Entrevista: Ramai -Escritor e criador do projeto “Rimas Perdidas”

Por Thaís Lira

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Quando resolvi abrir essa coluna de entrevistas no blog, tinha um objetivo muito claro dentro de mim: Apresentar alguns dos milhares de artistas que temos em nosso país aos meus leitores.  Pois como devem observar, há muitos poetas, escritores, compositores que têm sido calado por uma onda de “artistas da cultura pop, que se formos críticos e analíticos, eles são tudo, menos artistas. Hoje, o “ser famoso” está sendo rapidamente e drasticamente confundido com “ser artista”. Então, lá vamos nós a tentativa de recuperar a arte e evidenciar os verdadeiros artistas.

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Pasmem: A entrevista de hoje, foi feita com um jovem de apenas 17 anos. E teno absoluta certeza que vocês vão adorar!

Ponto da Lira: Ramai, é uma honra tê-lo comigo e com cada um de meus leitores aqui no blog. Vamos começar nosso bate-papo por uma pergunta básica? Quem é Ramai? Mas, quem é Ramais além da superficialidade?

Entrevista - RAMAI - Rimas Perdidas - Blog Ponto da LiraRamai: Ramalho Neto, conhecido por Ramai, 17 anos. Residente de Sousa, na Paraíba. Quem sou, além da superficialidade? Bom, nunca pensei igual a todos. Por isso, sempre tive dificuldades em me adaptar em ambientes comuns, com pessoas comuns. Naturalmente, tive dificuldade em fazer muitos amigos. Tenho poucos amigos. Mas o “fazer amigos” sempre foi uma questão problemática para mim. Então, a primeira coisa sobre mim, é que sou de poucos amigos. A segunda coisa importante sobre mim, é que ainda criança comecei a escrever versos e poesias. Da minha maneira, claro! Mas foi apenas aos 16 anos de idade, que passei a levar a poesia mais a sério. Aos 17 anos, criei o projeto Rimas Perdidas. Que tem crescido aos poucos. E mesmo não havendo uma legião de seguidores, aquele projeto já é minha vida.

Ponto da Lira: Sobre o que você escreve no projeto “Rimas Perdidas”?

Ramai: Escrevo sobre a realidade da vida. Mas também escrevo sobre as loucuras e as tristezas de minha própria vida. E como todo poeta, eu falo sobre o amor. Precisamos falar sobre o amor.

Ponto da Lira: Você é muito jovem. Mas já faz um trabalho muito maduro. Como foi que tudo isso começou em sua vida? Você enxerga a arte de escrever como um dom?

Ramai: Na verdade tudo na minha vida foi bastante precoce. Por isso, não me julgo um cara jovem por ter 17 anos. Eu não descobri até hoje se tenho algum dom (risos). Sempre escrevi músicas por ser apaixonado por essa arte. Mas com o tempo, eu fui lendo e descobrindo a poesia. Quando me encontrei, estava tão fissurado em transformar sentimentos em palavras, que nem percebi que havia virado um poeta. Então acho que o que fez me apaixonar pela poesia foi simplesmente ter descoberto sua existência (risos).

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Ponto da Lira: Então, além de escritor, você é músico? Conte um pouco sobre isso.

Ramai: A música é simplesmente poesia com instrumentos. Por tanto, ela sempre veio e vem junto comigo. Escrevo poesias e as transformo em “Ritmo e poesia” (RAP) com frequência. Às vezes penso que -quem sabe um dia- isso pode tornar-se um trabalho. Me inspiro bastante em cantores do RAP nacional em minhas sátiras. Por exemplo, Gabriel Pensador e grupo Oriente. Que são minhas maiores influências.

Ponto da Lira: Se fosse pra escolher entre ser um escritor e ser um musico, o que você escolheria como carreira?

Ramai: Acho que meu coração bate muito mais pela literatura. Neste caso, escolheria escrever. Talvez, pela calmaria que escrever me traz. Ou pela simplicidade que a escrita tem potencial de transmitir. Ou, escolheria por simplesmente ser minha maior paixão.

Entrevista - RAMAI - Rimas Perdidas - Blog Ponto da Lira 002Ponto da Lira: O que seus pais pensam sobre isso? Vocês conversam sobre sua carreira como escritor?

Ramai: Acho que meus pais não fazem ideia do quanto eu levo isso a sério. E para ser muito sincero, muitos de meus parentes, nem sabem que escrevo. Mas devo seguir meus passos. Pouco a pouco tudo acontece. Além disso, penso que meus sonhos devem caber a mim. Ainda assim, não me considero desincentivado. Pelo contrário! Eu apenas costumo não conversar muito sobre minha carreira, sobre os meus planos futuros, e sobre os meus sonhos. Pode ser puro medo meu de compartilhar meus sonhos, e alguém vir me dar choques de realidade (risos). E de uma forma conclusiva, eu sei que meus pais me apoiam. E que eles vão se orgulhar de mim, se eu me orgulhar.

Ponto da Lira: Como são os seus processos de criação? Você se inspira em situações cotidianas? Em coisas que lê, assiste, ouve?

