos separando de quem amamos. Isso me fez lembrar uma das frases de Emily Giffin no livro “Questões do coração” que ganhei de minha amiga Mirella, que diz: “As pessoas que você mais ama, são as mais difíceis de manter por perto”. Ainda nao consegui compreender essa condição/estado em sua totalidade. Mas, tenho certeza da veracidade dessa frase. Penso que, assim como em “Frozen”, algumas das pessoas que mais amamos na vida, precisarão estar longe de nós, por que elas – em algum momento – nos feriram, e temem nos ferir novamente. Por isso, se mantêm longe.  As vezes, precisaremos nos manter longe de quem mais amamos, para aprendermos a controlar nossas emoções, e nao colocar essas pessoas em risco, por nossa falta de auto-controle. E, penso eu, que essa distancia se faz necessária, mas não deve ser permanente. 
  4.  Aprendi com Anna e Elsa, que a maioria dos confrontos quais vivemos, servem para tirar-nos do lugar de comodidade. Ali em cima, falei sobre permanência. Certa vez, li que quando trata-se de felicidade, devemos agir como se fossemos eternos. Mas, infelicidade nao deve ser um estado permanente em nossas vidas. Muitas vezes, agimos como a infelicidade fosse eterna, como se fosse – apenas isso – que a vida reservou para nós. Acontece, que a permanência disso, dependera apenas de cada um de nós. A maioria das vezes, permitimos que situações desagradáveis perdurem em nossas vidas. Pode reparar que, sempre ha situações, que no principio nos incomodavam muitíssimo, e depois de algum tempo, nos acomodamos a elas. Isso deve ser inadmissível em nossas vidas. Usando a frase de Fernando Anitelli: “Não acomodar com o que incomoda”*. Se você acomodou dentro do seu quartinho escuro, os confrontos virão sobre você, e te farão sair para fora. 
  5. Aprendi com a Elsa, que todos nós temos momentos de solitude. Isso tem sido uma licao frequente em meus dias. E posso dizer que tenho criado uma profunda apreciação pela solitude. Eu sei que isso soa estranho, e que muitas pessoas enxergam a solitude como algo totalmente ruim. Afinal, a gente cresceu ouvindo que “estar sozinho, é algo terrivel!”. Mais uma crença limitante. A grande verdade sobre a solitude, é que ela nos leva ao processo mais lindo que podemos viver enquanto somos passageiros na terra: auto-conhecimento e co-criação. São nesses momentos, que descobrimos quem realmente somos. São nesses momentos que renascemos, reconstruímos, recriamos… São em momentos como este, que cantamos: “Livre estou!” para o nosso verdadeiro ser. 
  6. Aprendi com a Anna, que devemos ser humildes e aceitar ajuda de outras pessoas. Confesso que tem sido difícil aprender isso. Sempre me acho independente e auto-suficiente demais. Não gosto de pedir ajuda. E sempre acho que eu consigo sozinha. Tolice, eu sei. A solitude também não deve ser algo permanente. Haverão momentos que precisarei passar por algumas coisas, sozinha. Mas, haverão também, aqueles momentos quais precisarei de apoio, auxilio, companhia, amparo e ajuda. Até por que, por mais focada e motivada que eu esteja para chegar “naquele lugar”, no meio do caminho, eu posso não saber para qual direção devo seguir. E acredite: Sempre haverá alguém que já tenha estado naquele lugar, antes de mim.
  7. Aprendi com a Elsa, que minhas decisões sempre terão consequências. E que, quando tomo uma decisão pensando apenas em mim, posso afetar todos que estão ao meu redor. As vezes, “chutamos o pau-da-barraca”. As vezes, nos colocamos de costas para o mundo, e saímos correndo em direcao ao que chamamos de “liberdade”. Acontece que, por mais sensacional soe essa ideia de “deixar tudo para trás e seguir em rumo ao desconhecido”, essa decisão tem seus revês. E esses revês podem ate nos trazer uma sensação de infinita liberdade, mas ela também pode estar afetando todas as pessoas que estão ao nosso redor; inclusive, as pessoas que mais amamos em nossas vidas. Sou a favor da liberdade. Mas, prego a liberdade com sabedoria. Liberdade sem sabedoria, nao serve para absolutamente nada. Ou melhor, serve sim! Serve para nos mostrar o quão egoístas, mesquinhos, e tolos podemos ser. 
  8. Aprendi com a Elsa, que muitas vezes, existe SIM uma maneira de repararmos algum dano causado por uma decisão “mal pensada” ou um comportamento egoísta que tivemos. Quando cometemos algum erro, a gente costuma achar que “não tem mais jeito”. Mas, sempre tem! As consequências existem, e muitas vezes, elas estarão sempre presentes em nossas vidas. Mas existem sim, maneiras de repararmos algum dano que causamos, – principalmente – as pessoas que amamos. O amor verdadeiro, sempre sera indestrutível. E se existe algo tão forte quanto o amor, este algo, chama-se arrependimento e perdão . O arrependimento genuíno (partindo de quem feriu), e a escolha (partindo de quem foi ferido) de perdoar, pode transformar toda e qualquer situação.  
  9. Aprendi com a Anna, que vale a pena passar frio (e congelar) por quem amamos. E com o Olaf, que vale a pena derreter por algumas pessoas.  E pra entender isso, voce vai precisar assistir o filme.
  10. Aprendi com a Elsa, que as chamas do amor verdadeiro, são capazes de derreter quaisquer coração congelado. E isso, a vida ja deve ter te ensinado. 

Acho difícil haver alguém no planeta terra que nao tenha assistido a animação, mas, por via das duvidas, segue o trailer oficial:

http://www.youtube.com/watch?v=96VwQEhELyY

Observação: *Lembre-se que acomodo e adaptação, sao duas coisas diferentes. Vide lição numero 4. 


 

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