Ramai: Escrevo em horas completamente aleatórias. Não consigo forçar nada. Deixo as coisas fluírem como elas quiserem. O cotidiano me inspira, meu coração me inspira, a solidão me inspira, tudo se transforma em poesia. Costumo achar que a inspiração é uma coisa passageira. Faz parte. Ela só vira eterna quando ponho no papel. Por isso quem vive de inspirações não pode deixar elas irem embora nunca. Por isso, escrevo. Escrevo sobre tudo que vejo, para contar quase tudo que penso.

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Ponto da Lira: Quais são seus planos para o seu Instagram de poesias? Pretende transformar em livro?

Ramai: Sim, com certeza! Acho que esse é um de meus maiores sonhos. Pretendo tirar o próximo ano para lançar e trabalhar em meu primeiro livro. Espero que se torne realidade. Não vejo a hora (risos).

Ponto da Lira: Além do livro, quais suas expectativas para os próximos anos?

Ramai: Eu sonho muito. Então, pretendo ir longe! Esse ano pretendo terminar meu primeiro livro.  E como disse anteriormente, pretendo trabalhar na divulgação dele próximo ano. Também pretendo iniciar novos projetos nos próximos anos. Espalhar poesia pelas ruas de minha cidade, do meu estado, do mundo todo! Garanto que voltarei aqui para falar sobre minha futura trajetória como poeta de rua (risos).

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Ponto da Lira: Vamos cobrar, ein? Ramai, qual conselho deixaria aos jovens que -assim como você- têm se interessado pela poesia?

Ramai: Vejo a poesia como uma das poucas saídas para salvar nossa cultura. Então, não importa quem seja ou que idade tenha. Se você quer poetizar, poetize. Peço que quem escreve e tem medo de expor seus sentimentos ao mundo,  repense muito sobre isso. Pois cada alma pensante é uma pequena esperança. A poesia salvará muitos! A poesia salvará mundos!

Update da Lira: O blog Ponto da Lira, encontrou as Rimas perdidas. Adorei, Ramai! Vou emoldurar. Vai ficar no cenário do blog!

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Ponto da Lira: Para finalizarmos nosso bate-papo, um jogo rápido? Vamos lá? 

1. A trilha sonora de sua vida: Alma Djen – Poeta.
2. Uma pessoa que te inspira: Zack Magiezi
3. Um filme que assistiria mil vezes: Não tenho um filme, mas a série “How i met you mother” nunca pararei de assistir.
4. Um lugar que você moraria para sempre: Em nenhum, a vida é curta demais para se fixar.
5. Um dia inesquecível: O dia em que eu disse “Adeus”.
6. O “Rimas Perdidas” para você, é: Meu universo, meu diário, minha biografia, é tipo um motivo para seguir em frente; Um sonho.
7. Ramai por ele mesmo: Todos os dias sou alguém novo.
8. Deixe o seu recadinho aos nossos leitores:  Jamais deixe de fazer o que ama, jamais deixe de ser criança e jamais se deixe morrer pelos males da vida.
9. Como podemos acompanhar o “Rimas Perdidas” nas redes sociais? Nosso instagram é @rimasperdidas, no Facebook é Rimas Perdidas e por enquanto só.
10. E você? Como podemos encontrá-lo? Meu Instagram pessoal é @ramai_, meu Facebook é Ramalho Neto e meu Snapchat é: Ramaineto.


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Entrevista: Danielly Martins – Ilustradora e criadora do projeto “Água de Chuva”

Por Thaís Lira

Sem dúvidas, essa é uma das matérias quais tive o maior prazer em fazer desde que criei esse blog. A fiz com a alma. Amei o tema, amei a entrevistada, amei as imagens… Tudo!  E espero -francamente- que vocês gostem tanto quanto eu. Agora, vamos ao que realmente interessa? Vamos falar sobre a “Água de Chuva”.

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Conheci  projeto “Água de Chuva” pelo Instagram. E desde então, me identifiquei muito. Todo o capricho, as frases bem elaboradas, as ilustrações, me despertaram o desejo de conhecer quem estava por trás de toda essa arte. Foi assim que conheci a Danielly. Mas, ninguém melhor do quê ela mesma para falar sobre si.

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Ponto da Lira: Dani, fale um pouco sobre você para os leitores do blog:

Danielly Martins: Me chamo Danielly Martins, tenho 21 anos, sou Paraibana. Vivo em Residente na cidade de Sousa. Ela fica no sertão da Paraíba. Sempre fui apaixonada por arte. Trabalho, estudo, e nas horas vagas me dedico as artes que compõem a minha vida. Além de ilustrar (e escrever), também canto, componho e toco violão. Não sou uma cantora profissional – até poque -, a música entra em minha vida como hobby. E apesar de todas as coisas quais faço, a arte de escrever, é o quê mais amo. Gosto de ver meus sentimentos ganharem vida através de palavras.

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Essa paixão é exercida por meio do Instagram da “Água de Chuva” (@aguadechuva). O projeto faz um ano este mês. E já conta com mais de 8 mil admiradores. Lá, escrevo frases ilustradas a mão, muitas vezes acompanhadas de textos e contos que de alguma forma, encantam as pessoas que leem. São histórias e momentos descritos com um sentimento único que move minha vida: o AMOR.

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Uma das frases que ganhou muito destaque é hoje o lema da página . “ Não sou eu , quem Falo muito de amor, o amor que fala muito sobre mim. “ A cada frases , conto ou texto escrito e postado vou deposita do um pedacinho de mim na vida das pessoas, ler os comentários, os reposts , participar do amor  das pessoas que comentam é uma sensação incrível que me faz cada vez mais querer esse carinho. É um projeto alimentado pelo amor a escrita, o amor a arte, enfim. O amor.

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Uma das frases que ganhou muito destaque ( e que é hoje o lema da página) diz assim: “Não sou eu , quem falo muito de amor, o amor que fala muito sobre mim”. A cada frase, conto, ou texto escrito e postado nas redes sociais do projeto, deposito um pouquinho de mim nas pessoas que me acompanham. Ler os comentários, ver as repostagens, e participar do amor das pessoas que – de algum modo – participam do “Água de Chuva”, é uma sensação incrível que me faz querer cada vez mais esse carinho. É um projeto alimentado pelo amor a escrita, pelo amor a arte, amor a música… Alimentado pelo amor.

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Ponto da Lira: Dani, tenho mais algumas perguntas. Vamos lá? Me conte uma coisa, como foi que começou esse processo artístico em sua vida? Você se inspirou em alguém para criar o “Água de chuva”? 

Danielly Martins: Bom, como disse acima, a arte sempre me encantou. Sempre fui uma pessoa muito observadora. E essa é uma de minhas características principais, sabe? Sempre gostei muito de escrever. Daí, em Janeiro de 2015, resolvi criar o projeto, vinculando-o com a ilustração. E percebi que cada coisa que eu escrevia, chamava atenção das pessoas. Isso tudo ía atraindo público. As pessoas estavam amando. Então, fui investindo cada vez mais disso.

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Ponto da Lira: Externar o quê está em seu coração é maravilhoso. E saber que você começou a fazer isso despretensiosamente, é ainda mais sensacional. Mas me conte uma coisa, você tem plano de trabalhar com isso? Aproveitando essa oportunidade, como você enxerga o cenário dos ilustradores no Brasil? 

Danielly Martins: Me sustento com o trabalho que executo em uma farmácia de minha cidade, e sou estudante de contabilidade. No momento, não vivo da arte. Quem está nesse meio, sabe que para alcançar o sucesso profissional na área e ter um retorno financeiro com tudo isso, é muito difícil. Por quê, apesar de todas as oportunidades que temos de expor nosso trabalho na internet, ainda não é tão reconhecido como deveria. Mas busco isso todos os dias. Se um dia Deus me abençoar e eu puder me sustentar com esse trabalho, será maravilhoso. Por que é de fato o quê gosto de fazer. Mesmo havendo alguns obstáculos pelo caminho (como qualquer outro trabalho), pretendo agarrar com força e amor, a todas as oportunidades que surgirem.

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Ponto da Lira: Dani, mate a minha curiosidade? Qual o motivo de ter escolhido o nome “Água de chuva”? Como foi o processo de criação do nome de seu projeto?

Danielly Martins: Boa pergunta! Sempre costumo escrever meus textos durante a noite. E como disse, sou observadora. E sabe o quê observei? Que eu sempre produzia muito mais em dias chuvosos. O barulho da chuva me traz uma inspiração enorme! Então, na época que resolvi criar a página, pensei: “O quê mais me inspira enquanto escrevo?”, e pronto! Criei o “Água de chuva”. Costumo dizer que meus textos, caem como chuva na vida de meus leitores; faz sorrir, faz chorar, faz se apaixonar, faz se encantar, faz se amar… É isso (risos)!

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Ponto da Lira: Dani, quais os planos para 2016? E se puder nos contar, você tem planos tornar o “Água de chuva” um livro?

Danielly Martins: Sinto que o ano de 2016 será um ano incrível, de muito sucesso. Já estou fechando muitas parcerias, que se Deus permitir, vai ajudar a tornar o “Água de Chuva” mais conhecido. Além disso, tenho muitas pessoas legais me ajudando bastante! E sim! Eu pretendo lançar um livro, sim! Estou correndo atrás disso. É um plano, com certeza!

Update: Estou completamente apaixonada pela arte que a Dani fez, para selar a união do “Ponto da Lira” com o lindo projeto “Água de Chuva”. Muito amor, fala sério?!

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Ponto da Lira: Não vejo a hora de ter o seu livro em mãos. Tudo dará super certo! Agora, vamos a um jogo rápido? Responda em poucs palavras:

  1. A trilha sonora de sua vida: Qualquer música que fale sobre o amor.
  2. Uma pessoa que te inspira: Meu namorado.
  3. Um filme que assistiria mil vezes: O melhor amigo da noiva.
  4. Um lugar que você moraria para sempre: Qualquer lugar que seja com minha família.
  5. Um dia inesquecível: 19/06/14
  6. O “Água de chuva” para você, é: A realização de um sonho.
  7. Dani por ela mesma: Uma sonhadora.
  8. Deixe o seu recadinho aos nossos leitores: Quero agradecer todos os meus leitores, que têm acompanhado e acreditado em meu sonho. Também agradeço aos meus amigos e familiares, que têm me apoiado e me encorajado a nunca desistir. E também agradeço a você, e ao seu blog, que está me dando a oportunidade de levar o “Água de chuva” à novas pessoas. Muito obrigada, de verdade, pelo carinho e paciência. Meu desejo é que todos os seus leitores possam ver em meu trabalho, a verdadeira mensagem que há por trás de tudo isso; que é levar o amor à vida de cada pessoa alcançada pelo projeto. Obrigada.
  9. Como podemos acompanhar o “Água de Chuva” nas redes sociais?
    Bem simples! Estamos no Instagram como @AguaDeChuva e no Facebook: Água de Chuva.
  10. E você? Como podemos encontrá-la? Estou no Instagram, Twitter e Facebook como @daaniellym, e no Snapchat como: daniellymrts

 

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Uma conversa franca: “Merda não se joga no ventilador!”

Sabe o quê está faltando em nossas vidas, em um aspecto completo para que tenhamos qualidade de vida?
Bom senso e equilíbrio.

Fico observando o nosso comportamento, e penso o quão imaturos somos. Sim. A imaturidade tem sua graça. Mas, muitas vezes, desgraça. E ultimamente, o quê mais tenho visto na internet, é: 1. Pessoas imaturas. 2. Histórias desgraçadas. 3. Comportamentos negativos. Um seguido do outro. Para ser mais precisa, a cada atualização.

Essa semana, passei mais tempo na internet do quê o normal. E veja bem, fico muito tempo na internet. Porém, essa semana, fiquei muito-muito-muito mais conectada do quê o normal. E consequentemente, visualizei muito mais “histórias recentes” do quê o normal. Por hora, devo confessar, pensei que os meus feeds eram uma espécie de “confessionário”, “muro das lamentações”, “Diário adolescente”, ou algo do tipo. Me vi “bufando” de tédio em vários momentos. E pensava: “Pra quê isso, cara?”. Em uma parâmetro justo, seria 85% de queixas e dramatização virtual, 10% de conteúdos relevantes, e 5% de conteúdos “super relevantes”. Parece exagero, mas não é.

Precisei de uma semana inteira conectada a internet (especialmente ao Facebook), pra me sentir no meio de um bocado de gente ingrata, dramática,

Me vi praticamente “ligada no automático”, “desfazendo amizade” com o montão de gente. E quanto mais “amizades” desfaço, melhor me sinto, melhor me torno. Aquela velha história: “Menos, é mais!”. O porquê? Simples: Gente tóxica, nos desfaz. Nos desmontam por inteiro. Todo esse excesso de negatividade, nos afeta diretamente, sim!  E não venha me dizer que “não te afeta”. Por quê, mesmo que inconscientemente, em segredo – afeta sim! Nossa mente e coração, têm uma sincronicidade perfeita com o “tudo” e o “todo”. Tudo o quê acontece a nossa volta, tem o poder de nos reprogramar, seja positivamente ou negativamente.

Mas, deixaremos esse assunto para outro dia.

Em resumo, o quê estou sentindo nesse momento, é que: Eu não quero gente tóxica em minha vida. Por motivos óbvios e meus.

Cansei dessa dramatização virtual que a maioria das pessoas fazem em suas redes sociais. Cansei de gente com “Cérebro infértil”. Gente que não pensa antes de agir. Gente que simplesmente age, simplesmente faz, sem se quer cogitar a hipótese de viver consequências de todas as suas ações. Gente que não pensa no quanto suas atitudes podem afetar as pessoas que estão a sua volta. Gente emocional demais, que simplesmente quer agir, e age. Age negativamente, sempre! Quer ser? Seja. Quer agir? Aja! Seja o quê você quiser, e aja como quiser. Mas, longe de mim.

Talvez, esteja sendo um pouco dura com este comentário. Mas eu juro que precisava conversar sobre este assunto com você. Até por quê, tudo o que nos provoca certa irritabilidade, manifesta dentro de nós, um desejo enorme de mudar aquilo. E pensando bem, por quê não tentar?

Sejamos mais polidos. Se há em nós uma necessidade de atenção desenfreada, desejo francamente, que sejamos preenchidos por Deus, pela vida, pelo universo, pelo amor… Ou seja lá o quê nos falta. Que possamos agir com sabedoria, e com honestidade; reconhecendo que essas estratégias para que as pessoas nos enxerguem, são inúteis. Completamente negativas. Elas nos transformam em algo que não somos, que não viemos para ser.

Vejo “gente grande de mente pequena“, vindo nas redes sociais e “quebrando pratos” por qualquer motivo, “atirando merda no ventilador” toda hora. Deus nos livre dessa condição. Deus nos livre desse tipo de comportamento. Deus nos livre desse tipo de gente.

Aprende uma coisa, de uma vez por todas: Facebook não é “muro das lamentações”. Nós já sabemos que Deus não tem Facebook. E principalmente: Merda não se joga em ventilador.

Tenho absoluta certeza de que cada pessoa sabe aonde o sapato lhe aperta. E que há momentos na vida, que a única alternativa que temos é ser forte! é “gritar pra todo mundo ouvir”. Sei muito bem, que às vezes as circunstâncias da vida, nos assusta. E com medo, corremos pra qualquer lugar (lê-se “Facebook”). Sei bem, que todo mundo tem seus espantos, males e lutas a serem vencidas. E que a grande maioria das vezes, a internet é o nosso “refúgio”. Eu sei. Mas, você precisa cuidar do seu coração. E expô-lo na internet, não é (e nunca será!) a melhor maneira de fazer isso. Procure ajuda. Converse com alguém que possa lhe ajudar. Experimente um pouco da quietude. A vida tem dessas coisas, e aprendemos a beça nesses momentos. Não precisa ser forte o tempo todo, segurar as lágrimas, engolir o choro… Mas busque SIM uma coluna ereta, mente aberta e um coração tranquilo. Seja EXATAMENTE o quê você nasceu pra ser. Seja uma pessoa grande, que pensa grande!

Estamos juntos nessa!

Ah, aproveitando… Você já leu esse texto, sobre “quietude”? Escrevi pra você! ❤

Obs: Você pode até jogar e merda toda no ventilador. Mas não se esqueça: As mãos que vão ficar fedendo, são as suas. E quem vai limpar tudo, é você.


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Inspiração do dia | Flores

Primavera:
substantivo feminino
  1. 1.
    estação temperada e amena, entre o inverno e o verão [No hemisfério sul, estende-se do equinócio de setembro (22) ao solstício de dezembro (20); no hemisfério norte, do equinócio de março (21) ao solstício de junho (20).].
  2. 2.
    fig. tempo primordial; aurora.
    “animais que existiram na p. do mundo”

“Minha doce menina, escrevo-lhe este bilhete para desejar-lhe um tanto de amor e paz neste coração tão seu (e tão meu). Tenho repousado meus olhos sobre ti, e enxergo-te murcha. Minha doce menina, aquieta-te. Acalma-te. Escrevo-lhe para desejar-lhe tranquilidade e calmaria. Escrevo-lhe para que te lembres de quem tu és, e jamais te esqueças de quem sou. Minha doce menina, tu és esperada e amada como a Primavera. Sorrio só de imaginar que em algum momento, vais vir. Tens o brilho do sol e da lua em ti. Fostes criada com tanto amor. Por quê não compreendes? Por quê tu não vês que fostes criada e movida, pelas mãos de quem rege o universo? Minha doce menina, venha depressa, volte-se a mim. Fique aqui: bem perto de mim. Minha doce menina, escuta-me: Espero-te. Venha, pois quero fazer-lhe desabrochar em felicidade. Venha! Pois, ainda que estejas murcha, florescerás. Flores-será.
(Flores-será, Thaís Lira)


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Cinemalogia: “A teoria de tudo” | The Theory of everything

Por Thais Liraa-teoria-de-tudoFazem alguns meses (?) que não falo sobre cinema aqui no blog. Creio eu, que o ultimo filme qual fiz resenha, foi “Malévola”, ou “Jogos Vorazes”, ou talvez, o artigo mais recente sobre cinema, tenha sido “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”… Seja como for, faz tempo que não falo sobre filmes quais andei assistindo por aqui. Acho que esta mais do que na hora de trazer algo novo sobre isso. 

A escolha de hoje, devo admitir: muito boa. Inclusive, atrevo-me a dizer que este é um dos melhores filmes que assisti em 2015 mesmo estando na metade do ano. Um filme que favoritei, e que pretendo assistir muitas vezes  (ate enjoar, de preferencia). 

“The theory of everything” foi uma das obras cinematográficas premiadas no Oscar 2015. E não é pra menos; o filme é impecável. Uma verdadeira obra de arte. A fotografia, trilhas sonoras, figurinos, maquiagens, cenários, diálogos, e – principalmente – claro, as atuacoes: Impecáveis. Se fosse para falar negativamente sobre o filme, confesso que nao saberia fazer isso.The-Theory-of-Everything-Poster-2O filme conta a belíssima historia de Jane Wilde (interpretada por Felicity Jones) e do astrofísico Stephen Hawking (interpretado por Eddie Redmayne). Bom, acredito eu que muitas pessoas do mundo, sabem muito bem quem é Stephen Howking. Em contrapartida, reconheco que existam muitas pessoas que ainda não sabem quem é ele; por isso, resolvi facilitar as coisas, expondo aqui no blog, uma pequeníssima biografia sobre o grande Stephen Hawking:

Stephen William Hawking (nasceu em Oxford, no dia 8 de janeiro de 1942) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge, onde hoje encontra-se como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.

Prontinho. Agora que sabemos de quem se trata, podemos dar continuidade ao nosso bate-papo sobre o filme. 

Jane e Stephen se conhecem na faculdade; ele estudava exatas, e ela, humanas. Stephen era um jovem ateu chamado de estranho por seus colegas de classe. Ainda assim, tinha a admiração de seus professores por sua inteligência. E conquistou o coração de Jane, com suas filosofias e teorias sobre a vida. Jane, estudava arte. Gostava de cantar, e acreditava que Deus era o grande criador do universo. Ganhou o coração de Stephen pela forma doce como agia e enxergava o mundo a sua volta. Ambos, sentiam-se completos quando estavam juntos. Eles se apaixonaram.

Entao, aos 21 anos de idade, Stephen descobre que é portador de uma rara doença degenerativa, conhecida como “ELA” (Esclerose Lateral Amiotrofica), que paralisa os músculos de todo o corpo, sem atingir o cérebro. Porem, essa perda de movimentos começa a acontecer gradualmente. Stephen resolve se afastar completamente de Jane, pois o medico deu para ele apenas dois anos de vida. E para que ele nao a fizesse sofrer, preferiu se esquivar, escondendo a verdade de sua amada.

Acontece que os amigos de Stephen resolvem por bem, contar toda a verdade para Jane. Jane, por sua vez, vai ate Stephen, e manifesta seu amor e interesse em ficar com ele pelo tempo que fosse, pois o amava verdadeiramente.The-Theory-of-Everything-OFFICIAL-POSTER-BANNER-08AGOSTO2014-02Aceitando a condição de que Stephen viveria pouquíssimo tempo, Jane, demonstra sua resiliencia e toma a decisão de casar-se com Stephen. Pouco tempo depois, o casal tem seu primeiro herdeiro com Jane. Nessa altura, Stephen já tem grande dificuldade em sua fala, e precisa de ajuda para alimentar-se e movimentar-se. 

Stephen acaba vivendo muito mais do que os médicos previam; tem seu segundo filho com Jane, e o terceiro. No total, sao cerca de 25 anos ao lado de Jane. Porem, os últimos anos ao lado de Jane, foram ainda mais difíceis e nao tao doces quanto os primeiros; de um lado, Jane apaixona-se por outro homem. E Stephen, por outra mulher. Mesmo diante de uma vida inteira juntos, eles resolvem continuar suas vidas separados, mas, amando e respeitando um ao outro para sempre. 

O filme inteiro, tem base no livro de Jane Wilde, chamado: “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”. O grande foco da obra, é o romance por trás da física e ciência. Ousaria dizer que o amor é a verdadeira teoria de tudo na trama. Uma filme maravilhoso, de uma historia grandiosa! The-Theory-of-Everything-Official-Poster-Banner-PROMO-08SETEMBRO2014-04-4Stephen tem 73 anos, e continua atuando em sua área. Ele já foi premiado inúmeras vezes, já escreveu vários livros, e sua historia é contada por diversos artistas tanto em livros, quanto em filmes e documentários. Se você esta procurando saber um pouco mais sobre o lado profissional de Stephen Hawking, com certeza vai encontrar bastante coisa navegando na internet. Lembre-se que este nao é o principal foco do filme. 

Bisousinhos ❤


 

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Expansão de consciência: A conversa que tive com um muçulmano

Por Thais Lira

Bonjour! Como vai? Tudo em paz por ai? Espero que sim. ❤

Thinking

Sempre digo por aqui, que gosto muito dos encontros que a vida me promove. Gosto muito de ver um lado bom em cada canto da vida. E quanto mais observo, mais absorvo. E quanto mais absorvo, mais aprendo. E quando aprendo, cresço. Hoje foi um desses dias que se pudesse repetir, eu repetiria.

Indo ao trabalho, conheci um senhor muçulmano.

Observação: Nessa vida, conheci pessoas de varias religiões; espiritas, mormons, testemunhas de Jeová, católicos romanos, anglicanos, carismáticos, adventistas, budistas, presbiterianos, metodistas, judeus, dentre outras dezenas de religiões. E o mais interessante de te-los encontrado pelos caminhos quais trilhei, foi que – independente do credo – aprendi pelo menos uma coisa com cada um deles. E hoje, tive a oportunidade de conversar com um muçulmano pela primeira vez. Foi algo realmente novo, e por isso, resolvi compartilhar a minha experiência com vocês.

Este senhor e eu, ficamos conversando por quase uma hora (ou mais, talvez); falamos sobre vários assuntos. E nos aplicamos em falar sobre a importância da arte na vida do ser humano (tudo a partir da pergunta que ele me fez: “Você trabalha com o que?”). Contei a maneira como costumo trabalhar; usando a arte para levar os alunos ao auto-conhecimento e a se conectarem com o Criador. E ele demonstrou-se muito compreensivo e interessado diante da minha resposta. Ele complementou: “Olha menina… Em minha religião, não temos grupos de coreografia, ou bandas, como existe hoje em varias igrejas. Mas eu gosto muito da arte. Eu sinto que a arte tem o poder de unir o homem ao Deus criador”. Aquela frase me abraçou. E então – curiosa como sou -, perguntei: “Qual é sua religião?”. Ele respondeu: “Sou muçulmano!”. Eu demonstrei muito interesse em saber mais sobre a religião dele. O que o deixou muito feliz. Os seus olhos brilhavam ao falar sobre suas crenças e sobre a maneira como via sua própria vida e a vida como um todo. Sua ideias, hora se uniam as minhas, hora não tinham absolutamente nada a ver com o que eu cria. Mas, me mantive calada, apenas ouvindo. Era minha hora de aprender um pouco mais da vida. E depois de falar bastante sobre sua crença e sua vida como muçulmano, ele virou para mim e disse: “Menina, eu não sei qual é sua religião… Mas, imagino que não sejamos da mesma religião. Mesmo assim, eu sinto que você é uma pessoa que esta conectada com Deus”. Eu confesso: Me emocionei de verdade. E ele continuou: “Sou muçulmano desde menino. E sempre que dizia isso para pessoas de outras religiões, era excluso. Em minha adolescência, minhas ideias e forma de pensar, não importavam para pessoas de religião diferente da minha. Muitas pessoas se afastavam de mim, so porque eu dizia que pertencia a religião islâmica. Hoje estou velho, e sempre que vou falar sobre a maneira como vejo a vida e o Deus criador, continuo sendo duramente criticado, ou me meto em um super debate religioso. O que acaba me cansando e me entristecendo um pouco. São raras as pessoas como você, que mesmo crendo de forma diferente, ouvem e demonstram respeito, sobretudo.” O interrompi e disse: “Quando eu disse ao senhor que era instrutora de dança e teatro, e que trabalhava com muitos cristãos, o senhor ouviu e me respeitou. Eu apenas resolvi retribuir o respeito”. Enquanto conversávamos, ele segurava um livrinho verde em suas mãos. Então, meus alunos chegaram. Foi quando ele ofereceu o livro para mim, dizendo: “Esse livro é muito importante para mim. E essa conversa me ensinou muito. Por isso, gostaria de da-lo de presente para você. Você pode ler, ou não. Mas, quero que sempre que olhar pra ele, lembre-se dessa conversa. E veja o meu muito obrigado! Em minha religião, temos um cumprimento; “assalamu alaikum”, que significa: “Que você permaneça livre da dor, do sofrimento e do mal”. Ele deu um sorriso largo. Então, quando ele se ia se virando para ir embora, eu disse: “E eu? Como eu respondo ao senhor?”, ele sorriu e disse: “Walaikum as salaam”, que significa “e a paz fique com você”.

A saudação não é apenas um sinal de paz, é uma indicação que a outra pessoa tem boas intenções e não deseja mal para quem quer que seja. É, também, parte de um ritual religioso muito maior praticado por muçulmanos diariamente.

Foi assim que o Criador do universo resolveu me ensinar no dia de hoje. Usando a frase do físico Albert Einstein:

“A mente que se abre para novas ideias, jamais retorna ao seu tamanho original”.

Gratidão por me ler. Tenha certeza que é uma grande honra te-lo aqui comigo. Voce ja conhece a pagina do blog no Facebook? Clique aqui e seja direcionado. Também estou no Instagram e Twitter como @Pontodalira Caso queira falar comigo por e-mail: pontodalira@gmail.com


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10 coisas que aprendi assistindo “Frozen”

Por Thais Lira

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Nem precisa ser meu best friend para saber que sou muito fan da animação “Frozen”. Eu já assisti tantas vezes, que perdi a conta. E há alguns meses atrás, uma conhecida comentou sobre sua suspeita com relação a rápida popularidade do filme; para ela, o filme tem alguma mensagem subliminar, alguma coisa oculta, ou algum tipo de coisa muito ruim, que faz as crianças e adultos ficarem viciados no filme. Acontece. E por mais que aquela conversa, tivesse de tudo para virar um debate sobre as “mensagens subliminares que existem nos filmes da Wall Disney Pictures”, eu preferi deixar minha colega levantar seu argumento, e ela mesma concluir aquela conversa tediosa. Mudamos de assunto.

Quando cheguei em casa, assisti a animação novamente. Por que sim. E mais uma vez, amei. Não consigo entender como essa colega (e tantas outras pessoas) consegue imaginar tanta maldade por trás de algo tão cheio de pequenos que na verdade, tornam-se grandes ensinamentos, transmitidos através de uma animação muito bem feita. MUITO-BEM-FEITA!

Deve ser apenas uma questão de angulo, perspectiva, motivação. Algo do tipo.

E hoje, depois de muitos dias após essa conversa, resolvi publicar uma lista daquelas bem cliches com “10 coisas que aprendi assistindo Frozen”. Espero que gostem, e se divirtam!

 

  1. Aprendi com o Hans e com a minha mamady, que as pessoas nem sempre serão o que aparentam ser. Nem sempre, quem tem sido solícito, esta sendo totalmente verdadeiro conosco. Também aprendi que nem todos aqueles que nos estendem suas mãos, estão – realmente – preocupados e dispostos a nos ajudar. Aprendi que muitas vezes, quem me estende a mão, faz isso por interesses próprios e auto-satisfação. Aprendi que a confiança deve ser conquistada e oferecida ao longo do tempo. Confiar e colocar meu coração nas mãos de alguém que nao conheço, tem consequências drásticas. E por fim, aprendi que ao nosso redor, sempre haverão pessoas que não estarão totalmente cheias de boas intenções. Ainda assim, podemos aprender com cada uma delas. Afinal, em cada canto existe o lado bom, e para cada coisa que acontece conosco, existe um propósito Essa ultima coisa eu aprendi com o Rei Salomão.
  2. Aprendi com os pais da Anna e da Elsa, que ate mesmo as pessoas que mais amo e admiro em minha vida, cometem erros. A gente tende a achar que as pessoas que mais admiramos, nao podem errar. E quando elas cometem algum erro, nos decepcionamos. Expectativa demais? ou seria egoísmo demais, ao ponto de dar o direito de errar apenas para si mesmo? Todos somos seres humanos, sujeitos e propensos aos erros e acertos. Nossos pais, lideres, mentores, professores, nem sempre estarão certos. As vezes, eles vao tomar decisões erradas. E sao nestes momentos, que precisaremos provar nosso respeito e amor por eles.
  3. Aprendi com a Anna e Elsa, que de vez em quando, haverá uma parede nos separando de quem amamos. Isso me fez lembrar uma das frases de Emily Giffin no livro “Questões do coração” que ganhei de minha amiga Mirella, que diz: “As pessoas que você mais ama, são as mais difíceis de manter por perto”. Ainda nao consegui compreender essa condição/estado em sua totalidade. Mas, tenho certeza da veracidade dessa frase. Penso que, assim como em “Frozen”, algumas das pessoas que mais amamos na vida, precisarão estar longe de nós, por que elas – em algum momento – nos feriram, e temem nos ferir novamente. Por isso, se mantêm longe.  As vezes, precisaremos nos manter longe de quem mais amamos, para aprendermos a controlar nossas emoções, e nao colocar essas pessoas em risco, por nossa falta de auto-controle. E, penso eu, que essa distancia se faz necessária, mas não deve ser permanente. 
  4.  Aprendi com Anna e Elsa, que a maioria dos confrontos quais vivemos, servem para tirar-nos do lugar de comodidade. Ali em cima, falei sobre permanência. Certa vez, li que quando trata-se de felicidade, devemos agir como se fossemos eternos. Mas, infelicidade nao deve ser um estado permanente em nossas vidas. Muitas vezes, agimos como a infelicidade fosse eterna, como se fosse – apenas isso – que a vida reservou para nós. Acontece, que a permanência disso, dependera apenas de cada um de nós. A maioria das vezes, permitimos que situações desagradáveis perdurem em nossas vidas. Pode reparar que, sempre ha situações, que no principio nos incomodavam muitíssimo, e depois de algum tempo, nos acomodamos a elas. Isso deve ser inadmissível em nossas vidas. Usando a frase de Fernando Anitelli: “Não acomodar com o que incomoda”*. Se você acomodou dentro do seu quartinho escuro, os confrontos virão sobre você, e te farão sair para fora. 
  5. Aprendi com a Elsa, que todos nós temos momentos de solitude. Isso tem sido uma licao frequente em meus dias. E posso dizer que tenho criado uma profunda apreciação pela solitude. Eu sei que isso soa estranho, e que muitas pessoas enxergam a solitude como algo totalmente ruim. Afinal, a gente cresceu ouvindo que “estar sozinho, é algo terrivel!”. Mais uma crença limitante. A grande verdade sobre a solitude, é que ela nos leva ao processo mais lindo que podemos viver enquanto somos passageiros na terra: auto-conhecimento e co-criação. São nesses momentos, que descobrimos quem realmente somos. São nesses momentos que renascemos, reconstruímos, recriamos… São em momentos como este, que cantamos: “Livre estou!” para o nosso verdadeiro ser. 
  6. Aprendi com a Anna, que devemos ser humildes e aceitar ajuda de outras pessoas. Confesso que tem sido difícil aprender isso. Sempre me acho independente e auto-suficiente demais. Não gosto de pedir ajuda. E sempre acho que eu consigo sozinha. Tolice, eu sei. A solitude também não deve ser algo permanente. Haverão momentos que precisarei passar por algumas coisas, sozinha. Mas, haverão também, aqueles momentos quais precisarei de apoio, auxilio, companhia, amparo e ajuda. Até por que, por mais focada e motivada que eu esteja para chegar “naquele lugar”, no meio do caminho, eu posso não saber para qual direção devo seguir. E acredite: Sempre haverá alguém que já tenha estado naquele lugar, antes de mim.
  7. Aprendi com a Elsa, que minhas decisões sempre terão consequências. E que, quando tomo uma decisão pensando apenas em mim, posso afetar todos que estão ao meu redor. As vezes, “chutamos o pau-da-barraca”. As vezes, nos colocamos de costas para o mundo, e saímos correndo em direcao ao que chamamos de “liberdade”. Acontece que, por mais sensacional soe essa ideia de “deixar tudo para trás e seguir em rumo ao desconhecido”, essa decisão tem seus revês. E esses revês podem ate nos trazer uma sensação de infinita liberdade, mas ela também pode estar afetando todas as pessoas que estão ao nosso redor; inclusive, as pessoas que mais amamos em nossas vidas. Sou a favor da liberdade. Mas, prego a liberdade com sabedoria. Liberdade sem sabedoria, nao serve para absolutamente nada. Ou melhor, serve sim! Serve para nos mostrar o quão egoístas, mesquinhos, e tolos podemos ser. 
  8. Aprendi com a Elsa, que muitas vezes, existe SIM uma maneira de repararmos algum dano causado por uma decisão “mal pensada” ou um comportamento egoísta que tivemos. Quando cometemos algum erro, a gente costuma achar que “não tem mais jeito”. Mas, sempre tem! As consequências existem, e muitas vezes, elas estarão sempre presentes em nossas vidas. Mas existem sim, maneiras de repararmos algum dano que causamos, – principalmente – as pessoas que amamos. O amor verdadeiro, sempre sera indestrutível. E se existe algo tão forte quanto o amor, este algo, chama-se arrependimento e perdão . O arrependimento genuíno (partindo de quem feriu), e a escolha (partindo de quem foi ferido) de perdoar, pode transformar toda e qualquer situação.  
  9. Aprendi com a Anna, que vale a pena passar frio (e congelar) por quem amamos. E com o Olaf, que vale a pena derreter por algumas pessoas.  E pra entender isso, voce vai precisar assistir o filme.
  10. Aprendi com a Elsa, que as chamas do amor verdadeiro, são capazes de derreter quaisquer coração congelado. E isso, a vida ja deve ter te ensinado. 

Acho difícil haver alguém no planeta terra que nao tenha assistido a animação, mas, por via das duvidas, segue o trailer oficial:

http://www.youtube.com/watch?v=96VwQEhELyY

Observação: *Lembre-se que acomodo e adaptação, sao duas coisas diferentes. Vide lição numero 4. 


 

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